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Edição
1 774 - 23 de outubro de 2002 |
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Bronze em pó
A maquiagem
solar bronzeia
o corpo todo
e dura até
o próximo banho
Pedro Rubens
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Reuters
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Pele
com e sem
maquiagem solar e
Gisele (ao lado),
morena, no desfile da Missoni: fácil de
aplicar e de remover
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O calor chegou
e, com ele, para quem tem deficiência de melanina, a dura transição
do branco-escritório para o bronze-praia. Para as cultoras mais
radicais da morenice, as câmaras de bronzeamento artificial foram
uma alternativa durante algum tempo: as moças entravam lá
e, minutos depois, saíam prontas para rechear um biquíni
com aquela invejável cor de veteranas da praia. Hoje, condenado
pelos dermatologistas por aumentar o risco de câncer de pele e por
acelerar o envelhecimento, o bronzeamento artificial está em baixa.
Resta às inimigas da palidez pré-praia pedir socorro aos
cremes autobronzeadores, que duram alguns dias, e às maquiagens
"solares", que douram rosto e corpo até o próximo banho.
Os pós e cremes para amorenar a pele foram aplicados com liberalidade
nos desfiles de moda primavera-verão 2003 realizados nas últimas
semanas na Europa. Gisele Bündchen, por exemplo, apareceu mais dourada
ainda na passarela da grife italiana Missoni graças a uma respeitável
camada de maquiagem solar.
As primeiras
maquiagens do gênero, de tom mais mate e efeito iluminador, foram
as linhas de pó para o rosto o da Shiseido, com proteção
solar, virou o produto mais vendido da empresa no Brasil. Neste verão,
marcas como Lancôme, Helena Rubinstein e Guerlain ampliaram a área
de atuação: lançaram a maquiagem, uma espécie
de base, para espalhar no corpo todo (preço médio: 90 reais,
praticamente a diária de uma pousadinha na praia). Em quem já
é moreno, a diferença é pouco visível. Em
compensação, as peles mais claras realmente parecem ter
passado por um banho de sol. Como toda maquiagem, não resiste a
um suadouro e precisa ser retocada de vez em quando. Já os autobronzeadores
duram mais e, por não terem contra-indicação, são
recomendados até pela Organização Mundial de Saúde,
em lugar de longas exposições ao sol ou aos raios artificiais.
A principal substância para mudar o tom da pele é a diidroxiacetona
(DHA), que, uma vez aplicada, reage com a queratina (proteína encontrada
na pele) e produz um pigmento acastanhado tonalidade muito mais
natural do que o alaranjado presente nas primeiras fórmulas. "Com
a oferta maior, ficou mais fácil encontrar o produto indicado para
cada pele", diz Sut-Mie Guibert, gerente de treinamento da Helena Rubinstein
no Brasil. Dois cuidados são fundamentais: um é escolher
um produto que seque rápido, pois, com toda a sua evolução
tecnológica, o creme autobronzeador ainda mancha roupas. O outro
é, depois de aplicar, lavar as mãos correndo, para que as
palmas não adquiram um pouco atraente tom amarelado. O efeito aparece
uma hora depois e, para mantê-lo, é preciso reaplicar a cada
três dias, em média. A loção mais barata, da
Nivea, sai por cerca de 15 reais; o novo gel da Sisley, com ingredientes
botânicos, custa 300 reais.
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