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Na retranca
Fábricas
treinam motorista
em direção
defensiva
Fernanda
Colavitti
Germano Luders

No
trânsito: curso ajuda
a prevenir acidente
de terceiros |
Em 1998, o Código de Trânsito Brasileiro passou a exigir
conhecimentos de direção defensiva emprego de técnicas
preventivas e mais seguras ao volante de quem pretende obter a
carteira de habilitação. A partir de então, as auto-escolas
incluíram a matéria no curso dos candidatos, mas ficaram
somente na parte teórica. Quem deseja realmente dominar o método,
com o exercício prático, precisa recorrer a escolas de pilotagem
especializadas, que, muitas vezes, misturam o assunto com noções
de defesa pessoal. Numa contribuição para suprir a necessidade,
a montadora Fiat passou a oferecer cursos em São Paulo, Rio, Belo
Horizonte e Porto Alegre. Destinados a um público mais reduzido,
cursos semelhantes foram criados por marcas como Volvo e BMW.
O objetivo
é permitir aos participantes travar contato produtivo com temas
que começam com noções básicas de postura
ao volante. Por exemplo, o banco deve ser ajustado de modo que braços
e pernas não fiquem esticados ou dobrados demais. O corpo tem de
permanecer colado ao assento, o encosto da cabeça precisa ficar
no mesmo nível da linha dos olhos e o volante deve ser segurado
com as duas mãos, pelo lado externo do aro. Simples? Parece, mas
um número grande de pessoas não segue os preceitos. As aulas
têm muito mais e mostram como usar corretamente os equipamentos
do carro, chegando a ensinar como fazer cálculos sobre a eficácia
dos freios, a fim de evitar batida (veja quadro ao lado). Nos Estados
Unidos, a direção defensiva surgiu há mais de vinte
anos e foi trazida para o Brasil no fim dos anos 80. O coordenador do
curso da Fiat, Sérgio Berti, prefere falar em direção
"preventiva", pois os motoristas não devem fazer do ato de dirigir
uma atividade desagradável e infernal. "Estar sempre esperando
pela ocorrência de um acidente é como sair para jogar futebol
com a certeza de que vai quebrar o pé", compara. Nunca é
demais lembrar, entretanto, que a segurança vem sempre em primeiro
lugar.
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