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Edição
1 774 - 23 de outubro de 2002 |
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Direto do gargalo
As bebidas
ice diversificam:
até
uísque com guaraná já vem
misturado
e pronto para tomar
Divulgação
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Não dá para não ver: na maioria das festas mostradas
pelas revistas de celebridades hoje em dia, famoso que é famoso
está bebendo no gargalo, como manda a nova etiqueta
uma das chamadas bebidas ice. Em garrafas long neck, normalmente em sabor
limão, mas também laranja, abacaxi e melancia sim,
melancia , elas são uma mistura de água gaseificada
com alguma bebida alcoólica. Para apreciadores tradicionais de
vodca e uísque, soa como anátema. Para quem não está
nem aí com tradições, as tais ready-to-drink (prontas
para beber, seu nome de guerra) são uma novidade avidamente consumida.
A primeira grande marca a dar certo nesse segmento foi a Smirnoff Ice,
que vendeu 30 milhões de garrafas (55% do mercado) nos últimos
doze meses. Seguiu-se uma série de outras vodcas ice, posteriormente
repaginadas em rum ice e absinto ice, até chegar às novidades
do momento: uma caipirinha e dois uísques prontos para beber.
Fotos divulgação
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| Rum,
vodca, cachaça, absinto e uísque: competindo com a cerveja, os destilados
invadem o mercado do drinque engarrafado e pronto para gelar e beber
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"Depois da
cerveja, existia um vazio grande no mercado da garrafinha long neck. É
nesse espaço que os destilados estão entrando", diz Douglas
Tsukimoto, gerente responsável pela Orloff Ice. Dirigidas a jovens
de 18 a 25 anos que freqüentam bares com amigos e gostam de sair
para dançar, as ice miravam, inicialmente, os rapazes. Para surpresa
dos fabricantes, as mulheres aderiram com entusiasmo. Com 5,5% de teor
alcoólico, quase o mesmo que o da cerveja, elas "casam com o paladar
da mulher. Além disso, não dão mau hálito",
afirma Tsukimoto. Uma vantagem adicional, apenas sussurrada, é
que as filas para o toalete ficam um pouco menores em comparação
com as das baladas regadas a cerveja. O contraponto deletério:
de tão suaves, acabam favorecendo excessos ninguém
pára em uma garrafinha só. Colecionador de garrafas desse
tipo de bebida, Tsukimoto já contabiliza mais de quarenta na prateleira,
a grande maioria nacionais. As de vodca, com aspecto meio turvo para dar
a impressão de ser geladas, são as campeãs. Entrando
agora nesse nicho, a Johnnie Walker está lançando do Brasil
(quarto maior consumidor de sua marca) para o mundo o One, iconoclasta
mistura de uísque, aromas artificiais e água gaseificada.
"O Brasil tem as condições ideais para esse tipo de drinque:
clima quente, hábito de consumo de bebida gelada e vida noturna
ativa", enumera Pedro Mendonça, gerente de marketing da Diageo,
fabricante do Johnnie Walker. Mistura por mistura, a TG radicaliza: junta
na garrafinha o uísque ("nacionalizado") Teacher's com o quê?
Guaraná, claro. O grupo Tatuzinho, por sua vez, conta com o apelo
ao bolso para invadir o mercado. Sua Velho Barreiro Caipirinha Ice custa,
em média, 2 reais, menos de um terço do preço das
colegas.
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