Edição 1893 . 23 de fevereiro de 2005

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Lya Luft
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Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Radar
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Jobim e Lula
É ainda uma incógnita como será o relacionamento entre os presidentes da República e da Câmara, mas entre os chefes do Executivo e do Judiciário vai de bem a melhor. Hoje, fora do círculo mais chegado de velhos companheiros petistas, Nelson Jobim, presidente do Supremo, é a quem Lula mais procura para conversar sobre os problemas do país.

 

• BANCOS

Caixa e BB juntos
Uma poderosa união de forças será anunciada nesta quinta-feira: o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal – os dois maiores bancos do país – vão compartilhar os seus caixas eletrônicos no atendimento aos clientes. Para que se tenha um exemplo do tamanho do gigante, o BB tem 32.000 dessas máquinas e a Caixa, 28.500. A idéia é ampliar mais a parceria. Já se estuda também que o compartilhamento ocorra nas agências lotéricas e nos correspondentes bancários, que hoje recebem contas apenas em convênio com a Caixa.

Todos juntos
As cúpulas do BB e da Caixa querem que outros bancos privados compartilhem também desses terminais: já existe uma negociação em curso com pelo menos um grande banco privado.

 

Prestígio baixo

Sérgio Dutti
Congresso Nacional: nova legislatura, velhas descrenças

A dupla Renan Calheiros e Severino Cavalcanti vai ter de se esforçar muito se quiser equiparar o prestígio do Legislativo ao do Executivo. Uma pesquisa nacional realizada pelo Vox Populi entre os dias 3 e 5 deste mês revela que 35% da população considera "positivo" o desempenho do governo, contra 17% e 25% que acham o mesmo em relação à Câmara e ao Senado, respectivamente. Mais da metade dos entrevistados considera que o Senado, por exemplo, "atrapalha muito", "atrapalha um pouco" ou "não ajuda o país". A propósito, a mesma pesquisa mostra que o prestígio de Lula continua descolado do seu próprio governo: 47% afirmam que a performance pessoal do presidente é "positiva".

 

• CÂMARA

Acordo faz-de-conta
Entre o primeiro e o segundo turno da votação para a presidência da Câmara, na madrugada de terça-feira, uma reunião da qual participaram José Genoino, João Paulo Cunha, Virgílio Guimarães, Luiz Eduardo Greenhalgh, entre outros, selou o seguinte acordo: em troca do apoio de Virgílio a Greenhalgh no segundo turno não haveria punição ao dissidente petista. Muita gente, inclusive alguns dos que bancaram o pacto, quer melá-lo agora.

Feitos um para o outro?
A aposta de Delfim Netto, que conhece Severino Cavalcanti como poucos, é a de que em breve o novo presidente da Câmara e Lula "estarão almoçando e jantando juntos a toda hora". Resta saber quem terá indigestão antes.

 

• ECONOMIA

Juro lá em cima, câmbio lá embaixo
Aliás, Delfim Netto estava preocupado na semana passada, depois da nova rodada de aumento dos juros. Acha que essas subidas contínuas "estão levando o câmbio a um nível insustentável". Para ele, do jeito que está, o juro alto derruba o câmbio e não afeta a inflação.

O Planalto de olho
A negociação entre o Opportunity e a Previ para resolver o conflito em suas participações acionárias cruzadas no setor de telefonia havia sido suspensa pelo fundo de pensão do Banco do Brasil. A cúpula do governo, no entanto, mandou que a Previ voltasse à mesa de negociação.

Questão de assiduidade
A Previ, como maior acionista da Vale do Rio Doce, tem direito de nomear o presidente do conselho de administração da empresa – além de outros três conselheiros. Nada mais justo. Para o cargo escolheu Sérgio Rosa, o presidente da Previ. Novamente, nada mais justo: a Vale talvez seja a maior e mais estratégica das empresas nas quais a Previ tem participação. Só que das últimas cinco reuniões mensais do conselho Rosa compareceu a apenas uma. Aliás, na quinta-feira haverá nova reunião. Será que desta vez ele vai?

Mc crescimento
Fechadas as contas de 2004, o Brasil manteve a oitava posição entre os principais mercados do McDonald's no mundo. À frente do Brasil, só país de Primeiro Mundo – EUA, Canadá, Austrália, Japão, Inglaterra, França e Alemanha. Aqui, as vendas aumentaram 12% em relação ao ano anterior, o maior crescimento entre os oito grandes.

 

• FUTEBOL

De encher os olhos
Numa conversa com Aécio Neves durante o explosivo casamento de Ronaldo, Vanderlei Luxemburgo admitiu que anda encantado com o craque francês Zidane. Considera-o um monstro de eficiência e regularidade.

 

• CERVEJA

O baixinho muda de loira
O ator José Valien Royo, que por dezesseis anos encarnou o "baixinho da Kaiser", um dos personagens mais marcantes da propaganda nacional, começa a beber noutra freguesia. Virou garoto-propaganda da cerveja Colônia, fabricada no sul do país, que tem como sócio o apresentador Ratinho. A dupla, aliás, protagonizará as campanhas da cervejaria daqui para a frente.

 

Record avança sobre o SBT

Paulo Figueiredo/Rede Record/divulgação
Escrava Isaura: dando alegria ao bispo Macedo

A Record, que pensa 24 horas por dia em tirar a vice-liderança do SBT, registrou um resultado de tirar o chapéu em janeiro. Alavancada pela Escrava Isaura, viu seu ibope nacional crescer, entre 6 da tarde e meia-noite, 44% em relação a janeiro de 2003. O SBT e a Globo, respectivamente, mantiveram a mesma audiência do ano passado em nível nacional – embora ambos tenham perdido algum ibope em São Paulo. Ainda assim, a Record vai precisar de muitas "escravas isauras" para tirar o segundo lugar do SBT. No mês passado, em São Paulo, entre 6 da tarde e meia-noite, a rede de Silvio Santos alcançou 9 pontos em média, contra 5 da emissora do bispo Edir Macedo.

 

 

 

 
 
 
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