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VEJA Recomenda DVDs Justiça para Todos (...And Justice for All, Estados Unidos, 1979. Sony) Um advogado de Baltimore é convocado para defender um juiz, com o qual ele tem desentendimentos notórios, das acusações de estupro e espancamento de uma jovem. O advogado tem fortes suspeitas de que seu cliente é culpado; e o cliente tem à disposição os meios para cassar sua licença caso ele se recuse a ser seu defensor. Esse dilema o de seguir a consciência ou render-se ao "sistema" , cercado de tramas e subtramas por todos os lados (mais do que o necessário, diga-se), é o cerne desse bom exemplar do cinema militante da década de 70. Bom pela direção cheia de energia, ainda que um tantinho caótica, de Norman Jewison, que alguns anos antes colocara seu nome no mapa com o também combativo No Calor da Noite; e melhor ainda pela performance vulcânica de Al Pacino, que consegue juntar todas as pontas soltas da história em uma mesma meada. Os Imorais (The Grifters, Estados Unidos, 1990. Lume) Anjelica Huston e John Cusack são mãe e filho que dividem um esquema de trapaça, além de uma relação um bocado incestuosa; e Annette Bening, mais linda e sexy do que nunca, é o elemento químico que vai desestabilizar essa fórmula. Filmado em cores fortes e luzes estouradas sob o sol de Los Angeles, esse noir roteirizado pelo romancista policial Donald West-lake e dirigido pelo inglês Stephen Frears (de A Rainha) caminha para completar vinte anos de idade sem perder sua incandescência e volatilidade. Os desempenhos, além disso, são antológicos, com destaque para a cena apenas implícita, mas ainda assim horripilante, em que Anjelica apanha do gângster para o qual trabalha uma atuação de dar calafrios do veterano Pat Hingle.
DISCOS
A Música na Corte de D. João VI, vários intérpretes (Biscoito Fino) Esse álbum em dois volumes faz parte de um projeto da prefeitura do Rio de Janeiro para celebrar os 200 anos da chegada da família real portuguesa ao país. O primeiro traz as obras Te Deum e Réquiem, compostas pelo padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). A qualidade das músicas impressionou o príncipe dom João VI, que lamentou o fato de não existir um compositor desse nível na sua corte natal. Já o segundo volume, Modinhas Cariocas, apresenta canções populares daquele período as modinhas e os lundus. Nesse gênero, o destaque é a canção Lá no Largo da Sé, de autoria de Candido Inácio da Silva, cuja letra traz aquela gaiatice que se tornaria marca registrada da música popular brasileira.
LIVROS
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