Fernando Vivas
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AS
DÍVIDAS
PODEM SUMIR
Com a alta do petróleo, o Banco
Central resolveu leiloar a Conepar, a holding de petroquímicas
baiana. A decisão apressa a solução do
imbróglio envolvendo Ângelo Calmon de Sá,
o ex-dono do banco Econômico. Dono de 53% das ações
da Conepar, Calmon deve levar cerca de 300 milhões de
dólares na venda. O dinheiro obrigatoriamente deve ser
usado para abater as dívidas da liquidação
do Econômico, que giram em torno de 1 bilhão de
dólares. Calmon calcula que, depois da venda da Conepar,
vai livrar-se de todas as dívidas até o fim de
2001.
OURO
NO PATROCÍNIO
Pela primeira vez, os investimentos
olímpicos da iniciativa privada serão maiores
que os públicos. O Comitê Olímpico Brasileiro
multiplicou por seis a verba das empresas. Ponto para o presidente
do COB, Carlos Arthur Nuzman.
Roberto
Jayme
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PILOTO
NO MUNDO
DA LUA
A empresa de segurança do ex-campeão
de automobilismo Nelson Piquet está sendo questionada
pelos concorrentes porque ganhou contratos públicos sem
participar de licitação. Para ter essa vantagem,
Piquet alegou ser o único a rastrear caminhões
e carros com um satélite de órbita a 36.000 quilômetros
de altitude. Os concorrentes, com satélites que ficam
a 800 quilômetros de altura, garantem que essa diferença
não muda a qualidade do serviço.
Raul
Junior
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NOTÍCIA
RUIM A GENTE ESCONDE
O secretário Andrea Matarazzo
assumiu a coordenação da publicidade oficial dizendo
que iria gastar menos na divulgação dos atos do
governo Fernando Henrique Cardoso. Quanto ele está gastando?
Dizem que o governo federal torra 600 milhões de reais,
talvez 700, dependendo de quem faz a estimativa. Perguntado
sobre os números, Andrea candidamente informa que gastará
neste ano pouco mais de 95 milhões de reais. O truque:
ele soma apenas as despesas publicitárias dos ministérios.
Quanto ao gasto das estatais, o grosso do bolão, o homem
fica mudo.

Editado por Thomas Traumann.
Colaboraram Cristine Prestes, Tiago Oliveira e Viviane
Kulczynski