Edição 1897 . 23 de março de 2005

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Livros
Ficção herética

"Não leiam Dan Brown", recomenda o Vaticano

O Vaticano está preocupado com o que os católicos lêem no aeroporto. Embora desde 1966 já não mantenha sua famosa lista de livros proibidos – o Index Librorum Prohibitorum –, a Igreja achou por bem denunciar O Código Da Vinci, best-seller do americano Dan Brown, como um perigo para a fé. O cardeal italiano Tarcisio Bertone foi encarregado de contestar as "teses" do livro, em especial a idéia de que Jesus Cristo e Maria Madalena foram casados e geraram filhos. "Não leiam e não comprem esse livro", recomendou o cardeal na semana passada, em entrevista à Rádio do Vaticano. Ele está organizando uma série de debates públicos para discutir o romance – o primeiro aconteceu na semana passada, em Gênova, onde Bertone é arcebispo. A resposta da Igreja é um tanto tardia: o thriller de Brown foi publicado em 2003 e desde então vendeu cerca de 25 milhões de exemplares no mundo todo. Mas o ataque partiu do alto: Bertone é um dos nomes aventados para a sucessão do papa João Paulo II. O cardeal acusa a obra de Brown de ser um veículo para o anticatolicismo. "Fico surpreso e preocupado com o fato de tantas pessoas acreditarem nas mentiras do livro", afirmou. Vale lembrar que O Código Da Vinci é uma obra de ficção.

 
 
 
 
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