Edição 1885 . 22 de dezembro de 2004

Índice
Millôr
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Cartas
Contexto
Veja essa
Gente
Memória
VEJA Recomenda
 
 

Retrospectiva 2004
Gente

Bola, amor e Valentino

Ronaldo e Daniella Cicarelli, o casal do ano, falam
a Bel Moherdaui sobre as coisas maravilhosas que
aconteceram ou vão acontecer em sua vida

VEJA – O que foi 2004 para vocês?
Daniella – Este ano vai ficar marcado para o resto da minha vida. Eu já conhecia o Ronaldo antes, mas foi o ano em que a gente se encontrou. E é um encontro de alma também. Os dois são brincalhões, têm uma alegria gostosa, é uma delícia.
Ronaldo – Foi o ano em que eu encontrei a Dani, o meu amor. E está dando tudo certo.  

VEJA – A casa mudou muito desde que a Daniella foi morar aí, Ronaldo?
Ronaldo – Ela mudou as coisas básicas. Tinha uma decoração bem clássica, e ela botou um estilo bem moderno. Está ficando bacana, mas ainda não acabou.  

VEJA – Você já entende tudo de futebol, Daniella?
Daniella – Já sou comentarista. Antes eu entendia uma coisa: bola na rede é gol. Agora eu já arrisco, falo que está impedido – só até meu pai me corrigir e dizer que não está nada.  

VEJA – Como foi conhecer o rei da Espanha?
Daniella – Eu o conheci quando o Ronaldo foi a uma cerimônia. O que você recebeu do rei, mesmo?
Ronaldo – O título de melhor jogador ibero-americano.
Daniella – Isso. Foi legal. É o rei da Espanha, mas não é como conhecer o papa. O papa eu já vi duas vezes. Na primeira, quando entrei na Basílica de São Pedro, eu chorava tanto que não conseguia nem rezar, nem fazer pedido, nada. Na segunda, fui a Roma fazer a segunda prova do vestido, era um dia santo e o papa estava benzendo as pessoas na rua. Fui com uma amiga até a Fontana di Trevi jogar uma moedinha e, quando estávamos voltando, ele passou na nossa frente. Eu comecei a chorar de novo.  

VEJA – E o vestido?
Daniella – É bonito, glamouroso, mas com o máximo de simplicidade. Só falta a terceira prova, daí acabou. Falei para o Valentino que eu quero fazer uma semana antes. Que eu vou estar nervosa, é certo. Só não sei se vou começar a comer compulsivamente uma semana antes ou se vou ficar sem comer nada. Já disse que vou aparecer ou como uma polpetta, ou como uma vareta.  

VEJA – Você fez algum pedido especial ao Valentino sobre o vestido dela?
Ronaldo – Eu só pedi que fosse fácil de tirar.  

VEJA – Planos para 2005?
Daniella – Quero ficar com o Ronaldo, viver uma vida de casada, normal, cuidar dele, da casa, mas não quero deixar minha vida profissional. Vou continuar na MTV. Volto com programa fixo em fevereiro, março. Outra novidade é que eu resolvi fazer faculdade. Vou estudar direito.  

VEJA – Por quê?
Daniella – Para não ficar aquela dona-de-casa chata que vive implicando que tem poeira no móvel, que a gola da camisa está amassada.  

VEJA – É verdade que você manda no Ronaldo, Daniella?
Daniella – Isso você pergunta a ele.
Ronaldo – Em uma relação, cada um tem de ceder um pouco. Eu cedo, ela cede também. (Daniella começa a rir ao fundo.) Eu não queria falar, mas já que você está rindo... na verdade, quem manda aqui sou eu.
Daniella – Os dois mandam e ninguém obedece.  

VEJA – Muita gente apostou que o namoro não duraria até o casamento e que, mesmo que chegue lá, o casamento não sobreviverá. O que vocês têm a responder?
Ronaldo – A gente não tem de dizer nada a ninguém. Espero que dure o resto da minha vida. Todo mundo fala muita besteira sobre minha vida. É inevitável.

 

Vai para Hollywood ou não vai?

Antes da fama, ele não conseguiria nem papel de porteiro cucaracho em Hollywood – imaginem só, tem até dentes tortos! Depois que ficou claro que era a melhor coisa já saída do México desde os tacos com carne, Gael García Bernal, 26 anos, se dá ao luxo de esnobar Hollywood – embora não feche portas. "Não é antipatia, propriamente. Afinal, os Estados Unidos fizeram Titanic, mas também fizeram Taxi Driver e Perdidos na Noite", ameniza. No currículo em que desfila uma rara mistura de beleza, talento e aquele caso especial com a câmera que os grandes do cinema têm, só constam filmes latinos (incluindo Diários de Motocicleta, de Walter Salles, candidato a candidato ao Oscar). Mas já agendou dois filmes americanos – ambos de orçamento pequeno e enredo-cabeça.

 

 
 
 
 
topovoltar