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VEJA
Edição 2057

23 de abril de 2008
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NESTA EDIÇÃO
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Diogo Mainardi
Stephen Kanitz
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
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Cartas

"Essa história de Lula dizer que não pensa em terceiro mandato, sem impedir que os companheiros defendam a idéia, pode terminar num novo Dia do Fico. ‘Se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, diga ao povo que topo!’ "
Joaquim Cintra Junior
Passos, MG

 

Terceiro mandato

Parabenizo a revista pela reportagem "A assombração do continuísmo" (16 de abril), sobre a tentativa de um terceiro mandato do presidente Lula. Espero que a sociedade mostre total reprovação a essa atitude, que contraria a via democrática. A alternância no governo é extremamente salutar. A população brasileira deve demonstrar essa maturidade eleitoral. Se o PT quiser continuar administrando o Brasil, coloque um candidato capaz de vencer os demais no pleito eleitoral. Não podemos deixar que atitudes populistas, mesquinhas e feudais tirem o prestígio que a democracia vem galgando. É mais honesto, digno e transparente. É o que o povo brasileiro, há muito tempo, aguarda.
Fábio Artner
Curitiba, PR

Volta e meia reaparece o assunto do envio ao Congresso Nacional, por aliados do presidente, de uma emenda constitucional que permita seu terceiro mandato. As maneiras foram muito bem explicadas por VEJA. O presidente, publicamente, afirma que não admite a hipótese. Mas será que em conversas privadas, com seus aliados e aloprados, não faz o contrário? Se assim não for, que aliados são esses que não respeitam a vontade de seu líder? De uma pessoa que falou horrores de Jader Barbalho e depois o elogiou e até beijou suas mãos, durante um comício, pode-se esperar algum tipo de coerência, de verdade, de sinceridade? O "Lulinha paz e amor" está se transformando, cada dia mais, no "Lula toca o terror", aquele que não escolhe os meios, desde que estes o façam atingir seus objetivos. Continuo com medo e cada vez com menos esperança.
Kátia Maria Miranda de Oliveira
Salvador, BA

Acredito que os políticos que insistem tanto num terceiro mandato para o presidente Lula o fazem por dois motivos: um deles, a continuidade de todas as benesses e mordomias; o outro, o medo de que a oposição vença e revele o que de mais podre aconteceu nestes anos de (des)governo do PT. Se o atual governo reduzisse seu ministério, tornando-o enxuto e eficiente, nomeado por critérios técnicos e pela capacidade de seus ocupantes, se tornasse a carga tributária menor e mais justa, se voltasse suas atenções para a saúde da população, sua segurança, para o aumento da qualidade na educação, por um plano habitacional racional, que incluísse saneamento básico e desenvolvimento urbano, tenho certeza de que todos os brasileiros, fossem eles da oposição ou da situação, iriam querer mais um mandato para o presidente. Só que, como a Constituição não permite mais um, ele sairia carregado nos braços do povo e seu sucessor assumiria com a dificílima tarefa de melhorar ainda mais o que já estava ótimo.
Hélio Azevedo de Castro
Curitiba, PR

Que susto ao ver a capa da edição 2 056 de VEJA! Que piada das boas! Será que foi o pessoal do Casseta & Planeta ou "os indenizados" de O Pasquim que a criaram? Ela está hilária, como a turma que quer o terceiro mandato. "Se ele vier outra vez, que seja em 2226...!"
Dilson Araújo
Goiânia, GO

Não importa se é Lula, Serra ou Aécio. Não queremos terceiro mandato. O país precisa adquirir sua maioridade política, e não se esforçar para ser a mais nova republiqueta da América do Sul.
Oswaldo Crivello Junior
Por e-mail

 

Marco Antonio Villa

O historiador Marco Antonio Villa (Amarelas, 16 de abril) faz uma análise magistral sobre a conjuntura nacional e internacional. Sem paixões, ele nos revela os meandros da nossa diplomacia e suas implicações políticas. Parabéns pela escolha do entrevistado.
Ana Lúcia Konarzewski
Belo Horizonte, MG

