Glub,
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Aeroporto
arrojadíssimo pode afundar no Japão
O
Aeroporto de Osaka, no Japão, é uma das maiores ousadias
arquitetônicas de que se tem notícia. Inaugurada em
1994, ao custo de 14 bilhões de dólares, a imensa
estrutura de aço e vidro assenta-se sobre uma ilha artificial
com quase 2 quilômetros de extensão. O projeto é
marca registrada do estilo de seu criador, o italiano Renzo Piano,
um dos idealizadores do modernoso Centro Georges Pompidou, em Paris.
Nas últimas semanas, porém, a obra só vem dando
dores de cabeça ao arquiteto. Motivo: desconfia-se que o
aeroporto pode ir por água abaixo, literalmente. Ex-empregados
da construção afirmaram à imprensa japonesa
que a ilha artificial afundou 11 metros desde que foi erguida. No
projeto original, estava previsto que 180 milhões de metros
cúbicos de rocha formariam a ilha. Os autores da denúncia,
no entanto, dizem que se usou areia em vez de pedras. A Justiça
decidiu apurar as causas do problema. Os adeptos da teoria conspiratória
acreditam que houve sabotagem da Yakuza, a máfia japonesa.
A organização estaria por trás da venda de
material inadequado aos construtores. Piano, por sua vez, tenta
minimizar o problema. "Esse acomodamento do terreno é normal",
declarou o arquiteto. Quando a edificação do aeroporto
começou, diz ele, a ilha artificial já havia baixado
10 metros em relação ao nível do mar. De lá
para cá, desceu só mais 1 metro. Seja como for, ilha
que afunda não é algo tranqüilizador.
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