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"Quem
quer tanto ver coisas reais devia sair e conhecer mais gente,
e não ver o povo na TV como animais no circo."
Alessandro Ramos
Curitiba, PR |
No Limite
A exploração de pessoas comuns na busca de maiores
índices de audiência na TV mostra que estamos próximos
do fundo do poço. Em vez de melhorar a bagagem cultural
de nosso povo, ela expõe o ridículo, o bizarro e
o grotesco, humilhando as pessoas comuns, para divertir seus semelhantes
("O povo na TV", 16 de agosto).
Humberto Cavaliere
São Paulo, SP
No
início dos anos 90, o público brasileiro pôde
acompanhar várias competições em que se exploravam
os limites humanos, tais como cinco ou seis pessoas confinadas
dentro de um automóvel em um shopping por vários
dias, em um concurso promovido por uma rádio paulistana,
concurso de quem conseguia comer mais baratas, concurso de quem
conseguia beijar por mais tempo etc.
Marcos Al'Franco
São Paulo, SP
Pessoas
comuns só são importantes para os seus. Travesti-las
de pseudo-heróis e fazê-las acreditar que o país
as leva a sério é um preço alto demais para
aqueles quinze minutos de fama que, parece, todos almejamos.
Fernando Duarte Gomes Cancela
Rio de Janeiro, RJ
No
Limite não vende ilusões nem apregoa verdades,
tampouco traz receita milagrosa. Reúne, sim, reflexões
sobre a alma humana: personalidades, individualidades e força
interior. Salienta as diferenças sócio-econômicas
e culturais. Nesses pontos, está impactando o telespectador.
Bernadete Bohrer de Andrade
berna@conex.com.br
Porto Alegre, RS
Medicina
A respeito da reportagem "Longo prazo" (9 de agosto), em que fui
entrevistado sobre o novo anticoncepcional Mirena, gostaria de
salientar que, em nosso estudo, algumas mulheres solicitaram a
remoção do Mirena por causa de efeitos colaterais
considerados não aceitáveis por elas.
Doutor Luis Bahamondes
Campinas, SP
Stephen
Kanitz
Excelente o argumento do professor Stephen Kanitz a respeito do
Dia da Pendura. Em lugar de freqüentar restaurantes, comer
e não pagar a conta, os estudantes de direito bem que poderiam
ir ao encontro de pessoas carentes que precisam de assessoria
jurídica (Ponto de vista, 16 de agosto).
Evandro Santos
Belém, PA
Saúde
Até hoje não temos notícia sobre efeitos
colaterais negativos provocados pela utilização
da linha Mane & Tail. A afirmação de que só
funciona em pessoas cujo couro cabeludo tenha acidez parecida
com a do couro dos animais não é verdadeira: o produto
pode ser utilizado por qualquer pessoa ("Dose para cavalo", 9
de agosto).
Paulo S. Carneiro
Diretor de marketing Embelleze
Rio de Janeiro, RJ
Espiritismo
Sou kardecista há nove anos (e não há apenas
três, conforme publicado). Quanto à prática
clínica, gostaria de esclarecer que me baseio fundamentalmente
em meus conhecimentos médicos para fazer diagnósticos
e decidir a melhor terapêutica para meus pacientes ("À
nossa moda", 26 de julho).
Renato Nogueira Costa
Oncocent@gold.com.br
Belo
Horizonte, MG
Cinema
Sinto-me no direito de esclarecer o que diz o Talmude:
a) o casal que não possui filhos tem a opção
de se divorciar para tentar tê-los em outro casamento; b)
o "culpado" de não ter filhos pode ser tanto o homem quanto
a mulher; c) é proibido forçar um casamento se não
existir o consentimento da noiva; d) é proibido estuprar,
inclusive a própria esposa; e) não é proibido
se divertir, mas é proibido ver "porcaria"; e, finalmente,
f) filmes como esse acabam servindo de argumento para se evitar
o cinema ("A fé que oprime", 9 de agosto).
Yossef Benzecry
Rabino
Recife, PE
São
Paulo
Na reportagem "O efeito teflon" (16 de agosto), o correto é
dizer que, do ponto de vista estatístico, Paulo Maluf,
com 15% das intenções de voto, e Luiza Erundina,
com 13%, estavam tecnicamente empatados, visto que a margem de
erro da pesquisa do Ibope é de 4 pontos porcentuais. Se
as eleições fossem hoje, tanto Maluf quanto Erundina
poderiam estar no segundo turno contra Marta Suplicy (29%).
Márcia Cavallari Nunes
Diretora
do Ibope
Rio de Janeiro, RJ
Stephen
Kanitz II
Sou estudante da Faculdade de Direito do Recife e tenho a alegria
de comunicar que desde 1997 o Movimento Faculdade Interativa vem
modificando a tradição. Idealizamos a campanha Pendure
a Fome, que todos os anos leva os estudantes de direito aos restaurantes
da cidade solicitando doação de alimentos para as
comunidades carentes (Ponto de vista, 16 de agosto).
Luís Fernando Oliveira
lulaoliveira@uol.com.br
CORREÇÃO:
Diferentemente do que foi publicado na reportagem
"O povo na TV" (16 de agosto), o nome da escriturária que
cantou num dos quadros do Domingão do Faustão
é Fernanda de Souza Bezerra, e não Fernanda Barbosa.