Edição 1885 . 22 de dezembro de 2004

Índice
Millôr
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Cartas
Contexto
Veja essa
Gente
Memória
VEJA Recomenda
 
 

Cartas

 
"Nosso maior desafio não é descobrir o Jesus histórico, mas o real, que vive em todos aqueles que se submetem às suas palavras."
Daladier Lima
Igarassu, PE

Jesus

Uma das raras publicações verdadeiramente imparciais a respeito de Cristo, VEJA distingue com maestria a curiosidade histórica dos racionalistas da fé viva dos cristãos. Como menciona a reportagem "A busca pelo Jesus da história" (15 de dezembro), a mensagem de Cristo presente nos quatro Evangelhos é que prevalece. Cabe a cada um acessá-la, estudá-la e nela crer ou não.
Cláudio Zillner
São Paulo, SP

Independentemente de descobrirmos ou não sinais históricos da existência de Jesus Cristo, o mais importante sempre será o exemplo de vida que sua história representa, ou seja, a compaixão, a perseverança, a bondade, o amor e a alegria que devem estar presentes no coração de cada um de seus filhos.
Alex Cardoso de Melo
Diretor-presidente
Projetos Sociais Meu Sonho Não Tem Fim
www.meusonhonaotemfim.org.br
 

Independentemente da veracidade dos fatos, o que mais me chama atenção na história de Cristo (como também é colocado nessa matéria) é que ele se opôs veementemente às tradições religiosas, querendo enfatizar que elas não aproximavam as pessoas de Deus, pelo contrário, promoviam a separação. Não é diferente hoje quando vemos que tradições cegam as pessoas, fazendo-as perder a essência da fé (justamente o que Cristo quis resgatar no passado).
Karina Rachid
Goiânia, GO  

Obrigado, VEJA, por fazer de suas páginas semanais um canal de luz e verdade, dando-nos a oportunidade de ler e refletir com a bela reportagem "A busca pelo Jesus da história". Em meio a tantas mentiras e seduções do mundo, especialmente nesta época do Natal, é maravilhoso poder relembrar o grande amor de Deus por nós, que se manifesta na presença do menino Jesus.
Marcos Amaral Mendes
Cuiabá, MT

Para quem já encontrou Jesus, como eu, e simplesmente vive a Sua presença em sua vida, não tem a menor importância como Ele era fisicamente. Parem de correr atrás de respostas científicas, aproveitem essa data maravilhosa, que é o nascimento de Jesus, e deixem que Ele realmente entre em sua vida, faça parte dela.
Priscila Salgueiro
Por e-mail  

O Jesus histórico é o que menos interessa ao progresso da humanidade.
Marcos Adriano Rodrigues da Silva
Olinda, PE

 

John Kenneth Galbraith

Notável a entrevista do economista John Kenneth Galbraith (Amarelas, 15 de dezembro). O que merece reflexão é o reconhecimento pelo entrevistado de que, até mesmo num país como os EUA, a influência do poder econômico limita a democracia, tornando-a relativa em função da força que é exercida sobre aqueles que deveriam governar para a maioria.
Gabriel Fernandes Angelo
Paulista, PE  

Os contornos de parcialidade adotados pelo moderno capitalismo ianque constatados na prática corriqueira da administração pública em ceder a interesses privados têm gerado efeitos danosos, pois maculam a essência dos ideais de democracia e liberdade bem como sobrepujam os setores científico e cultural, reconhecidamente os verdadeiros valores conferidores de legitimidade e soberania à sociedade americana. Perfis éticos como o de Galbraith enalteceriam e humanizariam o governo Bush.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

 

Sucessão

Inteligente e oportuno o tema bem colocado na reportagem "Muito perto do alvo" (15 de dezembro). O triste, o inquietante, no caso, é ver que indivíduos como o senhor Anthony Garotinho – péssimo governante e excelente demagogo – ainda conseguem obter cerca de 15% de votos para presidente da República. Será que o Pelé tinha alguma razão quando disse que o brasileiro não sabia votar? A mim parece que uma grande parcela do povo vota em nomes que aparecem na mídia, como "bons de papo", e não em quem trabalha duro e com probidade administrativa, pois só assim daria para entender um "Garotinho" à frente de um Aécio Neves ou pertíssimo de um Geraldo Alckmin. É assustador.
Godofredo Soares
Rio de Janeiro, RJ

 

Ideologia

Muito interessante a reportagem "Capitalistas de esquerda" (15 de dezembro), de Mario Sabino. A trajetória da política de esquerda ao longo dos anos foi muito bem explicada e todos os dados batem com a realidade. Porém no artigo o autor deixa a mensagem de que a esquerda "quebrou a cara" e está mudando suas principais filosofias, atitudes e utopias. O que realmente aconteceu foi um progresso de pensamento. Seria insano por parte dos partidos contrários à lógica capitalista querer seguir as palavras de Karl Marx. O mundo mudou, as formas de produção evoluíram, a relação entre as classes se estabilizou. Restou à esquerda continuar defendendo seus ideais, porém inserida num contexto liberal.
Gabriel Ribeiro de Souza Lima
Curitiba, PR

