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Bronze em pó

A maquiagem solar bronzeia
o corpo
todo e dura até
o próximo banho

 
Pedro Rubens

Reuters

Pele com e sem maquiagem solar e Gisele (ao lado), morena, no desfile da Missoni: fácil de aplicar e de remover

O calor chegou e, com ele, para quem tem deficiência de melanina, a dura transição do branco-escritório para o bronze-praia. Para as cultoras mais radicais da morenice, as câmaras de bronzeamento artificial foram uma alternativa durante algum tempo: as moças entravam lá e, minutos depois, saíam prontas para rechear um biquíni com aquela invejável cor de veteranas da praia. Hoje, condenado pelos dermatologistas por aumentar o risco de câncer de pele e por acelerar o envelhecimento, o bronzeamento artificial está em baixa. Resta às inimigas da palidez pré-praia pedir socorro aos cremes autobronzeadores, que duram alguns dias, e às maquiagens "solares", que douram rosto e corpo até o próximo banho. Os pós e cremes para amorenar a pele foram aplicados com liberalidade nos desfiles de moda primavera-verão 2003 realizados nas últimas semanas na Europa. Gisele Bündchen, por exemplo, apareceu mais dourada ainda na passarela da grife italiana Missoni graças a uma respeitável camada de maquiagem solar.

As primeiras maquiagens do gênero, de tom mais mate e efeito iluminador, foram as linhas de pó para o rosto – o da Shiseido, com proteção solar, virou o produto mais vendido da empresa no Brasil. Neste verão, marcas como Lancôme, Helena Rubinstein e Guerlain ampliaram a área de atuação: lançaram a maquiagem, uma espécie de base, para espalhar no corpo todo (preço médio: 90 reais, praticamente a diária de uma pousadinha na praia). Em quem já é moreno, a diferença é pouco visível. Em compensação, as peles mais claras realmente parecem ter passado por um banho de sol. Como toda maquiagem, não resiste a um suadouro e precisa ser retocada de vez em quando. Já os autobronzeadores duram mais e, por não terem contra-indicação, são recomendados até pela Organização Mundial de Saúde, em lugar de longas exposições ao sol ou aos raios artificiais. A principal substância para mudar o tom da pele é a diidroxiacetona (DHA), que, uma vez aplicada, reage com a queratina (proteína encontrada na pele) e produz um pigmento acastanhado – tonalidade muito mais natural do que o alaranjado presente nas primeiras fórmulas. "Com a oferta maior, ficou mais fácil encontrar o produto indicado para cada pele", diz Sut-Mie Guibert, gerente de treinamento da Helena Rubinstein no Brasil. Dois cuidados são fundamentais: um é escolher um produto que seque rápido, pois, com toda a sua evolução tecnológica, o creme autobronzeador ainda mancha roupas. O outro é, depois de aplicar, lavar as mãos correndo, para que as palmas não adquiram um pouco atraente tom amarelado. O efeito aparece uma hora depois e, para mantê-lo, é preciso reaplicar a cada três dias, em média. A loção mais barata, da Nivea, sai por cerca de 15 reais; o novo gel da Sisley, com ingredientes botânicos, custa 300 reais.

 



   
 
   
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