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Edição 1 774 - 23 de outubro de 2002
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"Que os integrantes desse parque dos dinossauros se divirtam bastante. Porém, não mais com o dinheiro público."
Cleylton Mendes Passos
Linhares, ES

 

Dinossauros da política

Fico contente com o amadurecimento do eleitorado brasileiro, que convive com a democracia há tão pouco tempo. Espero que VEJA continue contribuindo nesse processo. Nossos filhos agradecem ("Barrados pelas urnas", 16 de outubro).
Sílvia Brunido Cavaglieri
São Paulo, SP

Aleluia! Enfim, o eleitorado brasileiro descarregou uma chuva de votos meteóricos sobre os cabeções dessa raça famigerada que devora o Brasil. É lamentável que alguns espécimes tenham sobrevivido, e mais lamentável ainda é o fato de que eles possam procriar. Todavia, o primeiro passo foi dado, os primeiros meteoros foram lançados.
Cristiano Dias
Goiânia, GO

Sei que é uma tremenda falta de educação rir da desgraça alheia, mas todas as vezes em que eu olhar para a capa da edição 1.773 vou gargalhar de felicidade.
Jorge Gomes
Santos, SP

Simplesmente magnífica a capa da edição 1.773. Sintetiza tudo o que nós, eleitores, pensamos desses políticos jurássicos. A representação do político de Alagoas não poderia ter sido melhor: o mais voraz predador de todos. Melhor ainda se em vez de "parque" fosse "cemitério" dos dinossauros.
Paulo J. R. Aleixo
Atibaia, SP

Essa é a resposta do povo alagoano aos que acham que "errar uma vez é humano, duas vezes é alagoano". Não tínhamos o poder de impedi-lo de candidatar-se, mas sim de eleger-se.
Danilo Romualdo
Maceió, AL

Se juntarmos todos os nossos "políticos-dinossauros", os excluídos, os ainda ativos e os reeleitos, daria para filmar os Jurassic Park 1, 2 e 3. Felizmente, há eleitores buscando renovação.
Halina Gartner
Rio de Janeiro, RJ

Considero injuriosa e preconceituosa a capa e a reportagem "Barrados pelas urnas", publicada na edição 1.773 de VEJA (16 de outubro). Tenho uma carreira pública que poucos possuem no Brasil e da qual me orgulho pelo muito que consegui fazer em todos os postos que ocupei. Fui presidente da Caixa Econômica Federal em São Paulo de 1967 a 1969, prefeito da cidade de São Paulo de 1969 a 1971, secretário de Estado dos Transportes de 1971 a 1975, presidente da Associação Comercial de São Paulo de 1976 a 1978. Governei o Estado de São Paulo de 1979 a 1982, fui eleito deputado federal por São Paulo de 1983 a 1986, o mais bem votado em todo o Brasil até a presente eleição. Exerci novamente o cargo de prefeito de São Paulo de 1993 a 1996, quando fui considerado o melhor prefeito da cidade em treze anos, segundo pesquisa do Datafolha publicada em 8 de março de 1999, mais de três anos depois do término de minha administração. Fui duas vezes candidato à Presidência da República. Bastou agora que, democraticamente, eu perdesse uma eleição para que esta revista me agrida sem nenhuma justificativa.
Paulo Maluf
São Paulo, SP

 

Enéas

O doutor Enéas e a doutora Havanir representam a voz de mais de 2 milhões de brasileiros que estão decepcionados com essa política nacional, totalmente contrária à cidadania ("1.570.000 votos", 16 de outubro)!
Adilson Momente
Campinas, SP

Quem imaginaria que logo ele, com sua enorme barba e sua frase tão ridicularizada, seria o deputado federal mais votado da história nacional! Isso mesmo, ele se chama Enéas e surpreendeu a todos e a ele mesmo com seus 1.570.000 votos. Enéas, um nome que jamais será esquecido.
Jade Ramos
Goiânia, GO

