Gustavo
Poloni
Sexo,
wap e educação on-line
A internet é o enigma do momento. Para tentar decifrá-lo,
haja pesquisas. Confira algumas estatísticas:
Pela primeira vez, o número de mulheres conectadas
ultrapassou o de homens nos Estados Unidos. Elas representam 50,4%
dos internautas. Os dados são da Media Metrix (www.mediametrix.com).
De maio de 1999 a maio de 2000, a presença delas aumentou
34,9%, enquanto o número de usuários da internet
cresceu 22,4%.
A Makira (www.makira.com.br)
perguntou a seus visitantes o que pensam do wap, a tecnologia
que permite o acesso sem fio à internet. O resultado revela
que falta muito para que os usuários se sintam satisfeitos.
Poucos acham o serviço ótimo, muitos reclamam do
tamanho do monitor e um bom grupo teme pela segurança da
nova tecnologia.
O público mais interessado na educação
on-line é formado por aqueles que não conseguiram
concluir o curso superior convencional. Eles representam 37% dos
estudantes cadastrados na Universidade Virtual (www.univir.com.br).
A informática está entre os cursos mais procurados
(96%).

Antonio Milena |
O
COI tenta domar a rede
O
Comitê Olímpico Internacional (www.olympic.org)
tirou a tocha das mãos da comunidade virtual. Por determinação
do órgão, os sites não poderão veicular
imagens ao vivo da Austrália. Pior. Segundo o site da revista
Industry Standard, nenhum jornalista puramente pontocom
conseguiu credencial para cobrir um dos eventos esportivos mais
assistidos do mundo. Nos bastidores, comenta-se que a decisão
visa preservar os direitos das redes de televisão, que
pagaram fortunas pela transmissão do evento caso
da americana NBC (www.nbc.com).
O Comitê Olímpico Brasileiro (www.cob.org.br)
não quer comentar o assunto.
Na
contramão
A oferta de serviços por telefone celular vai numa velocidade
tal que começa a cruzar alguns faróis vermelhos.
Uma empresa inglesa está desenvolvendo o Project Eagle,
tecnologia que vai ajudar os motoristas do país a escapar
das multas por excesso de velocidade. Através de celulares
com acesso à internet, o condutor seria avisado, em tempo
real, da aproximação de algum radar. A empresa pretende
pôr o serviço no ar em 2001.
Biografias
com o selo FGV
Beth Cruz
 |
O lançamento, em 1984, do Dicionário Histórico-Biográfico
Brasileiro da Fundação Getúlio Vargas
(FGV) do Rio de Janeiro foi um sucesso. A primeira edição
esgotou-se rapidamente. Quem não conseguiu o exemplar do
livro vai ter a oportunidade de acessá-lo na internet.
A fundação vai oferecer até o final do ano
a íntegra da publicação, que tem 4.500 verbetes
sobre figuras importantes e fatos históricos do país.
Aos apressados, um alento. A FGV já oferece no endereço
www.fgv.br/dic.htm
doses homeopáticas do conteúdo, como o perfil do
jornalista e escritor Alceu Amoroso Lima.
O
cursor que é um anúncio
Um dos desafios dos publicitários é encontrar novas
formas de veicular anúncios e ofertas de produtos na internet.
Uma das novidades acaba de ser lançada pela adReady (www.adready.com).
É a adPointedr, uma tecnologia que transforma o
cursor do mouse em anúncio on-line. Toda vez que o mouse
estiver em repouso, o ícone do cursor será substituído
por uma peça de publicidade. Difícil não
ver: o cursor é a primeira coisa a ser procurada quando
o usuário olha para a tela do computador.
Mistério
interativo
Divulgação
 |
Mais fascinante que saborear a leitura de um bom conto de mistério
é participar de sua solução. Esse é
um dos atrativos do portal MysteryNet (www.mysterynet.com),
que se especializou no gênero. Ali, o navegante encontra
jogos que lhe permitem viver as histórias. Além
disso, o site tem muita informação acerca de ídolos
do suspense, como a escritora Agatha Christie (christie.mysterynet.com)
e o cineasta Alfred Hitchcock (www.mysterynet.com/Hitchcock).
Outro endereço para quem gosta de clássicos do gênero
é o www.sherlockian.net,
sobre Sherlock Holmes. O site mostra a Londres em que vivia o
personagem famoso do escritor Conan Doyle. As histórias
de Holmes estão disponíveis para o visitante, que
também pode participar de jogos on-line.
|
Eugenio Savio
 |
Buscar
informações sobre Belo Horizonte ficou mais
rápido no Vist@erea (www.belohorizonte.com.br).
O site permite que o internauta localize endereços,
serviços públicos
e empresas. Até
aí, tudo muito normal. A diferença é
que as imagens usadas para identificar os locais pesquisados
são reais, tiradas por um satélite. Ao todo,
são mais de 350 000 imagens, históricas ou
atuais, que permitem obter informações e localizar
qualquer ponto turístico da cidade, como a Igreja
de São Francisco, na Pampulha.
O
Lokau (www.lokau.com)
está lançando um serviço que vai atingir
diretamente seu bolso. Espera-se que
de forma posint> É
o Precito.com (www.precito.com),
uma espécie de leilão às avessas em
que o internauta diz o produto que procura e recebe ofertas
de venda das empresas do setor. O serviço estréia
na área de turismo. O internauta informa os dados
da viagem que quer fazer e recebe as opções
mais econômicas de roteiros. O site promete estender
o sistema às vendas de outros produtos, como automóveis
novos.
Muito além do blablablá
A telefonia móvel, com seu wap, não é
a única a apresentar novidades relacionadas à
internet. O telefone convencional também começa
a se render à rede. O Webphone Line@, da Olivetti
(www.olivetti.com.br),
é um exemplo. O aparelho, feito para linhas fixas,
incorporou teclado e monitor, o que permite navegar sem
a necessidade de um computador. O telefone navega conectado
a um modem com velocidade de 56 Kbps e tem recursos para
acessar o conteúdo de qualquer página. O sistema
operacional é baseado no Microsoft Windows CE. Na
ausência de um mouse, o monitor é sensível
ao toque da mão e de uma caneta especial. O modelo
será apresentado durante a Comdex 2000, que começa
no próximo dia 21, mas não tem previsão
para chegar ao mercado brasileiro.
www.seguranca.sp.gov.br
O projeto é ambicioso. Até o final do ano,
o governo do Estado de São Paulo pretende
colocar na rede fotos com nome, histórico profissional
e endereço eletrônico de
todos os delegados e
comandantes da Polícia Estadual. A iniciativa da
Secretaria de Segurança Pública pretende aproximar
a polícia da comunidade. O
site estará aberto para
o envio de queixas, denúncias e também elogios.
Em tempos de violência em alta, não parece
ruim que o cidadão tenha mais um canal direto com
quem cuida da segurança. Difícil é
acreditar que os chefões da polícia vão
ficar felizes com tamanha publicidade.
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Colaborou
Elen Peterson
e-mail: hipertexto@abril.com.br