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Edição 1 735 - 23 de janeiro de 2002
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Folia e lazer em alto-mar

Brincar o Carnaval não é necessariamente um programa para ser feito em terra firme. Existem várias opções para quem prefere embarcar em um cruzeiro marítimo que garante lazer, belas paisagens e festa todos os dias. Com cerca de 2.000 reais é possível fazer uma viagem de uma semana pela costa brasileira. Os foliões ainda podem aproveitar o roteiro e curtir o Carnaval no Rio de Janeiro ou em Salvador. O navio Costa Tropicale, por exemplo, fará uma escala de dois dias na Bahia. Com 247 dólares, o passageiro recebe um abadá para sair duas noites atrás do bloco Cheiro de Amor.

 

 

 

Um emagrecedor, legal, à base de chá

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão há duas semanas dos produtos da marca Coscarque, fabricados pela empresa Krys Belt do Brasil. Os supostos medicamentos naturais nunca foram registrados no Ministério da Saúde e estavam sendo vendidos ilegalmente. Em compensação, os adeptos da fitoterapia têm uma alternativa legalizada para ajudar no controle do peso. A agência aprovou a comercialização no Brasil de um fitoterápico emagrecedor que já é vendido em 67 países, o Reduce Fat Fast. À base de chá verde e chá de Java, uma planta oriental, o medicamento age na diminuição do apetite e acelera a queima de gordura durante as atividades físicas sem provocar efeitos colaterais.

 

Mais ômega 3

Pesquisadores das universidades de São Paulo e Federal do Paraná constataram que, além de prevenir doenças cardíacas, o ácido graxo ômega 3 ajuda na prevenção e no tratamento do câncer. Observou-se que doentes terminais que receberam dieta rica em ômega 3, com muito peixe, por exemplo, tiveram sobrevida prolongada. Mais nutridos, os pacientes perdem menos peso e apresentam grau menor de debilidade.

 

Menos dores agudas

A solução para dores agudas pode estar num processo de manipulação genética. Cientistas da Universidade de Toronto fizeram um estudo com um gene chamado Dream, que seria o responsável pela modulação da intensidade das dores. Os especialistas perceberam que, sem esse gene, ratos produzem maior quantidade de uma substância conhecida como dinorfina, que reduz a sensibilidade à dor.

 

BOA NOTÍCIA

Maçã ajuda a respirar

Jorge Butsuem


De acordo com pesquisa da Universidade do Colorado, a ingestão de cinco maçãs por semana melhora consideravelmente a capacidade respiratória. O estudo, realizado com 2.512 pessoas, constatou que os adeptos de uma dieta rica em maçã têm menor grau de oxidação das paredes dos pulmões. Isso melhora o desempenho do órgão na aspiração do ar. As propriedades antioxidantes da fruta também protegem os pulmões dos efeitos da fumaça. As duas características beneficiam especialmente os fumantes passivos.

 

MÁ NOTÍCIA

Gravidez e medicamentos

Um estudo da Boston University School of Public Health, do Estado americano de Massachusetts, informa que o uso indiscriminado de medicamentos contra resfriado durante o período de gestação aumenta em até três vezes os riscos de a criança desenvolver no útero materno uma doença chamada gastrosquise – um tipo de má-formação congênita que causa uma fenda abdominal pela qual acabam expostos os órgãos do feto. A pesquisa foi realizada com base na análise de cerca de 800 casos nos Estados Unidos e no Canadá, durante os anos de 1995 a 1998.

 

A estabilidade aos 40

Boa parte dos executivos treme nas bases com a ameaça da demissão quando passa dos 40 anos. As consultorias de recolocação estão lotadas de profissionais nessa faixa etária, e não é por acaso. Fica bem mais barato para as empresas contratar jovens recém-saídos da universidade, cheios de fôlego e exigência salarial menor. Em tempos de enxugamento de custos, muitas não hesitam em fazer a troca. O setor industrial, no entanto, parece ser um dos últimos oásis dos executivos quarentões. Por exigirem alto grau de conhecimento técnico, as indústrias continuam valorizando a experiência como o maior diferencial de um candidato a cargo de comando. Nas corporações do setor, são maiores as chances de continuar bem empregado até a aposentadoria. Essa realidade atípica se reflete no universo dos caçadores de talento. Na subsidiária brasileira da Korn/Ferry, uma das maiores consultorias de recrutamento de executivos do mundo, 63% dos contratados para o setor industrial no ano passado tinham mais de 40 anos – índice muito superior ao dos demais setores. "As indústrias são mais estáveis como empregadoras porque detestam correr riscos e trabalham a longo prazo", diz a vice-presidente da Korn/Ferry, Gladys Zrncevich. De nada adianta, no entanto, fazer uma carreira longe da indústria e tentar mudar para o setor aos 40 anos. "Para ser de fato cobiçado é preciso criar reputação de especialista, e isso exige bons anos de trabalho", ressalta Gladys.

 

Para contar no bar: morrer de medo

Morrer de medo não é apenas força de expressão. Tem gente que morre mesmo de medo. Ou melhor, morre do coração por causa do medo. A relação entre medo e infarto é chamada de efeito Baskerville, em alusão à novela O Cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle, na qual o personagem principal, sir Charles Baskerville, morre de ataque cardíaco ao ser atacado por um cachorro. Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram 47 milhões de atestados de ocidentais que morreram entre 1973 e 1998, mais 200.000 documentos de óbito de chineses e japoneses residentes nos Estados Unidos. Em milhares de casos, o medo foi um fator que contribuiu para a morte. Uma particularidade levou os estudiosos a concluir também que a superstição, o medo do inexplicável, também tem alguma relação com uma parcela das mortes. Os orientais, por exemplo, consideram o 4 o número da morte. Dito e feito: no quarto dia de cada mês, a quantidade de orientais que morreram vítimas de doença do coração é quase 30% maior que nos demais dias.

 

Editado por Cley Scholz.
Colaboraram Thays Aldrighe,
Maurício Oliveira e Leonardo Coutinho
e-mail: parausar@abril.com.br



 
 
   
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