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Edição 1 701 - 23 de maio de 2001
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Badans high tech

Os legistas da série C.S.I.
viram campeões de audiência

Isabela Boscov

 

Petersen (ao centro) e seu time de peritos: azarão

Quando E.R. (ou Plantão Médico) estreou, há sete anos, temia-se que ele estivesse levando a velha fórmula do "seriado de hospital" para um terreno arriscado. Em vez de privilegiar os romances entre doutores e enfermeiras, a série investia pesado no realismo e até na morbidez. Assessorados por uma vasta equipe médica, seus roteiristas criavam episódios transbordantes de ação, drama e sangue – muito mais do que qualquer outro seriado até então. E.R., porém, se revelou um líder de audiência imbatível e abriu um novo filão. Tanto que acaba de ganhar um concorrente. C.S.I.: Crime Scene Investigation vai ainda mais longe que o programa veterano. Em vez de exibir gente à morte, ele se ocupa basicamente de quem já passou desta para melhor. Exceção feita, claro, aos protagonistas, um eficiente time de peritos criminais de Las Vegas que analisa provas recolhidas no local dos crimes. O clima é freqüentemente macabro. Há autópsias, câmaras que desvendam o interior de cadáveres e algum sangue. Mas o maior trunfo é a mistura bem dosada de humor, mistério e ciência – os especialistas de C.S.I. contam com recursos que talvez nem Badan Palhares imagine que existam.

C.S.I. estourou de vez em fevereiro, quando foi para o horário mais competitivo da televisão americana, a quinta-feira à noite. Cerca de 20 milhões de espectadores o acompanham, um público menor apenas que o do próprio E.R. e o de The Practice. No Brasil, guardadas as proporções, a situação é similar. E.R., exibido pela Sony, é o seriado mais popular da TV por assinatura. E C.S.I., que entrou há algumas semanas no ar pelo mesmo canal, já está entre os quinze títulos mais vistos de sua programação. O sucesso é tal que um de seus atores, o bonitão Gary Dourdan, deve vir ao Brasil no final de junho. A ironia é que, até sua estréia, o seriado dos legistas era tido como candidato à morte súbita, por causa do assunto e do elenco de desconhecidos. O competente William Petersen (que faz o chefe dos cientistas) é um dos únicos que têm um currículo respeitável. Os atores estão satisfeitíssimos, já que poderão cobrar um belo aumento de salário na próxima temporada de C.S.I. A única reclamação é quanto ao horário do batente. Como muitas cenas são externas e à noite, eles têm dormido pouco e bebido café demais.

   
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