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Edição 2044

23 de janeiro de 2008
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Todos os meses, mais de 4 milhões de brasileiros acessam sites relacionados à saúde*. Nem tudo o que encontram, porém, tem respaldo científico. A seguir, especialistas receitam como encontrar informações confiáveis na rede.

• Verifique quando o site foi atualizado pela última vez. O ideal é que a data esteja disponível na página principal. Seções de notícias também podem indicar a freqüência de atualizações. A medicina evolui rapidamente e algumas informações – sobre tratamentos e remédios, por exemplo – ficam ultrapassadas

• Procure referências sobre os responsáveis pelo conteúdo da página. Autores com especializações no assunto tratado e vínculo com instituições de pesquisa reconhecidas garantem maior credibilidade. Prefira os sites que não têm patrocinadores comerciais interessados no tema discutido. As chances de encontrar informações parciais são menores

• Discuta com um médico as informações encontradas na internet. Mesmo estudos científicos sérios e conclusivos podem não ser aplicáveis ao seu caso. Isso porque detalhes como a amostra pesquisada ou o número de evidências semelhantes na literatura médica podem definir quanto um novo estudo é, de fato, relevante para o paciente. Leigos raramente conhecem ou prestam atenção a esses dados. Ouvir um especialista evita sustos à toa e tratamentos inadequados

*Dado Ibope/Net Ratings

 

Maurilo Clareto

 

Em 2005, a professora Edila de Camillis Grecco, 52 anos, descobriu um câncer de pele. Durante o tratamento, ela usou a internet como extensão do consultório médico. Buscava explicações de termos técnicos dos exames e novas pesquisas sobre a doença. "Encontrei informações valiosas, mas muita bobagem também. Meu médico me ajudou a filtrá-las", conta.

 

Vale a pena acessar

Os médicos Carlos Campos, da Unifesp, e Chao Wen, da USP, indicam bons sites nacionais sobre saúde.

Sociedade Brasileira de Cardiologia
(www.cardiol.br)
Por que é bom: o carimbo das associações médicas costuma ser uma garantia de credibilidade para sites de saúde. O de cardiologia traz cartilhas sobre prevenção e tratamento de doenças do coração, a principal causa de morte no país. Há seções interativas, como testes para avaliar os riscos de o indivíduo sofrer um infarto

 

Ministério da Saúde – portal do Cidadão
(www.saude.gov.br/cidadao)
Por que é bom: feito para leigos, o site tem linguagem acessível. Apresenta vídeos do médico Drauzio Varella com dicas para evitar e tratar as doenças mais comuns, áreas temáticas como "saúde da mulher" e "saúde da criança" e acesso à Biblioteca Virtual em Saúde

 

Bireme
(www.bireme.br)
Por que é bom: a biblioteca da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) permite a busca de artigos em bases de dados que reúnem as principais publicações científicas sobre saúde do mundo. Os artigos encontrados passaram pelo crivo de bancas especializadas antes de ser publicados nos periódicos

Especialistas consultados: Ana Luisa Hofling-Lima (da Unifesp), Anthony Wong (do Hospital das Clínicas), Cristina Abdalla (do Hospital Sírio-Libanês), Letícia Salgueiro Sayeg (do Hospital Sírio-Libanês), Luiz Henrique Gebrim (do Hospital Pérola Byington), Mauro Campos (da Unifesp), Meire Parada (da Unifesp) e Ovandir Alves Silva (do Instituto Brasileiro de Estudos Toxicológicos e Farmacológicos)

Com reportagem de Camila Pereira, Marcos Todeschini e Noelly Russo

 




 

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