Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 799 - 23 de abril de 2003
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Especial
Internacional
Geral
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


 

DVDS

A Dança dos Vampiros (The Fearless Vampire Killers, Estados Unidos, 1967. Cinemagia) – A fim de estudar uma espécie mítica – a dos vampiros –, o intrépido e apatetado professor Abronsius ruma para a Transilvânia, acompanhado de seu assistente (Roman Polanski, revezando-se atrás e diante das câmeras). Lá chegando, os dois vão ter mais oportunidades de travar contato com seus representantes do que gostariam. O cruzamento de terror e comédia, nesse filme da juventude do diretor polonês, é radicalmente diferente das paródias que o cinema americano costuma produzir a partir desses mesmos dois elementos. No primeiro departamento, o do medo, a encenação de Polanski rouba de maneira inspirada do expressionismo alemão. No segundo, o do humor, furta com muito critério do nonsense à inglesa. O resultado é gótico, sinistro e, ao mesmo tempo, de rolar de rir. Entre os extras, uma curiosidade melancólica: um pequeno documentário sobre a atriz Sharon Tate, a beldade de Dança dos Vampiros, que então estava despontando – e que apenas dois anos depois, já casada com Polanski, seria assassinada.


Divulgação
O Último Adeus: elenco com o melhor da Inglaterra


O Último Adeus
(Last Orders, Inglaterra/Alemanha, 2001. Columbia) – O enredo é clássico: três amigos idosos se reúnem ao filho de um companheiro que acaba de morrer para cumprir seu último desejo – espalhar suas cinzas no balneário onde ele passou a lua-de-mel, cinqüenta anos antes. A diferença, aqui, está no tratamento que o diretor australiano Fred Schepisi dá ao tema: o de um road movie em que os desvios e atalhos levam a lugares mais interessantes do que a estrada em si, e em que as amizades são mais sólidas pelas diferenças entre os parceiros do que pelo que eles têm em comum. O elenco, além disso, é um caso à parte, e inclui alguns dos melhores atores ingleses das últimas décadas – como Michael Caine (no papel do falecido), Bob Hoskins, Ray Winstone, Tom Courtenay, David Hemmings e Helen Mirren. Todos ótimos individualmente e afinadíssimos em conjunto. Inédito no circuito comercial brasileiro.

 

LIVROS

O Escândalo dos Wapshot, de John Cheever (tradução de Sergio Viotti; Arx; 351 páginas; 46 reais) – Com esse romance de 1959, o americano John Cheever deu prosseguimento à saga familiar que iniciara anos antes em A Crônica dos Wapshot (também lançado no Brasil recentemente, pela mesma editora). No primeiro livro, os Wapshot são descritos em seu "ambiente natural", a cidadezinha de St. Botolphs, na Nova Inglaterra. Embora parte da ação dessa seqüência também se passe no lugarejo, onde uma velha representante da família enfrenta dificuldades com o Fisco, seus melhores efeitos vêm da narrativa de como dois Wapshot desgarrados, os irmãos Miles e Coverley, tentam encontrar confusamente seu caminho no mundo exterior. Cheever alcançou o auge como contista, mas ficam patentes nesse romance a sua verve e a precisão de sua linguagem. Leia trechos do livro.

Um Palmo Abaixo, de Tibor Fischer (tradução de Roberto Grey; Rocco; 262 páginas; 29 reais) – Antes de publicar esse romance, em 1993, Tibor Fischer (conhecido por A Gangue do Pensamento e O Colecionador de Colecionadores) recebeu 58 cartas de recusa de editoras. Mas sua perseverança rendeu frutos. Quando finalmente foi lançado, o livro recebeu elogios rasgados da crítica nos Estados Unidos, tornou-se finalista do mais prestigioso prêmio literário da Inglaterra, o Booker Prize, e fez de Fischer uma estrela da literatura jovem naquele país. Nascido em Londres, em 1959, o autor é filho de uma ex-capitã da seleção húngara de basquete. E é na Hungria das décadas de 40 e 50 que a história se passa. Trata-se de uma denúncia das insanidades do totalitarismo, repleta de personagens impagáveis e que faz plena justiça ao seu subtítulo – Uma Comédia de Humor Negro.


Tanizaki: a força do desejo sexual

 

Há Quem Prefira Urtigas, de Junichiro Tanizaki (tradução de Leiko Gotoda; Companhia das Letras; 191 páginas; 29 reais) – A princípio, o japonês Tanizaki (1886-1965) abraçou com fervor a arte e o pensamento que lhe chegavam do Ocidente. Aos poucos, porém, ele se reconciliou com a cultura de seu país – e esse romance, publicado originalmente como folhetim em 1929, é um marco de tal virada. Como costuma ocorrer nas obras do autor, a força cega do desejo sexual move a história. No centro dela estão Misako e Kaname, que se preparam para o divórcio enquanto freqüentam livremente seus amantes. Em contraste com o casal "moderno" estão o pai de Misako e sua concubina Ohisa. Eles se entregam a velhos hábitos e tradições que, aos poucos, vão cativando Kaname e ganhando sua preferência (daí a ironia no título). O romance é um dos melhores de Tanizaki, que consta entre os grandes nomes da ficção japonesa.

 

DISCOS

Conception: an Interpretation of Stevie Wonder Songs, vários intérpretes (Universal) – Discos-tributo geralmente pecam pela obviedade do repertório ou pela presença de convidados que não têm a mínima sintonia com a obra do homenageado. Conception, dedicado ao cantor e compositor americano Stevie Wonder, resolveu esses problemas de modo exemplar. A seleção evita os maiores clássicos da carreira de Wonder, dando lugar a faixas românticas pinçadas dos discos que o artista gravou entre as décadas de 70 e 80. A chatinha I Just Called to Say I Love You, por exemplo, ficou de fora. Quanto ao time de cantores, optou-se por aqueles identificados com a obra de Wonder, como Eric Clapton, Stephen Marley (filho do cantor de reggae Bob Marley) e novos talentos da soul music americana. As principais releituras do disco estão na recriação da cantora Mary J. Blige para Overjoyed e na versão de Visions proposta pelo vocalista de soul Musiq.


Caetano: o melhor dos anos 60 e 70 na trilha de Durval Discos  

Durval Discos: Trilha Sonora, vários intérpretes (Universal) – O personagem-título do filme de Anna Muylaert é um vendedor de discos ranzinza que se recusa a trocar seus LPs de vinil por CDs. Pois nem ele se recusaria a ouvir a boa viagem sonora proporcionada pela trilha de Durval Discos. O principal achado está no respeito ao personagem, um bicho-grilo do bairro paulistano de Pinheiros. O repertório, portanto, traz canções com alta rotação nos acampamentos formados por velhos e novos hippies, com o fino da MPB, do pop e do rock das décadas de 60 e 70 – e, verdade seja dita, há tempos a música nacional não tem uma produção tão boa. Muitas das faixas são difíceis de encontrar em CD e em vinil. É o caso do rock rural Mestre Jonas, que aparece na gravação original, a cargo do trio Sá, Rodrix e Guarabira, e numa versão curiosa por parte do duo Os Mulheres Negras. Outro destaque é a delicada Irene, de Caetano Veloso.

   
 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac, Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Nobel, Laselva, Sodiler, Siciliano, Argumento, Travessa; Porto Alegre: Saraiva, Nobel, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Nobel, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Nobel, Saraiva, Siciliano; Natal: Nobel, Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano, Nobel; Fortaleza: Siciliano, Laselva, Nobel; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Nobel, Leitura; Maceió: Sodiler, Nobel.

 

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS