|
|
Cartas
 |
"A
ciência evolui numa velocidade tal que os grandes males
da humanidade em breve deverão sucumbir de uma vez
por todas."
Antonio Agosto João
São Paulo, SP
|
Estatinas
Ao
cumprimentá-los pela excelência da matéria "Estatinas
a grande surpresa da medicina" (16 de junho), aproveito para
dizer do meu entusiasmo como médico pela magnífica
campanha que a revista VEJA vem fazendo na área de saúde.
Estou certo de que com a capacidade de penetração
da revista será possível diminuir a negligência
de médicos e pacientes, que ainda hoje hesitam em seguir
as recomendações de diretrizes fundamentadas em evidências
científicas consistentes. Em relação aos resultados
do estudo Cards, permitam-me acrescentar que o uso regular de atorvastatina,
na dose de 10 miligramas por dia, reduziu em cerca de 48% o risco
de acidentes vasculares cerebrais isquêmicos (mais freqüentes)
e hemorrágicos (mais conhecidos como derrames). Trata-se
de um dado particularmente importante para a população
brasileira com diabetes tipo 2, pois os acidentes vasculares cerebrais
continuam a ser a primeira causa de morte em nosso meio.
Benemar Guimarães, médico
e jornalista
Por e-mail
Parabéns
às repórteres Karina, Anna Paula e Paula Neiva pela
reportagem. Acrescentando mais um dado ao que foi mostrado por elas,
no último dia 7 de junho, em Nova Orleans, Estados Unidos,
no 40º Encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica,
que reuniu cerca de 27.000 oncologistas
do mundo todo, foi apresentado na reunião plenária
trabalho com os resultados do efeito protetor das estatinas nos
casos de câncer colo-retal. Na conclusão foram demonstrados
a diminuição de 51% no risco de câncer colo-retal
e o efeito protetor conferido por esses medicamentos numa população
de 1.734 pessoas, na região nordeste
de Israel, num período de seis anos. A notícia é
importante dada a grande incidência da doença não
só no Brasil como em todos os países, principalmente
os ocidentais.
Juvenal A. Oliveira Filho
Médico
Campinas, SP
VEJA
presta um importante serviço ao público, mostrando
os grandes avanços na farmacologia. Faltou ressaltar que
as estatinas também podem ser manipuladas, ou seja, adquiridas
em farmácias de manipulação, atendendo às
necessidades particulares de cada tratamento e gerando importante
economia no bolso dos pacientes.
Márcio Labate
São Paulo, SP
Kofi
Annan
A
entrevista com Kofi Annan (Amarelas, 16 de junho) não poderia
vir em momento mais oportuno. Com o mundo em conflito e a realização
da Unctad, a imagem tranqüila e segura que o secretário-geral
da ONU passou através de VEJA nos deixa mais esperançosos
e confiantes na instituição que ele dirige.
Alice Almeida
Juiz de Fora, MG
Governo
Fascinante
a reportagem "Caçada ao espião do palácio"
(16 de junho). Uma bela história de um caso real, que poderia
fazer sucesso como folhetim no horário nobre. Tem todos os
ingredientes necessários para chamar audiência: fofocas,
gravações, traições, vida particular,
dívidas pessoais, tudo isso protagonizado por personagens
que exercem o poder no atual governo, que estão sendo espionados
por arapongas de todos os serviços secretos do próprio
governo. O alarmante disso tudo é que toda essa história
acontece a poucos metros do gabinete presidencial. Os visados, se
é que realmente o são, já começaram
a declarar lealdade canina ao presidente da República. O
Big Brother chegou ao Planalto, salve-se quem puder.
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo, RJ
José
Dirceu
Um
exercício de lógica interessante é confrontar
a atual atitude de José Dirceu, que de repente surge bradando
uma inesperada "lealdade canina" ao presidente Lula, com a sua própria
biografia. É o caso de indagar se essa sua alegada lealdade
se manifesta para uma única pessoa, o presidente da República,
e se se pode chamar de lealdade essa postura de subserviência
tão oportunamente proclamada, mais parecendo um escudo, justamente
num momento em que chovem sobre ele indícios e questionamentos
de conduta que põem em xeque sua integridade ética
e que poderiam até mesmo fazer soçobrar sua trajetória
política ("Ferido, mas na luta", 16 de junho).
Martônio Ribeiro
Ribeirão Preto, SP
Comércio
exterior
O
Brasil deveria dar mais atenção às negociações
para a formação da Alca, pois isso representaria uma
abertura ainda maior das relações comerciais brasileiras
e poderia fazer com que nosso país atingisse as incríveis
marcas de alguns países asiáticos comprovadamente
bem-sucedidos, como demonstrado na reportagem "O Brasil na festa
das compras" (16 de junho).
Vinícius Corrêa de Almeida
Itajubá, MG
Reforma
do palácio
A
nota "Um jantar de 15 milhões no Alvorada" (Radar, 16 de
junho) informa que grandes empresários financiarão
obras no palácio. Há uma lei que proíbe funcionários
federais de receber presentes. Será que isso não se
aplicaria também à pessoa jurídica do governo?
