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Especial Vilões
ambientais O homem polui para gerar energia, mas
alternativas limpas começam a se tornar viáveis
Ivan Sekretarev/AP
 | Usinas
de problemas Cerca de 11% da eletricidade
que abastece a Rússia é produzida pelos 29 reatores nucleares em
operação. Desde os anos 80, quando a economia soviética entrou
em colapso, a segurança dessas usinas e o destino do lixo nuclear russo
são motivo de preocupação internacional |
| A maior parte da energia consumida
no planeta vem das chamadas fontes sujas principalmente petróleo
e carvão mineral. Elas são a principal causa da elevação
dos níveis de CO2 na atmosfera e criam outros riscos
ao ambiente. Petroleiros realizam viagens transoceânicas transportando milhões
de toneladas de óleo cru. Estão sempre sujeitos a vazamentos catastróficos,
como os do Exxon Valdez, em 1989, na costa do Alasca, e do Prestige,
em 2002, que tingiu de negro as costas da Espanha e da França. Tubulações
que transportam gás e petróleo também são um risco
constante para o meio ambiente. Na lista dos combustíveis
sujos enquadram-se igualmente as fontes da eletricidade que abastece empresas
e residências. A mais polêmica é a energia nuclear, que, embora
não lance poluentes na atmosfera, gera rejeitos que se transformam em um
problemão ambiental praticamente eterno. Ainda não foram bem resolvidas
as questões de o que fazer com essas sobras e como tornar as usinas à
prova de vazamentos. Acredita-se que o lixo atômico tenha poder de contaminação
por mais de 30 000 anos. A solução atual é, literalmente,
enterrar o problema. Acondicionado em caixas blindadas, o lixo é jogado
em minas subterrâneas ou em estruturas de concreto construídas no
subsolo. Na Alemanha, diante da questão dos rejeitos radioativos, o governo
anunciou que pretende fechar todas as usinas nucleares em um prazo de trinta anos.
Em quatro décadas de pesquisas, os cientistas do país não
entraram em um acordo sobre as melhores áreas para os depósitos.
Na lista de grandes geradores de energia
e de problemas ambientais também estão as hidrelétricas.
Elas são, teoricamente, uma fonte limpa. Mas, além de alagarem e
desestruturarem complexos ambientais, são emissoras de metano, um gás
com poder de retenção de calor 21 vezes maior que o do dióxido
de carbono. Isso porque guardam em seus reservatórios bilhões de
toneladas de matéria orgânica que, ao se decompor, se tornam fontes
poluentes. Segundo cálculos do ecólogo Philip Fearnside, do Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia, somente as quatro maiores represas da
Amazônia (Tucuruí, Balbina, Samuel e Curuá-Una) emitiram juntas,
em 1990, quatro vezes mais gases causadores do efeito estufa do que se produziria
gerando a mesma quantidade de energia com combustíveis fósseis.
As alternativas são as chamadas fontes limpas
energias solar, eólica e das marés, por exemplo. Produzidas
para poluir menos ou, em alguns casos, nada, elas ainda são caras demais
para se tornar um substituto viável às fontes atuais, mas deixaram
de ser vistas como projetos de cientistas malucos e vêm sendo levadas a
sério por governos e empresas de grande porte (leia
texto sobre alternativas limpas). |