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Cartas
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"Lendo VEJA de olhos bem abertos,
o semi-analfabeto governo brasileiro despertará para
a revolução educacional."
Thiago Hausner de Macedo
Pedralva, MG |
Coréia do Sul
VEJA corajosamente tornou pública a
falência do sistema educacional brasileiro, que não
investe o necessário no ensino fundamental para garantir
ao país sua soberania e sua ascensão ao universo dos
desenvolvidos, além da política impiedosa, controladora
e retrógrada que geriu os princípios postulados na
reforma universitária. Enquanto o governo Lula não
enxergar que o alardeado desenvolvimento somente será conquistado
com investimentos a longo prazo em educação e com
a nomeação de intelectuais para a área por
mérito e não por alianças partidárias,
seremos apenas uma nação pseudodemocrática,
que permite a mediocridade educacional para todos ("7 lições
da Coréia para o Brasil", 16 de fevereiro).
Fabio Rodrigues, professor
Rio de Janeiro, RJ
A reportagem é sem dúvida uma
viagem à cultura coreana, na verificação de
costumes, princípios e valores. Foco, disciplina e obstinação
são ingredientes importantes na formação do
ser humano, mas o excesso é prejudicial e desastroso, como
bem mostrou a reportagem. Há que preparar nossas crianças
para enfrentar os desafios que virão, mas principalmente
para conhecer e desenvolver todas as suas potencialidades.
Ivone Karsten, pedagoga
Jaraguá do Sul, SC
O caminho das pedras fundado na educação
básica de qualidade está mais do que provado em vários
países, e a Coréia do Sul só confirma o que
se tornou óbvio para quem quiser entender. Em contrapartida,
no Brasil vemos um semi-analfabeto ser eleito presidente e assessorado
por ministros e outros sem aprofundamento cultural, como bem apontou
o filósofo Roberto Romano na mesma edição de
VEJA. E viva o Carnaval!
Geraldo Costa
Howell, Missouri, EUA
Muito interessante o conteúdo da reportagem.
Mas parece que foi esquecida a oitava lição
a Coréia também está investindo muito em línguas
estrangeiras. Aqui na Europa há muitos estudantes coreanos
em cursos de línguas pagos pelo governo e por empresas.
Graça de Oliveira Berger
Amsterdã, Holanda
Há alguns anos, quando participava
de um congresso médico em Seul, na Coréia do Sul,
minha atenção foi despertada por um alvoroço
que ocorria na avenida. Fui à janela e observei um enorme
e festivo corso, com banda de música, foguetes, flores e
um carro aberto com jovens acenando para a multidão e milhares
de pessoas nas calçadas e nas janelas ovacionando os heróis.
Lembrei da recepção que fazemos aos nossos atletas,
campeões mundiais de futebol. Por coincidência, a TV
estava transmitindo o evento, em inglês. Pude, então,
saber que se tratava da recepção a três jovens
que haviam vencido na Europa uma competição de matemática,
física e não me lembro que outra matéria. A
conclusão é óbvia.
José S. Meirelles
São Paulo, SP
Manifesto minha grande preocupação
com a educação no Brasil, pois vejo um presidente
que continua ressaltando sua condição de governante
que não se formou e o Itamaraty dizendo que o inglês
não é tão importante. Será que os coreanos
estão desperdiçando tempo em aprender inglês?
Será que as pessoas não estão enxergando que
o inglês é muito mais importante que o espanhol, a
língua oficial da maioria dos países miseráveis
do mundo? Mesmo não sendo coreano, e sim descendente de japoneses,
manifesto minha grande admiração pela determinação
desse povo.
Minoro Hasegawa, engenheiro
Maceió, AL
Não poderia deixar de falar da minha
admiração pela competência e eficácia
da matéria sobre a revolução educacional na
Coréia do Sul. A clareza do texto, os dados e os resultados
obtidos naquele país estimulam a reflexão, reenergizando
os que acreditam na conquista de uma educação planejada,
séria e contundente para todos os brasileiros, indistintamente.
