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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
 | | Over
There: realismo extremo, numa série sobre a guerra no Iraque |
Over
There A Série Completa (Estados
Unidos, 2005. Fox) Desde o fim da II Guerra os americanos não se
arriscavam a fazer um filme ou um programa de televisão sobre um conflito
armado em que ainda estivessem envolvidos. Os treze capítulos de Over
There, que acompanham um destacamento americano em combate no Iraque, quebraram
esse jejum e confirmaram os riscos de uma empreitada do gênero. Os
produtores Steven Bochco (de Nova York contra o Crime) e Chris Gerolmo
(de Mississippi em Chamas) tomaram precauções para não
fazer de sua criação uma peça de propaganda, de esquerda
ou de direita, e cuidaram de que os oito personagens principais refletissem de
alguma forma a miríade de opiniões a respeito da guerra. Eles incluem
desde um universitário que os colegas chamam de Bronco (porque, apesar
de ter um diploma, ele fez a besteira de se alistar) até um rapaz de Detroit
que rejeita sua origem iraquiana além de duas mulheres. Over
There, entretanto, foi vitimada por seu próprio realismo, que em diversos
momentos supera o das imagens liberadas para os noticiários: acabou cancelada
ao fim dessa primeira temporada.
Napoleão
Dynamite (Napoleon Dynamite, Estados Unidos, 2004. Fox) Interpretado
pelo então desconhecido Jon Heder, que virou sensação cômica
entre o público americano, o personagem-título é um fracassado:
é feioso, não tem amigos exceto Pedro (Efren Ramirez), único
latino de sua escola , mora com a avó e o irmão quase imbecil
e anda com um tio que ficou preso em algum ponto dos anos 80 e é ainda
mais aparvalhado do que ele. Há, é claro, um bocado de maldade no
filme do diretor Jared Hess (que voltou ao tema dos "perdedores" no recente Nacho
Libre, ainda inédito aqui). Pode-se mesmo dizer que ele anda no fio
da navalha, entre a solidariedade e o ridículo para com seus protagonistas.
Mas não há dúvida de que esse é um dos exemplares
mais bem-acabados dessa tradição recente do cinema americano. LIVROS
Uma
Nova República, de John Lukacs (tradução de Vera
Galante; Jorge Zahar; 488 páginas; 69 reais) O subtítulo
desse livro versão atualizada e ampliada de uma obra publicada nos
anos 80 é História dos Estados Unidos no Século
XX. A primeira parte centra-se na trajetória histórica do país
no século passado, reconstituindo fatos e datas. A obra cresce, porém,
na segunda parte, um ambicioso ensaio de interpretação histórica.
Nascido na Hungria, o historiador John Lukacs conhecido por seus livros
sobre a II Guerra, como Cinco Dias em Londres analisa mudanças
essenciais na democracia americana, como o crescimento do conservadorismo, a expansão
da burocracia e a importância crescente da publicidade nas eleições.
Leia
trecho. Hulton
Archive/Getty Images
 |  | | Kafka:
mitologia do século XX | |
K.,
de Roberto Calasso (tradução de Samuel Titan Jr.; Companhia das
Letras; 280 páginas; 46 reais) Em As Núpcias de Cadmo
e Harmonia, um best-seller em seu país natal, o escritor italiano Roberto
Calasso revisitou a mitologia grega com uma prosa que transitava entre o romance
e o ensaio. Em outro livro, Ka, o tema foi a ancestral mitologia indiana.
Embora o título pareça o mesmo, esse novo K. trata de um
escritor mais próximo do leitor moderno: o checo Franz Kafka (1883-1924).
Com um conhecimento seguro da obra do autor, Calasso passeia de seus escritos
privados cartas e diários a obras-primas como O Castelo
e A Metamorfose, para desvendar o que talvez seja a mitologia do século
XX. Uma mitologia desencantada, muito distante dos luminosos deuses gregos ou
indianos. Leia
trecho. EXPOSIÇÃO
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 | | Rio
de Janeiro, século XIX: achados australianos |
O
Rio de Janeiro na Rota dos Mares do Sul (a partir do dia 22, no Centro
Cultural Correios, no Rio de Janeiro) De meados do século XVIII
à abertura do Canal de Suez, em 1869, os regimes de ventos e correntes
tornavam o Rio de Janeiro escala quase obrigatória para as embarcações
que iam da Europa para a Oceania. O encantamento dos artistas que acompanhavam
essas expedições com a paisagem carioca resultou na produção
de uma pouco conhecida iconografia. Esses belos trabalhos foram redescobertos
pelo diplomata brasileiro Pedro da Cunha e Menezes, que serviu em Sidney como
cônsul adjunto entre 2001 e 2004. A mostra reúne setenta aquarelas,
litografias, grafites, manuscritos e diários de bordo trazidos da Austrália
e cinqüenta obras pertencentes a instituições brasileiras sobre
o Rio do século XIX.
DISCOS Pieces
of the People We Love, The Rapture (Universal) Esse disco é
uma espécie de redenção para o quarteto nova-iorquino. Em
2003, quando lançou seu álbum de estréia, o Rapture soava
como um pastiche de bandas inglesas da década de 80 principalmente
The Cure. Pieces of the People We Love traz uma sonoridade contemporânea,
graças à produção do DJ Danger Mouse (conhecido pelo
trabalho ao lado do Gorillaz). O Rapture aumentou o volume das guitarras e criou
faixas mais dançantes, como House of Jealous Lover. Se você
estuda inglês, vale a pena decifrar a letra da canção Wooh!
Alright Yeah... Uh huh, que enumera os artistas que serviram de influência
ao Rapture. Ray
Sings, Basie Swings, Ray Charles and Count Basie Orchestra (Universal)
Em 1991, a cantora Natalie Cole ressuscitou digitalmente o pai, Nat King
Cole, para fazer um dueto na canção Unforgettable. Desde
então, são comuns os "duetos do além". Esse reúne
o cantor Ray Charles e a banda do jazzista Count Basie. É obra do produtor
John Buck, que, ao explorar velhos arquivos, encontrou um concerto de Ray Charles
realizado em 1973. Como o som dos instrumentos estava deteriorado, ele recrutou
a orquestra do maestro Count Basie para refazer as bases. Nenhum dos integrantes
atuais estava presente à gravação original, mas o disco soa
perfeito. A releitura de The Long and Winding Road, dos Beatles, está
entre os muitos pontos altos do CD. |