Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 735 - 23 de janeiro de 2002
Geral Aviação
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

A arquitetura da nova loja da Prada em Nova York
Pilotos amadores se divertem fazendo trilha
Busca por segurança incrementa negócio de táxi aéreo
Sul-coreanos assumem gosto pela carne de cachorro

O estilo e a contusão de cada atleta
Embalagens trarão imagem dos males causados pelo cigarro
As faces da miséria brasileira

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
VEJA on-line
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Caro, mas na hora

Procura por táxis aéreos aumentou
no Brasil depois dos atentados
terroristas nos EUA

Rosana Zakabi

 
Oscar Cabral

Táxis aéreos em São Paulo: o passageiro chega em cima da hora e o vôo não atrasa

Nas primeiras semanas depois dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, as empresas aéreas mergulharam em séria crise econômica, e o número de passageiros despencou no mundo todo. No Brasil, quem podia pagar optou por voar de táxi aéreo, pois nesse meio de transporte o risco de atentado é desprezível. A situação dos vôos de carreira já está praticamente normalizada, mas muitas companhias multinacionais, instituições financeiras e escritórios de advocacia que tinham experimentado os aviões de aluguel tomaram gosto pelo serviço. A procura por vôos fretados aumentou 20% nos últimos três meses e os sinais são de que a demanda tende a continuar em alta. O que pesa na decisão de fretar um avião agora já não é tanto a preocupação com segurança, mas a agilidade no embarque e desembarque. Depois dos ataques terroristas dobraram as medidas preventivas nos aeroportos brasileiros. Hoje, o passageiro precisa chegar com duas horas de antecedência para os vôos domésticos e três horas para os internacionais. As inspeções mais rigorosas na bagagem e nas aeronaves muitas vezes atrasam a decolagem em quarenta minutos. No caso de um jato executivo, o vôo sai na hora marcada, o passageiro chega ao aeroporto quinze minutos antes e não entra em fila.


Com 500 empresas e cerca de 1 200 aviões, o Brasil está entre os cinco países com maior número de táxis aéreos

Fretar uma aeronave não sai barato, em comparação aos vôos comerciais. O quilômetro voado custa em média 10 reais num jatinho executivo. O trajeto ida e volta de São Paulo ao Rio de Janeiro fica em torno de 7.000 reais, doze vezes mais que uma passagem comum na ponte aérea. Os modelos mais usados de jatos executivos transportam entre seis e oito pessoas – nesse caso, pode-se levar a equipe inteira por um preço per capita que é apenas o dobro do de uma passagem ida e volta em um vôo comercial. Estima-se, de qualquer forma, que metade dos aviões fretados decole com apenas um passageiro. "O que atrai muitos clientes é a privacidade durante a viagem", diz Fernando Santos, um dos diretores da Líder Táxi Aéreo.

Devido às grandes distâncias e à deficiência da aviação comercial doméstica, o Brasil está entre os cinco países com maior quantidade de táxis aéreos. Há 500 empresas, com cerca de 1.200 aeronaves, o dobro do existente há dez anos. "O mercado já vinha crescendo antes dos atentados", diz Maurício Lopes, diretor da Target, de São Paulo, com oito jatos executivos. "Mas o aumento desde setembro superou todas as expectativas." As empresas estão até ampliando a frota. Com sede em Belo Horizonte, a Líder, a maior companhia do ramo, com 47 aeronaves, encomendou um Hawker 800 XP, jato de 12 milhões de dólares para oito passageiros. A TAM, que tinha quatro aparelhos, comprou no mês passado dois jatos Cessna Citation Jet 2. Apesar do grande número de empresas, o mercado de aviões de aluguel é dominado pelas doze maiores, que operam em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, os centros mais movimentados. O momento é de animação, pois se aproxima o que pode ser chamado de alta temporada nos negócios aéreos: a campanha eleitoral. No segundo semestre, com políticos e assessores correndo o país atrás de eleitores, há previsão de que o número de fretamentos aumente 30%. "Os candidatos preferem os jatinhos", diz José Eduardo Brandão, diretor da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag).

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS