Edição 1893 . 23 de fevereiro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Auto-retrato
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Lendo VEJA de olhos bem abertos, o semi-analfabeto governo brasileiro despertará para a revolução educacional."
Thiago Hausner de Macedo
Pedralva, MG

 

Coréia do Sul

VEJA corajosamente tornou pública a falência do sistema educacional brasileiro, que não investe o necessário no ensino fundamental para garantir ao país sua soberania e sua ascensão ao universo dos desenvolvidos, além da política impiedosa, controladora e retrógrada que geriu os princípios postulados na reforma universitária. Enquanto o governo Lula não enxergar que o alardeado desenvolvimento somente será conquistado com investimentos a longo prazo em educação e com a nomeação de intelectuais para a área por mérito e não por alianças partidárias, seremos apenas uma nação pseudodemocrática, que permite a mediocridade educacional para todos ("7 lições da Coréia para o Brasil", 16 de fevereiro).
Fabio Rodrigues, professor
Rio de Janeiro, RJ  

A reportagem é sem dúvida uma viagem à cultura coreana, na verificação de costumes, princípios e valores. Foco, disciplina e obstinação são ingredientes importantes na formação do ser humano, mas o excesso é prejudicial e desastroso, como bem mostrou a reportagem. Há que preparar nossas crianças para enfrentar os desafios que virão, mas principalmente para conhecer e desenvolver todas as suas potencialidades.
Ivone Karsten, pedagoga
Jaraguá do Sul, SC  

O caminho das pedras fundado na educação básica de qualidade está mais do que provado em vários países, e a Coréia do Sul só confirma o que se tornou óbvio para quem quiser entender. Em contrapartida, no Brasil vemos um semi-analfabeto ser eleito presidente e assessorado por ministros e outros sem aprofundamento cultural, como bem apontou o filósofo Roberto Romano na mesma edição de VEJA. E viva o Carnaval!
Geraldo Costa
Howell, Missouri, EUA  

Muito interessante o conteúdo da reportagem. Mas parece que foi esquecida a oitava lição – a Coréia também está investindo muito em línguas estrangeiras. Aqui na Europa há muitos estudantes coreanos em cursos de línguas pagos pelo governo e por empresas.
Graça de Oliveira Berger
Amsterdã, Holanda  

Há alguns anos, quando participava de um congresso médico em Seul, na Coréia do Sul, minha atenção foi despertada por um alvoroço que ocorria na avenida. Fui à janela e observei um enorme e festivo corso, com banda de música, foguetes, flores e um carro aberto com jovens acenando para a multidão e milhares de pessoas nas calçadas e nas janelas ovacionando os heróis. Lembrei da recepção que fazemos aos nossos atletas, campeões mundiais de futebol. Por coincidência, a TV estava transmitindo o evento, em inglês. Pude, então, saber que se tratava da recepção a três jovens que haviam vencido na Europa uma competição de matemática, física e não me lembro que outra matéria. A conclusão é óbvia.
José S. Meirelles
São Paulo, SP  

Manifesto minha grande preocupação com a educação no Brasil, pois vejo um presidente que continua ressaltando sua condição de governante que não se formou e o Itamaraty dizendo que o inglês não é tão importante. Será que os coreanos estão desperdiçando tempo em aprender inglês? Será que as pessoas não estão enxergando que o inglês é muito mais importante que o espanhol, a língua oficial da maioria dos países miseráveis do mundo? Mesmo não sendo coreano, e sim descendente de japoneses, manifesto minha grande admiração pela determinação desse povo.
Minoro Hasegawa, engenheiro
Maceió, AL

Não poderia deixar de falar da minha admiração pela competência e eficácia da matéria sobre a revolução educacional na Coréia do Sul. A clareza do texto, os dados e os resultados obtidos naquele país estimulam a reflexão, reenergizando os que acreditam na conquista de uma educação planejada, séria e contundente para todos os brasileiros, indistintamente.
Maria Helena Guimarães de Castro
São Paulo, SP

