PUBLICIDADE

Home  »  Revistas  »  Edição 2170 / 23 de junho de 2010


Índice    Seções    Panorama    Brasil    Internacional    Geral    Guia    Artes e Espetáculos    ver capa

Leitor

Assuntos mais comentados
Dilma Rousseff (Entrevista)
Artigo de Maílson da Nóbrega
Sucessão presidencial (capa)
Artigo de Claudio de Moura Castro
Cofre dos aloprados petistas

 

Sucessão presidencial

"Esperamos que o próximo presidente seja forte, corajoso, que acabe com a
impunidade e que fortaleça a democracia. Chega de populismo. Não queremos
ser a Venezuela de amanhã."
Priscila Scatena
São Paulo, SP

 

 

Corrida presidencial
Os presidenciáveis têm tudo
para fazer uma campanha
de alto nível em 2010

Montagem sobre fotos de Pedro Rubens, Paulo Vitale e AE

 

Temos as opções de suco: de chuchu, José Serra; de jiló, Dilma Rousseff; e de agrião, Marina Silva. O Brasil merece um saboroso suco, um presidente de verdade, que sacie a sede e mantenha o país saudável, que mostre força, que conduza, que represente, que seja jovem e alegre como a juventude que faz o país. Queremos votar para presidente, e não para político que traz na testa a sigla do partido e faz aliança para ajudar a dividir o butim. A palavra não convence mais. É preciso trabalho, responsabilidade, honestidade e comprometimento (“Empatados — Um junho como nunca se viu”, 16 de junho).
Carlos Alberto Lima
Florianópolis, SC

Independentemente de ser vitorioso ou não, o governo Lula foi uma importante etapa para a experiência democrática no país. O fato de um partido formalmente considerado de esquerda ascender ao poder nos insere em uma nova fase do jogo democrático. Porém, além de dar continuidade ao Plano Real, o PT apropriou-se dos programas sociais lançados pelo governo FHC e criou o programa Bolsa Família, ampliando o seu atendimento. O Brasil clama por mudança na eleição presidencial que se aproxima, uma vez que a candidata Dilma Rousseff, caso eleita, permanecerá em consonância com seu criador e ficará atrelada ao passado, entre outras razões pela total inexperiência para comandar a nação. Aliás, parafraseando o próprio Lula: “O Brasil precisa de um presidente que faça mais e melhor”.
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR

 

Dilma Rousseff

Depois de ler a entrevista de Dilma Rousseff a VEJA (Amarelas, 16 de junho), fiquei pensando: será que ela realmente tem algum plano para governar o Brasil ou, se eleita, vai fazer tudo o que o atual presidente mandar?
João Resende Junior
Cuiabá, MT

Gostei das respostas de Dilma Rousseff. Por seu passado e seu trabalho, eu até votaria nela. Acontece que nenhum presidente administra sozinho seu país. E, como diz o ditado, “dize-me com quem andas e te direi quem és”. Lula não é modelo para ser seguido. Como administrador, é esbanjador com o que lhe interessa pessoalmente e unha de fome com o que não lhe dá projeção — haja vista o preocupante endividamento interno e os trocados para investimentos em infraestrutura. No cenário internacional (e nacional), cerca-se dos piores elementos. “Nunca antes neste país” a tributação cresceu tanto. Como todo mau político, pensa que o estado lhe pertence e passa por cima da lei eleitoral com a maior sem-cerimônia. Como “democrata”, várias vezes já tentou dar jeitinhos para limitar a liberdade de imprensa. Mas, se eleita, Dilma pretende seguir seu mestre. Diante da promessa da candidata, minha dúvida se encerra, e voto em Serra.
José Ricardo
Rio de Janeiro, RJ

Candidata Dilma, a senhora se declara “de retaguarda”, tem “muito orgulho de ter combatido a ditadura do primeiro ao último dia” e ainda afirma que o governo do presidente Lula é realizado a quatro mãos: as suas e as dele. Considera uma grande contradição o seu governo apoiar ditadores, criminosos e opressores como Chávez e Ahmadinejad? Minha família conta mortos brasileiros com a política terrorista apoiada pelo Irã. Declaro que sua postura como mulher e “democrática” envergonha todos os brasileiros que defendem a liberdade e a verdadeira democracia. Não nos parece que “nosso modelo esteja influenciando positivamente nossos vizinhos”. Muito pelo contrário. O Brasil não pode continuar apoiando países que assassinam, oprimem e desrespeitam. O Brasil precisa se reconciliar com a paz e com o bem.
Silvia Blumberg
Rio de Janeiro, RJ