 

São Paulo

É um acinte, "queridinhos", saber da prefeita extenuada pós-campanha para reeleição, em Paris e em noite engalanada em Milão, tripudiando os seus súditos, submersos em seu túnel ou correndo riscos em cratera da Avenida Nove de Julho. O jornalista italiano não se excedeu na crueldade. Ele foi complacente. Na frase "Parece a madrasta da Cinderela", só discordo da palavra parece. Mesmo no aspecto ao qual ele se referiu. Ela, dona Marta, é a madrasta da Cinderela ("Ópera em Milão, buracos em São Paulo", 15 de dezembro).
Helena de Almeida Prado Bastos
Araraquara, SP

 

Ciência

Sempre considerei que não reconhecia rostos por ser distraída, sonhadora etc. Que bom descobrir que de repente possuo uma falha no giro fusiforme. Eu nasci estrábica e míope e aos 2 anos já usava óculos com 4 graus e tampão para correção; talvez seja essa a causa. Eu reconheço o gerente do banco por estar sentado sempre no mesmo lugar e trajado socialmente, mas, ao vê-lo na praia, em trajes de banho, não faço a menor idéia de quem seja. Quando as pessoas me cumprimentam, eu respondo, dou tchau, converso sem me lembrar de quem é. O jeito foi desenvolver uma maneira universal de conversar, sem citar nomes, com perguntas simples que vão dando pistas da identidade do meu interlocutor ("Está na cara", 15 de dezembro).
Rita de Cassia Ramos
Cubatão, SP

 

U2

Gostaria de cumprimentá-los pela reportagem com Bono Vox ("Um pregador chamado Bono", 15 de dezembro). O U2 é minha banda favorita, e acho que a principal qualidade de sua música são as excelentes letras de Bono e a harmonia do grupo. Melhor que isso é saber que Bono Vox, além de um excelente vocalista, também é alguém preocupado com causas sociais e é ouvido pelos principais líderes mundiais. O rock pode não salvar o mundo, mas pode ajudar a melhorá-lo, se todos aqueles que se dizem roqueiros fizerem letras incentivando a não-violência e algo para amenizar a situação.
Bruno Batoqui de Lima
Osvaldo Cruz, SP  

Obrigada pelo grande presente de Natal que foi essa matéria com o vocalista do U2. Faltava isto aqui no Brasil, uma matéria esclarecendo sobre o grande trabalho humanitário do senhor Bono, até mesmo destacando a atividade de sua esposa na Irlanda com crianças vítimas de Chernobyl.
Andrea Rosa Pires
São Paulo, SP  

Num mundo carente de bons exemplos e de ídolos genuínos, não tive como não me emocionar, aos 33 anos, com a entrevista do meu ídolo, Bono Vox. Graças a VEJA, muita gente irá entender agora o que significa ser fã dessa banda.
Leonardo Pereira Pinto
Campos Elíseos, SP  

Está tudo muito emocionante e tocante para fãs (e não-fãs). Ao ler a reportagem fiquei emocionada e acho que milhares de outros leitores também se sentiram assim. Com essa matéria vocês me levaram de volta a novembro de 2000, quando tive o prazer de conhecê-los. Obrigada, VEJA, por nos contemplar com essa matéria.
Elaine de Agustini
São Bernardo do Campo, SP

 

Educação

Meus parabéns pela reportagem "Assim vai mal" (15 de dezembro). Esse é o tema mais importante a ser debatido no Brasil, um país rodeado de pobreza, alta criminalidade e desemprego. A educação proporciona cultura e sabedoria, o único caminho para libertar pessoas e conseqüentemente países. Infelizmente, nossos políticos não sabem ou não têm interesse em resolver o ponto central dos problemas da população.
Marcos Schoenberger
São Paulo, SP  

É lamentável ver que a educação em nosso país está péssima, entre outras coisas, pela estratégia errônea adotada pelo governo. De que adianta criar programas mirabolantes para o ensino superior, como o Prouni, a reserva de vagas para estudantes oriundos da rede pública de ensino ou mesmo a tão comentada reforma universitária, se o câncer educacional está na base, ou seja, no ensino fundamental e no médio?
Marcel Xavier de Souza
Professor de matemática e coordenador pedagógico
do Sistema Anglo de Ensino
Santo André, SP  

É vazia a informação de que o Brasil gasta quatro vezes menos, em dólares, em educação por aluno e por ano comparado com a Finlândia. É o mesmo argumento tolo usado pelo senhor Adib Jatene para nos enfiar goela abaixo a famigerada CPMF. O ilustre médico comparou os gastos em saúde daqui com os da França, sem considerar os níveis de preços daquele país, em média quatro vezes maiores do que os nossos. No caso da Finlândia, a diferença deve ser muito maior.
Marco Antonio Bompet
Rio de Janeiro, RJ

