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Saúde
Será
que dá espinha?
A
ciência nega que chocolate cause acnes.
Mas os dermatologistas continuam a ouvir
essa queixa
Afinal
de contas, chocolate dá ou não dá espinhas?
Para a medicina, até o momento, não existe relação
entre uma coisa e outra. Mas, quando surge uma maldita acne no meio
do rosto, não há vítima que não a associe
àquela caixa de bombons que devorou dois dias antes. O fato
concreto é que os consultórios dos dermatologistas
continuam a receber clientes que se queixam do aparecimento de acnes
depois do consumo exagerado da guloseima. "Essas queixas são
ainda mais comuns após a Páscoa, quando se abusa de
chocolate", diz a dermatologista Marcia Ramos-e-Silva, professora
da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O que reforça
a crença de que o alimento dá espinhas é que
o chocolate é extremamente gorduroso e alergênico.
Se a ciência já associou o dito-cujo a enxaquecas,
aparecimento de aftas, formação de pedras nos rins
e piora dos sintomas da tensão pré-menstrual, por
que ele não seria também responsável pelo surgimento
de espinhas?
Bem,
quando a ciência não consegue provar uma hipótese,
ela passa a ser considerada falsa. Não adianta espernear,
caro e infeliz espinhoso, é desse jeito que o negócio
funciona. Se foi estabelecida uma relação entre chocolate
e enxaqueca, por exemplo, é porque foi descoberto que a sensibilidade
a um dos compostos do alimento, uma substância chamada beta-feniletilamina,
pode levar ao aparecimento desse tipo de dor de cabeça. No
caso da acne, só o que existe são hipóteses
de que o chocolate poderia deflagrar erupções cutâneas.
A mais aceita é mesmo a de que a gordura liberada no sangue
depois da ingestão de chocolate incentivaria a produção
das glândulas sebáceas e, conseqüentemente,
isso facilitaria o aparecimento de acne. Mas é uma hipótese,
lembre-se. De qualquer forma, se você tem tendência
a ter espinhas, não custa nada reduzir o consumo de chocolate.
Inconclusivo? Pois é.
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