A entrevista de Marco Antonio Villa é precisa e corajosa. Villa reage ao silêncio de parte da "intelectualidade" e da Academia sobre Chávez & cia. e, ainda, lembra que a América Latina tem uma história e que não podemos (e muito menos devemos) ignorá-la quando analisamos o presente – principalmente se acreditamos na democracia.
Júlio Pimentel Pinto
Departamento de História
Universidade de São Paulo (USP)
São Paulo, SP

O historiador Marco Antonio Villa disse o que precisava ser dito havia muito tempo: que a política externa que vimos praticando está inteiramente em desacordo com nossas tradições e certamente nos causará graves danos. Meus cumprimentos ao entrevistado por suas idéias lúcidas e pela clareza com que as expõe. Prestou, sem dúvida, um grande serviço ao Brasil.
Mário Ivan Araújo Bezerra
General da Reserva do Exército
João Pessoa, PB

Parabéns! A entrevista do historiador Marco Antonio Villa traz luz, bom senso, equilíbrio e, acima de tudo, ensinamentos sobre qual deverá ser o papel do Brasil no contexto das relações com a América Latina e com o mundo, do ponto de vista de seu interesse como nação. O servilismo de eventuais dirigentes brasileiros a certos modismos ideológicos de ocasião desmerece a nossa tradição em política externa e presta grande desserviço aos interesses brasileiros, especialmente num mundo que se globaliza com rapidez e que exige, para uma melhor convivência e integração, regras claras, permanentes e confiáveis. O amadorismo e a improvisação em política externa não têm espaço no mundo da globalização. Estamos perdendo tempo.
Sebastião Borges Sobrinho
João Pessoa, PB

 

Bolsa-ditadura

Com tristeza e indignação li a reportagem "O preço de um ideal" (16 de abril). A espúria e amoral comissão de anistia mais uma vez perpetua um assalto à nação. Dar uma aposentadoria de 4.300 reais a Ziraldo e Jaguar, além de mais de 1 milhão como "ressarcimento" por perdas que nunca aconteceram, é mais um tapa na cara do trabalhador. Está na antologia do Pasquim, em uma entrevista feita há alguns anos, a confissão de que "pediu demissão do Banco do Brasil por ganhar dez vezes mais no Pasquim". Na mesma antologia, na entrevista de Ziraldo, este diz que "o Pasquim faliu porque ganhavam muito dinheiro, mas todos os sócios gastavam sem se preocupar com as despesas". Entre outros exemplos conta que "mantinham a suíte presidencial num motel cinco-estrelas, à disposição do jornal, durante todo o ano". Eles nunca perderam emprego. Toda comissão que se preze é composta de diversas tendências. Essa não. É composta apenas de petistas e de outros tais, nomeados pelo comissário Tarso Genro.
Paulo A. Paiva
Recife, PE

Realmente, decência é algo que não passa pela cabeça de muitos pseudo-intelectuais brasileiros. Parabéns, César e Cid Benjamim e Raimundo Pereira, por mostrarem dignidade e bom senso com as causas públicas. Quanto a Ziraldo e Jaguar, nossos pêsames.
Pedro Paulo Pereira
Pato Branco, PR

Parabéns pela reportagem! Meu amoroso abraço ao cidadão César Benjamin e a sua íntegra família. Até que enfim leio algo que me faz sentir orgulho de ser brasileira, e cheia de esperança, porque afinal ética e moral nunca caíram de moda.
Enedith Ana Meyer de Souza
Blumenau, SC

 

Dossiê dos gastos corporativos

Estou com medo da Justiça brasileira e das injustiças que ela pode causar aos brasileiros. A conduta do ministro Tarso Genro põe em xeque a credibilidade do Ministério da Justiça. Quando se manipula o estado de direito e não se o preserva, o que é obrigação do ministro da Justiça, instala-se o estarrecedor medo de um poder que era para nos dar tranqüilidade ("Fazer dossiê não é crime?", 16 de abril).
Rodrigo Bulla
Joinville, SC

 

Caso Isabella

Quando penso que, para se livrar do corpo desfalecido de Isabella, o criminoso a jogou com vida... Meu Deus, quanta monstruosidade e egoísmo numa pessoa só! Sim, egoísmo para se livrar rápido, antes de ser pego em flagrante e apodrecer na cadeia. Creio que, em breve, apodrecerá assim mesmo ("Isabella continua a morrer", 16 de abril)!
Fernanda Nogueira
Campinas, SP

É tudo tão estranho no caso da linda Isabella. Não vejo emoção nos seus familiares – pai, mãe, madrasta, avôs, tios... Vejo, sim, muita frieza e desapego diante da uma tragédia dessa magnitude. O pai e a madrasta em nenhum momento pediram à polícia, através da imprensa, que achasse o(s) culpado(s). Eu pergunto: quem vai chorar por Isabella? O Brasil está chorando, mas os familiares não.
Marcos Peixoto
Maceió, AL

 

Educação

Bastante oportuna a reportagem "Fogueira ideológica" (16 de abril), que comprova a tese de que está cada vez mais difícil ser estudante no Brasil, onde alunos (tanto nas escolas como nas faculdades) simplesmente xerocam fragmentos dos conteúdos ministrados em sala de aula, especialmente para as provas, fazem os exames, são aprovados e até se formam tendo aprendido uma pequena porcentagem das disciplinas das ementas. Mas o pior veio recentemente, com a queima de livros feita por sindicalistas da área docente insatisfeitos com as mudanças curriculares das escolas da rede pública de São Paulo. Eles, que deveriam servir de exemplo para nossos estudantes, com esse ato fizeram uma brincadeira de muito mau gosto.
Ricardo Granatowicz
São Paulo, SP

Triste que eu, cidadão e vereador de São Paulo, tenha de presenciar a ação da Apeoesp queimando livros em praça pública. Esse é o sindicalismo da CUT, que nesse caso apenas expressou seu velho egoísmo corporativista, além de nos recordar a triste memória do nazismo queimando livros. Rigor, ética, compromisso com o controle social, responsabilização de todos não permeiam a ação desses, que têm tão pouco a oferecer para nossas crianças e jovens. Como Midas às avessas, o PT expõe seu atraso em todos os setores onde toca.
Vereador Gilberto Natalini
Líder do PSDB na Câmara Municipal
São Paulo, SP

O que aconteceu na praça pública da cidade de São Paulo é bem simbólico. A triste situação de menosprezo quando se fala em educação faz do Brasil um país regressista. A educação brasileira foi alicerçada em muros, e não em pontes. A sombra da indiferença acomodou muitos professores, maculou seu comportamento e roubou suas virtudes. Ética e moral docente tornaram-se essências reguladas pelo monstro da preocupação política e não colorem mais as horas cotidianas. Não há mais preocupação com a formação do aluno, e sim com a mesquinhez política. Uma pena.
Heitor Munhoz Pereira
Campo Grande, MS

 

Cartas

A queima de livros a que se refere a reportagem "Fogueira ideológica" foi um ato isolado em assembléias que transcorrem de forma pacífica e ordeira. A incineração do material não partiu da direção da Apeoesp. A direção do sindicato não tem controle sobre atitudes de indivíduos ou grupos que, em praça pública, se disponham a manifestar-se de outras formas que não aquelas por nós definidas.
Professor Carlos Ramiro de Castro
Presidente da Apeoesp
São Paulo, SP

 

Dossiê dos gastos corporativos 2

Sobre a reportagem "Fazer dossiê não é crime?" (16 de abril), ao Ministério da Justiça cumpre esclarecer que não existe na legislação penal brasileira previsão de crime sobre produção de dossiê. Isso no âmbito penal, o que não significa que a apuração não possa ocorrer em outra esfera. O ministro Tarso Genro observou o que prevê a lei. Não impediu ou limitou a atuação da Polícia Federal, corretamente convocada para investigar a responsabilidade pela divulgação do documento. À PF cabe restringir-se à apuração de fatos criminosos, e não de infrações de outra natureza.
Francisco Marques
Coordenador da Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Justiça
Brasília, DF

