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Cartas
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maior desafio não é descobrir o Jesus histórico, mas o real,
que vive em todos aqueles que se submetem às suas palavras." Daladier
Lima Igarassu, PE |
Jesus
Uma das raras
publicações verdadeiramente imparciais a respeito de Cristo, VEJA
distingue com maestria a curiosidade histórica dos racionalistas da fé
viva dos cristãos. Como menciona a reportagem "A busca pelo Jesus da história"
(15 de dezembro), a mensagem de Cristo presente nos quatro Evangelhos é
que prevalece. Cabe a cada um acessá-la, estudá-la e nela crer ou
não. Cláudio Zillner São
Paulo, SP Independentemente
de descobrirmos ou não sinais históricos da existência de
Jesus Cristo, o mais importante sempre será o exemplo de vida que sua história
representa, ou seja, a compaixão, a perseverança, a bondade, o amor
e a alegria que devem estar presentes no coração de cada um de seus
filhos. Alex Cardoso de Melo Diretor-presidente Projetos
Sociais Meu Sonho Não Tem Fim www.meusonhonaotemfim.org.br
Independentemente
da veracidade dos fatos, o que mais me chama atenção na história
de Cristo (como também é colocado nessa matéria) é
que ele se opôs veementemente às tradições religiosas,
querendo enfatizar que elas não aproximavam as pessoas de Deus, pelo contrário,
promoviam a separação. Não é diferente hoje quando
vemos que tradições cegam as pessoas, fazendo-as perder a essência
da fé (justamente o que Cristo quis resgatar no passado). Karina
Rachid Goiânia,
GO Obrigado,
VEJA, por fazer de suas páginas semanais um canal de luz e verdade, dando-nos
a oportunidade de ler e refletir com a bela reportagem "A busca pelo Jesus da
história". Em meio a tantas mentiras e seduções do mundo,
especialmente nesta época do Natal, é maravilhoso poder relembrar
o grande amor de Deus por nós, que se manifesta na presença do menino
Jesus. Marcos Amaral Mendes Cuiabá,
MT Para
quem já encontrou Jesus, como eu, e simplesmente vive a Sua presença
em sua vida, não tem a menor importância como Ele era fisicamente.
Parem de correr atrás de respostas científicas, aproveitem essa
data maravilhosa, que é o nascimento de Jesus, e deixem que Ele realmente
entre em sua vida, faça parte dela. Priscila
Salgueiro Por
e-mail O
Jesus histórico é o que menos interessa ao progresso da humanidade.
Marcos Adriano Rodrigues da
Silva Olinda,
PE
John Kenneth Galbraith Notável
a entrevista do economista John Kenneth Galbraith (Amarelas, 15 de dezembro).
O que merece reflexão é o reconhecimento pelo entrevistado de que,
até mesmo num país como os EUA, a influência do poder econômico
limita a democracia, tornando-a relativa em função da força
que é exercida sobre aqueles que deveriam governar para a maioria. Gabriel
Fernandes Angelo
Paulista, PE Os
contornos de parcialidade adotados pelo moderno capitalismo ianque constatados
na prática corriqueira da administração pública em
ceder a interesses privados têm gerado efeitos danosos, pois maculam a essência
dos ideais de democracia e liberdade bem como sobrepujam os setores científico
e cultural, reconhecidamente os verdadeiros valores conferidores de legitimidade
e soberania à sociedade americana. Perfis éticos como o de Galbraith
enalteceriam e humanizariam o governo Bush. Hugo
Lins Coelho Recife,
PE
Sucessão
Inteligente e oportuno o tema bem colocado na reportagem "Muito perto do alvo"
(15 de dezembro). O triste, o inquietante, no caso, é ver que indivíduos
como o senhor Anthony Garotinho péssimo governante e excelente demagogo
ainda conseguem obter cerca de 15% de votos para presidente da República.
Será que o Pelé tinha alguma razão quando disse que o brasileiro
não sabia votar? A mim parece que uma grande parcela do povo vota em nomes
que aparecem na mídia, como "bons de papo", e não em quem trabalha
duro e com probidade administrativa, pois só assim daria para entender
um "Garotinho" à frente de um Aécio Neves ou pertíssimo de
um Geraldo Alckmin. É assustador. Godofredo
Soares Rio
de Janeiro, RJ
Ideologia Muito
interessante a reportagem "Capitalistas de esquerda" (15 de dezembro), de Mario
Sabino. A trajetória da política de esquerda ao longo dos anos foi
muito bem explicada e todos os dados batem com a realidade. Porém no artigo
o autor deixa a mensagem de que a esquerda "quebrou a cara" e está mudando
suas principais filosofias, atitudes e utopias. O que realmente aconteceu foi
um progresso de pensamento. Seria insano por parte dos partidos contrários
à lógica capitalista querer seguir as palavras de Karl Marx. O mundo
mudou, as formas de produção evoluíram, a relação
entre as classes se estabilizou. Restou à esquerda continuar defendendo
seus ideais, porém inserida num contexto liberal. Gabriel
Ribeiro de Souza Lima Curitiba,
PR
São Paulo É
um acinte, "queridinhos", saber da prefeita extenuada pós-campanha para
reeleição, em Paris e em noite engalanada em Milão, tripudiando
os seus súditos, submersos em seu túnel ou correndo riscos em cratera
da Avenida Nove de Julho. O jornalista italiano não se excedeu na crueldade.
