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Cinema
Muito barulho...
...por bem pouco, em O Fantasma da Ópera

Isabela Boscov
Divulgação
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| O Fantasma e sua musa: sobrecarga |
Ninguém fala, e todos cantam a plenos pulmões, em
O Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber (The
Phantom of the Opera, Estados Unidos/Inglaterra, 2004), uma
característica que por si só restringe a platéia
do filme que estréia nesta sexta-feira no país. Além
de audição em ordem, porém, este musical exige
tolerância incomum à sobrecarga de estímulos
visuais infligida pelo diretor americano Joel Schumacher
de Batman & Robin, um dado que deve dispensar maiores
elaborações acerca de seu currículo. De início,
o que chama atenção nesta adaptação
do musical da Broadway (que já levou cerca de 80 milhões
de espectadores ao teatro em todo o mundo) é a opulência.
Logo, porém, ela começa a parecer extravagância,
daí excentricidade e, por fim, vã insensatez, ainda
mais se se considerar que aplicada a um libreto e a um elenco apenas
medianos. Mas podem então 80 milhões de pessoas estar
erradas? O Fantasma prova que sim, podem e é
provável que muitas outras mais venham a se juntar a elas.
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