Seções
• VEJA.comPanorama
• Imagem da SemanaBrasil
• STF: Indicado de Lula é condenado em processoEconomia
• Frigoríficos: Como a JBS-Friboi se tornou a maior do mundoGeral
• Educação: O novo EnemGuia
• Lixo: Reduza o impacto ambiental dos resíduos de casaArtes e Espetáculos
• Livros: O desenhista Carlos Drummond de Andrade
Leitor
O mundo pós-crise"Que bons
ventos levem essa crise para bem longe para que finalmente possamos respirar outros
ares com força, fé e otimismo rumo a novos desafios e ao tão
desejado progresso."
Mais uma vez VEJA brilha ao retratar de forma didática
os caminhos a percorrer nesta nova era econômica da humanidade ("O
mundo pós-crise Como usar", 16 de setembro). Se não fossem os
incentivos fiscais, as aberturas de crédito, com juros mais baixos,
feitas pelos bancos públicos, o nosso país estaria numa enorme
recessão; tudo não passou mesmo de uma marolinha. De minha parte,
nem marolinha eu vi. Aliás, aproveitei a onda que fizeram apavorando
os bobos e comprei uma tralha de pesca toda nova, inclusive um motor
de popa de 40 HP. E vou, outra vez, pescar no Pantanal. Muito obrigado, Lula! Falar
sobre dinheiro parece simples. Afinal, tudo gira em torno dele, é o que
usamos para comprar as coisas que queremos e de que precisamos. Somos pagos por
nossos empregos e usamos esse dinheiro para pagar as contas, comprar comida e
nos divertir. Lionel Trilling, crítico literário, já dizia:
"Nós inventamos o dinheiro e o usamos, porém não podemos
entender suas leis ou controlar suas ações. Ele tem vida própria". Não
há dúvida de que as instituições são fruto
das ideias, ou seja, da cultura de seus criadores, como prova o Tratado
de Tordesilhas, que dividiu as terras descobertas e a descobrir, a leste
para Portugal e a oeste para a Espanha em relação ao meridiano.
Com isso, criou-se um estado totalitário antes das nações que
deram origem à América Latina, que herdaram essa característica
perversa em sua cultura. Os Estados Unidos salvaram-se, com suas terras livres,
para que ali germinasse uma nação antes de um estado, o que fez
toda a diferença nas suas instituições capitalistas. É
certo que está nascendo um novo mundo pós-crise. Mais certo ainda
é que ele não vai viver por muito tempo, se continuarmos destruindo,
irremediavelmente, o meio ambiente.
Edição especial AmazôniaVEJA
está de parabéns pelo especial Amazônia (setembro de
2009). As reportagens foram claras, objetivas e coerentes. Por um lado, podemos
analisar quanto nosso Brasil é rico; por outro, fico indignado ao ver o
desrespeito de algumas pessoas. A edição proporcionou ao leitor
uma "aventura" sem tamanho. Agradeço a VEJA pela excelente edição especial
sobre a Amazônia. Apenas com conhecimento e educação conseguiremos
salvar o último reduto de biodiversidade tropical do planeta e ao mesmo
tempo minimizar os efeitos devastadores do aquecimento global sobre nossa civilização.
Levar alternativas sustentáveis para alguns milhões de brasileiros
custará bem menos do que reparar os danos decorrentes da extinção
de toda a floresta. Somente o impacto negativo pela perda do ciclo de chuvas no
cinturão verde do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil cobre todo o investimento
de preservação da floresta tropical. A edição especial desnuda aos olhos do
Brasil a verdadeira realidade da região. É uma pena que, em um país
onde poucos sabem ler ou gostam de fazê-lo, tal trabalho desenvolvido pela
equipe de VEJA não se transforme em um alerta para o futuro. Parabéns à
nossa revista por mais uma goleada de competência na reportagem sobre
a Amazônia. Pela primeira vez, uma publicação revela
que não basta salvar as árvores da floresta, mas também a
sua população de 27 milhões de pessoas que os ecochatos acusam
de destruidores da floresta. Acho que a Amazônia ganhou quando foi
habitada pelos seus atuais moradores, pois se o fosse pelos ecochatos sulistas
já teria sido completamente destruída, como aconteceu com a
Mata Atlântica. O que a Amazônia precisa é de investimentos
alternativos que substituam o desmatamento, um dos únicos meios
de subsistência para os heróis da floresta.