Dilma Rousseff continua com a ideia equivocada de que o Brasil foi “descoberto” em 2002, com a posse do presidente Lula. A insistência da candidata em desprezar os feitos positivos dos governos anteriores não faz bem ao país nem a ela mesma. Sem os ajustes fiscais, monetários e cambiais que foram feitos pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, as reservas nacionais e a estabilidade tão comemorada não poderiam ter sido concretizadas. Em outubro, o povo brasileiro será ingrato com Dilma assim como ela está sendo com aqueles que construíram os alicerces políticos, econômicos e sociais para o crescimento equilibrado da nação.
Luís Henrique Neves Gonzaga Marques
Brasília, DF

 

Carta ao Leitor

Inteligentíssima a ideia de VEJA de entrevistar, nas Páginas Amarelas, os mais destacados candidatos ao pleito presidencial (“Corações e mentes”, Carta ao Leitor, 16 de junho). Iniciativa de valor inestimável, altamente esclarecedora àquela parcela do eleitorado que se sente confusa diante de respostas “pré-elaboradas” — e mesmo assim desastrosas — de candidatos(as) que só visam ao poder e aos interesses eleitoreiros.
Edison Navarro Messias
Ponta Grossa, PR

 

PIB superaquecido

Parabéns aos autores da reportagem “O Brasil não pode (ainda) crescer em ritmo chinês” (16 de junho), que conseguiram explicar de maneira brilhante como funciona esse processo de crescimento do país e quais os problemas escondidos atrás de tanta propaganda.
Débora Ferraz
Por e-mail

 

Maílson da Nóbrega

Mesmo ansioso por receber mais 7,7% na minha aposentadoria, não posso deixar de admirar a lúcida e objetiva argumentação de Maílson da Nóbrega ao criticar o populismo eleitoreiro do Congresso, que quer privilegiar as aposentadorias em detrimento de quem mais precisa, mas não vota — as crianças carentes. Parabéns pelo artigo “A prioridade invertida” (16 de junho).
Carlos Carrion Torres
Vitória, ES

Esqueceu o ilustre articulista de mencionar que, desde 2003, a Previdência Social desembolsou 2,8 bilhões de reais com o pagamento de pensões e indenizações aos “anistiados”. Em 2010 já atingimos mais de 120 milhões de reais.
Murillo César Caetano
Santos, SP

Senhor Maílson da Nóbrega, os idosos que se prepararam e os que se preparam para a aposentadoria, aqueles que religiosamente contribuem para a seguridade social até o limite máximo, aqueles da iniciativa privada, não precisam de prioridade do governo — mas sim da obrigação deste em devolver-lhes aquilo que lhes é de direito. Cabe ao governo procurar os recursos para bancar tais aposentadorias, assim como as crianças que o senhor menciona em sua coluna, com o dinheiro dos impostos que ele arrecada. Pagamos a vida inteira por isso que os senhores insistem em dizer que é benefício.
Mario Amorim Ventura
Belo Horizonte, MG

A sociedade deve respeitar todos os seus cidadãos, sem distinção. Porém, o ex-ministro optou por atribuir aos idosos e aposentados o rombo da Previdência. Pobres são os de espírito, que desrespeitam aqueles que contribuíram durante toda a vida profissional e, quando esperam desfrutar uma velhice ao menos digna, têm de aturar os argumentos daqueles que não passam pela mesma situação de penúria. Os ministros da Fazenda dos últimos seis governos não sobrevivem da aposentadoria do INSS.
Alberto Cleiman
Rio de Janeiro, RJ

 

Claudio de Moura Castro

Muito eloquente o artigo “O judeu de Bethesda” (16 de junho), no qual Claudio de Moura Castro nos faz pensar sobre os valores educacionais que as famílias ensinam aos seus filhos. Enquanto não considerarmos a leitura como necessidade vital, continuaremos um país de leitores fracos e incompetentes.
Edjôfre Coelho de Oliveira
Teresina, PI

Como judeu e mirando-me nas palavras do bibliófilo José Mindlin, de que “o livro é o sorvete que não derrete”, possuo quase mil de “diversos sabores” — estímulo recebido de meus pais. Proponho que, assim como os prontos-socorros de saúde, as bibliotecas não fechem, propiciando a todos, e em qualquer horário, a possibilidade de socorro intelectual. A Dilma, Marina, Serra e outros, fica a sugestão para o primeiro ato de quem for eleito(a). Isso pode fazer a diferença.
Isaac Gil
Araraquara, SP

Sou professora e mãe. Estou duplamente preocupada. Muitas vezes não recebi bem as críticas ao ensino, aos professores e à educação. Mas a verdade é que, enquanto os pais não deixarem o seu “entretenimento” de lado, seus fúteis e ridículos programas de TV em prol da decisão de acompanhar de perto a aprendizagem de seus filhos, como o judeu de Bethesda, pouco mudará o quadro da educação brasileira.
Edna Soares Bosenbecker
São Lourenço do Sul, RS

 

