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• Eleições: Delegado confirma tentativa de espionagem contra tucanosGeral
• Especial: 'Cala boca Galvão': um fenômeno planetárioLeitor
Sucessão presidencial "Esperamos que o próximo presidente seja forte, corajoso, que acabe com a
Temos
as opções de suco: de chuchu, José Serra; de jiló, Dilma Rousseff; e de agrião,
Marina Silva. O Brasil merece um saboroso suco, um presidente de verdade, que
sacie a sede e mantenha o país saudável, que mostre força, que conduza, que represente,
que seja jovem e alegre como a juventude que faz o país. Queremos votar para presidente,
e não para político que traz na testa a sigla do partido e faz aliança para ajudar
a dividir o butim. A palavra não convence mais. É preciso trabalho, responsabilidade,
honestidade e comprometimento (“Empatados — Um junho como nunca se viu”, 16 de
junho). Independentemente
de ser vitorioso ou não, o governo Lula foi uma importante etapa para a experiência
democrática no país. O fato de um partido formalmente considerado de esquerda
ascender ao poder nos insere em uma nova fase do jogo democrático. Porém, além
de dar continuidade ao Plano Real, o PT apropriou-se dos programas sociais lançados
pelo governo FHC e criou o programa Bolsa Família, ampliando o seu atendimento.
O Brasil clama por mudança na eleição presidencial que se aproxima, uma vez que
a candidata Dilma Rousseff, caso eleita, permanecerá em consonância com seu criador
e ficará atrelada ao passado, entre outras razões pela total inexperiência para
comandar a nação. Aliás, parafraseando o próprio Lula: “O Brasil precisa de um
presidente que faça mais e melhor”.
Dilma Rousseff Depois de ler a entrevista
de Dilma Rousseff a VEJA (Amarelas, 16 de junho), fiquei pensando: será que ela
realmente tem algum plano para governar o Brasil ou, se eleita, vai fazer tudo
o que o atual presidente mandar? Gostei
das respostas de Dilma Rousseff. Por seu passado e seu trabalho, eu até votaria
nela. Acontece que nenhum presidente administra sozinho seu país. E, como diz
o ditado, “dize-me com quem andas e te direi quem és”. Lula não é modelo para
ser seguido. Como administrador, é esbanjador com o que lhe interessa pessoalmente
e unha de fome com o que não lhe dá projeção — haja vista o preocupante endividamento
interno e os trocados para investimentos em infraestrutura. No cenário internacional
(e nacional), cerca-se dos piores elementos. “Nunca antes neste país” a tributação
cresceu tanto. Como todo mau político, pensa que o estado lhe pertence e passa
por cima da lei eleitoral com a maior sem-cerimônia. Como “democrata”, várias
vezes já tentou dar jeitinhos para limitar a liberdade de imprensa. Mas, se eleita,
Dilma pretende seguir seu mestre. Diante da promessa da candidata, minha dúvida
se encerra, e voto em Serra. Candidata
Dilma, a senhora se declara “de retaguarda”, tem “muito orgulho de ter combatido
a ditadura do primeiro ao último dia” e ainda afirma que o governo
do presidente Lula é realizado a quatro mãos: as suas e as dele. Considera uma
grande contradição o seu governo apoiar ditadores, criminosos e opressores como
Chávez e Ahmadinejad? Minha família conta mortos brasileiros com a política terrorista
apoiada pelo Irã. Declaro que sua postura como mulher e “democrática” envergonha
todos os brasileiros que defendem a liberdade e a verdadeira democracia. Não nos
parece que “nosso modelo esteja influenciando positivamente nossos vizinhos”.
Muito pelo contrário. O Brasil não pode continuar apoiando países que assassinam,
oprimem e desrespeitam. O Brasil precisa se reconciliar com a paz e com o bem. Dilma
Rousseff continua com a ideia equivocada de que o Brasil foi “descoberto” em 2002,
com a posse do presidente Lula. A insistência da candidata em desprezar os feitos
positivos dos governos anteriores não faz bem ao país nem a ela mesma. Sem os
ajustes fiscais, monetários e cambiais que foram feitos pelo governo de Fernando
Henrique Cardoso, as reservas nacionais e a estabilidade tão comemorada não poderiam
ter sido concretizadas. Em outubro, o povo brasileiro será ingrato com Dilma assim
como ela está sendo com aqueles que construíram os alicerces políticos, econômicos
e sociais para o crescimento equilibrado da nação.
