BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2070

23 de julho de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Diogo Mainardi
Lya Luft
J.R. Guzzo
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

VEJA Recomenda

CINEMA

As Aventuras de Molière (Molière, França, 2007. Desde sexta-feira em cartaz) – Em 1644, ainda em início de carreira, o ator e escritor Jean-Baptiste Poquelin sumiu no mundo para escapar à prisão por dívidas. Imaginar o que ele teria feito nesse período é o que se propõe o diretor Laurent Tirard nesta que pode ser considerada uma versão francesa de Shakespeare Apaixonado. Sob o pseudônimo Molière, Poquelin viria a se tornar um dos grandes autores da literatura mundial. As Aventuras de Molière credita a origem de seu gênio satírico a eventos de sua vida pessoal. Molière se fantasia de padre e vai escrever uma peça para um burguês, o senhor Jourdain (Fabrice Luchini, mestre em interpretar perfeitos idiotas), que deseja assim impressionar uma ferina aristocrata (Ludivine Sagnier). A senhora Jourdain (Laura Morante), porém, é também ela um bocado carismática. Nascem aí um amor impossível e uma inspiração que, mais tarde, alimentaria textos como O Tartufo. O filme tem uma limitação evidente: é difícil escrever como Molière não o sendo. Mas o protagonista Romain Duris, um dos atores franceses mais interessantes do momento, faz o possível para contornar essa falha. Veja cenas.

 

DVD

Boogie Nights (Estados Unidos, 1997. PlayArte) – Em seu segundo longa-metragem (o primeiro é o ótimo, mas pouco visto, Jogada de Risco), o diretor Paul Thomas Anderson provou que o cinema americano ganhava um talento extraordinário – o que o recente Sangue Negro reconfirma. Inspirado na vida do astro pornô John Holmes, Boogie Nights trata da trajetória de Dirk Diggler (Mark Wahlberg, numa atuação notável), um pobre coitado que ascende na indústria pornográfica graças a seus impressionantes, digamos, atributos. Anderson não apenas recria as transformações que marcaram a passagem dos anos 70 para os 80, como acima de tudo faz um retrato trágico da desesperança de um punhado de pessoas agarradas ao que lhes parece ser uma tábua de salvação, mas não passa de uma força destruidora.

 

LIVROS

O Encontro, de Anne Enright (tradução de José Rubens Siqueira; Objetiva/Alfaguara; 243 páginas; 34,90 reais) – A irlandesa Anne Enright converteu-se em um sucesso de público depois que O Encontro venceu o disputado prêmio Man Booker de 2007. O romance já vendeu 250 000 exemplares no Reino Unido, marca inusitada para um drama familiar tão pesado quanto este. O Encontro examina a vida familiar de Veronica, que cresce no meio de uma numerosa família irlandesa – doze irmãos ao todo. A trama se desenvolve a partir do enterro de Liam, o irmão favorito de Veronica, que comete suicídio. Longe de qualquer tom melodramático, o estilo vivaz e muitas vezes sarcástico de Anne mantém a tensão do romance. Leia trecho.

O Encantamento de Lily Dahl, de Siri Hustvedt (tradução de Anna Olga de Barros Barreto; Companhia das Letras; 288 páginas; 44 reais) – O segundo romance da americana Siri Hustvedt (já conhecida no Brasil por uma obra mais recente, O que Eu Amava) registra a vida provinciana de uma cidadezinha de Minnesota, estado natal da autora, a partir da perspectiva de Lily Dahl, uma aspirante a atriz de 19 anos que trabalha como garçonete enquanto participa de ensaios para uma montagem de Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare. O romance inclui um enredo policial, com alguns elementos góticos – mas sua força está na sensibilidade com que Siri descreve o amadurecimento da personagem central. Leia trecho.

 

DISCOS

Leon Neal/Reuters
Gogol Bordello: tarantela e música cigana, mas com uma atitude punk

Super Taranta!, Gogol Bordello (Side One Dummy) – Grupo queridinho de Madonna (com quem dividiu o palco no último Live Earth), o Gogol Bordello é conhecido por seus shows performáticos e pela curiosa mistura de punk rock com música cigana do Leste Europeu. A formação da banda não poderia ser mais multicultural: há um japonês-romeno no acordeão, um russo no violino e nos vocais, um israelense na guitarra, um etíope no baixo, um americano na bateria, uma tailandesa e uma sino-escocesa na percussão e na dança – todos sob a liderança do cantor ucraniano Eugene Hütz. As músicas deste quinto disco têm uma pegada satírica que lembra a irreverência do guitarrista Frank Zappa. O humor da banda aparece até na faixa Super Taranta!, uma espécie de tarantela esquizofrênica.

 

Graham Denholm/Getty Images


Lovefoxxx, do Cansei de Ser Sexy: de graça na rede, por tempo limitado

Donkey, Cansei de Ser Sexy (Sub Pop/Trama) – Formada em 2003, a banda paulistana já conquistou uma consistente carreira internacional, com o carisma da vocalista Lovefoxxx à frente. Donkey ("jumento", em inglês) não é tão irreverente quanto o trabalho de estréia – mas marca um perceptível refinamento da mistura de rock indie e música eletrônica que caracteriza o CSS (sigla com que a banda é conhecida no exterior). Produzido no Brasil pelo baterista Adriano Cintra e mixado em Los Angeles por Mark "Spike" Stent – produtor que já trabalhou com Madonna, Björk e U2 –, Donkey chega às lojas a partir de sexta-feira e poderá ser baixado gratuitamente, por tempo limitado, no site Álbum Virtual, da gravadora Trama.

 
Publicidade


     
Fontes: Balneário Camboriú: Livrarias Curitiba; Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva, Siciliano; Campinas: Laselva, Fnac, Siciliano; Campo Grande: Leitura; Caxias do Sul: Siciliano; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva, Siciliano; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense, Siciliano; Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva, Siciliano; João Pessoa: Siciliano; Jundiaí: Siciliano; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Mogi das Cruzes: Siciliano; Mossoró: Siciliano; Natal: Laselva, Siciliano; Navegantes: Laselva; Niterói: Siciliano; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva, Siciliano; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler, Siciliano; Rio Claro: Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Siciliano, Travessa; Salvador: Saraiva, Siciliano; Santo André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José dos Campos: Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Livrarias Curitiba, Nobel, Saraiva, Martins Fontes, Siciliano; São Vicente: Siciliano; Sorocaba: Siciliano; Teresina: Laselva; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano; Vitória: Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva, Nobel, Leitura, Saraiva, Submarino, Siciliano.


Clique aqui para acessar a lista estendida de livros mais vendidos

 



Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |