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LIVROS
Herança
de Sangue, de Ruth Rendell (tradução de Haroldo
Netto; Rocco; 338 páginas; 31 reais) Autora do romance Carne
Trêmula, que ganhou primorosa adaptação cinematográfica
de Pedro Almodóvar, Ruth Rendell é uma das grandes damas
da literatura de mistério na Inglaterra. Ela disputa com P.D. James
a vaga deixada por Agatha Christie. Seu Hercule Poirot é o inspetor
Wexford, que já protagonizou vinte de seus mais de cinqüenta
romances. Em Herança de Sangue, ele investiga a relação
entre dois crimes aparentemente isolados. No processo, acaba sentindo
afeto paternal por Daisy, uma testemunha de 17 anos que não vê
o pai verdadeiro desde criança. Enquanto isso, Sheila, sua própria
filha, só lhe causa dor de cabeça e namora Augustine Casey,
escritor metido a pós-moderno que protagoniza algumas das melhores
passagens do livro. De trama muito bem construída cada detalhe
tem sua função no desfecho , a obra mostra que desvendar
um crime pode ser mais simples do que entender o que se passa dentro da
própria casa.
Opale
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| Patrick
McGrath: perversões |
A Doença de Haggard, de Patrick McGrath (tradução
de Celso Nogueira; Companhia das Letras; 211 páginas; 25,50 reais)
Assim como Manicômio (1999), primeira obra de McGrath
lançada no Brasil, esse livro aborda uma paixão obsessiva.
Conta a história de um médico que se isola para esquecer
um caso amoroso. Em seu retiro, recebe visitas do filho da amada e começa
a transferir para ele sua obsessão. Chega mesmo a afirmar que o
rapaz está se transformando, fisicamente, numa mulher. Com direito
a casa mal-assombrada, deformidades físicas e atmosferas lúgubres
McGrath é conhecido como mestre do gênero neogótico
, o livro apaga a fronteira entre o normal e o patológico
e vai fundo na exploração das perversões. De arrepiar.
VÍDEO
Divulgação
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| Dolores,
em Santitos: sem perder a fé |
Santitos (México/Estados Unidos/Canadá/França,
1997. Europa/Filmark) É animador que um gênero tão
mal explorado no cinema, como o realismo fantástico latino-americano,
ganhe contornos tão criativos e agradáveis quanto nesta
comédia do mexicano Alejandro Springall. A jovem viúva Esperanza
(a encantadora Dolores Heredia) acaba de sofrer mais um golpe: sua filha
morreu. Eis, porém, que São Judas Tadeu se mostra à
moça (de dentro do seu forno, que ela esqueceu de limpar) e lhe
diz que a menina está viva. O padre local concorda que santos não
mentem e diz que Esperanza deve começar sua busca. A viagem passará
por Tijuana e Los Angeles e também por vários bordéis,
nos quais a protagonista se emprega atrás da filha. Nada, porém,
é capaz de tirar dela a fé ou a inocência. É
o que torna Esperanza e, por extensão, o filme tão
irresistível.
DISCOS
Live
in New York City, Bruce Springsteen & The E Street Band (Sony
Music) É comum ouvir que o cantor e compositor americano
Bruce Springsteen não faz shows, e sim promove verdadeiros cultos
ao rock, que se estendem por mais de quatro horas. Live in New York
City, gravado no ano 2000, tem uma duração normal: aproximadamente
uma hora e meia. Traz o reencontro de Bruce com a E Street Band, um dos
grupos de apoio mais afiados da história do rock, comandada pelo
cantor de 1974 a 1989. Eles revisitaram hits desse período em uma
turnê que durou um ano e passou pela Europa e Estados Unidos. Entre
os sucessos presentes no álbum, estão Born in the U.S.A.
(em versão blues), a épica The River e a arrasa-quarteirão
Two Hearts. O disco tem, ainda, duas canções novas:
Land of Hope and Dreams e American Skin (41 Shots), esta
última um protesto contra o assassinato de um imigrante africano,
Amadou Diallo, por policiais de Nova York.
You're
My Thrill, Shirley Horn (Universal) É o melhor disco
da carreira recente de Shirley Horn. Cantora e pianista de técnica
limitada, mas emoção à flor da pele, ela se aventurou
pelo jazz na década de 60, apadrinhada pelo trompetista Miles Davis.
Anos depois, largou os bares enfumaçados pela nobre função
de mãe de família. Retornou à música no final
dos anos 80 e desde então tem lançado discos com composições
de própria lavra misturadas ao melhor do cancioneiro americano.
You're My Thrill marca a colaboração dela com Johnny
Mandel, ex-arranjador de Chet Baker e Frank Sinatra. Ele dá um
toque de classe a composições como a faixa-título
e Solitary Moon. Mas os vocais sussurrantes de Horn são
a melhor parte.
One
Love: The Very Best of, Bob Marley & the Wailers (Universal)
Nos anos 70, o jamaicano Robert Nesta Marley (1945-1981) apresentou
uma grande novidade ao mundo: o reggae. Esse gênero musical nasceu
da combinação de rhythm'n'blues e jazz americanos com as
canções típicas da ilha caribenha. A figura de Marley,
com suas tranças esvoaçantes e performance extática,
também era impressionante. Ao longo dos anos, o reggae ganhou a
adesão de inúmeros medalhões, de Eric Clapton a Paul
McCartney. Duas décadas depois de sua morte, One Love mostra
que a música de Marley não envelheceu. O CD traz diversas
facetas do cantor: do pregador enérgico dos primeiros anos (Get
Up, Stand Up) ao romântico inveterado (Waiting in Vain).
Há uma canção inédita (I Know a Place)
e uma curiosa versão acelerada do clássico Redemption
Song.
TELEVISÃO
Divulgação
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| Yoda
e Luke: Star Wars em dose maciça |
Maratona Star Wars, no Telecine (dia 24, às 21h; dias 25
e 26, às 21h45; e dia 27, às 10h30) O canal exibirá
os quatro episódios da série criada pelo diretor George
Lucas. O principal chamariz é a estréia televisiva de A
Ameaça Fantasma, produção de 1999 que conta a
origem do personagem Darth Vader um dos grandes vilões do
cinema graças à armadura negra e à locução
tonitruante do ator James Earl Jones. O filme irá ao ar no domingo.
Até lá, serão mostrados os episódios anteriores,
com direito a programas especiais. Na quinta-feira, o canal exibirá
um documentário sobre a Industrial Light & Magic, empresa especializada
em efeitos especiais criada por Lucas. No sábado, à meia-noite,
o diretor destrincha sua obra principal em uma entrevista ao jornalista
americano Bill Moyers. E no domingo os filmes e os programas serão
exibidos de uma só tacada, a partir das 10h30. Que a força
esteja com você.

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