Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 774 - 23 de outubro de 2002
Geral Migração
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Eleições 2002
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
 

Furacões destroem plantações de fumo em Cuba
Crise leva ricos latinos a investir em imóveis em Miami
Brasileira luta para conter a cegueira do filho
Adolescentes apelam para a "pílula do dia seguinte"
Maquiagem que imita o bronzeamento
A campeã brasileira de fisiculturismo
A diversificação das bebidas ice
Milagre de madre Teresa é contestado
João Paulo II muda o terço
O narcoterrorismo no Rio de Janeiro
Um buraco negro no meio da Via Láctea

Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

A fuga dourada

Em busca de segurança,
ricaços latinos
fazem a festa
das imobiliárias de Miami

Arlete Lorini

Os negócios imobiliários andam em ritmo lento na maior parte dos Estados Unidos – mas os corretores de imóveis da Flórida não têm do que se queixar. Na contramão do restante do país, eles são favorecidos por uma recessão ainda maior, aquela que atinge a América Latina. A instabilidade econômica e a escalada da violência e dos seqüestros nos países latino-americanos têm impulsionado – e muito – seus negócios. Em busca de investimentos garantidos em dólares e também de um porto seguro (e com campo de golfe) para o caso de as coisas piorarem na terra natal, os endinheirados latino-americanos mantêm aquecidíssimo o mercado imobiliário da chamada Gold Coast, a faixa litorânea entre Palm Beach e Miami. No ano passado, foram vendidas mais de 160.000 propriedades somente nessa região, que concentra residências de alto padrão e comércio de luxo, no valor de 30 bilhões de dólares. A procura fez subir para 250.000 dólares o preço médio de um imóvel em condomínios novos, 15% mais alto que no ano passado.

"Em alguns condomínios novos, os latino-americanos respondem por 50% das vendas", disse a VEJA Michael Cannon, diretor da Integra Realty Resources, uma grande imobiliária de Miami. Um pesquisador da Universidade de Miami, citado pelo jornal inglês Financial Times, diz que é possível acompanhar os problemas da América Latina seguindo o rastro dos ricaços que desembarcam na Flórida. O conturbado governo de Hugo Chávez, na Venezuela, por exemplo, causou tamanho êxodo que uma área em torno do Doral Country Club de Miami é agora conhecida como "Doralzuela". Na contramão, muitos argentinos, que tiveram suas economias bloqueadas nos bancos, não suportam mais os custos de manutenção de uma segunda casa na Flórida e as estão vendendo às pressas.

A clientela latino-americana faz a alegria das imobiliárias de Miami há pelo menos quinze anos. Uma das razões são os juros baixos cobrados em negócios imobiliários nos Estados Unidos, atualmente em torno de 6% ao ano. Mas raras vezes se viu tanta voracidade na compra de imóveis. Em Weston, onde o preço das casas em condomínios fechados começa em 200.000 dólares, os latino-americanos já representam 40% da população. A cidade atrai pela proximidade com Miami e por seus cobiçados campos de golfe. A alta qualidade de vida oferecida por Weston não passou despercebida aos brasileiros.

A brasileira Sandra Silva, corretora há treze anos na região, simplesmente quintuplicou a venda de imóveis para conterrâneos nos últimos cinco anos. Ela negocia em média setenta casas por ano, metade delas na faixa de 300.000 dólares. Em Miami, os brasileiros preferem os bairros de Key Biscayne, Coral Gables e Coconut Grove. Nesses locais, um apartamento de três dormitórios não sai por menos de 300.000 dólares. Mais ao norte, o bairro Aventura, com residências que custam até 5 milhões de dólares, atrai os milionários. Um dos xodós tem sido o condomínio Williams Island, um complexo de apartamentos que custam a partir de 500.000 dólares.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS      
nsparente.gif" width="1" height="8">