Ele foi complacente. Na frase "Parece a madrasta da Cinderela", só discordo
da palavra parece. Mesmo no aspecto ao qual ele se referiu. Ela, dona Marta, é
a madrasta da Cinderela ("Ópera em Milão, buracos em São
Paulo", 15 de dezembro). Helena de Almeida
Prado Bastos
Araraquara, SP
Ciência Sempre
considerei que não reconhecia rostos por ser distraída, sonhadora
etc. Que bom descobrir que de repente possuo uma falha no giro fusiforme. Eu nasci
estrábica e míope e aos 2 anos já usava óculos com
4 graus e tampão para correção; talvez seja essa a causa.
Eu reconheço o gerente do banco por estar sentado sempre no mesmo lugar
e trajado socialmente, mas, ao vê-lo na praia, em trajes de banho, não
faço a menor idéia de quem seja. Quando as pessoas me cumprimentam,
eu respondo, dou tchau, converso sem me lembrar de quem é. O jeito foi
desenvolver uma maneira universal de conversar, sem citar nomes, com perguntas
simples que vão dando pistas da identidade do meu interlocutor ("Está
na cara", 15 de dezembro). Rita de Cassia
Ramos Cubatão,
SP
U2 Gostaria
de cumprimentá-los pela reportagem com Bono Vox ("Um pregador chamado Bono",
15 de dezembro). O U2 é minha banda favorita, e acho que a principal qualidade
de sua música são as excelentes letras de Bono e a harmonia do grupo.
Melhor que isso é saber que Bono Vox, além de um excelente vocalista,
também é alguém preocupado com causas sociais e é
ouvido pelos principais líderes mundiais. O rock pode não salvar
o mundo, mas pode ajudar a melhorá-lo, se todos aqueles que se dizem roqueiros
fizerem letras incentivando a não-violência e algo para amenizar
a situação. Bruno Batoqui
de Lima Osvaldo
Cruz, SP Obrigada
pelo grande presente de Natal que foi essa matéria com o vocalista do U2.
Faltava isto aqui no Brasil, uma matéria esclarecendo sobre o grande trabalho
humanitário do senhor Bono, até mesmo destacando a atividade de
sua esposa na Irlanda com crianças vítimas de Chernobyl. Andrea
Rosa Pires São
Paulo, SP Num
mundo carente de bons exemplos e de ídolos genuínos, não
tive como não me emocionar, aos 33 anos, com a entrevista do meu ídolo,
Bono Vox. Graças a VEJA, muita gente irá entender agora o que significa
ser fã dessa banda. Leonardo
Pereira Pinto Campos
Elíseos, SP
Está tudo muito emocionante e tocante para fãs
(e não-fãs). Ao ler a reportagem fiquei emocionada e acho que milhares
de outros leitores também se sentiram assim. Com essa matéria
vocês me levaram de volta a novembro de 2000, quando tive o prazer de conhecê-los.
Obrigada, VEJA, por nos contemplar com essa matéria. Elaine
de Agustini São
Bernardo do Campo, SP
Educação
Meus parabéns
pela reportagem "Assim vai mal" (15 de dezembro). Esse é o tema mais importante
a ser debatido no Brasil, um país rodeado de pobreza, alta criminalidade
e desemprego. A educação proporciona cultura e sabedoria, o único
caminho para libertar pessoas e conseqüentemente países. Infelizmente,
nossos políticos não sabem ou não têm interesse em
resolver o ponto central dos problemas da população. Marcos
Schoenberger São
Paulo, SP É
lamentável ver que a educação em nosso país está
péssima, entre outras coisas, pela estratégia errônea adotada
pelo governo. De que adianta criar programas mirabolantes para o ensino superior,
como o Prouni, a reserva de vagas para estudantes oriundos da rede pública
de ensino ou mesmo a tão comentada reforma universitária, se o câncer
educacional está na base, ou seja, no ensino fundamental e no médio? Marcel
Xavier de Souza Professor
de matemática e coordenador pedagógico do Sistema Anglo de Ensino Santo
André, SP É
vazia a informação de que o Brasil gasta quatro vezes menos, em
dólares, em educação por aluno e por ano comparado com a
Finlândia. É o mesmo argumento tolo usado pelo senhor Adib Jatene
para nos enfiar goela abaixo a famigerada CPMF. O ilustre médico comparou
os gastos em saúde daqui com os da França, sem considerar os níveis
de preços daquele país, em média quatro vezes maiores do
que os nossos. No caso da Finlândia, a diferença deve ser muito maior. Marco
Antonio Bompet
Rio de Janeiro, RJ Num
país em que só se fala em educação em época
de eleição, a profissão de professor é considerada
inferior às outras e os poucos recursos destinados ao setor quase nunca
chegam a seu destino final, o que se podia esperar de melhor? Renato
Bahia Professor
de educação física Natal, RN
Luciano Huck As
respostas espantosas revelam que Luciano Huck deu carteirada, sim, e no mais vil
sentido da expressão ("'Não dei carteirada'", 15 de dezembro). Dele,
esperava-se um melhor comportamento social, tanto na hora do fato como nas explicações.
