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Edição 1 701 - 23 de maio de 2001
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Não pode mais

Justiça americana proíbe
uso medicinal da maconha


Reuters
Um doente protesta: barato ilegal


Até a semana passada, nove Estados americanos permitiam a distribuição de cigarros de maconha a portadores de câncer, Aids e esclerose múltipla. A justificativa era que o THC, o princípio ativo da erva, tem efeitos benéficos: é analgésico, abre o apetite, tem o poder de diminuir os enjôos causados por quimioterapia e ajuda a relaxar músculos enrijecidos. De posse de uma carteirinha que o identificava como doente, o usuário que se tratava com maconha recorria a cooperativas privadas para obter a droga e, assim, enrolar unzinho. Esse tipo de baseado, no entanto, entrou para a ilegalidade com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de proibir o uso do cigarro de maconha para fins terapêuticos. Os juízes consideraram que o baixo poder medicinal dos cigarros não compensa a liberação excepcional de uma das substâncias ilegais mais consumidas no país. A batalha judicial contra o uso terapêutico da erva começou em 1998, quando o Estado da Califórnia entrou com um processo contra as cooperativas que funcionavam em seu território. O argumento é que, sob a fachada de entidades assistenciais, elas poderiam se transformar em verdadeiras bocas-de-fumo. Os defensores do baseado terapêutico protestaram. Alguns doentes, inclusive, fumaram maconha em atos públicos. Eles agora querem que o assunto seja debatido no Congresso americano. Quem apóia a decisão da Suprema Corte diz que, em vez do cigarro de maconha, os pacientes deveriam lançar mão de remédios mais potentes para aliviar seus sintomas. Ou fazer uso de cápsulas de THC, disponíveis em hospitais.



   
 
   
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