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Oriente Médio Jogo de azarArafat desafia a linha dura e permite cassino
Na mesa de negociações, nada o processo de paz entre Israel e a Palestina está cada vez mais encalacrado. Já na mesa de bacará, cidadãos dos dois lados têm-se encontrado em relativa harmonia. O agente catalisador é o cassino Oasis, inaugurado na semana passada na antiquíssima cidade de Jericó, hoje um vilarejo empoeirado administrado pela Autoridade Nacional Palestina. O jogo é condenado tanto por líderes religiosos judeus quanto muçulmanos, mas o cassino anda movimentadíssimo. A aposta maior, no entanto, foi feita por Yasser Arafat ao autorizar a abertura do Oasis, a pretexto de atrair investimentos estrangeiros. Com isso, o líder palestino contrariou a oposição interna de orientação fundamentalista. "É o cassino de satã", disparou o xeque Ahmed Iassin, líder do Hamas, prometendo que os jogadores terminarão encharcados em sangue. Teoricamente, os palestinos não podem colocar seus pés islâmicos no antro de jogatina. Mas quem tem passaporte estrangeiro ou documentos de trabalho emitidos por Israel consegue entrar na roda, o que permite a incomum convivência pacífica. O Oasis custou 50 milhões de dólares à empresa Casinos Austria, a maior rede mundial do gênero. Figurões da política palestina, aliados de Arafat, também botaram um dinheirinho ali, como investidores. Se nenhuma bomba acompanhar a onda de protestos, no futuro será construído um hotel de lazer no mesmo local.
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