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Radar
BRASIL
Fardo
nordestino? 1
No imaginário de boa parte do país,
o Nordeste é um ônus permanente que o resto do Brasil
tem de carregar nas costas. Nada mais incorreto. O governador de
Sergipe, João Alves, mandou fazer detalhado estudo que joga
por terra essa falsa crença. Contabilizando-se todos os recursos
que a União envia ao Nordeste e todos os que saem de lá
para o governo federal, chega-se a um resultado surpreendente: a
região com o maior número de pobres do país
dá por ano 3 bilhões de dólares mais do que
recebe da União o triplo de vinte anos atrás.
Fardo
nordestino? 2
Aliás, nos anos 70, o
Nordeste recebia da União o equivalente a 15,8% do Orçamento
global em investimentos. Hoje, esse porcentual não passa
dos 7%.
GOVERNO
Comportado,
enfim
Chega-se às vésperas
de mais uma reunião do Copom e já repararam?
José Alencar não reclamou dos juros altos.
O
espetáculo e o show
A comemoração do 7 de Setembro não será
como aquela que passou... A idéia, bem ao feitio petista,
é "aproximar mais o povo da festa", como resume um integrante
do Planalto. Os preparativos já estão sendo feitos.
Pelo visto, enquanto o espetáculo do crescimento não
começa, o governo apresentará o "show do 7 de Setembro".
Em
vão
Lula iniciou com um apelo a reunião de quinta-feira passada
em que se discutiriam investimentos em infra-estrutura. À
mesa estavam também o vice-presidente, doze ministros e o
presidente do BNDES, Carlos Lessa. "Que ninguém adiante para
a imprensa nada do que está sendo debatido", pediu. No dia
seguinte, os jornais traziam parte do que foi apresentado. Segredo
com tantas testemunhas é difícil. No Planalto, Lula
já deveria saber, é impossível.
"Muy
amigo"
FHC confidenciou na quarta-feira passada a um velho aliado que considerou
um "desastre" o saldo da última viagem de Lula à Europa.
E não estava exatamente triste com isso.
Gavetas
limpas
Cláudio Fonteles, novo procurador-geral da República,
está tendo um trabalho danado para limpar a famosa gaveta
de seu antecessor, Geraldo Brindeiro. Só em ações
diretas de inconstitucionalidade (Adin) encontrou 770 na gaveta
algumas com mais de dez anos. Fonteles quer livrar-se dos
processos até dezembro. Já analisou 69 Adins (47 não
foram aceitas e 22 foram dirigidas ao STF). Essas 22 Adins, encaminhadas
em duas semanas, são mais que o dobro do que Brindeiro fez
em todo o ano passado.
Itamaraty
versus Fazenda
Cresce a animosidade entre a turma do Ministério da Fazenda
e o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães.
No centro do confronto está a Alca. A cúpula da Fazenda
acha que o embaixador, notório pela posição
antiamericana, está levando o governo a cometer erros na
questão da Alca.
ECONOMIA
País
parado
A queda nas vendas de sucos prontos
e água mineral em abril e maio foi de 10% e 11%, respectivamente,
em comparação com o bimestre anterior. Esses dois
segmentos junto com o de chás prontos, que também
caiu foram as vedetes dos últimos anos no setor de
bebidas. Só que agora a fonte secou: o consumidor está
de bolso vazio e boca fechada.
Espírito
animal
Quantos pontos os juros deveriam baixar na quarta-feira? Quem fez
essa pergunta a Delfim Netto na semana passada ouviu o seguinte:
"Duzentos pontos! Crescimento é um estado de espírito,
e o governo tem de ajudar a soltar o espírito animal de crescimento
dos empresários".
Relações
de trabalho
Já foram mais fraternas as relações entre os
executivos Fernando Xavier Ferreira e Manoel Amorim, respectivamente
presidente do Grupo Telefônica e diretor-geral da empresa
em São Paulo.
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O
mito da boa imagem da Varig no exterior
Eduardo Albarello
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| Varig:
a crise aos olhos do mundo |
Sem
alarde, chegou às mãos da cúpula
do governo na semana passada uma pesquisa internacional
que abala um mito muito difundido o da boa imagem
da Varig no exterior. O levantamento, realizado por
uma empresa americana, é atualizado anualmente
e tenta medir a força e o prestígio de
centenas de marcas e companhias no mundo. Foi feito
em 45 países, onde se ouviram 350 000 pessoas.
O resultado da pesquisa revela que a progressiva crise
financeira da Varig na última década não
passou (e nem podia passar) despercebida. O item "a
força da marca", que é a síntese
de todos os atributos da empresa, batia os 100% em 1997.
Hoje, esse porcentual está em torno dos 60%.
Em todos os itens pesquisados exceto o conhecimento
da marca houve queda.
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LOTERIAS
Crise?
Que crise?
O dinheiro sumiu. Talvez por
isso mesmo o brasileiro esteja apostando tudo por uma graninha a
mais. É uma das explicações possíveis
para o excelente desempenho do setor de loterias num ano em que
chegamos ao fundo do poço. De janeiro a junho, as oito loterias
administradas pela Caixa Econômica Federal arrecadaram 1,7
bilhão de reais, aproximadamente 300 milhões de reais
mais que no mesmo período do ano passado. Raros foram os
setores que cresceram neste ano. Mais ainda os que cresceram 21%.
TELEVISÃO
A
escalada das mulheres
Não tem para ninguém.
De acordo com o Ibope, a audiência média de Mulheres
Apaixonadas em seus primeiros 130 capítulos ou
seja, até quinta passada já é maior
que suas seis antecessoras no horário das 8.
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O
exemplo brasileiro
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| Campanha
contra o fumo: nos maços da Austrália |
Não
é um daqueles ufanismos vazios que de vez em
quando ganham eco no país: o Brasil virou mesmo
vanguarda e referência nas campanhas de controle
do tabagismo. O Instituto Nacional do Câncer (Inca)
acaba de receber um pedido do governo australiano para
que se possa reproduzir nos maços de lá
a foto de um bebê prematuro que circula impressa
nos maços daqui. Mais: a Tailândia encomendou
ao Inca um estudo que mostre os caminhos trilhados pelo
Brasil na adoção das imagens de advertência
nos maços. E o Conselho Antidrogas do México
fez solicitação semelhante.
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Colaborou
Malu Gaspar
Lauro
Jardim (e-mail:
ljardim@abril.com.br)
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