Enéas é o ovo da serpente. Em 1923, a Alemanha vivia uma frágil democracia estabelecida pela constituição da República de Weimar, que lutava contra os grilhões de Versalhes. Surgiu um cidadão austríaco, que vinha de família simples e tinha algumas idéias um tanto estapafúrdias. Foi preso, fez uma espécie de prefácio sobre o que faria se estivesse no poder. No começo foi ridicularizado, mas, com o caos tomando conta da economia alemã, sufocada pela pressão dos vencedores da I Grande Guerra, o povo começou a acreditar que as idéias daquele austríaco seriam a saída para a combalida Alemanha. No Brasil de hoje, sufocado pelos especuladores internacionais, o terreno está se tornando propício a que esses "ovos de serpente" vicejem. Começam lentamente a aparecer no cenário político e arrebatam, cada vez mais, seguidores de suas verdades infinitas e inabaláveis. Quando nos dermos conta, estaremos no obscuro terreno do incontestável.
João André Lucena Borges
Porto Alegre, RS

 

Carta ao leitor

É interessante notar que durante a ditadura os ativistas de esquerda eram invariavelmente silenciados. E hoje, em plena democracia, o candidato do PT à Presidência da República foge dos debates televisivos em pleno segundo turno ("Aos debates, companheiros!", Carta ao leitor, 16 de outubro).
Rafael Medeiros Rataichesck
Tubarão, SC

 

Luiz Felipe de Alencastro

Não sou filiado ao Prona, não tenho nenhuma simpatia pelo partido nem pelo futuro deputado federal Enéas. Aliás, no momento não receberiam meu voto. O resultado das eleições em São Paulo é o reflexo de seu eleitorado. Se o aloprado e o mequetrefe receberam enorme votação, é porque aloprados e mequetrefes são os eleitores, ou o resultado é a mais evidente demonstração da democracia. Pode-se até tratar como problema o resultado das referidas eleições, mas não como um problema a ser resolvido com uma mudança do sistema de voto ("A primeira vez", Ponto de vista, 16 de outubro).
Éder Daniel Riffel
Brusque, SC

 

Arc

Meu caro marciano, você não é o único que não entende o Brasil. Sou brasileira e me esforço muito nessas árduas tarefas (de ser brasileira e de entender determinadas coisas que acontecem neste país). Pelo menos você tem a opção de um dia, se quiser, se mandar. Eu não. Tenho de continuar aqui e ver essa porcalhada toda se (re)eleger (Arc, 16 de outubro).
Lélia Maria Sampaio
Feira de Santana, BA

 

Padre John McCloskey

Soa como negação dos princípios cristãos a afirmação do padre John McCloskey (Amarelas, 16 de outubro) de que "a Igreja não vai mudar" porque está certa em toda a sua doutrinação. Parece que ele não saiu de Wall Street, pois desconhece que a redenção é a síntese e a seiva do cristianismo, não os malabarismos dogmáticos e morais que se repetem por conveniências de reserva de mercado de trabalho e interesse carreirista do clero descompromissado com o Evangelho e com a humanidade.
José Vicente de Andrade
Belo Horizonte, MG

Gostaria de lembrar ao padre John McCloskey, para quem a Igreja não vai mudar e não pode mudar, que ela mudou muitíssimo. Só para citar alguns exemplos nos últimos 200 anos: a liberdade de consciência, a liberdade religiosa, a autonomia das ciências, a vacina, a separação entre Igreja e Estado, a independência da América, a unificação da Itália e o fim dos Estados pontifícios são coisas a que os papas foram visceralmente contrários e depois mudaram. Comparem os pronunciamentos de Pio IX e Pio X com os do Concílio Vaticano II. A Igreja mudou, sim, graças a Deus, ainda que com certo atraso.
Luís Corrêa Lima
Brasília, DF

Ótima a entrevista com o padre John McCloskey sobre o momento que a Igreja Católica está vivendo. Mas acho que ele está errado. O mundo mudou muito desde que Jesus Cristo apareceu. Hoje em dia existem doenças, estupros, mulheres no mercado de trabalho etc. A Igreja Católica precisa rever seus conceitos sobre a condenação do aborto, do divórcio, do controle da natalidade, entre outros. Se isso não acontecer, será inevitável a perda de fiéis para outras doutrinas.
George Nunes Bueno
Vitória, ES