Foi muito oportuna a publicação em VEJA das reportagens "Sete lições da Coréia para o Brasil"; "Superdotados, mas carentes de atenção"; "Na trilha coreana" e o Ponto de vista, sobre o mesmo assunto, assinado pelo professor Claudio de Moura Castro, um dos mais respeitados especialistas em educação do país. A conhecida má qualidade da educação e sua inadequada oferta ao país formam o entrave-mor no acesso do povo brasileiro a uma vida melhor. A ignorância é o principal problema brasileiro. Lastimavelmente o nacional-socialismo sonhador brasileiro promove injustas campanhas de difamação das escolas particulares, tachando-as de caça-níqueis, vendedoras de diplomas e exploradoras da sociedade... Na Coréia ocorre o contrário. As instituições particulares são valorizadas como verdadeiros patrimônios nacionais. A UniverCidade traduziu o livro A Educação na Coréia 2003-2004, um manancial de exemplos do que um país deve e não deve fazer para chegar ao Primeiro Mundo. Na apresentação da obra, demonstramos a conspiração que atualmente está em curso no Brasil com a entrega das universidades públicas aos sindicatos de funcionários e professores e o desmonte do ensino particular, mediante seu amordaçamento e prisão de algemas. Melhor faria o governo do presidente Lula se transferisse aos estados as atuais instituições federais e decretasse liberdade total para quem deseje empreender em educação superior. Ao MEC caberia a nobre e exclusiva missão de controlar a qualidade do ensino e produzir estatísticas. A UniverCidade distribuirá gratuitamente aos leitores de VEJA que solicitarem os últimos 120 exemplares do livro A Educação na Coréia 2003-2004.
Ronald Guimarães Levinsohn
Reitor da UniverCidade
Rio de Janeiro, RJ

Parabéns pela reportagem sobre educação na Coréia. Acredito que educação é a única saída para entregarmos um país melhor às próximas gerações.
Cássio Casseb Lima
São Paulo, SP

 

Roberto Romano

O obscurantismo, a insensatez, o autoritarismo, a intransigência do PT e seu governo são abordados em todos os seus aspectos de forma crítica, lúcida e coerente pelo brilhante filósofo Roberto Romano (Amarelas, 16 de fevereiro). Espero que contribuições como essa sejam ouvidas e assimiladas pelo presidente Lula e sua equipe. Somente assim poderemos ainda ter esperanças no desenvolvimento social, econômico e cultural do Brasil.
Angelo Sergio Bittencourt
Araxá, MG

Quanto às declarações do senhor Roberto Romano sobre a Itaipu Binacional, gostaria de convidá-lo a visitá-la e conhecê-la e, por conseqüência, fazer a anatomia da nossa administração, evitando assim opiniões equivocadas.
Jorge Samek
Diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional
Por e-mail

 

Tales Alvarenga

O Carnaval de Pernambuco, com destaque a Olinda e ao Recife, com seus ritmos originais é tão tradicional e importante culturalmente como os demais. Aqui, quem constrói o Carnaval são pessoas fantasiadas nas ruas. Triste do recifense que souber alguma coisa sobre o que houve no Sambódromo ("Carnaval virtual", 16 de fevereiro).
Leonardo Rodrigues
Recife, PE

 

Diogo Mainardi

Na coluna "Carnaval é só Carnaval" (16 de fevereiro), Diogo Mainardi deu em poucas e sábias palavras tudo o que antropólogos, sociólogos, psicólogos e outros "ólogos" não conseguem explicar em suas enfadonhas teses sobre o assunto. Inteligente como sempre.
José Carlos de Andrade Werneck
Brasília, DF

Diogo Mainardi espinafra alguns nomes da nossa cultura, principalmente Arnaldo Jabor. Injustiça. Se você, Diogo, acha que as idéias deles "foram enterradas 100 anos atrás", fique sabendo que esse negócio de "Alma não existe. Espírito não existe. Caráter nacional não existe" são idéias tão antigas quanto andar para a frente (mais de 5.000 anos).
Modesto Laruccia
São Paulo, SP

 

Tilden Santiago

Com referência à matéria intitulada "Havana é uma festa" (9 de fevereiro), os funcionários do Quadro do Serviço Exterior do Itamaraty lotados na Embaixada do Brasil em Havana manifestam o mais veemente repúdio à iniciativa dolosa deste órgão da grande imprensa brasileira de tentar denegrir e ridicularizar a pessoa do embaixador Tilden Santiago e a própria atuação da Missão Diplomática brasileira em Cuba. É por motivo de justiça e equanimidade e por obrigação moral que não podemos deixar de informar a VEJA o nosso testemunho conjunto sobre a seriedade, o rigor e a dedicação que marcam o desempenho político-diplomático de Tilden Santiago na direção da embaixada em Havana, onde representa com dignidade, altivez, competência e eficiência o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Estado e o povo brasileiro.
Miguel Gustavo de Paiva Torres,
ministro-conselheiro, mais nove funcionários da embaixada
Havana, Cuba