Criminalidade na BahiaParabéns
pela reportagem "Triste Bahia" (16 de setembro). Realmente, o estado
da Bahia, que escolhi para viver com minha esposa, está hoje totalmente
abandonado. Faltam políticas agressivas nas áreas de educação,
saúde, segurança, saneamento. Sou otimista, mas penso que, se a
inércia do atual governo continuar, a bela e alegre Bahia vai ficar feia
e triste. Excelente
a reportagem "Triste Bahia"! Finalmente foi revelada a situação
vexatória por que passa a polícia baiana. Sou policial civil
há onze anos e até hoje não recebi nem uma arma nem algemas
para trabalhar. Isso mesmo! Onze anos e o governo estadual nem sequer me entregou
os instrumentos básicos do trabalho policial. Faço parte de uma
equipe de plantão de uma delegacia com mais seis policiais, e só
podemos contar com duas pistolas para esse trabalho. E, após o plantão,
temos de repassá-las para as outras equipes. Em uma delegacia com
cerca de setenta policiais, só 25 possuem armamento e pouquíssima
munição. Como podemos garantir a segurança e uma prestação
de serviço decente à população sem viaturas, combustível,
armamento e até sem papel e caneta para fazer os inquéritos? É
extremamente frustrante querer trabalhar e não conseguir, por não
dispor dos meios materiais básicos para fazê-lo, e ver a população
sofrer devido a isso.
Forças ArmadasA atitude do presidente
Lula com relação aos caças franceses é própria
de um governante autoritário e arbitrário que, imprudentemente,
passa por cima das instâncias legais e técnicas para resolver um
problema de tamanha relevância e onerosidade para a nação.
A opção pela compra dos caças da França tem objetivo
certo: a promessa de defender o assento permanente no Conselho de Segurança
da ONU, que os Estados Unidos jamais prometeriam. Se consumado o acordo, ganharia
a França, vendendo seus caças, e perderia o Brasil, pois os donos
da ONU não tomariam conhecimento da inócua promessa do presidente
francês ("São dois pra lá, dois pra cá",
16 de setembro). Em
vez de gastar uma fortuna em compra de equipamentos bélicos (jatos e submarinos),
o governo Lula deveria se preocupar com uma guerra mais real, que é a violência
urbana. Esse "nosso" dinheiro dos impostos teria de ser usado na educação,
em escolas de horário integral, para retirar das ruas nossos jovens e crianças. Será que a
França não pode incluir uma guilhotina no pacote de aviões
de combate que o Brasil vai comprar? Ela poderia ser montada na Esplanada, em
Brasília, e teria muita serventia.
J.R. GuzzoFaço minhas as palavras do
senhor J.R. Guz-zo quando, no artigo "No quarto escuro" (16 de setembro),
diz que existem muitos políticos, incluindo o nosso "presidente",
que deveriam recorrer a ajuda psicológica especializada. Somente
assim poderíamos saber o que os leva a tomar decisões e promover
atos tão absurdos, com arrogância e prepotência típicas
daqueles que se acham "donos da verdade". Esquecem-se de que não
"são políticos", e sim "estão políticos",
pelo simples fato de que foi o nosso voto que os colocou ali.
Sucessão presidencialGostei muito de ver que a sucessão "goela abaixo"
não será assim tão fácil como os petistas sonham ("Candidatura
em estado de alerta", 16 de setembro). E fiquei surpreendentemente intrigada
com a lista dos possíveis presidenciáveis. Dos nomes cogitados,
três são mulheres. Pela primeira vez na história do país,
temos mais mulheres pré-candidatas a um cargo político do que homens.
Gostaria muito de acreditar em sinais de mudança dos tempos!
Nelsinho PiquetInfelizmente,
Nelson Piquet ajudou seu próprio filho, Nelsinho, a enterrar sua carreira
no automobilismo. Péssimo exemplo para o esporte mundial ("A deseducação
de Nelsinho", 16 de setembro). É prematuro avaliar que a carreira de Nelsinho "crash"
Piquet está encerrada. Talvez só no restrito circo da Fórmula
1. Nelsinho é um jovem ambicioso, de boa aparência, com projeção
social, sabe como ninguém atender aos pedidos de um chefe prepotente e
dominador e tem princípios de conduta flexíveis. No Brasil, certamente
faria uma ótima carreira política. Carta ao LeitorLi na Carta ao Leitor
"A construção da credibilidade" (16 de setembro) que VEJA
é a terceira marca mais lembrada na pesquisa Top Brands. Isso quando a
publicação completa 41 anos de existência. Apesar de minhas
ressalvas quanto à proposta editorial de VEJA, enviesada
por certo ranço conservador e sectário na análise dos fatos,
reconheço que tudo aquilo que é publicado em suas páginas
repercute de maneira extraordinária no país. De furos sobre escândalos
políticos, passando por reportagens especiais, a matérias de utilidade
pública, VEJA sempre se mostrou importante para a história
da sociedade e da imprensa brasileira. Para o bem e para o mal, a revista tem
relevância na formação da opinião pública. Tanto
é verdade que eu me tornei assinante de VEJA neste ano.
Porque, certa ou errada, ler a VEJA é fundamental. Assinante de VEJA há
muito tempo, fico extremamente orgulhosa de ter participado "diretamente"
dessa fantástica revista nestes anos todos e cumprimento toda a sua equipe,
pois credibilidade não se ganha, conquista-se. |