Edição 1 637 - 23/2/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Veja recomenda

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Lauro Jardim

Chico
– E pra vocês, é a quarta ou quinta lua-de-mel?

 

GOVERNO

Xadrez

FHC está em plena operação de isolamento do PFL. Para mais adiante, quem sabe, trazer de volta o partido para seu colo. Só que mais manso.

Tempo quente

Briga definitiva não haverá. Mas é flagrante que os armistícios entre FHC e ACM estão durando cada vez menos tempo.

Passaporte indígena

O presidente da Funai, Carlos Marés, tentou restringir a entrada de funcionários do governo em reservas indígenas. Eles somente poderiam entrar lá com autorização dos índios – uma espécie de passaporte indígena. A idéia sofreu bombardeios de setores civis e militares do Planalto. Marés lembrou que isso poderia causar estragos na imagem do Brasil no exterior. "Maior estrago que a demissão do indigenista Orlando Villas-Boas é impossível", respondeu um de seus interlocutores.

Falando fino

Tem ministro de FHC achando que o governo brasileiro está falando mais fino do que poderia com os Estados Unidos na discussão sobre a nova sobretaxa do aço brasileiro.

 

ECONOMIA

Shell no spa

A Shell está negociando com a italiana Agip a venda de 350 postos de gasolina em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É negócio de gente grande. Envolve quase 10% do total de postos que a Shell possui no Brasil. A matriz mandou a filial brasileira pisar no freio na área de distribuição. Não agüenta mais concorrer com as pequenas distribuidoras, que sonegam impostos escandalosamente.

Todo mundo na rede

Aloysio Faria, dono do Banco Alfa, também quer tirar uma casquinha dos ovos de ouro da internet. Acaba de comprar por 30 milhões de reais um site de turismo e entretenimento. Faria é aquele banqueiro que vendeu o Real por 2 bilhões de reais há dois anos.

 

PRIVATIZAÇÃO

Jogo duro para largar o osso

Na época da privatização das companhias elétricas brasileiras, os franceses vieram aqui e alegremente foram às compras. A estatal EDF é hoje sócia da Light, no Rio, e da Metropolitana, em São Paulo. Mas lá fora a música toca em outro diapasão. O Congresso francês acaba de flexibilizar em 30% o monopólio da EDF no país. Mas só para os grandes usuários – isto é, megaempresas. Nas residências, o monopólio estatal continuará intocado. O que vale para cá não vale para lá.

Esperar para ver

Está em curso, sim, uma negociação entre o Bradesco e o BNDES para que o bancão oficial vire sócio do bancão privado em algumas de suas empresas não financeiras. Mas o presidente do BNDES, Andrea Calabi, jura de pés juntos que nenhuma operação a ser feita significará que o Bradesco vai receber um mísero real que o ajude mesmo que indiretamente na privatização do Banespa.

 

AVIAÇÃO

Rolo sem fim

A Tombo, uma empresa americana de leasing, foi à Justiça na semana passada pedir de volta uma turbina e dois MD-11 (SPD e SPE) da Vasp. Wagner Canhedo, mais uma vez, pegou, mas não pagou.

Com ele, não

FHC confidenciou a um interlocutor que não vai botar mais um tostão para reestruturar a Vasp enquanto Wagner Canhedo estiver no comando da empresa.

 

TELEVISÃO

Cachimbo da paz

Os americanos do HMTF, o fundo de investimentos que controla o futebol do Corinthians e do Cruzeiro, procuraram a Rede Globo para conversar. Querem negócio. Nos últimos meses, ambos travaram uma tensa guerra de bastidores. De um lado, o HMTF se preparava para tirar da Globo o televisionamento dos jogos dos dois clubes (e de outros que pretende levar para debaixo de seu chapéu). A emissora carioca, por sua vez, jogava todo seu poderio para empinar a discussão sobre a MP do governo que veta a uma empresa botar a mão forte em mais de um time.

 

INDÚSTRIA FONOGRÁFICA

Imune à pirataria

Atordoada pela onda de pirataria que derrubou o mercado brasileiro nos últimos anos, as gravadoras estão abrindo novos mercados para ganhar algum fôlego. Um dos setores que mais crescem é o de "projetos especiais" – jargão da indústria fonográfica para aqueles discos feitos especialmente para as grandes empresas distribuírem a seus clientes. Hoje, um a cada dez CDs fabricados no país tem esse fim. E é um mercado em que não há risco de pirataria. Recentemente, o sabão em pó Ariel fechou com a Universal (líder desse segmento) um pacote de 600.000 CDs. É muito mais do que venderam em seu último disco Gal Costa, Chico Buarque ou Gilberto Gil.

Em perigo

Maristela Colucci
Jubarte no litoral brasileiro: ameaça


O Brasil é um dos países que mais se empenham para manter a proibição da caça à baleia. Do outro lado do front está o Japão, que tem a simpatia de países caribenhos e africanos. Um novo round nessa briga está marcado para abril, no Quênia. Ali, os países decidirão se a proibição do comércio internacional de carne de baleia fica de pé. Seria o primeiro passo para a liberação da caça – e nesse caso de nada adiantará a lei brasileira, que a proíbe. As baleias que fazem a alegria de turistas no Nordeste passam boa parte do ano em águas internacionais. A posição do Brasil não é apenas de bom samaritano: toda vez que uma jubarte levanta a cauda por aqui, tilintam as máquinas registradoras do ecoturismo.

Colaborou Julio Cesar de Barros