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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
Ou vai ou racha Contrariando todas as apostas, o senador José Roberto Arruda não deve renunciar ao seu mandato. Confiança irrestrita Quando José Jorge foi assumir o Ministério de Minas e Energia, o governo retirou de sua pasta qualquer decisão ou planejamento sobre a privatização do setor. Depois, não lhe deram comando nem voz no comitê antiapagão, cujas estrelas são Pedro Parente e David Zylbersztajn. Deve ser no mínimo curiosa a explicação do governo para a manutenção no cargo de um ministro que não apita sobre os principais problemas de sua área. Procurando opções Por causa da crise energética, que tem o poder de fazer um blecaute em várias candidaturas do PSDB em 2002, tem cacique do PFL sonhando que o facho de luz pode estar numa chapa encabeçada por Geraldo Alckmin.
O enterro do modelo Serjão A Anatel está contratando uma consultoria para estudar uma mudança de peso no modelo de telecomunicação brasileiro, inventado pelo ministro Sergio Motta. Não tem comprador Tem muita onda em cima de uma possível venda da Vésper, a empresa que tenta competir com a Telefônica em São Paulo e com a Telemar no Rio de Janeiro, mas quem entende do riscado aposta que toda essa especulação não passa de... especulação.
A "Sadigão" em Moscou Já está decidido: a primeira joint venture entre a Sadia e a Perdigão será aberta na Rússia. O nome dele é Marin De zero a dez, é de nove a chance de o uruguaio Gustavo Marin, de 43 anos, ser anunciado no início de junho como o novo presidente do Citibank no Brasil. Citi vai às compras Aliás, o Citibank está prestes a fazer ofertas pela parte do Unibanco e do Itaú no Credicard, onde os três gigantes são sócios. SS, o rei do povão Silvio Santos é daqueles que mesmo na crise têm a singular capacidade de ver pepita de ouro no bolso do povão. Neste momento, ele está preparando uma ofensiva pesada para inundar as classes C, D e E com cartões de crédito de sua financeira.
Geração de oportunidade No ano passado, uma grande seguradora paulista quase comprou um supergerador para sua sede. Acabou não fechando o negócio por causa dos 500.000 reais pedidos. Achou o preço salgado demais. Há duas semanas, assustada com o racionamento, viu que mau negócio fez. Tentou alugar o mesmo modelo de gerador. Preço: 300.000 reais por noventa dias.
Sinais de fumaça A turma do marketing da Souza Cruz e mais um grupo de publicitários escolhidos a dedo estão trabalhando 24 horas por dia com a missão de descobrir a pólvora. Ou melhor, como retirar dos maços as inscrições "baixos teores", "light", "suave" e outras todas proibidas a partir de dezembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Se não surgir idéia melhor, a Souza Cruz tentará a diferenciação por meio de números. O número 1, impresso em destaque no maço, corresponderia aos cigarros mais fracos e assim por diante.
Dinheiro na hora certa O contrato entre a AmBev e a CBF para patrocinar a seleção brasileira será anunciado nos próximos dias. Para a CBF, veio mais do que na hora. Dez dias depois da assinatura, pingam 10 milhões de dólares na conta corrente da entidade, que anda de caixa baixíssimo. Pelo contrato, se as vendas do guaraná Antarctica subirem, a grana anual dada pela AmBev pode alcançar 14 milhões de dólares. Mailson entra em campo Custou 30.000 reais a Ricardo Teixeira um parecer assinado pelo ex-ministro Mailson da Nóbrega no fim do mês passado. De acordo com Mailson, foi um bom negócio o empréstimo tomado pela CBF em 1998 ao Delta Bank. Os deputados da CPI da Nike haviam considerado exagerados os juros de 43% cobrados pelo banco.
País cartorial
Está parado há meses no Congresso o projeto de lei que regulamenta
o comércio eletrônico e a assinatura digital no país.
Um dos motivos é o lobby dos cartórios. Eles querem manter
no mundo virtual o monopólio do reconhecimento de firma, prerrogativa
que lhes é assegurada por lei desde os tempos do Brasil colônia.
Desse embate, do que há de mais velho pelo que há de mais
novo na economia brasileira, depende grande parte do que o Brasil vai
ser no século XXI.
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