Num país em que só se fala em educação em época de eleição, a profissão de professor é considerada inferior às outras e os poucos recursos destinados ao setor quase nunca chegam a seu destino final, o que se podia esperar de melhor?
Renato Bahia
Professor de educação física
Natal, RN

 

Luciano Huck

As respostas espantosas revelam que Luciano Huck deu carteirada, sim, e no mais vil sentido da expressão ("'Não dei carteirada'", 15 de dezembro). Dele, esperava-se um melhor comportamento social, tanto na hora do fato como nas explicações. Pelo histórico do seu status econômico-profissional, ele deveria se apresentar melhor: afinal, é um apresentador televisivo. Como todo mundo, não vou à praia de sapatos de couro, terno e gravata. Todavia, eu freqüento restaurantes com sapatos, calça comprida e camisa esporte, no mínimo. Sandálias não são adequadas, não.
Pedro Luís de Campos Vergueiro
São Paulo, SP

 

Veja essa

Tive vontade de colocar aquele nariz vermelho de plástico depois que li a frase dita pelo ministro Palocci, de que o imposto de renda no Brasil não é alto (15 de dezembro). Se pensarmos na porcentagem, realmente o IR no Brasil fica atrás do de muitos países, porém a diferença está no retorno em serviços que o governo daqueles países consegue oferecer à população. Na Alemanha, por exemplo, o IR gira em torno de 32%, porém o cidadão conta com saúde, educação, transporte, boa malha viária, segurança etc.
Guilherme Piatto
São José do Rio Preto, SP

 

Cartas

Ao ler as cartas endereçadas a VEJA a respeito da reportagem "Mulheres apaixonadas" (15 de dezembro), fiquei triste, na condição de brasileiro que já percorreu 149 países, por notar o preconceito ainda existente no Brasil quanto ao lesbianismo na novela. Na realidade, a TV e a imprensa deviam dobrar a luta contra as discriminações, que são uma nódoa na imagem do Brasil.
Marco Aurélio Xavier Lopes
Rio de Janeiro, RJ

 

Millôr

Apesar de concordar com as dez "reflequições" enumeradas pelo Millôr (edição 1 883, 8 de dezembro), gostaria de fazer um pequeno reparo no item "X", concernente à "invenção da corrupção": em verdade, Adão, Eva e a serpente bem poderiam ter sido condenados pelo crime de "uso indevido de bem público", "crime" esse que teria se consumado no momento em que Adão e Eva comeram o "Fruto da Ciência do Bem e do Mal" que foi ofertado pela serpente, sem a autorização do Nosso Criador. Todavia, pelo menos em nosso ordenamento jurídico, os três "pioneiros delinqüentes" não poderiam ser condenados pelo crime de formação de quadrilha, uma vez que, para a prática desse delito, mister se faz a participação de pelo menos quatro "pessoas" (art. 288, do Código Penal Brasileiro). Haveria, sim, uma situação "agravante" pelo "concurso de pessoas" (art. 62 do CPC).
Wilmar Uchôa de Araújo
João Pessoa, PB  

A Comunidade da Igreja Apostólica Armênia do Brasil agradece ao estimado e sempre lido Millôr Fernandes pela menção contida no artigo "Você é otimista, Millôr?", publicado na edição 1.882 (1º de dezembro), a respeito do genocídio praticado pelos "jovens turcos" contra o povo armênio que em 2005 completará noventa anos e não pode ser esquecido.
Hoanes Koutoudjian
Presidente da diretoria executiva
Comunidade da Igreja Apostólica Armênia do Brasil
São Paulo, SP

 

FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA

A respeito da reportagem "O exército da salvação" (8 de dezembro), que fala da criação da Força Nacional de Segurança Pública, o leitor Joel Pons Reis, de Curitiba, escreveu: "Gostaria de informar que o decreto-lei citado na reportagem não mais existe desde o advento da Constituição Federal de 1988, quando foi substituído pela medida provisória". Realmente a figura jurídica do decreto-lei não sobrevive na Constituição atual. A criação da Força Nacional de Segurança Pública foi viabilizada pelo presidente Lula por meio de decreto, instrumento presente da Constituição de 1988. Mais exatamente o Decreto nº 5 289, de 30 de novembro de 2004, "que disciplina a organização e o funcionamento da administração pública federal, para desenvolvimento do programa de cooperação federativa denominado Força Nacional de Segurança Pública", com base no artigo 84 (IV e VI) da Constituição, que dita: "Compete privativamente ao Presidente da República: sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução (...) dispor, mediante decreto, sobre...".

 

SUOR BRASILEIRO NO IRAQUE

O leitor Jocilio B. Frizzera, de Brasília, trabalhou no Iraque para a empresa Mendes Júnior International, na década de 80. Lá ajudou a construir uma ponte da Ferrovia Bagdá–Al Qaim Akashat. Frizzera enviou à redação uma foto (ao lado) do estado em que ficou a obra depois de um bombardeio americano no dia 27 de maio de 2003. "É para que os brasileiros que lá estiveram possam ver o que aconteceu com parte de nosso suor despejado no deserto." É a guerra.

 
 
 
 
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