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Especial Cada
um destes incêndios tem 15 km² Provocadas
pelo homem, queimadas como estas na África ameaçam a biodiversidade, alteram
o clima e geram bilhões em prejuízos. Mesmo assim, seu número não pára de
crescer
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A África em
chamas A
cada ano, no início de maio, a África fica coberta de nuvens de
fumaça. A imagem desta página, que abrange o oeste da República
Democrática do Congo e o norte de Angola, mostra 4000 incêndios florestais
simultâneos, provocados pelo homem para abrir caminho para pastagens e plantações.
O impacto dessa antiga prática é muito maior do que o simples dano
ao solo. Somados, tantos focos de chamas afetam o clima em uma vasta parte do
continente. Prova disso é a imagem da direita, obtida por satélite
um mês depois da foto maior. As áreas amarelas e vermelhas representam
uma densa nuvem de monóxido de carbono espraiando-se muito além
da zona original dos incêndios (indicada no retângulo abaixo). 
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| O homem é culpado por
mais de 95% dos incêndios em florestas. Segundo a Nasa, que monitora por
satélite as ocorrências em todo o mundo, já se chegaram a
queimar em apenas um ano 820 milhões de hectares. É como se um Brasil
inteiro tivesse sido incendiado. É somente uma comparação,
mas o Brasil também é um dos líderes nesse ranking negativo.
Em 2004, os satélites identificaram cerca de 226 000 focos de incêndio
em todo o Brasil. Há quatro anos, o número era menos que a metade
desse total. A fumaça gerada pelas queimadas lança na atmosfera
quase três vezes o total de poluentes gerado no Brasil pela indústria,
pelos transportes e pela agricultura, segundo um inventário divulgado em
dezembro pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. A Amazônia
responde por 77% das emissões, produzindo 776 milhões de toneladas
de partículas de CO2 por ano. O custo não
é apenas ambiental. O prejuízo com cercas e pastos queimados é
de 100 milhões de dólares por ano. Na
África, assim como na Amazônia, o fogo é usado para limpar
a roça, na preparação para o plantio e na abertura de pastagens.
Freqüentemente as chamas fogem ao controle. Na Europa, os países do
Mediterrâneo enfrentam todo ano uma média de 50 000 incêndios
florestais. Muitos deles começam como pequenos focos provocados pelo homem.
A recorrência das queimadas está empobrecendo a vegetação
e alguns cientistas falam em desertificação de parte de Portugal,
Espanha, Grécia e sul da França. Nos Estados Unidos, em 2003, o
fogo florestal na Califórnia atingiu cerca de 2 400 casas, matou vinte
pessoas e causou prejuízos de mais de 2 bilhões de dólares.
Os 63 000 focos de incêndio registrados neste ano em matas americanas destruíram
3 milhões de hectares. |