 

Lya Luft

Lya Luft é uma mestra na arte de escrever. Quase sempre compartilho de suas opiniões. Porém, ao ler o artigo "Diagnóstico: Alzheimer" (Ponto de vista, 16 de abril), senti como se ela estivesse falando sobre a situação que eu e minha família vivenciamos. Passamos hoje exatamente por essa situação com meu pai. Passamos pela dor de ter de interná-lo em uma clínica, de nos sentirmos incapazes de cuidar de um parente. Sentimos as dificuldades das sucessivas internações por pneumonia e a total falta de consciência do que ocorre com uma pessoa que sempre foi o chefe da família, que sempre deu a palavra final e hoje não sabe sequer dizer uma palavra qualquer. Nós que vivemos essa situação em família achamos que somos os únicos a ter tal problema; na verdade, trata-se de um conflito doloroso experimentado por um grande número de famílias. É bom saber que não estamos sozinhos nessa dura jornada.
Mércia Machado Vergili
Santana de Parnaíba, SP

Sensibilizante o texto da conceituada Lya Luft ao escrever sobre a doença de Alzheimer. Identifiquei-me totalmente com o texto, pois durante treze anos convivi com uma portadora desse mal – minha mãe. Assim como a escritora declara, quem sofre junto e até mais são os familiares. É preciso bastante consciência e sensibilidade para entender a doença. Nós, os cuidadores – eu e meu pai –, tivemos de mudar nossa rotina, aprender a ser tolerantes. Num ambiente de compreensão, bastante atenção e carinho, ela sobreviveu treze anos. É muito difícil, depois de um dia de trabalho, chegar em casa e ver o familiar naquele estado, sem nada poder fazer. A cada dia que passa, os sintomas se alteram, os sentidos, as percepções, gradativamente, vão se degenerando. Parabéns a Lya Luft por transpor para palavras essas sensações que muitos de nós já vivemos.
Maristela Garcia Pires
Arroio Grande, RS

Minha mãe também morreu de Alzheimer, em agosto passado. Foram momentos difíceis, e só quem passa por eles sabe a que me refiro. O que me conforta é que, antes de ir para o hospital e falecer, ela me disse que estava doente, que eu cuidava bem dela e que me amava. Suas últimas palavras deram tranqüilidade à minha consciência e paz de espírito para continuar a viver.
Maria Elisa Pascholatto
Curitiba, PR

 

Roberto Pompeu de Toledo

Excelente o ensaio "A vida após a vida" (16 de abril). A luta pela liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias transcende os atributos da Igreja Católica. Antes de tudo, é uma questão de solidariedade e de piedade.
Geraldo Rogério Silva Pinho
Belém, PA

O lúcido ensaio de Roberto Pompeu de Toledo chegou em boa hora, no exato momento em que o STF se prepara para uma histórica decisão. O texto desse grande ensaísta, defensor das pesquisas com células-tronco, além de irretocável, foi providencial, devolvendo a esperança de cura aos portadores de doenças degenerativas do cérebro. Ao não defender uma vida digna para os doentes que podem se beneficiar dos avanços da ciência, a Igreja Católica simplesmente deixa de lado a misericórdia – pedra fundamental do Evangelho de Cristo.
Levi Bronzeado dos Santos
Guarabira, PB

 

Diogo Mainardi

Fiz o que você sugeriu no artigo "É Créu neles! É Créu nelas!" (16 de abril). Relembrei todos os petistas que fizeram parte dos inúmeros e inúteis ministérios do governo Lula. Senti-me bem melhor e com menos raiva, menos desanimada e frustrada ao concordar com você, Diogo. "Afinal, um dia isso também vai passar", com certeza!
Miriam Simone Mantecon
Santos, SP

Lula foi o primeiro e será o último presidente eleito pelo PT. Sempre soube disso, mas não encontrava palavras para definir o fato com tanta clareza, brevidade e lucidez. De 1989 até 2006, votei em Lula, jamais no PT; mas já sentia que algo se rompera, e Diogo descreveu e esclareceu esse sentimento e o ritual lulista. Nunca mais se repetirá. Créu nele também!
Ivair Severo
Uberaba, MG