Carta ao Leitor Inteligentíssima a ideia
de VEJA de entrevistar, nas Páginas Amarelas, os mais destacados candidatos ao
pleito presidencial (“Corações e mentes”, Carta ao Leitor, 16 de junho). Iniciativa
de valor inestimável, altamente esclarecedora àquela parcela do eleitorado que
se sente confusa diante de respostas “pré-elaboradas” — e mesmo assim desastrosas
— de candidatos(as) que só visam ao poder e aos interesses eleitoreiros.
PIB superaquecido Parabéns
aos autores da reportagem “O Brasil não pode (ainda) crescer em ritmo chinês”
(16 de junho), que conseguiram explicar de maneira brilhante como funciona esse
processo de crescimento do país e quais os problemas escondidos atrás de tanta
propaganda.
Maílson da Nóbrega Mesmo ansioso por receber
mais 7,7% na minha aposentadoria, não posso deixar de admirar a lúcida e objetiva
argumentação de Maílson da Nóbrega ao criticar o populismo eleitoreiro do Congresso,
que quer privilegiar as aposentadorias em detrimento de quem mais precisa,
mas não vota — as crianças carentes. Parabéns pelo artigo “A prioridade invertida”
(16 de junho). Esqueceu
o ilustre articulista de mencionar que, desde 2003, a Previdência Social desembolsou
2,8 bilhões de reais com o pagamento de pensões e indenizações aos “anistiados”.
Em 2010 já atingimos mais de 120 milhões de reais. Senhor
Maílson da Nóbrega, os idosos que se prepararam e os que se preparam para a aposentadoria,
aqueles que religiosamente contribuem para a seguridade social até o limite máximo,
aqueles da iniciativa privada, não precisam de prioridade do governo — mas sim
da obrigação deste em devolver-lhes aquilo que lhes é de direito. Cabe ao governo
procurar os recursos para bancar tais aposentadorias, assim como as crianças que
o senhor menciona em sua coluna, com o dinheiro dos impostos que ele arrecada.
Pagamos a vida inteira por isso que os senhores insistem em dizer que é benefício. A sociedade
deve respeitar todos os seus cidadãos, sem distinção. Porém, o ex-ministro optou
por atribuir aos idosos e aposentados o rombo da Previdência. Pobres são os de
espírito, que desrespeitam aqueles que contribuíram durante toda a vida profissional
e, quando esperam desfrutar uma velhice ao menos digna, têm de aturar os argumentos
daqueles que não passam pela mesma situação de penúria. Os ministros da
Fazenda dos últimos seis governos não sobrevivem da aposentadoria do INSS.
Claudio de Moura Castro Muito eloquente o
artigo “O judeu de Bethesda” (16 de junho), no qual Claudio de Moura Castro nos
faz pensar sobre os valores educacionais que as famílias ensinam aos seus filhos.
Enquanto não considerarmos a leitura como necessidade vital, continuaremos um
país de leitores fracos e incompetentes. Como
judeu e mirando-me nas palavras do bibliófilo José Mindlin, de que “o livro é
o sorvete que não derrete”, possuo quase mil de “diversos sabores” — estímulo
recebido de meus pais. Proponho que, assim como os prontos-socorros de saúde,
as bibliotecas não fechem, propiciando a todos, e em qualquer horário, a possibilidade
de socorro intelectual. A Dilma, Marina, Serra e outros, fica a sugestão para
o primeiro ato de quem for eleito(a). Isso pode fazer a diferença. Sou
professora e mãe. Estou duplamente preocupada. Muitas vezes não recebi bem as
críticas ao ensino, aos professores e à educação. Mas a verdade é que, enquanto
os pais não deixarem o seu “entretenimento” de lado, seus fúteis e ridículos programas
de TV em prol da decisão de acompanhar de perto a aprendizagem de seus filhos,
como o judeu de Bethesda, pouco mudará o quadro da educação brasileira.
