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Edição 1 701 - 23 de maio de 2001
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Mais atitude

Plástica no queixo é a nova
pedida nos consultórios

 
Arquivo pessoal
Selmy Yassuda
Levy, antes e depois da cirurgia: "Todo mundo percebeu"

Não é só à base de esticar e preencher que os rostos de homens e mulheres estão se reformando. A mentoplastia, uma cirurgia relativamente modesta, está se disseminando sem grande alarde. A operação que modifica o queixo e dá, como dizem os médicos, "mais atitude" ao rosto é uma espécie de toque secreto. O médico Farid Hakme, dono da maior clínica de cirurgia plástica do Brasil, calcula que o número de mentoplastias realizadas sob sua grife aumentou 50% no último ano, metade em homens, metade em mulheres. "O queixo projetado demonstra força, segurança, firmeza", exalta outro cirurgião renomado em plástica, Volney Pitombo, do Rio de Janeiro.

Diferentemente da cirurgia de nariz, por exemplo, que o paciente já chega reivindicando, a plástica do queixo costuma ser indicação do médico. "O paciente nos procura porque está infeliz com o rosto e quer mudar. Muitas vezes, o problema é o queixo e ele nem sabe", diz Hakme. A intervenção, que resulta em uma projeção do queixo entre 0,4 centímetro e 1,2 centímetro, pode ser feita cortando o osso e puxando-o mais para a frente ou colocando um implante de silicone sólido ou material mais poroso. A intervenção no osso é mais agressiva e obriga o paciente a se alimentar só de líquidos por uma semana; em compensação, não há risco de deslocamento, como acontece, ainda que raramente, com a prótese. O implante, feito por dentro da boca ou embaixo do queixo, é comparativamente simples e em três dias o paciente pode voltar à vida normal. "Fiquei me sentindo muito melhor esteticamente. Todo mundo percebeu a diferença na hora", comemora o fisioterapeuta carioca Sergio Levy Silva Junior, de 25 anos, que mudou o queixo e anda feliz da vida com a atitude de seu rosto.

   
 
   
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