 

Demografia

VEJA se destaca em mais uma de suas reportagens, "O planeta urbano" (16 de abril). A observação que a revista fez foi nítida: de um lado, as megalópoles ricas, exuberantes em suas formas e organizações; de outro, o crescimento desordenado das zonas urbanas emergentes, castigadas pelas inúmeras favelas que realçam ainda mais a paisagem desgastante de um mundo empobrecido.
Fernando de Carvalho Pires
Espinosa, MG

 

J.R. Guzzo

Parabenizo J.R. Guzzo pelo artigo "Anos dourados?" (16 de abril). Ele joga mais lenha na polêmica questão do trânsito nas grandes cidades. O autor diz que o problema é de São Paulo e do Rio, mas não do Brasil, afirmação da qual discordo. O trânsito já é um grande transtorno nas maiores cidades do país. Salvador, Recife e Belo Horizonte já padecem com enormes engarrafamentos diários. A solução, como se provou, não é aumentar o número ou o tamanho das vias, mas melhorar o transporte coletivo, seja ele rodoviário, metroviário, ferroviário ou hidroviário. Outra opção é a construção de estacionamentos periféricos no centro das cidades. Seria preciso construir vários deles e também induzir as pessoas a usá-los com a implantação, por exemplo, do pedágio urbano. Isso já foi cogitado em São Paulo. Mas quem comprou seu carro em suaves sessenta, setenta, oitenta ou noventa prestações e trabalha no centro vai querer deixá-lo em casa? Enfim, como diz o autor, só com a conscientização de que a redução do uso do carro é do interesse de todos teremos o problema solucionado ou veremos, pelo menos, uma luz no fim do túnel.
Paulo Cardoso Aguiar
Salvador, BA

 

Tecnologia

A reportagem "O tato do mundo virtual" (16 de abril), sobre a técnica haptics, demonstra para onde vai a tecnologia. Quando um "espertinho" adaptar essa tecnologia para o sexo virtual, teremos a quarta onda da internet, pois envolverá as pessoas do mundo de forma avassaladora, destruindo conceitos enraizados – entre os quais dogmas religiosos.
Ivo Jerônimo da Silva
Ouro Preto do Oeste, RO

 

Photoshop

Parabéns pela excelente reportagem sobre a falsidade de imagens gerada pelo Photoshop ("Plástica digital", 16 de abril). Mas para nós, da área de saúde, infelizmente a "picaretagem" é antiga. Hoje, nos Estados Unidos, qualquer revista científica séria ou qualquer congresso científico de renome exige um documento assinado do autor/palestrante garantindo que o que ele vai apresentar não foi manipulado digitalmente para mostrar o "sucesso" de novas técnicas. Enquanto isso, num país da América Latina...
Marco Antonio Brandão Pontual
Cirurgião-dentista
Vitória, ES

A respeito da utilização do Photoshop como recurso para dar retoques em fotos de artistas, tenho algo a acrescentar. Quando se trata desse tipo de manipulação, o uso do software hoje é indispensável, sim. Não só por sua praticidade, mas por se tratar de uma tendência de comunicação visual praticamente padronizada. No entanto, saber que o programa serve como auxiliador, e não como transformador, é fundamental.
Nivaldo Cavalcanti de Souza Jr.
Designer especialista em tratamento de imagem
Recife, PE

 

Gente

Na seção Gente da edição 2.056 ("Rebelião no mundo das misses", 16 de abril), vi a foto da simpaticíssima Chloe Marshall, que certamente teria meu voto caso eu fosse jurado em tal concurso. Mulher com perna de mesa, como a das modelos, não é sexy. Ela, sim, tem "substância". Agora, desculpem-me, mas dizer que, com 1,77 metro e aquela foto por testemunha, ela pesa apenas 80 quilos... VEJA foi muito generosa. Eu troco de nome se a Chloe não bater, por baixo, nos 100 quilos.
Humberto Luiz Rocco
Por e-mail