Cofre dos aloprados petistas VEJA tira
a máscara de mais um escândalo — o que virou rotina de uns tempos para cá (“Três
homens e alguns segredos”, 16 de junho). Querer vender uma xícara de cafezinho
pela bagatela de 352 reais é achar que, apesar da roubalheira crescer a cada dia,
nada é fiscalizado. Escuta-se tanto que o Ministério Público apresentou denúncias
contra partidos e políticos, mas esses, por estarem convictos de que não pagarão
pelos seus malfeitos, continuam a zombar das nossas leis e do Poder Judiciário. É impressionante
como em todas as falcatruas que a imprensa denuncia o PT sempre está
envolvido. Até quando o Brasil vai aceitar a existência desse partido, que abriga
tantos estelionatários do dinheiro público? Fora, PT, deixe o Brasil em paz.
Cafezinho 13000% mais caro Sobre
a reportagem "Três homens e alguns segredos" (16 de junho), esclarecemos
que o referido edital foi cancelado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.
Os valores divulgados na reportagem (sobre o preço do cafezinho) referem-se
ao aluguel de uma máquina de café no valor de R$ 352,22 que seria
usada para preparar mil cafés por dia uma média de R$ 0,35
por xícara. Nota da Redação: segundo informou o Tribunal de Contas da União (TCU), a proposta da Dialog para fornecer "café de máquina a R$ 352,33 cada" apresentava "sobrepreço de 13.000%", valor levado em conta pelo ministro Benjamin Zymler, relator do processo no TCU.
Crime no Maranhão A reportagem "Horror no Maranhão"
(16 de junho) não foi feliz ao afirmar que "a pedofilia é quase
endêmica em regiões do Norte e Nordeste" e que é até
"costume" que pais desvirginem suas filhas. A pedofilia é endêmica
em todo o país, e pais desvirginarem filhas só é costume
em caso de transtorno sexual.
Violência no Ceará Muito
oportuna a reportagem "À procura do mandante" (16 de junho),
sobre o sequestro, tortura e tentativa de assassinato do jornalista Gilvan Luiz.
Juazeiro vive tempos sombrios: ameaças, processos, intimidações,
agressões físicas e morais da administração municipal
petista contra populares, principalmente contra jornalistas de oposição.
Para completar, o secretário de Infraestrutura desse governo, o senhor
Rafael Apolinário, foi preso recentemente por porte ilegal de arma.
Marcos Valério Em mais de trinta anos de advocacia criminal,
jamais fiz ato ou pedido processual algum que pudesse ser tido como "chicana"
("Chicanas de Valério", Radar, 16 de junho). No processo do mensalão,
o pedido de desmembramento do processo foi formulado desde 2006 e tem apoio na
jurisprudência uniforme, reiterada e unânime do pleno do STF. O ministro
Joaquim Barbosa proferiu voto favorável ao desmembramento, em questão
de ordem, que o tribunal, em isolada e injustificável exceção,
não acolheu. Porém, no caso do "mensalinho mineiro", meu
pedido em idêntico sentido foi deferido pelo mesmo ministro, em decisão
individual, mantendo-se no STF apenas a ação contra o senador Eduardo
Azeredo.
Arte Importante
o trabalho feito por instituições como o Projeto Portinari ("O
preferido dos falsários", 16 de junho). Presido a Fundação
Inimá de Paula, criada em 1998 para proteger a obra desse grande artista
mineiro. Em doze anos, catalogamos e emitimos certificados para 1 853 obras
de Inimá, e editamos dois volumes de seu catálogo raisonné.
Identificamos mais de cinquenta obras falsas. Em 2008, inauguramos o Museu Inimá
de Paula, em Belo Horizonte. Realizamos tudo isso sem usar dinheiro público
nem leis de incentivo.
Israel e a flotilha Sou
judeu, cresci em Israel, onde servi em uma unidade de elite do Exército,
e hoje sou casado com uma brasileira. Gustavo Ioschpe tem uma visão limitada
de militante juvenil, parece que nunca viveu em Israel nem lutou como soldado
pela liberdade de seu povo ou pelo direito de sua existência. Israel já
interceptou vários navios de "ajuda humanitária" carregados
de armamentos e explosivos. Na sua lista de coisas que devem acabar para garantir
a paz, o senhor se esqueceu de incluir o fim do terrorismo ("O maior inimigo
de Israel", 9 de junho).
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