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VEJA
Recomenda
CINEMA
Extermínio (28 Days Later..., Estados Unidos/Inglaterra/Holanda,
2002. Estréia nesta sexta-feira no país) Jim
sofre um acidente e, ao fim de 28 dias em coma, acorda num hospital
absolutamente deserto. Sai às ruas de Londres e vê
a mesma coisa ou seja, ninguém. À medida que
encontra outros poucos sobreviventes, ele descobre a causa da devastação:
um vírus, libertado do laboratório por ambientalistas,
que transforma os seres humanos em monstros de ira, prontos a trucidar
quem virem pela frente. O inglês Danny Boyle, que dirigiu
Trainspotting, recupera-se do fiasco de A Praia com
esse misto de terror, comédia e aventura feito para ser B.
Roteirizado pelo escritor Alex Garland (também autor de A
Praia) e rodado em vídeo digital, Extermínio
é direto, vigoroso e sem frescuras, qualidades que andam
muito raras no cinema de entretenimento. Assista
ao trailer.
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| A
Inglesa e o Duque: Rohmer surpreendente |
A
Inglesa e o Duque (L'Anglaise et le Duc, França,
2001. Desde sexta-feira em São Paulo e no Rio de Janeiro)
Expoente da nouvelle vague, o francês Eric Rohmer tem
defensores e detratores apaixonados. O que jamais se poderá
negar é a ousadia desse veterano. A Inglesa e o Duque
é um filme surpreendente por vários motivos. Primeiro,
porque Rohmer, hoje com 83 anos, resolveu filmá-lo no formato
ainda novo do vídeo digital. Em segundo lugar, pela maneira
como recria a Paris do século XVIII: por meio de pinturas,
dentro das quais os personagens foram inseridos digitalmente. Há
também surpresa no retrato da Revolução Francesa
que o filme apresenta. Para compor o roteiro, Rohmer baseou-se nas
memórias de uma amante do duque de Orleans, primo do rei
Luís XVI: a escocesa Grace Elliot, interpretada de maneira
memorável pela atriz inglesa Lucy Russell.
LIVROS
Alex
Rider contra Stormbreaker, de Anthony Horowitz (tradução
de Mônica Rodrigues da Costa e Gabriela Romeu; Publifolha;
165 páginas; 22 reais) Assim como James Bond, Alex
Rider trabalha para o serviço secreto britânico e usa
bugigangas tecnológicas de última geração.
A diferença é que Rider tem apenas 13 anos ao iniciar
suas aventuras nesse livro em que precisa combater o criador
de um computador ultrapoderoso. Criada pelo inglês Anthony
Horowitz, a série do pequeno espião é um entretenimento
juvenil despretensioso, mas bem-feito.
Uma
Breve História do Vinho, de Rod Phillips (tradução
de Gabriela Máximo; Record; 462 páginas; 52 reais)
Ao contrário do pão e da cerveja, que tiveram
de ser inventados, o vinho foi descoberto ainda no neolítico
por nossos ancestrais. Isso porque, como observa o historiador canadense
Rod Phillips, "cada uva é a sua própria minivinícola":
basta que seja esmagada e fermente para dar origem à bebida.
Graças à sua antiguidade e também, claro,
ao seu poder para revigorar, dar prazer e embriagar , o vinho
tornou-se, entre todos, o alimento de história mais rica
e cheia de simbolismo. Phillips faz justiça a essa história
nesse livro informativo e agradável, que parte da Mesopotâmia,
7.000 anos atrás, e chega aos sofisticados mercados vinícolas
da atualidade. Leia
trecho.
DVD
Live
in Verona, Jamiroquai (Sony Music) A voz de Jason
Kay, cantor do grupo inglês Jamiroquai, continua a mesma,
mas o seu chapéu... Quanta diferença! Ele trocou o
adereço de pele, que fazia com que parecesse um integrante
da Ordem dos Búfalos d'Água, do desenho animado Os
Flintstones, e se apresenta agora com um cocar indígena.
A mudança visual, porém, não afetou a sonoridade
do Jamiroquai. A banda continua a se pautar pelo som negro americano
dos anos 70, em especial os funks de Stevie Wonder. Esse DVD foi
gravado ao vivo em Verona, na Itália, na famosa Arena da
cidade, um anfiteatro romano construído em 290 d.C. Sob um
temporal de encharcar os ossos, Kay e agregados colocam os italianos
para dançar com os sucessos Little L e Alright.
Os bônus incluem um documentário e a opção
de assistir ao concerto em ângulos diferentes.
DISCOS
Paulo Rubens Fonseca
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| Elizeth:
emoção em cada verso cantado |
Faxineira das Canções, Elizeth Cardoso (Biscoito
Fino) Elizeth Cardoso (1920-1990) foi uma cantora como poucas.
Tinha classe, um repertório de primeira e colocava emoção
em cada verso que cantava. Essa caixa está cheia de exemplos
da categoria de Elizeth da gaiatice de Tem Dó,
de Baden Powell e Vinicius de Moraes, à candura de No
Rancho Fundo, de Ary Barroso e Lamartine Babo. Faxineira
das Canções reúne cinco álbuns de
Elizeth Cardoso. O ponto alto é um CD duplo que traz a gravação
de um show de 1968, que reúne Elizeth, os grupos Zimbo Trio
e Época de Ouro e o instrumentista Jacob do Bandolim, o descobridor
da cantora. Os outros três discos foram gravados nos últimos
anos de vida de Elizeth e contêm tributos a Ary Barroso e
um irretocável dueto com o violonista Raphael Rabello.
Obrigado,
Brazil, Yo-Yo Ma (Sony Music) Vários artistas
internacionais já gravaram discos dedicados à música
brasileira. Boa parte deles não passa de macumba realizada
por turista. Mas em Obrigado, Brazil, CD do cellista francês
de ascendência chinesa Yo-Yo Ma, tudo dá certo. Ele
convocou artistas de talento inquestionável, como o pianista
e arranjador César Camargo Mariano e a cantora Rosa Passos.
O repertório é abrangente: vai de bossas-novas e chorinhos
a obras de compositores eruditos brasileiros respeitados no exterior
(leia-se Villa-Lobos e Camargo Guarnieri). Entre as delícias
do CD estão Doce
de Coco,
de Jacob do Bandolim, e Apelo, do violonista Baden Powell.
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