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VEJA Recomenda CINEMA As Aventuras de Molière (Molière, França, 2007. Desde sexta-feira em cartaz) Em 1644, ainda em início de carreira, o ator e escritor Jean-Baptiste Poquelin sumiu no mundo para escapar à prisão por dívidas. Imaginar o que ele teria feito nesse período é o que se propõe o diretor Laurent Tirard nesta que pode ser considerada uma versão francesa de Shakespeare Apaixonado. Sob o pseudônimo Molière, Poquelin viria a se tornar um dos grandes autores da literatura mundial. As Aventuras de Molière credita a origem de seu gênio satírico a eventos de sua vida pessoal. Molière se fantasia de padre e vai escrever uma peça para um burguês, o senhor Jourdain (Fabrice Luchini, mestre em interpretar perfeitos idiotas), que deseja assim impressionar uma ferina aristocrata (Ludivine Sagnier). A senhora Jourdain (Laura Morante), porém, é também ela um bocado carismática. Nascem aí um amor impossível e uma inspiração que, mais tarde, alimentaria textos como O Tartufo. O filme tem uma limitação evidente: é difícil escrever como Molière não o sendo. Mas o protagonista Romain Duris, um dos atores franceses mais interessantes do momento, faz o possível para contornar essa falha. Veja cenas.
DVD Boogie Nights (Estados Unidos, 1997. PlayArte) Em seu segundo longa-metragem (o primeiro é o ótimo, mas pouco visto, Jogada de Risco), o diretor Paul Thomas Anderson provou que o cinema americano ganhava um talento extraordinário o que o recente Sangue Negro reconfirma. Inspirado na vida do astro pornô John Holmes, Boogie Nights trata da trajetória de Dirk Diggler (Mark Wahlberg, numa atuação notável), um pobre coitado que ascende na indústria pornográfica graças a seus impressionantes, digamos, atributos. Anderson não apenas recria as transformações que marcaram a passagem dos anos 70 para os 80, como acima de tudo faz um retrato trágico da desesperança de um punhado de pessoas agarradas ao que lhes parece ser uma tábua de salvação, mas não passa de uma força destruidora.
LIVROS
DISCOS
Super Taranta!, Gogol Bordello (Side One Dummy) Grupo queridinho de Madonna (com quem dividiu o palco no último Live Earth), o Gogol Bordello é conhecido por seus shows performáticos e pela curiosa mistura de punk rock com música cigana do Leste Europeu. A formação da banda não poderia ser mais multicultural: há um japonês-romeno no acordeão, um russo no violino e nos vocais, um israelense na guitarra, um etíope no baixo, um americano na bateria, uma tailandesa e uma sino-escocesa na percussão e na dança todos sob a liderança do cantor ucraniano Eugene Hütz. As músicas deste quinto disco têm uma pegada satírica que lembra a irreverência do guitarrista Frank Zappa. O humor da banda aparece até na faixa Super Taranta!, uma espécie de tarantela esquizofrênica.
Donkey, Cansei de Ser Sexy (Sub Pop/Trama) Formada em 2003, a banda paulistana já conquistou uma consistente carreira internacional, com o carisma da vocalista Lovefoxxx à frente. Donkey ("jumento", em inglês) não é tão irreverente quanto o trabalho de estréia mas marca um perceptível refinamento da mistura de rock indie e música eletrônica que caracteriza o CSS (sigla com que a banda é conhecida no exterior). Produzido no Brasil pelo baterista Adriano Cintra e mixado em Los Angeles por Mark "Spike" Stent produtor que já trabalhou com Madonna, Björk e U2 , Donkey chega às lojas a partir de sexta-feira e poderá ser baixado gratuitamente, por tempo limitado, no site Álbum Virtual, da gravadora Trama. |
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