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Badans
high tech
Os legistas da série C.S.I.
viram
campeões de audiência
Isabela
Boscov
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| Petersen
(ao centro) e seu time de peritos: azarão |
Quando
E.R. (ou Plantão Médico) estreou, há
sete anos, temia-se que ele estivesse levando a velha fórmula do
"seriado de hospital" para um terreno arriscado. Em vez de privilegiar
os romances entre doutores e enfermeiras, a série investia pesado
no realismo e até na morbidez. Assessorados por uma vasta equipe
médica, seus roteiristas criavam episódios transbordantes
de ação, drama e sangue muito mais do que qualquer
outro seriado até então. E.R., porém, se revelou
um líder de audiência imbatível e abriu um novo filão.
Tanto que acaba de ganhar um concorrente. C.S.I.: Crime Scene Investigation
vai ainda mais longe que o programa veterano. Em vez de exibir gente à
morte, ele se ocupa basicamente de quem já passou desta para melhor.
Exceção feita, claro, aos protagonistas, um eficiente time
de peritos criminais de Las Vegas que analisa provas recolhidas no local
dos crimes. O clima é freqüentemente macabro. Há autópsias,
câmaras que desvendam o interior de cadáveres e algum sangue.
Mas o maior trunfo é a mistura bem dosada de humor, mistério
e ciência os especialistas de C.S.I. contam com recursos
que talvez nem Badan Palhares imagine que existam.
C.S.I.
estourou de vez em fevereiro, quando foi para o horário mais competitivo
da televisão americana, a quinta-feira à noite. Cerca de
20 milhões de espectadores o acompanham, um público menor
apenas que o do próprio E.R. e o de The Practice.
No Brasil, guardadas as proporções, a situação
é similar. E.R., exibido pela Sony, é o seriado mais
popular da TV por assinatura. E C.S.I., que entrou há algumas
semanas no ar pelo mesmo canal, já está entre os quinze
títulos mais vistos de sua programação. O sucesso
é tal que um de seus atores, o bonitão Gary Dourdan, deve
vir ao Brasil no final de junho. A ironia é que, até sua
estréia, o seriado dos legistas era tido como candidato à
morte súbita, por causa do assunto e do elenco de desconhecidos.
O competente William Petersen (que faz o chefe dos cientistas) é
um dos únicos que têm um currículo respeitável.
Os atores estão satisfeitíssimos, já que poderão
cobrar um belo aumento de salário na próxima temporada de
C.S.I. A única reclamação é quanto
ao horário do batente. Como muitas cenas são externas e
à noite, eles têm dormido pouco e bebido café demais.
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