Maria Helena Guimarães de Castro
São Paulo, SP
Foi muito oportuna a publicação
em VEJA das reportagens "Sete lições da Coréia
para o Brasil"; "Superdotados, mas carentes de atenção";
"Na trilha coreana" e o Ponto de vista, sobre o mesmo assunto, assinado
pelo professor Claudio de Moura Castro, um dos mais respeitados
especialistas em educação do país. A conhecida
má qualidade da educação e sua inadequada oferta
ao país formam o entrave-mor no acesso do povo brasileiro
a uma vida melhor. A ignorância é o principal problema
brasileiro. Lastimavelmente o nacional-socialismo sonhador brasileiro
promove injustas campanhas de difamação das escolas
particulares, tachando-as de caça-níqueis, vendedoras
de diplomas e exploradoras da sociedade... Na Coréia ocorre
o contrário. As instituições particulares são
valorizadas como verdadeiros patrimônios nacionais. A UniverCidade
traduziu o livro A Educação na Coréia 2003-2004,
um manancial de exemplos do que um país deve e não
deve fazer para chegar ao Primeiro Mundo. Na apresentação
da obra, demonstramos a conspiração que atualmente
está em curso no Brasil com a entrega das universidades públicas
aos sindicatos de funcionários e professores e o desmonte
do ensino particular, mediante seu amordaçamento e prisão
de algemas. Melhor faria o governo do presidente Lula se transferisse
aos estados as atuais instituições federais e decretasse
liberdade total para quem deseje empreender em educação
superior. Ao MEC caberia a nobre e exclusiva missão de controlar
a qualidade do ensino e produzir estatísticas. A UniverCidade
distribuirá gratuitamente aos leitores de VEJA que solicitarem
os últimos 120 exemplares do livro A Educação
na Coréia 2003-2004.
Ronald Guimarães Levinsohn
Reitor da UniverCidade
Rio de Janeiro, RJ
Parabéns pela reportagem sobre educação
na Coréia. Acredito que educação é a
única saída para entregarmos um país melhor
às próximas gerações.
Cássio Casseb Lima
São Paulo, SP
Roberto Romano
O obscurantismo, a insensatez, o autoritarismo,
a intransigência do PT e seu governo são abordados
em todos os seus aspectos de forma crítica, lúcida
e coerente pelo brilhante filósofo Roberto Romano (Amarelas,
16 de fevereiro). Espero que contribuições como essa
sejam ouvidas e assimiladas pelo presidente Lula e sua equipe. Somente
assim poderemos ainda ter esperanças no desenvolvimento social,
econômico e cultural do Brasil.
Angelo Sergio Bittencourt
Araxá, MG
Quanto às declarações
do senhor Roberto Romano sobre a Itaipu Binacional, gostaria de
convidá-lo a visitá-la e conhecê-la e, por conseqüência,
fazer a anatomia da nossa administração, evitando
assim opiniões equivocadas.
Jorge Samek
Diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional
Por e-mail
Tales Alvarenga
O Carnaval de Pernambuco, com destaque a Olinda
e ao Recife, com seus ritmos originais é tão tradicional
e importante culturalmente como os demais. Aqui, quem constrói
o Carnaval são pessoas fantasiadas nas ruas. Triste do recifense
que souber alguma coisa sobre o que houve no Sambódromo ("Carnaval
virtual", 16 de fevereiro).
Leonardo Rodrigues
Recife, PE
Diogo Mainardi
Na coluna "Carnaval é só Carnaval"
(16 de fevereiro), Diogo Mainardi deu em poucas e sábias
palavras tudo o que antropólogos, sociólogos, psicólogos
e outros "ólogos" não conseguem explicar em suas enfadonhas
teses sobre o assunto. Inteligente como sempre.
José Carlos de Andrade Werneck
Brasília, DF
Diogo Mainardi espinafra alguns nomes da nossa
cultura, principalmente Arnaldo Jabor. Injustiça. Se você,
Diogo, acha que as idéias deles "foram enterradas 100 anos
atrás", fique sabendo que esse negócio de "Alma não
existe. Espírito não existe. Caráter nacional
não existe" são idéias tão antigas quanto
andar para a frente (mais de 5.000 anos).
Modesto Laruccia
São Paulo, SP
Tilden Santiago
Com referência à matéria
intitulada "Havana é uma festa" (9 de fevereiro), os funcionários
do Quadro do Serviço Exterior do Itamaraty lotados na Embaixada
do Brasil em Havana manifestam o mais veemente repúdio à
iniciativa dolosa deste órgão da grande imprensa brasileira
de tentar denegrir e ridicularizar a pessoa do embaixador Tilden
Santiago e a própria atuação da Missão
Diplomática brasileira em Cuba. É por motivo de justiça
e equanimidade e por obrigação moral que não
podemos deixar de informar a VEJA o nosso testemunho conjunto sobre
a seriedade, o rigor e a dedicação que marcam o desempenho
político-diplomático de Tilden Santiago na direção
da embaixada em Havana, onde representa com dignidade, altivez,
competência e eficiência o governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, o Estado e o povo brasileiro.
