Edição 1859 . 23 de junho de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"A ciência evolui numa velocidade tal que os grandes males da humanidade em breve deverão sucumbir de uma vez por todas."
Antonio Agosto João
São Paulo, SP

Estatinas

Ao cumprimentá-los pela excelência da matéria "Estatinas – a grande surpresa da medicina" (16 de junho), aproveito para dizer do meu entusiasmo como médico pela magnífica campanha que a revista VEJA vem fazendo na área de saúde. Estou certo de que com a capacidade de penetração da revista será possível diminuir a negligência de médicos e pacientes, que ainda hoje hesitam em seguir as recomendações de diretrizes fundamentadas em evidências científicas consistentes. Em relação aos resultados do estudo Cards, permitam-me acrescentar que o uso regular de atorvastatina, na dose de 10 miligramas por dia, reduziu em cerca de 48% o risco de acidentes vasculares cerebrais isquêmicos (mais freqüentes) e hemorrágicos (mais conhecidos como derrames). Trata-se de um dado particularmente importante para a população brasileira com diabetes tipo 2, pois os acidentes vasculares cerebrais continuam a ser a primeira causa de morte em nosso meio.
Benemar Guimarães, médico e jornalista
Por e-mail

Parabéns às repórteres Karina, Anna Paula e Paula Neiva pela reportagem. Acrescentando mais um dado ao que foi mostrado por elas, no último dia 7 de junho, em Nova Orleans, Estados Unidos, no 40º Encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, que reuniu cerca de 27.000 oncologistas do mundo todo, foi apresentado na reunião plenária trabalho com os resultados do efeito protetor das estatinas nos casos de câncer colo-retal. Na conclusão foram demonstrados a diminuição de 51% no risco de câncer colo-retal e o efeito protetor conferido por esses medicamentos numa população de 1.734 pessoas, na região nordeste de Israel, num período de seis anos. A notícia é importante dada a grande incidência da doença não só no Brasil como em todos os países, principalmente os ocidentais.
Juvenal A. Oliveira Filho
Médico
Campinas, SP

VEJA presta um importante serviço ao público, mostrando os grandes avanços na farmacologia. Faltou ressaltar que as estatinas também podem ser manipuladas, ou seja, adquiridas em farmácias de manipulação, atendendo às necessidades particulares de cada tratamento e gerando importante economia no bolso dos pacientes.
Márcio Labate
São Paulo, SP

 

Kofi Annan

A entrevista com Kofi Annan (Amarelas, 16 de junho) não poderia vir em momento mais oportuno. Com o mundo em conflito e a realização da Unctad, a imagem tranqüila e segura que o secretário-geral da ONU passou através de VEJA nos deixa mais esperançosos e confiantes na instituição que ele dirige.
Alice Almeida
Juiz de Fora, MG

 

Governo

Fascinante a reportagem "Caçada ao espião do palácio" (16 de junho). Uma bela história de um caso real, que poderia fazer sucesso como folhetim no horário nobre. Tem todos os ingredientes necessários para chamar audiência: fofocas, gravações, traições, vida particular, dívidas pessoais, tudo isso protagonizado por personagens que exercem o poder no atual governo, que estão sendo espionados por arapongas de todos os serviços secretos do próprio governo. O alarmante disso tudo é que toda essa história acontece a poucos metros do gabinete presidencial. Os visados, se é que realmente o são, já começaram a declarar lealdade canina ao presidente da República. O Big Brother chegou ao Planalto, salve-se quem puder.
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo, RJ

 

José Dirceu

Um exercício de lógica interessante é confrontar a atual atitude de José Dirceu, que de repente surge bradando uma inesperada "lealdade canina" ao presidente Lula, com a sua própria biografia. É o caso de indagar se essa sua alegada lealdade se manifesta para uma única pessoa, o presidente da República, e se se pode chamar de lealdade essa postura de subserviência tão oportunamente proclamada, mais parecendo um escudo, justamente num momento em que chovem sobre ele indícios e questionamentos de conduta que põem em xeque sua integridade ética e que poderiam até mesmo fazer soçobrar sua trajetória política ("Ferido, mas na luta", 16 de junho).
Martônio Ribeiro
Ribeirão Preto, SP

 

Comércio exterior

O Brasil deveria dar mais atenção às negociações para a formação da Alca, pois isso representaria uma abertura ainda maior das relações comerciais brasileiras e poderia fazer com que nosso país atingisse as incríveis marcas de alguns países asiáticos comprovadamente bem-sucedidos, como demonstrado na reportagem "O Brasil na festa das compras" (16 de junho).
Vinícius Corrêa de Almeida
Itajubá, MG

 

Reforma do palácio

A nota "Um jantar de 15 milhões no Alvorada" (Radar, 16 de junho) informa que grandes empresários financiarão obras no palácio. Há uma lei que proíbe funcionários federais de receber presentes. Será que isso não se aplicaria também à pessoa jurídica do governo? Numa sociedade capitalista, em que os empresários vivem criticando a voracidade fiscal, a troco de que resolvem fazer tal doação? Seriam eles devotos de São Francisco de Assis?
Olívia Botelho
Belo Horizonte, MG

 

Holofote

A Fundação Biblioteca Nacional executa todo ano um bem-sucedido programa de bolsas para tradução de livros brasileiros no exterior, que VEJA resolveu chamar de "prêmio do contribuinte", na seção Holofote ("Parati e o contribuinte", 16 de junho). Não há nenhuma novidade nisso, e os recursos estão previstos no orçamento há mais de dez anos. O "dinheiro para participação de brasileiros em feiras e salões literários no exterior" foi de fato reduzido, como afirma VEJA, pois não havia sentido nos muitos desperdícios do passado. Agora em seu segundo ano, a Festa Literária de Parati já está se tornando um dos festivais de literatura mais importantes do mundo e atrai para o Brasil destacados formadores de opinião estrangeiros. Com um público previsto de 10.000 participantes em julho de 2004, será bem mais que o "evento para bacanas" a que se referiu VEJA. É natural que o Ministério da Cultura o apóie, juntamente com a Biblioteca Nacional, como apóia tantas outras iniciativas culturais meritórias em nosso país.
Pedro Corrêa do Lago, presidente da
Fundação Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro, RJ

 

Nancy Rigotti

Fiquei realizada assim que li a entrevista com a doutora Nancy Rigotti (Amarelas, 9 de junho). Como psicóloga clínica e ambientalista, venho há algum tempo desenvolvendo um trabalho voluntário contra o tabaco e recentemente fiz uma especialização no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido – referência na área de cessação do tabagismo –, cujas diretrizes se alinham perfeitamente com as idéias defendidas pela pesquisadora de Harvard e que acabam de ser implantadas no Brasil com o programa Quit for Life.
Heloisa Caiuby Coutinho
São Paulo, SP

 

Lya Luft

Li o texto "Sobre pais e filhos" (Ponto de vista, 16 de junho), de Lya Luft, e concordo plenamente com a escritora. Tenho três filhos e sei como é trabalhoso educá-los, mas não podemos delegar essa responsabilidade a ninguém. Sei que não há uma fórmula pronta para educar filhos, entretanto acho que não pode faltar nessa fórmula a responsabilidade dos pais no estabelecimento de limites.
Manoel Juvêncio Freire
Natal, RN

 

Jatinhos

Infelizmente, num país assolado por problemas sociais, ter um avião sempre foi considerado um luxo, nunca uma ferramenta de trabalho. O empresário moderno sabe o retorno que uma aeronave pode oferecer. Não é preciso ficar bradando valores gastos. O evento foi muito bem organizado e freqüentado. Parabéns ao empresário Fernando Botelho pela iniciativa de valorizar os heróis do passado ("Voar, emagrecer e comprar...", 16 de junho).
Thiago de Aguiar Sabino
Pirassununga, SP

Assim como muitos companheiros do ar, achei muito triste o tom dado à reportagem sobre o grandioso evento com que o empresário-aviador Fernando Botelho brindou a comunidade aeronáutica do Brasil, não importando o tamanho nem o valor dos aviões que lá compareceram às centenas. Pergunte-se a 1 000 alunos universitários se conhecem o significado da expressão Senta a Pua, ou a figura do brigadeiro Nero Moura. Com certeza a resposta vai beirar 0%. Pois Fernando Botelho teve a prístina idéia de, no evento, homenagear aquele que foi o único esquadrão da nossa Força Aérea Brasileira que lutou na II Guerra Mundial.
Carlos Edo
Líder da Esquadrilha Oi
Campinas, SP

 

Jatinhos 2

Manifesto minha discordância em relação à essência da matéria "Voar, emagrecer e comprar..." (16 de junho). O VI Broa Fly-In foi um exemplo de brasilidade do aviador aficionado Fernando de Arruda Botelho, de quem tenho a honra de ser amigo de infância. A homenagem prestada aos nossos heróis octogenários do Esquadrão de Caça da II Guerra Mundial "Senta a Pua" foi carregada de patriotismo e emoção. Em nenhum instante sequer, ao escutarem as acaloradas palavras de agradecimento do brigadeiro Mendes, aqueles duros soldados, empertigados, com lágrimas lhes correndo pelas faces, perderam a altivez do aviador herói, vencedor, corajoso. Nada disso foi citado, tampouco quando os nossos heróis entregaram aos membros do show aéreo da Esquadrilha da Fumaça o espetacular blusão de couro com o emblema do "Senta a Pua". Nenhuma palavra foi dirigida ao nosso Exército, tão bem representado pelo general Burgos, que encantou a todos com os seus comandados, pela gentileza de orientar os visitantes de três em três para uma visita monitorada ou passeio nos nossos tanques de guerra, com direito a explicação sobre o funcionamento de cada equipamento. Lamento, mas essas foram apenas algumas das mil outras histórias não contadas, por VEJA, do lindo e comovente evento do Broa Fly-In.
Paulo Setúbal
São Paulo, SP

 

Jorge Kajuru

Parabéns ao comando da Rede Bandeirantes de Televisão, que tirou de cena o "ex-gordo" mais sem graça e sem educação do jornalismo brasileiro ("Cartão vermelho", 16 de junho). Kajuru, além de não entender nada da maioria das modalidades que comenta, ainda tratava mal os entrevistados, criando situações constrangedoras ao vivo.
Fabio Zamborlini
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Senhor Diogo Mainardi, acompanho há já algum tempo sua coluna e nestes meus tempos de França eu a aprecio ainda mais. Bem, nesta primeira vez que me manifesto é só para me contrapor ao que foi dito em sua última coluna. Sentir-me-ei honrado no dia em que for chamado de diogomainardista, uma vez que a meu ver o trabalho que o senhor presta ao Brasil e à ética é sem precedentes ("O diogomainardismo", 16 de junho).
Mario Faleiros da Silveira
Paris, França

Adorei o artigo sobre o "diogomainardismo". Não se preocupe, Diogo, estou contigo e tenho a certeza de que seus fiéis leitores também.
Dalva Hofstatter
Houston, Texas, EUA

Meu apelido na escola é "Diogo Mainardi"; me glorifico por isso. Ser chamado pelo nome do crítico mais ácido do Brasil não influencia meu cotidiano. Não recebo pedrada por isso. Sou um cidadão comum e não sofro discriminação por viver nos ideais do "diogomainardismo". Nunca ouvi elogios por causa do meu apelido, mas certamente todos que criticam gostariam de ser um pouco Diogo Mainardi.
Daniel Polcaro Pereira, 16 anos
Piumhi, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

Durante a Presidência Reagan, de 1981 a 1989, seu plano econômico gerou um dos maiores déficits nacionais e provocou muita insatisfação entre os trabalhadores americanos. Sua política externa foi de bombardeios sem provocação, intervenções e escândalos militares. Agora, pulemos para 2001-2004: o plano econômico de Bush II já gerou um dos maiores déficits nacionais e decepção entre os trabalhadores. E sua política externa é de bombardeios sem provocação, intervenções e escândalos militares. É coincidência? Não, os integrantes do gabinete de Bush II são quase os mesmos do gabinete de Reagan ("A herança de Ronald Reagan", 16 de junho).
Steven Byrd
Round Rock, Texas, EUA

 

CORREÇÕES: O estudo citado na seção Contexto ("Medicina de alto risco", 16 de junho) foi realizado pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). O senador Almeida Lima é do PDT de Sergipe, e não da Bahia (Veja essa, 16 de junho). O avião Cirrus não ejeta o piloto com pára-quedas; o aparelho é dotado de um pára-quedas acoplado à fuselagem ("Voar, emagrecer e comprar...", 16 de junho). Marconi Perillo, e não Pirillo, é governador de Goiás ("Cartão vermelho", 16 de junho). O músico João Donato é acreano, e não amazonense, como informou VEJA Recomenda (16 de junho).

VÊNUS, 1882

O barão de Teffé, em 1882, nas Antilhas: observação de Vênus
O capitão-de-mar-e-guerra Carlos Alberto Pêgas Ferreira escreve de Paris, França, com uma curiosa história relacionada à reportagem "Entre o Sol e a Terra" (2 de junho), que falou do alinhamento de Vênus com o Sol e a Terra. "Em 1882, por iniciativa de dom Pedro II, o Brasil teve efetiva participação na observação da passagem de Vênus sob o disco solar, em cooperação com o Observatório de Paris. Foram formadas duas equipes: uma de astrônomos do Observatório do Rio de Janeiro, instalados na Patagônia, e outra de oficiais da Repartição Hidrográfica da Marinha Imperial, chefiados pelo capitão-de-fragata Antônio Luiz von Hoonholtz (mais tarde barão de Teffé), nas Antilhas", escreveu Ferreira. Para quem quiser saber mais sobre essa história e sobre Teffé, ele indica o livro Barão de Teffé: Militar e Cientista, de Tetra de Teffé (Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1977), e os sites www.naviosdeguerrabrasileiros.hpg.ig.com.br/B/B015/B015-NB.htm e www.nascente.com.br/galeria/aviacao/0030.html.
 
 
 
 
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