Pelo histórico do seu status econômico-profissional, ele deveria
se apresentar melhor: afinal, é um apresentador televisivo. Como todo mundo,
não vou à praia de sapatos de couro, terno e gravata. Todavia, eu
freqüento restaurantes com sapatos, calça comprida e camisa esporte,
no mínimo. Sandálias não são adequadas, não. Pedro
Luís de Campos Vergueiro São
Paulo, SP
Veja essa Tive
vontade de colocar aquele nariz vermelho de plástico depois que li a frase
dita pelo ministro Palocci, de que o imposto de renda no Brasil não é
alto (15 de dezembro). Se pensarmos na porcentagem, realmente o IR no Brasil fica
atrás do de muitos países, porém a diferença está
no retorno em serviços que o governo daqueles países consegue oferecer
à população. Na Alemanha, por exemplo, o IR gira em torno
de 32%, porém o cidadão conta com saúde, educação,
transporte, boa malha viária, segurança etc. Guilherme
Piatto São
José do Rio Preto, SP
Cartas
Ao ler as cartas endereçadas
a VEJA a respeito da reportagem "Mulheres apaixonadas" (15 de dezembro), fiquei
triste, na condição de brasileiro que já percorreu 149 países,
por notar o preconceito ainda existente no Brasil quanto ao lesbianismo na novela.
Na realidade, a TV e a imprensa deviam dobrar a luta contra as discriminações,
que são uma nódoa na imagem do Brasil. Marco
Aurélio Xavier Lopes Rio
de Janeiro, RJ
Millôr Apesar
de concordar com as dez "reflequições" enumeradas pelo Millôr
(edição 1 883, 8 de dezembro), gostaria de fazer um pequeno reparo
no item "X", concernente à "invenção da corrupção":
em verdade, Adão, Eva e a serpente bem poderiam ter sido condenados pelo
crime de "uso indevido de bem público", "crime" esse que teria se consumado
no momento em que Adão e Eva comeram o "Fruto da Ciência do Bem e
do Mal" que foi ofertado pela serpente, sem a autorização do Nosso
Criador. Todavia, pelo menos em nosso ordenamento jurídico, os três
"pioneiros delinqüentes" não poderiam ser condenados pelo crime de
formação de quadrilha, uma vez que, para a prática desse
delito, mister se faz a participação de pelo menos quatro "pessoas"
(art. 288, do Código Penal Brasileiro). Haveria, sim, uma situação
"agravante" pelo "concurso de pessoas" (art. 62 do CPC). Wilmar
Uchôa de Araújo
João Pessoa, PB
A Comunidade da Igreja Apostólica Armênia do
Brasil agradece ao estimado e sempre lido Millôr Fernandes pela menção
contida no artigo "Você é otimista, Millôr?", publicado na
edição 1.882 (1º de dezembro), a respeito do genocídio
praticado pelos "jovens turcos" contra o povo armênio que em 2005 completará
noventa anos e não pode ser esquecido. Hoanes
Koutoudjian
Presidente da diretoria executiva Comunidade da Igreja Apostólica Armênia
do Brasil São Paulo, SP
FORÇA
NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA
A
respeito da reportagem "O exército da salvação" (8 de dezembro),
que fala da criação da Força Nacional de Segurança
Pública, o leitor Joel Pons Reis, de Curitiba, escreveu: "Gostaria de informar
que o decreto-lei citado na reportagem não mais existe desde o advento
da Constituição Federal de 1988, quando foi substituído pela
medida provisória". Realmente a figura jurídica do decreto-lei não
sobrevive na Constituição atual. A criação da Força
Nacional de Segurança Pública foi viabilizada pelo presidente Lula
por meio de decreto, instrumento presente da Constituição de 1988.
Mais exatamente o Decreto nº 5 289, de 30 de novembro de 2004, "que disciplina
a organização e o funcionamento da administração pública
federal, para desenvolvimento do programa de cooperação federativa
denominado Força Nacional de Segurança Pública", com base
no artigo 84 (IV e VI) da Constituição, que dita: "Compete privativamente
ao Presidente da República: sancionar, promulgar e fazer publicar as leis,
bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução
(...) dispor, mediante decreto, sobre...". | |
SUOR BRASILEIRO
NO IRAQUE O
leitor Jocilio B. Frizzera, de Brasília, trabalhou no Iraque para a empresa
Mendes Júnior International, na década de 80. Lá ajudou a
construir uma ponte da Ferrovia BagdáAl Qaim Akashat. Frizzera enviou
à redação uma foto (ao lado) do estado em que ficou
a obra depois de um bombardeio americano no dia 27 de maio de 2003. "É
para que os brasileiros que lá estiveram possam ver o que aconteceu com
parte de nosso suor despejado no deserto." É a guerra. |
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