 

Queimadas

Como é triste pensar que um país tão abençoado com áreas verdes não sabe preservá-las! A falta de uma melhor fiscalização faz com que me lembre de um antigo ditado: "Quem não sabe zelar pelo que tem não pode reclamar por aquilo que não tem". Ou seja, de que adianta o Brasil querer aumentar o turismo se não há uma proteção a áreas com tais potenciais? (Contexto, 16 de outubro.)
Juliano Schiavo Sussi
Americana, SP

 

Educação

Sou consultor de empresas e defensor da idéia do cooperativismo, assim como também do associativismo entre pessoas ou empresas. Foi com muito entusiasmo que li a reportagem "Quem manda são os pais" (16 de outubro), que deixa claro aos leitores que unindo forças podemos ir muito mais longe. Atualmente, em nosso país já existem vários exemplos de sucesso de empresas e pessoas que se uniram e fizeram a diferença.
Felipe José Bagues Rodrigues
Seabra, BA

 

Cartas

Solidarizo-me com o leitor Odivaldo Moreno, de Santana de Parnaíba (Cartas, 16 de outubro), com relação ao cargo ou função de embaixador na FAO, em Roma. Como ele, tenho 46 anos, sou casado, pai de dois filhos, professor de uma universidade federal – não efetivo, por falta de concursos. Caso ele seja agraciado com tal cargo desprezado por aquele cidadão (Itamar Franco, ex-presidente), teria muito prazer em ser convidado para assessorá-lo. Informo ainda que gostaria de ter uma bolsa de estudos na Itália. Tenho cidadania italiana.
Artur R. Frasson
Florianópolis, SC

A manifestação do senhor Olívio Dutra na edição 1.773 é uma obra-prima de ficção criada por esse senhor.
César Gavillon
Porto Alegre, RS

 

Diogo Mainardi

Felizmente há quem se lembre de que nossas esperanças falsas e ufanas estão baseadas em mentiras, ilusões e promessas ("Nada de buzinaço", 16 de outubro).
Rikene Fontenele
Açailândia, MA

 

Roberto Pompeu de Toledo

Sempre preciso e sutil, Roberto Pompeu de Toledo denuncia o artificialismo absurdo em que está imerso o "mundo da moda" ("Delícias e opressão do salto alto", Ensaio, 16 de outubro). O episódio do salto alto resume bem a falta de sentido exibida com tanta naturalidade por pessoas cujo corpo e cujas roupas nada têm a ver com os dos outros 99% da humanidade. Aliás, felizmente, pois um mundo povoado por réplicas de Giseles e Leonardos seria tão assustador quanto insuportável.
Hugo Dart
Rio de Janeiro, RJ

 

Sérgio Abranches

Parabéns para Sérgio Abranches por seu artigo "O povo sabe votar" (Em foco, 16 de outubro). A evolução da qualidade de nosso voto merece esse registro, mesmo sabendo-se que, assim como o Brasil, ainda temos muito que melhorar.
Antonio Marins
Ituaçu, BA

 

Gustavo Franco

Tenho de comungar com o sentimento de Gustavo Franco ("Saudades de Fernando Henrique", Em foco, 9 de outubro). Temos um estadista, sim, digno do título, cuja força transformadora provavelmente só vai começar a ser mensurada dentro de uma década. Comparações são cruéis, porque são inúteis, mas também irresistíveis. O grande problema do próximo presidente (quem quer que se eleja) será o peso da responsabilidade histórica de suceder um homem da estatura de Fernando Henrique.
Yáscara Belquis Gasparello
Estefano e Albuquerque
Curitiba, PR

 

Religião

Achei uma hipocrisia a igreja dos homossexuais. Jesus prega a união do homem e da mulher como modelo de procriação. Tudo bem, é problema deles a opção sexual, mas colocar a homossexualidade em religião é uma coisa inaceitável ("A catedral gay", 16 de outubro).
Diego Horie
Icaraíma, PR

 