Numa sociedade capitalista, em que os empresários vivem criticando
a voracidade fiscal, a troco de que resolvem fazer tal doação?
Seriam eles devotos de São Francisco de Assis?
Olívia Botelho
Belo Horizonte, MG
Holofote
A
Fundação Biblioteca Nacional executa todo ano um bem-sucedido
programa de bolsas para tradução de livros brasileiros
no exterior, que VEJA resolveu chamar de "prêmio do contribuinte",
na seção Holofote ("Parati e o contribuinte", 16 de
junho). Não há nenhuma novidade nisso, e os recursos
estão previstos no orçamento há mais de dez
anos. O "dinheiro para participação de brasileiros
em feiras e salões literários no exterior" foi de
fato reduzido, como afirma VEJA, pois não havia sentido nos
muitos desperdícios do passado. Agora em seu segundo ano,
a Festa Literária de Parati já está se tornando
um dos festivais de literatura mais importantes do mundo e atrai
para o Brasil destacados formadores de opinião estrangeiros.
Com um público previsto de 10.000
participantes em julho de 2004, será bem mais que o "evento
para bacanas" a que se referiu VEJA. É natural que o Ministério
da Cultura o apóie, juntamente com a Biblioteca Nacional,
como apóia tantas outras iniciativas culturais meritórias
em nosso país.
Pedro Corrêa do Lago, presidente
da Fundação
Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro, RJ
Nancy
Rigotti
Fiquei
realizada assim que li a entrevista com a doutora Nancy Rigotti
(Amarelas, 9 de junho). Como psicóloga clínica e ambientalista,
venho há algum tempo desenvolvendo um trabalho voluntário
contra o tabaco e recentemente fiz uma especialização
no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido
referência na área de cessação do tabagismo
, cujas diretrizes se alinham perfeitamente com as idéias
defendidas pela pesquisadora de Harvard e que acabam de ser implantadas
no Brasil com o programa Quit for Life.
Heloisa Caiuby Coutinho
São Paulo, SP
Lya
Luft
Li
o texto "Sobre pais e filhos" (Ponto de vista, 16 de junho), de
Lya Luft, e concordo plenamente com a escritora. Tenho três
filhos e sei como é trabalhoso educá-los, mas não
podemos delegar essa responsabilidade a ninguém. Sei que
não há uma fórmula pronta para educar filhos,
entretanto acho que não pode faltar nessa fórmula
a responsabilidade dos pais no estabelecimento de limites.
Manoel Juvêncio Freire
Natal, RN
Jatinhos
Infelizmente,
num país assolado por problemas sociais, ter um avião
sempre foi considerado um luxo, nunca uma ferramenta de trabalho.
O empresário moderno sabe o retorno que uma aeronave pode
oferecer. Não é preciso ficar bradando valores gastos.
O evento foi muito bem organizado e freqüentado. Parabéns
ao empresário Fernando Botelho pela iniciativa de valorizar
os heróis do passado ("Voar, emagrecer e comprar...", 16
de junho).
Thiago de Aguiar Sabino
Pirassununga, SP
Assim
como muitos companheiros do ar, achei muito triste o tom dado à
reportagem sobre o grandioso evento com que o empresário-aviador
Fernando Botelho brindou a comunidade aeronáutica do Brasil,
não importando o tamanho nem o valor dos aviões que
lá compareceram às centenas. Pergunte-se a 1 000 alunos
universitários se conhecem o significado da expressão
Senta a Pua, ou a figura do brigadeiro Nero Moura. Com certeza a
resposta vai beirar 0%. Pois Fernando Botelho teve a prístina
idéia de, no evento, homenagear aquele que foi o único
esquadrão da nossa Força Aérea Brasileira que
lutou na II Guerra Mundial.
Carlos Edo
Líder da Esquadrilha Oi
Campinas, SP
Jatinhos
2
Manifesto
minha discordância em relação à essência
da matéria "Voar, emagrecer e comprar..." (16 de junho).
O VI Broa Fly-In foi um exemplo de brasilidade do aviador aficionado
Fernando de Arruda Botelho, de quem tenho a honra de ser amigo de
infância. A homenagem prestada aos nossos heróis octogenários
do Esquadrão de Caça da II Guerra Mundial "Senta a
Pua" foi carregada de patriotismo e emoção. Em nenhum
instante sequer, ao escutarem as acaloradas palavras de agradecimento
do brigadeiro Mendes, aqueles duros soldados, empertigados, com
lágrimas lhes correndo pelas faces, perderam a altivez do
aviador herói, vencedor, corajoso. Nada disso foi citado,
tampouco quando os nossos heróis entregaram aos membros do
show aéreo da Esquadrilha da Fumaça o espetacular
blusão de couro com o emblema do "Senta a Pua". Nenhuma palavra
foi dirigida ao nosso Exército, tão bem representado
pelo general Burgos, que encantou a todos com os seus comandados,
pela gentileza de orientar os visitantes de três em três
para uma visita monitorada ou passeio nos nossos tanques de guerra,
com direito a explicação sobre o funcionamento de
cada equipamento. Lamento, mas essas foram apenas algumas das mil
outras histórias não contadas, por VEJA, do lindo
e comovente evento do Broa Fly-In.
Paulo Setúbal
São Paulo, SP
Jorge
Kajuru
Parabéns
ao comando da Rede Bandeirantes de Televisão, que tirou de
cena o "ex-gordo" mais sem graça e sem educação
do jornalismo brasileiro ("Cartão vermelho", 16 de junho).
Kajuru, além de não entender nada da maioria das modalidades
que comenta, ainda tratava mal os entrevistados, criando situações
constrangedoras ao vivo.
Fabio Zamborlini
São Paulo, SP
Diogo
Mainardi
Senhor
Diogo Mainardi, acompanho há já algum tempo sua coluna
e nestes meus tempos de França eu a aprecio ainda mais. Bem,
nesta primeira vez que me manifesto é só para me contrapor
ao que foi dito em sua última coluna. Sentir-me-ei honrado
no dia em que for chamado de diogomainardista, uma vez que a meu
ver o trabalho que o senhor presta ao Brasil e à ética
é sem precedentes ("O diogomainardismo", 16 de junho).
Mario Faleiros da Silveira
Paris, França
Adorei
o artigo sobre o "diogomainardismo". Não se preocupe, Diogo,
estou contigo e tenho a certeza de que seus fiéis leitores
também.
Dalva Hofstatter
Houston, Texas, EUA
Meu
apelido na escola é "Diogo Mainardi"; me glorifico por isso.
Ser chamado pelo nome do crítico mais ácido do Brasil
não influencia meu cotidiano. Não recebo pedrada por
isso. Sou um cidadão comum e não sofro discriminação
por viver nos ideais do "diogomainardismo". Nunca ouvi elogios por
causa do meu apelido, mas certamente todos que criticam gostariam
de ser um pouco Diogo Mainardi.
Daniel Polcaro Pereira, 16 anos
Piumhi, MG
Roberto
Pompeu de Toledo
Durante
a Presidência Reagan, de 1981 a 1989, seu plano econômico
gerou um dos maiores déficits nacionais e provocou muita
insatisfação entre os trabalhadores americanos. Sua
política externa foi de bombardeios sem provocação,
intervenções e escândalos militares. Agora,
pulemos para 2001-2004: o plano econômico de Bush II já
gerou um dos maiores déficits nacionais e decepção
entre os trabalhadores. E sua política externa é de
bombardeios sem provocação, intervenções
e escândalos militares. É coincidência? Não,
os integrantes do gabinete de Bush II são quase os mesmos
do gabinete de Reagan ("A herança de Ronald Reagan", 16 de
junho).
Steven Byrd
Round Rock, Texas, EUA
CORREÇÕES:
O estudo citado na seção Contexto ("Medicina de
alto risco", 16 de junho) foi realizado pela Universidade Estadual
Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). O
senador Almeida Lima é do PDT de Sergipe, e não da
Bahia (Veja essa, 16 de junho). O avião Cirrus
não ejeta o piloto com pára-quedas; o aparelho é
dotado de um pára-quedas acoplado à fuselagem ("Voar,
emagrecer e comprar...", 16 de junho). Marconi Perillo,
e não Pirillo, é governador de Goiás ("Cartão
vermelho", 16 de junho). O músico João
Donato é acreano, e não amazonense, como informou
VEJA Recomenda (16 de junho).
| VÊNUS,
1882 |
 |
| O
barão de Teffé, em 1882, nas Antilhas:
observação de Vênus
|
O capitão-de-mar-e-guerra Carlos Alberto Pêgas
Ferreira escreve de Paris, França, com uma curiosa
história relacionada à reportagem "Entre
o Sol e a Terra" (2 de junho), que falou do alinhamento
de Vênus com o Sol e a Terra. "Em 1882, por iniciativa
de dom Pedro II, o Brasil teve efetiva participação
na observação da passagem de Vênus
sob o disco solar, em cooperação com o
Observatório de Paris. Foram formadas duas equipes:
uma de astrônomos do Observatório do Rio
de Janeiro, instalados na Patagônia, e outra de
oficiais da Repartição Hidrográfica
da Marinha Imperial, chefiados pelo capitão-de-fragata
Antônio Luiz von Hoonholtz (mais tarde barão
de Teffé), nas Antilhas", escreveu Ferreira.
Para quem quiser saber mais sobre essa história
e sobre Teffé, ele indica o livro Barão
de Teffé: Militar e Cientista, de Tetra de
Teffé (Serviço de Documentação
Geral da Marinha, 1977), e os sites www.naviosdeguerrabrasileiros.hpg.ig.com.br/B/B015/B015-NB.htm
e www.nascente.com.br/galeria/aviacao/0030.html.
|
|
|