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REPORTAGENS RELACIONADAS ÀS CARTAS
Não
quero, e não tenho conhecimentos para isso, julgar os culpados
por essa situação. Como cidadão de São Paulo,
habituado ao conforto e à segurança que a energia elétrica
nos traz, fico pensando em como será a vida de minha família
sem ela. Difícil prever o caos que enfrentaremos. Circulando nesta
megametrópole à noite, vemos inúmeros prédios
comerciais inteiramente iluminados, inclusive aos domingos. Será
que a iniciativa privada e o governo juntos, cada um fazendo sua parte,
não minimizariam o problema? ("Blecaute!", 16 de maio) Para mim
e para minha família, essa crise de energia será um verdadeiro
pesadelo, pois, além de morarmos no 11º andar, eu e meu filho
de 13 anos somos asmáticos e freqüentemente acordamos à
noite com crise e necessitamos fazer uso do inalador. A idéia da
falta de energia nos deixa de cabelo em pé, pois até para
ir a um hospital será difícil. O Brasil
deveria começar o plano de racionamento de energia elétrica
pelo corte de gastos supérfluos, como os luminosos publicitários.
Deveria ainda exigir o fechamento de postos de combustível, supermercados
e lojas às 20 horas. Existem
centenas de pessoas que ficam no mínimo uma hora no banho quente;
outras que ligam a máquina para lavar um par de meias. Fazem isso
simultaneamente com aparelho de som, luzes e TV ligados. É o cúmulo
da falta de consciência. Haja usina hidrelétrica para suportar
tamanho desperdício!
É
muito bom saber que, depois de quinze anos, Claudio de Moura Castro está
de volta. Admiro seus artigos publicados quinzenalmente em VEJA. Aguardo
sempre ansiosamente pelo próximo. Posso dizer que sou um leitor
e também colecionador de seus pontos de vista. Sou professor de
inglês e português e várias vezes discuto seus textos
em sala de aula. Durante meu curso de letras, sempre levava seus artigos
para ser lidos na faculdade pela turma. Parabéns pelo grandioso
trabalho, professor. Que bom seria se o país pudesse contar com
mais pessoas com tamanha sensatez (Ponto de vista, 16 de maio). É
bom conhecer a opinião de alguém que esteve fora do país
por algum tempo e retornou com uma visão otimista desta terra.
Compartilho em boa parte de seu comentário. Norberto
da Cunha Garin
Arc Arc, sou
sua fã e sonho com o dia em que finalmente você possa dizer
a seus conterrâneos que é possível investir aqui.
Mas confesso que estou preocupada: você sabe o que é "apagão"?
Como vocês, marcianos, resolvem o problema de falta de energia?
Os governantes de Marte elaboram estratégias para evitar que isso
aconteça ou criam soluções para o povo cumprir? Responda
quanto antes, pois pode faltar luz e, além de não podermos
nos comunicar, você não vai ter iluminação
para pousar em nenhuma cidade brasileira. Beijos iluminados para você.
Não se esqueça de trazer um lampião de Marte. Ei, Arc,
já parou para pensar por que os homens resolvem seus problemas
criando outros? Ou por que países entram numa guerra para garantir
a paz e exterminam crianças e velhos? Estamos tentando progredir
em marcha à ré. Desaprendemos ou nos corrompemos. Dê
uma ajudinha, vai?
Sou leitor
de VEJA há mais de quinze anos e a considero a melhor revista brasileira
no gênero. Cumprimento sua direção pelo artigo "Por
que os leitores escrevem" (16 de maio). Foi interessante conhecer alguns
dos assíduos colaboradores da coluna Cartas. Muito interessante
a observação de VEJA a respeito dos leitores que escrevem
com freqüência para revistas e jornais comentando as matérias
publicadas. Identifiquei-me imediatamente com o perfil descrito e, como
não poderia deixar de ser, aqui estou enviando mais uma carta a
vocês. Sou leitora compulsiva de jornais e revistas e dificilmente
passo uma semana sem escrever pelo menos uma carta sobre algo que li.