Ô inglesinha ajeitada, essa candidata a miss Inglaterra! Só o biquíni deveria ser brasileiro! Tenho 1,82 metro e 120 quilos.
Glauco Tellini
Amparo, SP

 

Música

Fiquei muito feliz com a reportagem "O longo adeus de Aznavour" (16 de abril), sobre a turnê de Charles Aznavour pelo Brasil, e, ao mesmo tempo, triste com a idéia do fim de sua belíssima carreira. Tenho 38 anos e sempre fui apaixonada pelas chansons francesas e principalmente pelos grandes ícones citados na matéria. Talvez eu seja uma das poucas herdeiras desse estilo musical, que encantou a geração dos meus pais mas ainda me seduz nos dias de hoje. Ah, sou baiana. É uma pena que Salvador não esteja no roteiro da turnê de Aznavour.
Maria Helena Fernandes Silva
Salvador, BA

 

Veja essa

A revista VEJA, além do seu papel de informar, criticar e proporcionar conhecimento em diversas áreas, tem seu lado humorístico – afora o Millôr. Ri muito ao ler, na seção Veja essa (16 de abril), a transcrição das palavras de Rita Lee durante um show que fez gripada: "Estou com a gripe Dilma Rousseff. Exige um dossiê de remédios". Dizem que a risada é o melhor remédio que existe. Obrigada à espirituosa cantora e à revista por nos proporcionar momentos de descontração em meio a tantos transtornos por que o nosso país está passando.
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI


Correções: ao contrário do que informou a seção Datas (16 de abril), o nome do filho do governador de Rondônia, Ivo Cassol, é Ivo Júnior Cassol. n Ryozo Komiya é o nome correto do chef do restaurante Takê, citado na edição especial VEJA Brasília – O Melhor da Cidade (2008/2009).

 

Os maiores municípios brasileiros

Depois de ler a matéria "A capital da motosserra" (26 de março), Francisco Junior Santos Bastos, engenheiro florestal de Manaus, no Amazonas, observou um erro: "A reportagem informa que São Félix do Xingu é o segundo maior município em extensão no Brasil. O segundo maior município, Barcelos, está no Amazonas e possui 122 000 quilômetros quadrados. São Félix do Xingu tem 84 000 quilômetros quadrados", escreveu Bastos. De Vinhedo, no interior de São Paulo, o leitor Juliano Lima detalhou: "Altamira é o maior município do Brasil, mas existem pelo menos outros quatro com área maior que a de São Félix do Xingu, o sexto em extensão". Com base nos dados do site do IBGE (http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php), Lima elaborou a seguinte lista sobre os maiores municípios do país (em área):

1º - Altamira (PA): 159 696 km2
2º - Barcelos (AM): 122 476 km2
3º - São Gabriel da Cachoeira (AM): 109 185 km2
4º - Oriximiná (PA): 107 603 km2
5º - Tapauá (AM): 89 324 km2
6º - São Félix do Xingu (PA): 84 212 km2



Uvas brancas e tintas

Fabio Muzzi/AP
Colheita em Montalcino: a uva dos vinhos Brunello é tinta

O leitor Didú Russo, fundador e vice-presidente da Confraria dos Sommeliers, de São Paulo, aponta um erro na escolha da foto que ilustra a reportagem "Tempestade numa garrafa" (16 de abril), sobre a suspeita de fraude que recai em alguns dos vinhos italianos Brunello di Montalcino. Russo diz que a foto mostra uvas brancas, quando se sabe que os vinhos em questão são feitos com uvas tintas escuras, daí a denominação brunello, uma variedade da famosa sangiovese. O leitor tem razão, muito embora a legenda da foto relate um fato real. Trata-se mesmo de uma colheita em Montalcino, na Toscana. Mas claramente as uvas são brancas e se destinam não à produção do Brunello, mas à de algum dos vinhos brancos da mesma região, como o Moscadello di Montalcino. A foto acima, à direita, de uvas tintas, ilustraria bem mais adequadamente a reportagem sobre o tema.

 



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