Não pode mais
Justiça
americana proíbe
uso medicinal da maconha
Reuters
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| Um
doente protesta: barato ilegal |
Até a semana passada, nove Estados americanos permitiam a distribuição
de cigarros de maconha a portadores de câncer, Aids e esclerose
múltipla. A justificativa era que o THC, o princípio ativo
da erva, tem efeitos benéficos: é analgésico, abre
o apetite, tem o poder de diminuir os enjôos causados por quimioterapia
e ajuda a relaxar músculos enrijecidos. De posse de uma carteirinha
que o identificava como doente, o usuário que se tratava com maconha
recorria a cooperativas privadas para obter a droga e, assim, enrolar
unzinho. Esse tipo de baseado, no entanto, entrou para a ilegalidade com
a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de proibir o uso
do cigarro de maconha para fins terapêuticos. Os juízes consideraram
que o baixo poder medicinal dos cigarros não compensa a liberação
excepcional de uma das substâncias ilegais mais consumidas no país.
A batalha judicial contra o uso terapêutico da erva começou
em 1998, quando o Estado da Califórnia entrou com um processo contra
as cooperativas que funcionavam em seu território. O argumento
é que, sob a fachada de entidades assistenciais, elas poderiam
se transformar em verdadeiras bocas-de-fumo. Os defensores do baseado
terapêutico protestaram. Alguns doentes, inclusive, fumaram maconha
em atos públicos. Eles agora querem que o assunto seja debatido
no Congresso americano. Quem apóia a decisão da Suprema
Corte diz que, em vez do cigarro de maconha, os pacientes deveriam lançar
mão de remédios mais potentes para aliviar seus sintomas.
Ou fazer uso de cápsulas de THC, disponíveis em hospitais.
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