Tive seis cartas publicadas em revistas e fico muito satisfeita quando
isso acontece, pois, assim como o senhor Iwan Thomas, acredito que minha
opinião pode mudar alguma coisa. Tenho 19 anos e estou me preparando
para ingressar na faculdade de jornalismo no ano que vem. Enquanto isso,
continuo enviando cartas e mais cartas a todos os meios de comunicação
que publiquem algo que desperte meu interesse.
É
lamentável ver o que esse culto exacerbado à imagem e aos
modismos tem trazido de malefícios a nossas crianças. Essa
falta de parâmetros, que transforma tudo e todos em vítimas
da ganância, representa um item a ser debatido com professores,
psicólogos, pais e entidades governamentais competentes, com o
intuito de diminuir os efeitos colaterais sobre a vida de nossos filhos
("Criança pensando como gente grande", 16 de maio). Achei
a reportagem interessante. A realidade é essa, a maioria das crianças
aceita a vida assim, pensando em namorar, manter boa aparência e
tirar boas notas na escola. Mas também existem aquelas que pensam
de outra forma. A mudança infantil realmente foi muito grande.
A preferência por ganhar brinquedos transforma-se em preferência
por ganhar roupas. Aqui em Curitiba fizemos uma entrevista com crianças
de 3ª e 4ª série e a maior parte delas prefere brinquedos
a roupas. Isso mostra que ainda não querem se transformar em adultos
ou adolescentes.
Viajei a São Paulo recentemente e tive a oportunidade única
de assistir ao musical Les Misérables e perceber, com grande
e grata surpresa, que não é preciso sair do país
para apreciar espetáculos de altíssima qualidade. A montagem
e o trabalho incansável dos produtores e atores me deixaram orgulhoso
por ser brasileiro e por ver uma parte do Brasil que funciona... e muito
bem ("Broadway à moda paulista", 16 de maio).
Concordo com a opinião de VEJA sobre o R.E.M. Realmente as músicas
seguem tendo uma qualidade que poucas bandas conseguiram manter em suas
carreiras, mas por que razão a crítica descambou para Renato
Russo? Sou fã da Legião, contudo reconheço que a
banda capotou nos três últimos álbuns. A Legião
Urbana teve deslizes musicais, sim, mas sempre foi tão digna quanto
o R.E.M ("Rock à prova de derrapagem", 16 de maio).
A reportagem "É possível deixar de ser gay?" (16 de maio)
fez-me rir com a declaração do senhor João Luiz Santolin,
coordenador de alguma entidade de Sexualidade Sadia (piada), que se diz
curado, pois sempre jogou bola e empinou pipas, e com a da senhora Rosângela
Alves Justino, também coordenadora de outra entidade inútil
do mesmo gênero, que codifica ser gay como "pecado de mesmo peso
que a prostituição e o adultério". Em nenhum momento
essas pessoas estão preocupadas com a felicidade de alguém,
simplesmente querem ditar regras de "o que fazer" ou "como viver".
Manifesto a satisfação que tive ao ler a reportagem "Saber
ou não saber" (16 de maio), e principalmente pela abordagem de
uma rara doença, a síndrome de Von Hippel-Lindau. O assunto
é de extrema importância para minha família, já
que alguns de nós estão propícios a desenvolver esse
mal.
Da forma como a notícia foi veiculada na reportagem "O show do
milhão no Congresso" (16 de maio) transpareceu que eu teria recebido
a importância citada, quando na verdade se tratava de uma última
parcela da verba parlamentar a que o município de Jequié
tinha direito, porquanto prevista no orçamento devido.
Com relação à matéria "Conduta exemplar" (9
de maio), a Dow Corning tem a esclarecer que é uma empresa sólida,
líder mundial na fabricação de produtos à
base de silício, presente, desde 1943, nas mais diversas indústrias
ao redor do mundo, nos setores têxtil, alimentício, eletrônico,
farmacêutico, de aviação, construção
e cosméticos, entre outros. A companhia voluntariamente se retirou
do mercado de próteses de silicone globalmente, continuando presente
e liderando os demais mercados a que atende.
CORREÇÕES: O professor Gilberto Marcucci não
é médico, mas cirurgião-dentista, especialista em
estomatologia (Para usar, 2 de maio).
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