Edição 1 637 - 23/2/2000

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Fernando Vivas

AS DÍVIDAS PODEM SUMIR

Com a alta do petróleo, o Banco Central resolveu leiloar a Conepar, a holding de petroquímicas baiana. A decisão apressa a solução do imbróglio envolvendo Ângelo Calmon de Sá, o ex-dono do banco Econômico. Dono de 53% das ações da Conepar, Calmon deve levar cerca de 300 milhões de dólares na venda. O dinheiro obrigatoriamente deve ser usado para abater as dívidas da liquidação do Econômico, que giram em torno de 1 bilhão de dólares. Calmon calcula que, depois da venda da Conepar, vai livrar-se de todas as dívidas até o fim de 2001.

 

OURO NO PATROCÍNIO

Pela primeira vez, os investimentos olímpicos da iniciativa privada serão maiores que os públicos. O Comitê Olímpico Brasileiro multiplicou por seis a verba das empresas. Ponto para o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

 

Roberto Jayme

PILOTO NO MUNDO
DA LUA

A empresa de segurança do ex-campeão de automobilismo Nelson Piquet está sendo questionada pelos concorrentes porque ganhou contratos públicos sem participar de licitação. Para ter essa vantagem, Piquet alegou ser o único a rastrear caminhões e carros com um satélite de órbita a 36.000 quilômetros de altitude. Os concorrentes, com satélites que ficam a 800 quilômetros de altura, garantem que essa diferença não muda a qualidade do serviço.

 

Raul Junior

NOTÍCIA RUIM A GENTE ESCONDE

O secretário Andrea Matarazzo assumiu a coordenação da publicidade oficial dizendo que iria gastar menos na divulgação dos atos do governo Fernando Henrique Cardoso. Quanto ele está gastando? Dizem que o governo federal torra 600 milhões de reais, talvez 700, dependendo de quem faz a estimativa. Perguntado sobre os números, Andrea candidamente informa que gastará neste ano pouco mais de 95 milhões de reais. O truque: ele soma apenas as despesas publicitárias dos ministérios. Quanto ao gasto das estatais, o grosso do bolão, o homem fica mudo.

Editado por Thomas Traumann. Colaboraram Cristine Prestes, Tiago Oliveira e Viviane Kulczynski