Lauro
Jardim
| Ulisses |
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GOVERNO
Abrindo
os livros
Entre as medidas que FHC anuncia na segunda-feira, uma delas é
particularmente interessante. Permitirá que o cidadão
acompanhe via internet ou por um sistema de ligação
gratuita tipo 0800 todas as licitações realizadas
pelo governo federal. De clipes a obras portentosas, tudo poderá
ser fiscalizado.
FUMO
Tudo
light
O ministro José Serra trabalha para deixar sem fôlego
a indústria do tabaco. Ele voltará a cutucá-la
com um porrete: no dia seguinte à votação
no Senado da lei que proíbe a propaganda de cigarros, obrigará
as indústrias a reduzir imediatamente os teores de alcatrão
e nicotina de todos os seus produtos.
JUSTIÇA
Para
sempre?
O sem-banco Salvatore Cacciola, atualmente curtindo seu exílio
romano, já decidiu: não pisa no Brasil nunca mais.
Nem amarrado. Bem, amarrado ele volta.
ECONOMIA
Patinho
feio
A privatização até pouco tempo atrás
era uma das espinhas dorsais do programa de governo de FHC. Agora,
virou uma espécie de noiva rejeitada, daquelas que ninguém
quer levar ao altar. E muito menos defender publicamente mesmo
no próprio governo. O presidente do BNDES, Francisco Gros,
quer remar contra a corrente: botou na cabeça que vai levantar
essa bandeira e mostrar os efeitos positivos da desestatização.
Resta saber quantos dentro do governo terão peito para
sair da toca e acompanhá-lo na iniciativa.
O
refrigerante da família americana
Marcel Telles, presidente da AmBev, já traçou duas
estratégias para o desembarque do Guaraná Antarctica
nos Estados Unidos. A primeira: não quer que seu produto
seja enquadrado com o estreito rótulo de refrigerante étnico.
Ou seja, de minorias ou de imigrantes. Por isso, as três
cidades que irão receber o guaraná em primeiro lugar,
na fase de testes, serão tipicamente americanas. A segunda:
quer ir devagar, no rastro da Corona, a cerveja mexicana que demorou
quinze anos para se estabelecer no mercado americano.
Troca
de guarda
Se realmente for confirmada a previsão de que a privatização
do Banespa só sairá às vésperas do
Dia de São Nunca, o governo vai anunciar logo uma mudança
na diretoria do banco. A idéia é botar lá
um time mais agressivo.
CRIME
Socorro!
Os ricaços imaginam que os automóveis blindados
sejam à prova de assaltos. Mas os criativos bandidos paulistas
inventaram o roubo à prova de carro blindado. Eles trocaram
os revólveres por metralhadoras para aterrorizar os ocupantes
dos veículos supostamente invioláveis.
INTERNET
À
cata de dólares
O iG está à procura de mais dinheiro do exterior
para o negócio. Na semana passada, um dos sócios
estava em Nova York tratando disso.
CPI
A
conta das pizzas
Virou lugar-comum dizer que as CPIs acabam em pizza. Muitas até
acabam mesmo. Mas para a Receita Federal é um prato cheio.
Nos últimos três anos, a turma do secretário
Everardo Maciel tascou autos de infração por irregularidades
num total de 2,8 bilhões de reais. Tudo por causa de investigações
solicitadas por iniciativa das CPIs.
EMPREGO
A
força do campo
É
impressionante constatar que o emprego no campo, mesmo em processo
de emagrecimento, ainda é fortíssimo no país.
Segundo dados do IBGE, entre 1992 e 1999 caiu de 28% para 24%
o porcentual de brasileiros cuja ocupação é
na atividade agrícola. É mais do que a indústria
(19% do total). O campeoníssimo é o setor de serviços,
responsável por 43% da ocupação.
AVIAÇÃO
Pista
vazia
O Aeroporto do Galeão é hoje um elefante branco.
Tem capacidade ociosa fantástica: pode receber 15 milhões
de passageiros por ano, mas só um terço disso desembarca
em suas pistas recém-ampliadas. Enquanto isso, o Aeroporto
de Cumbica, o mais movimentado do país, está no
sufoco. Tem a mesma capacidade do aeroporto carioca, só
que sem espaço para nenhum passageiro a mais. A Infraero
está disposta a dar uma mãozinha para tirar as teias
de aranha de algumas alas do Galeão, esvaziando Cumbica:
anuncia nesta semana os estudos para baixar (ou até zerar
por algum tempo) as tarifas aeroportuárias no Rio de Janeiro.
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Os
poderes do mago
André Lobo
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Coelho
e o novo livro:
recorde
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Junto
com os livros de Paulo Coelho sempre vem algum superlativo
a reboque. Seja na tiragem, seja nas cifras envolvidas.
O fenômeno se repete com O Demônio e a Srta.
Prym, a nova obra do mago carioca, que chega às
livrarias em outubro. Irá para as prateleiras com
210.000 exemplares, recorde em
termos de Paulo Coelho e de mercado brasileiro. Seu livro
anterior foi lançado dois anos atrás com 120.000
cópias. O que permitirá uma tiragem tão
grande é a estratégia de distribuição
da obra: além das livrarias, também as bancas
de jornal receberão O Demônio.
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