Miguel Gustavo de Paiva Torres,
ministro-conselheiro, mais nove funcionários da embaixada
Havana, Cuba
Gostaria apenas de observar que a iniciativa
de enviar mensagem à revista VEJA foi tomada espontaneamente
por todos os meus colaboradores do Quadro do Serviço Exterior
Brasileiro, que participam diariamente do trabalho firme, amplo
e profundo que está sendo realizado pelo chanceler Celso
Amorim à frente do Itamaraty e por esta embaixada para a
inserção estratégica do Brasil nas Américas
e no mundo.
Tilden Santiago
Embaixador do Brasil em Cuba
Havana, Cuba
Fotografia
Chamou-me bastante a atenção
a reportagem "Encarando a morte" (16 de fevereiro). Independentemente
das razões que motivaram a realização do livro
Viver Novamente Antes da Morte, a sensibilidade e o respeito
sobressaem, dando, apesar do tema, um caráter delicado ao
trabalho. A civilização ocidental, lamentavelmente,
desenvolveu-se construindo defesas psicológicas contra tudo
aquilo que "incomoda", incluindo a dor mental, esta de fundamental
importância para que a estruturação da personalidade
se dê.
Doutor Adalberto A. Goulart
Diretor de publicações da Associação
Brasileira de Psicanálise
Aracaju, SE
André Petry
Não é verdadeiro afirmar que
"o governo do estado de São Paulo não paga um precatório
há anos...", como sugere o competente articulista (André
Petry, 9 de fevereiro). Nos últimos anos, o estado de São
Paulo tem se empenhado em pagar os precatórios e destina
cerca de 2% de sua receita corrente líquida para o adimplemento
desses títulos. O valor pago em 2004 foi de 1,17 bilhão
de reais, maior que o estimado no orçamento, que era de 1,05
bilhão. Em 2003, foram pagos 825.122.252,54 reais. Já
em 2002, foi pago mais de 1 bilhão. É importante registrar
que, por força dos mandamentos constitucionais, o estado
possui outras despesas, como as vinculadas a saúde e educação,
por exemplo. Assim, apenas com modificações advindas
da atuação do Congresso Nacional é que o estado
de São Paulo poderá destinar mais recursos para o
pagamento de precatórios.
Marialice Dias Gonçalves
Assessora de imprensa da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SP)
São Paulo, SP
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Izabel e Che
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| Izabel na foto da reportagem de
1970: banho de rio com Che |
A leitora Izabel Bacelar escreveu a VEJA
para fazer um apelo: "Em 1970, em Tefé, no Amazonas,
fui entrevistada por repórteres de VEJA por ter
conhecido Che Guevara e jogado bola com ele. Ajudem-me
a resgatar esse fato para que eu possa comprovar a todos".
Izabel, hoje com 55 anos, quatro filhos e três
netos, é assistente social em Manaus. Há
32 anos a família e os amigos duvidam da veracidade
da história. A reportagem "O fantasma do Che"
(21 de outubro de 1970), publicada três anos após
a morte do lendário guerrilheiro, traz o relato
do comerciante libanês Jorge Resala, que teria
sido atendido por um médico, o doutor Ramon,
de passagem pela cidade, que depois reconheceu em fotos
como sendo Che. Izabel é citada: "Era um gringo
de pouca barba que usava roupas cáqui e gostava
de crianças. Tomamos banho na praia em frente
ao convento", conta ela na reportagem. A história
era muito difícil de engolir, mas a matéria
diz que companheiros do guerrilheiro afirmaram, depois
de sua morte, que, vindo do Congo, na África,
Guevara desembarcou em Viracopos, em Campinas, de onde
foi para Corumbá, em Mato Grosso, sendo bem possível
que tivesse estado em Tefé antes de encontrar
a morte nas selvas da Bolívia. A informação
confere credibilidade à história de Izabel
e Resala.
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Liberdade guiando o povo
Reprodução
Museu do Louvre
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Alguns leitores escreveram perguntando
o nome do quadro que ilustrou a capa da última
edição de VEJA e seu autor. Conforme publicado
na pág. 32 daquela edição, trata-se
da tela Liberdade Guiando o Povo, do francês
Eugène Delacroix (1798-1863). O quadro, pintado
em 1830, comemora a revolução liberal
que derrubou Carlos X e levou ao trono Luís Felipe,
o "rei burguês". Pertence ao acervo do Museu do
Louvre, em Paris.
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