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Edição 1 701 - 23 de maio de 2001
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Na retranca

Fábricas treinam motorista
em
direção defensiva

Fernanda Colavitti


Germano Luders

No trânsito: curso ajuda a prevenir acidente de terceiros


Em 1998, o Código de Trânsito Brasileiro passou a exigir conhecimentos de direção defensiva – emprego de técnicas preventivas e mais seguras ao volante – de quem pretende obter a carteira de habilitação. A partir de então, as auto-escolas incluíram a matéria no curso dos candidatos, mas ficaram somente na parte teórica. Quem deseja realmente dominar o método, com o exercício prático, precisa recorrer a escolas de pilotagem especializadas, que, muitas vezes, misturam o assunto com noções de defesa pessoal. Numa contribuição para suprir a necessidade, a montadora Fiat passou a oferecer cursos em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre. Destinados a um público mais reduzido, cursos semelhantes foram criados por marcas como Volvo e BMW.

O objetivo é permitir aos participantes travar contato produtivo com temas que começam com noções básicas de postura ao volante. Por exemplo, o banco deve ser ajustado de modo que braços e pernas não fiquem esticados ou dobrados demais. O corpo tem de permanecer colado ao assento, o encosto da cabeça precisa ficar no mesmo nível da linha dos olhos e o volante deve ser segurado com as duas mãos, pelo lado externo do aro. Simples? Parece, mas um número grande de pessoas não segue os preceitos. As aulas têm muito mais e mostram como usar corretamente os equipamentos do carro, chegando a ensinar como fazer cálculos sobre a eficácia dos freios, a fim de evitar batida (veja quadro ao lado). Nos Estados Unidos, a direção defensiva surgiu há mais de vinte anos e foi trazida para o Brasil no fim dos anos 80. O coordenador do curso da Fiat, Sérgio Berti, prefere falar em direção "preventiva", pois os motoristas não devem fazer do ato de dirigir uma atividade desagradável e infernal. "Estar sempre esperando pela ocorrência de um acidente é como sair para jogar futebol com a certeza de que vai quebrar o pé", compara. Nunca é demais lembrar, entretanto, que a segurança vem sempre em primeiro lugar.

 
 
   
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