Gostaria apenas de observar que a iniciativa de enviar mensagem à revista VEJA foi tomada espontaneamente por todos os meus colaboradores do Quadro do Serviço Exterior Brasileiro, que participam diariamente do trabalho firme, amplo e profundo que está sendo realizado pelo chanceler Celso Amorim à frente do Itamaraty e por esta embaixada para a inserção estratégica do Brasil nas Américas e no mundo.
Tilden Santiago
Embaixador do Brasil em Cuba
Havana, Cuba

 

Fotografia

Chamou-me bastante a atenção a reportagem "Encarando a morte" (16 de fevereiro). Independentemente das razões que motivaram a realização do livro Viver Novamente Antes da Morte, a sensibilidade e o respeito sobressaem, dando, apesar do tema, um caráter delicado ao trabalho. A civilização ocidental, lamentavelmente, desenvolveu-se construindo defesas psicológicas contra tudo aquilo que "incomoda", incluindo a dor mental, esta de fundamental importância para que a estruturação da personalidade se dê.
Doutor Adalberto A. Goulart
Diretor de publicações da Associação Brasileira de Psicanálise
Aracaju, SE

 

André Petry

Não é verdadeiro afirmar que "o governo do estado de São Paulo não paga um precatório há anos...", como sugere o competente articulista (André Petry, 9 de fevereiro). Nos últimos anos, o estado de São Paulo tem se empenhado em pagar os precatórios e destina cerca de 2% de sua receita corrente líquida para o adimplemento desses títulos. O valor pago em 2004 foi de 1,17 bilhão de reais, maior que o estimado no orçamento, que era de 1,05 bilhão. Em 2003, foram pagos 825.122.252,54 reais. Já em 2002, foi pago mais de 1 bilhão. É importante registrar que, por força dos mandamentos constitucionais, o estado possui outras despesas, como as vinculadas a saúde e educação, por exemplo. Assim, apenas com modificações advindas da atuação do Congresso Nacional é que o estado de São Paulo poderá destinar mais recursos para o pagamento de precatórios.
Marialice Dias Gonçalves
Assessora de imprensa da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SP)
São Paulo, SP

 

Izabel e Che

Izabel na foto da reportagem de 1970: banho de rio com Che

A leitora Izabel Bacelar escreveu a VEJA para fazer um apelo: "Em 1970, em Tefé, no Amazonas, fui entrevistada por repórteres de VEJA por ter conhecido Che Guevara e jogado bola com ele. Ajudem-me a resgatar esse fato para que eu possa comprovar a todos". Izabel, hoje com 55 anos, quatro filhos e três netos, é assistente social em Manaus. Há 32 anos a família e os amigos duvidam da veracidade da história. A reportagem "O fantasma do Che" (21 de outubro de 1970), publicada três anos após a morte do lendário guerrilheiro, traz o relato do comerciante libanês Jorge Resala, que teria sido atendido por um médico, o doutor Ramon, de passagem pela cidade, que depois reconheceu em fotos como sendo Che. Izabel é citada: "Era um gringo de pouca barba que usava roupas cáqui e gostava de crianças. Tomamos banho na praia em frente ao convento", conta ela na reportagem. A história era muito difícil de engolir, mas a matéria diz que companheiros do guerrilheiro afirmaram, depois de sua morte, que, vindo do Congo, na África, Guevara desembarcou em Viracopos, em Campinas, de onde foi para Corumbá, em Mato Grosso, sendo bem possível que tivesse estado em Tefé antes de encontrar a morte nas selvas da Bolívia. A informação confere credibilidade à história de Izabel e Resala.

 

Liberdade guiando o povo


Reprodução Museu do Louvre

Alguns leitores escreveram perguntando o nome do quadro que ilustrou a capa da última edição de VEJA e seu autor. Conforme publicado na pág. 32 daquela edição, trata-se da tela Liberdade Guiando o Povo, do francês Eugène Delacroix (1798-1863). O quadro, pintado em 1830, comemora a revolução liberal que derrubou Carlos X e levou ao trono Luís Felipe, o "rei burguês". Pertence ao acervo do Museu do Louvre, em Paris.

 

 
 
 
 
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