Edição 1893 . 23 de fevereiro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Auto-retrato
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cinema
Muito barulho...

...por bem pouco, em O Fantasma da Ópera


Isabela Boscov


Divulgação
O Fantasma e sua musa: sobrecarga


Ninguém fala, e todos cantam a plenos pulmões, em O Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber (The Phantom of the Opera, Estados Unidos/Inglaterra, 2004), uma característica que por si só restringe a platéia do filme que estréia nesta sexta-feira no país. Além de audição em ordem, porém, este musical exige tolerância incomum à sobrecarga de estímulos visuais infligida pelo diretor americano Joel Schumacher – de Batman & Robin, um dado que deve dispensar maiores elaborações acerca de seu currículo. De início, o que chama atenção nesta adaptação do musical da Broadway (que já levou cerca de 80 milhões de espectadores ao teatro em todo o mundo) é a opulência. Logo, porém, ela começa a parecer extravagância, daí excentricidade e, por fim, vã insensatez, ainda mais se se considerar que aplicada a um libreto e a um elenco apenas medianos. Mas podem então 80 milhões de pessoas estar erradas? O Fantasma prova que sim, podem – e é provável que muitas outras mais venham a se juntar a elas.

 
 
 
 
topovoltar