Príncipe Claus

É correto afirmar que o príncipe Claus Van Amsberg, dos Países Baixos, tinha de cumprir serviço militar regular no Exército alemão durante a II Guerra Mundial: o cumprimento do serviço militar era obrigatório para todos os jovens alemães (Datas, 16 de outubro). No entanto, o príncipe Claus Van Amsberg nunca compartilhou das idéias nazistas, como foi provado por uma comissão de purgação política dos aliados, à qual o príncipe foi submetido após a guerra, como qualquer outro jovem alemão que desejasse estudar em uma universidade. Aliás, o príncipe Claus nunca participou da ocupação alemã dos Países Baixos, como mencionado na nota. Após o casamento com a rainha Beatriz, em breve tempo o príncipe se tornou um dos membros mais populares da Casa Real Neerlandesa e manteve essa popularidade até seu falecimento, no último domingo, 6 de outubro, em Amsterdã (e não em Paris, como publicado).
Robert H. Meys
Embaixador dos Países Baixos
Brasília, DF

 

Água mineral

VEJA cita a marca de água Crystal informando que ela contém flúor e que seu "uso freqüente não é aconselhado para menores de 7 anos" (Para usar, 16 de outubro). Existe mais de uma marca Crystal de água mineral no mercado. A Crystal Spal, pertencente à Panamco Brasil, contém em sua composição química fluoreto no nível de 0,52 mg/l, perfeitamente dentro das normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
Fernanda Guerra
Relações-externas da Panamco Brasil
São Paulo, SP

 

Stephen Kanitz

O senhor Kanitz se esquece de que governos são responsáveis não apenas pela eficiência da máquina estatal, mas também pela distribuição de recursos entre distintos setores da sociedade. Esquece que política é negociação ("Um país mal administrado", Ponto de vista, 9 de outubro).
Salo Vinocur Coslovsky
Oakland, Califórnia, EUA

 

Eleições 2002

O rosto aparentemente cansado de Lula, bem como a "falta" de um curso superior, talvez represente a grande massa da população brasileira ("Você decide", 9 de outubro).
Nara Pontes
Porto, Portugal

 

 

SUPER-KAKÁ

Para a leitora Marina Roth, a nota "O queridinho dos gramados" (Gente, 16 de outubro), sobre o jogador-galã Kaká, do São Paulo Futebol Clube, não foi suficiente. "Oi, pessoal! Sou superfã do Kaká, fiquei superfeliz quando vocês fizeram uma reportagem com ele na Veja São Paulo, mas estou supertriste porque moro no interior e infelizmente não pude adquirir a revista", escreveu ela, sugerindo uma matéria mais ampla com o ídolo. Além da reportagem em Veja São Paulo, VEJA publicou um perfil do atleta na edição especial É Penta!.

Veja também
Reportagem de 26/12/2001: vinte paulistanos que fizeram 2001
Reportagem de 2/7/2002: o galã
Reportagem de VEJA São Paulo de 14/8/2002: "o queridinho da galera”

 

VOTOS NO ALÉM-MAR

O leitor Julio C.S. Lima, brasileiro que vive na Ilha da Madeira, Portugal, não votou no último dia 6, no primeiro turno das eleições brasileiras. "Aqui moram aproximadamente 500 brasileiros, o que justificaria uma urna eletrônica", escreveu. É gente mais do que suficiente para a criação de uma seção eleitoral. Mas a Ilha da Madeira tem apenas um cônsul honorário, que não pode organizar a votação nem receber justificativa. Ele deveria ter votado em Lisboa, onde fica o consulado-geral. Como não votou no dia 6, o leitor não poderá fazê-lo no segundo turno, mesmo que se desloque até o continente. Mas terá de se dirigir àquela repartição consular dentro do prazo de sessenta dias do pleito para justificar sua ausência. Como mora longe do local de votação, pode pedir o formulário por e-mail ou via postal e devolvê-lo preenchido, acompanhado de cópia do título de eleitor, da cédula de identidade e do comprovante de residência. Mesmo na ausência desses documentos, é melhor justificar do que deixar de fazê-lo. Esse procedimento é necessário, já que sem o comprovante do voto ou a justificativa o brasileiro pode ficar privado dos serviços consulares.



 
 
   
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