Cofre dos aloprados petistas

VEJA tira a máscara de mais um escândalo — o que virou rotina de uns tempos para cá (“Três homens e alguns segredos”, 16 de junho). Querer vender uma xícara de cafezinho pela bagatela de 352 reais é achar que, apesar da roubalheira crescer a cada dia, nada é fiscalizado. Escuta-se tanto que o Ministério Público apresentou denúncias contra partidos e políticos, mas esses, por estarem convictos de que não pagarão pelos seus malfeitos, continuam a zombar das nossas leis e do Poder Judiciário.
Pedro Araújo
Afogados da Ingazeira, PE

É impressionante como em todas as falcatruas que a imprensa denuncia o PT sempre está envolvido. Até quando o Brasil vai aceitar a existência desse partido, que abriga tantos estelionatários do dinheiro público? Fora, PT, deixe o Brasil em paz.
Iramar Benigno Albert Júnior
Recife, PE

 

Cafezinho 13000% mais caro

Sobre a reportagem "Três homens e alguns segredos" (16 de junho), esclarecemos que o referido edital foi cancelado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. Os valores divulgados na reportagem (sobre o preço do cafezinho) referem-se ao aluguel de uma máquina de café no valor de R$ 352,22 que seria usada para preparar mil cafés por dia – uma média de R$ 0,35 por xícara.
Assessoria de Comunicação do Ministério da Pesca e Aquicultura
Brasília, DF

Nota da Redação: segundo informou o Tribunal de Contas da União (TCU), a proposta da Dialog para fornecer "café de máquina a R$ 352,33 cada" apresentava "sobrepreço de 13.000%", valor levado em conta pelo ministro Benjamin Zymler, relator do processo no TCU.

 

Crime no Maranhão

A reportagem "Horror no Maranhão" (16 de junho) não foi feliz ao afirmar que "a pedofilia é quase endêmica em regiões do Norte e Nordeste" e que é até "costume" que pais desvirginem suas filhas. A pedofilia é endêmica em todo o país, e pais desvirginarem filhas só é costume em caso de transtorno sexual.
Maurício Lopes
Imperatriz, MA

 

Violência no Ceará

Muito oportuna a reportagem "À procura do mandante" (16 de junho), sobre o sequestro, tortura e tentativa de assassinato do jornalista Gilvan Luiz. Juazeiro vive tempos sombrios: ameaças, processos, intimidações, agressões físicas e morais da administração municipal petista contra populares, principalmente contra jornalistas de oposição. Para completar, o secretário de Infraestrutura desse governo, o senhor Rafael Apolinário, foi preso recentemente por porte ilegal de arma.
Fábio Souza Tavares
Juazeiro do Norte, CE

 

Marcos Valério

Em mais de trinta anos de advocacia criminal, jamais fiz ato ou pedido processual algum que pudesse ser tido como "chicana" ("Chicanas de Valério", Radar, 16 de junho). No processo do mensalão, o pedido de desmembramento do processo foi formulado desde 2006 e tem apoio na jurisprudência uniforme, reiterada e unânime do pleno do STF. O ministro Joaquim Barbosa proferiu voto favorável ao desmembramento, em questão de ordem, que o tribunal, em isolada e injustificável exceção, não acolheu. Porém, no caso do "mensalinho mineiro", meu pedido em idêntico sentido foi deferido pelo mesmo ministro, em decisão individual, mantendo-se no STF apenas a ação contra o senador Eduardo Azeredo.
Marcelo Leonardo
Advogado criminalista
Por e-mail

 

Arte

Importante o trabalho feito por instituições como o Projeto Portinari ("O preferido dos falsários", 16 de junho). Presido a Fundação Inimá de Paula, criada em 1998 para proteger a obra desse grande artista mineiro. Em doze anos, catalogamos e emitimos certificados para 1 853 obras de Inimá, e editamos dois volumes de seu catálogo raisonné. Identificamos mais de cinquenta obras falsas. Em 2008, inauguramos o Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte. Realizamos tudo isso sem usar dinheiro público nem leis de incentivo.
Mauro Tunes Junior
Presidente da Fundação Inimá de Paula
Belo Horizonte, MG

 

Israel e a flotilha

Sou judeu, cresci em Israel, onde servi em uma unidade de elite do Exército, e hoje sou casado com uma brasileira. Gustavo Ioschpe tem uma visão limitada de militante juvenil, parece que nunca viveu em Israel nem lutou como soldado pela liberdade de seu povo ou pelo direito de sua existência. Israel já interceptou vários navios de "ajuda humanitária" carregados de armamentos e explosivos. Na sua lista de coisas que devem acabar para garantir a paz, o senhor se esqueceu de incluir o fim do terrorismo ("O maior inimigo de Israel", 9 de junho).
Eran Spira
Por e-mail

 

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor. - Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP; Fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente. Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem à redação até a quarta-feira de cada semana.

EDIÇÃO DA SEMANA
ACERVO DIGITAL
PUBLICIDADE
OFERTAS



Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados