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Cartas  | "O
povo americano deixa claro que é consciente e responsável quando
convidado a se manifestar nas urnas." João
Zanatta Florianópolis, SC |
Bushismo reprovado Os americanos deram uma
lição às grandes democracias ao redor do mundo, como o Brasil.
A vitória do Partido Democrata nas últimas eleições
nos é uma grande demonstração de que o voto é a maior
arma de um povo e um instrumento eficaz na punição aos maus governantes
("Reprovado", 15 de novembro). Edvaldo Araujo Salvador, BA
Que ninguém se engane,
os democratas não acabarão com as guerras de Bush da noite para
o dia, como num passe de mágica. A grande expectativa é saber se
ainda é possível reverter a lógica perversa de quanto mais
terror, mais espaço para ações unilaterais e desrespeito
aos direitos civis e humanos. Fábio da Silva Sartori Marília,
SP Devemos reconhecer que,
de fato, o regime presidencialista e a democracia nos Estados Unidos da América
funcionam de verdade, pois o povo americano deixa claro que é consciente
e responsável quando convidado a se manifestar nas urnas. Infelizmente,
aqui por estas bandas não podemos dizer o mesmo, eis que nas recentes eleições
brasileiras foram reconduzidos ao poder ladrões do Erário, depois
da farta publicidade através da imprensa, de CPIs, de inquéritos
da PF e de processos na Justiça. João Zanatta Florianópolis,
SC Bush deveria ser retirado
do governo a pedradas vindas do mundo inteiro. No entanto, um impeachment já
seria justo. Felipe Martins Greiner, 15 anos Curitiba, PR
Os americanos conseguiram enxergar
os erros do bushismo e penalizaram seu presidente nas urnas, deixando-o sem o
devido apoio popular. Aqui no Brasil, 60% da população não
viu falhas na conduta ética e administrativa do governo federal e aprovou
o "jeito PT de governar", coroando Lula com uma nova faixa presidencial, de duração
mínima de mais quatro anos. As conseqüências dessas duas posições
distintas serão vistas em breve e, para o bem de todos, tomara que ambas
as reações estejam corretas. Wiliam Tabchoury Piracicaba,
SP Acabou a política
beligerante, e o Brasil deveria tomar como exemplo a derrota republicana nas eleições
legislativas dos EUA, apesar das diferenças culturais. Aqui, como lá,
Lula deveria ter um freio nas suas pretensões de rei. Porém, o povo
brasileiro mostrou despreparo, diferentemente do povo americano. Flávio
Lauria Ferreira Manaus, AM
Café Muito completa e variada a reportagem
sobre cafés especiais, em texto leve e gostoso de ler. VEJA deu uma grande
contribuição à educação dos consumidores de
café, produzindo uma das mais completas matérias sobre o assunto
("O grão que mudou o mundo", 15 de novembro). Nathan Herszkowicz
Diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria
de Café (Abic) Por e-mail
Desde a lendária história de Francisco de Mello Palheta, que teria
sido o introdutor do café no Brasil, tudo o que se tem publicado a respeito
da produção cafeicultora, os hábitos relacionados ao consumo
da bebida e pesquisas científicas sobre os efeitos medicinais do café
têm despertado grande interesse e curiosidade dos brasileiros. VEJA, com
a matéria especial sobre o grão que mudou o mundo, contribui para
elucidar muitas dúvidas que ainda persistiam sobre a rubiácea mais
famosa do planeta. Sinvaldo do Nascimento Souza Santa Cruz Rio
de Janeiro, RJ Cumprimentamos
VEJA, na pessoa do editor executivo Marcio Aith, pela excelente reportagem sobre
a transformação do café em um hábito global, publicada
na última edição. Todos nós, que trabalhamos no segmento
de cafés especiais, vimos acompanhando essa mudança, notadamente
nos últimos dez anos, e ainda não havíamos encontrado uma
reportagem que retratasse, de forma tão completa, o que representa essa
revolução mundial nos hábitos de consumo da bebida. Ana
Cecília Carvalho Gonçalves Dias e José Renato Gonçalves
Dias Diretores do Café Orfeu Botelhos, MG
Cresci em meio aos cafezais, ao forno a lenha e ao odor e sabor desse grão
negro. Mágico grão! Basta um pouco d'água e se dá
a alquimia, tanto na xícara do pobre como na do rico, na mesa de casa ou
no bar. Santo grão! Simples ou sofisticado? Chega agora, quem sabe, aos
prazeres dos jovens, tão viciados em outras bebidas fatídicas, conquistando
seu paladar, com seu sabor único e irresistível! Ana Marisa
de Oliveira Costa Dourados, MS É
importante lembrar sempre que o café deve ser puro como um anjo, quente
como o inferno e doce como o amor, mas nunca preto como o carvão, para
ser gostoso e saudável. Darcy Roberto Lima, MD, PhD Professor
e coordenador do projeto Cérebro, Café & Saúde Instituto
de Neurologia (INDC), UFRJ www.cafeesaude.com.br
A reportagem "O grão que mudou
o mundo" fez um pequeno tratado sobre a trajetória do grão de café,
que é a mais importante commodity agrícola, das fazendas às
formas de consumo. Gostaria apenas de acrescentar que a identificação
de notas aromáticas e de sabor das diferentes origens, fundamentais para
a composição dos inúmeros blends que integram cardápios
de cafés, tem nos degustadores seu principal personagem. Hoje, por meio
da Specialty Coffee Association of America (SCAA), criadora do primeiro método
de avaliação sensorial objetivo, que quantifica a qualidade da bebida,
um número crescente de juízes degustadores certificados em todo
o mundo desenvolve importante trabalho na busca e no controle de qualidade desses
maravilhosos grãos. A partir de 2007, o Brasil passa a integrar essa importante
comunidade com o credenciamento dos primeiros laboratórios para cursos
de formação de juízes degustadores certificados, além
de outros, como os dirigidos aos simples amantes do café. Ensei
Uejo Neto Consultor de cafés especiais Membro do Comitê
de Normas Técnicas da SCAA Patrocínio, MG
Uma coisa chamou-me a atenção, mostrando por que o cafeicultor brasileiro
recebe tão pouco por seu produto ("Em 2006, pela primeira vez, o custo
dos planos de saúde de nossos funcionários nos Estados Unidos será
maior do que o preço que pagaremos para comprar todo o estoque de café
para o mercado americano", diz Howard Schultz, na pág. 88). Essa informação
é assustadora para o cafeicultor, cujo produto é o menos importante
no processo de industrialização. Se não, vejamos: o cafeicultor
recebe hoje 240 reais por uma saca de café, que depois de torrado e moído
se transforma em 3 500 xícaras de café, que, a 6,40 reais (3 dólares),
somam 22 575 reais. Wanderley Cintra Ferreira Cafeicultor Franca,
SP Não se esqueçam de
incluir o Espírito Santo na próxima reportagem sobre café:
ele é o segundo colocado no ranking dos maiores produtores do Brasil, sendo
que 24% da produção nacional é capixaba. O Espírito
Santo é o maior produtor brasileiro de café robusta ou conilon e
o terceiro maior produtor de café arábica. Martha E. Ferreira
Vitória, ES Quem
viaja pelo mundo e aprecia café sabe que é péssimo o servido
pela rede Starbucks, talvez apropriado ao paladar americano, mas não para
os verdadeiros apreciadores da rubiácea. Marco Antonio Bompet
Rio de Janeiro, RJ
Raymond Kurzweil Parabéns a VEJA pela
entrevista com Raymond Kurzweil (Amarelas, 15 de novembro). Confesso que fiquei
bastante impressionada com as previsões do senhor Kurzweil. Quem diria,
hein? A biologia reprogramada por meio de robôs microscópicos conectando-se
ao cérebro? Como será possível refazer cadeias de aminoácidos,
originar novas enzimas ligando e desligando genes? Que maravilha seria prevenir
doenças e retardar o envelhecimento assim, de forma tão simples.
Será que estamos tão próximos do apogeu biotecnológico
e não nos damos conta disso? Quero ver para crer; só espero estar
viva até lá. Noemi Juvenal de Almeida Bióloga
e professora universitária Goiânia, GO
Fiquei estupefato com a entrevista de Raymond Kurzweil. Achei incrível
saber que dentro de algumas décadas a tecnologia vai evoluir tanto a ponto
de superar a inteligência humana. Isso me fez recordar uma outra entrevista,
com o cientista James Lovelock (25 de outubro de 2006), um inglês que prevê,
entre outras coisas, um mundo insuportável de se viver mesmo antes da metade
do século. Eu me pergunto como será o futuro, com a tecnologia ultrapassando
cada vez mais barreiras num mundo devastado pelo aquecimento global. André
Ricardo Gravatá, 16 anos Embu das Artes, SP Caso
essas previsões se concretizem, será muito provavelmente o fim da
raça humana. O entrevistado aborda o tema com uma naturalidade e frieza
impressionantes, achando "natural" a hibridez entre o cérebro humano e
nanobots no futuro (bem próximo, aliás, segundo ele). Sinceramente
espero que ele esteja redondamente enganado, para o bem e para o futuro de meus
filhos. André Gustavo Stehling Chaves Manaus, AM
VEJA tem trazido reportagens importantíssimas
sobre o efeito estufa, um problema que afeta todos os habitantes do planeta. No
entanto, quando leio uma matéria sobre a superação do homem
pela máquina, indago se haverá necessidade de máquinas tão
poderosas se o que mais importará daqui a alguns anos será a luta
pela sobrevivência de todas as espécies deste planeta. Delaine
Chaves Marson Limeira, SP
Quando o senhor Raymond Kurtzweil afirma em sua entrevista que em pouco mais de
uma década teremos um computador inteligente, ele baseia sua previsão
no hardware, ou seja, no crescente poder de processamento e de memória
dos computadores, que pode ser em breve equivalente ao do cérebro humano.
Entretanto, a questão principal não é a capacidade dos computadores,
e sim o problema muito mais complicado de saber se a inteligência pode ser
escrita em um programa, ou seja, se existe um algoritmo inteligente. Esse assunto
já vem sendo tratado há muito tempo e envolve o famoso teorema da
incompletude, de Gödel, e mais especificamente o problema da parada, proposto
por Alan M. Turing, em 1936, demonstrando que não pode existir nenhum procedimento
geral para decidir se um programa autocontido de computador, uma vez iniciado,
chegará a parar em algum momento. É interessante notar que o senhor
Kurtzweil afirma que já estão sendo realizados estudos para fazer
engenharia reversa nos processos da mente humana. Isso pode até levar a
programas que imitam a inteligência, o que foi definido como "Inteligência
Artificial Fraca" por Roger Penrose em seu monumental livro A Mente
Nova do Rei. Não há entretanto no horizonte próximo nenhuma
indicação de que o problema da parada será contornado e portanto
não teremos rodando em um computador uma inteligência artificial
legítima e indistinguível da de um ser humano. Paulo Roberto
de Mattos Junqueira Jaboatão dos Guararapes, PE
Essa foi a entrevista mais intrigante que já li. Após a leitura,
ficou uma indagação: será que o homem perderá sua
soberania para os cyborgs? Thiago Veríssimo Santos Sodré
Santo Antônio de Jesus, BA
Muito elucidativa a entrevista com o senhor Raymond Kurzweil mostrando as "maravilhas"
que teremos nos próximos anos com o desenvolvimento tecnológico.
Porém, não se iludam. Eu trocaria, sem pestanejar, toda essa tecnologia
pela certeza de que no futuro viveremos de maneira pacífica e seremos,
simplesmente, felizes. Heliandro Abreu Rosa Vacaria, RS
Diogo Mainardi
Diogo Mainardi acaba de nos brindar com mais um pouco da sujeira que caracteriza
esse governo infeliz que os brasileiros acabaram de reeleger. Pobres de nós,
professores de todos os níveis, engenheiros, advogados, médicos,
profissionais de todas as categorias, que só podemos contar com a ajuda
de Deus e que buscamos um lugar ao sol por meio de nosso esforço pessoal,
de muito concurso, para no fim ganhar um salariozinho que não faz jus ao
tempo que gastamos nos preparando para ser bons profissionais. O filho do Lula
é, sem dúvida, um homem de sorte. Soube nascer no lugar certo ("Lula
entende de Matisse", 15 de novembro). Fernando Böing Florianópolis,
SC A Bandeirantes ajudou a reeleger
Lula. Eu passei todo o período eleitoral ensandecido com os comentários
dos jornalistas da rede sobre política e sobre quem ia levar o pleito e
via em todos uma ponta de alegria por saber que Lua ia ganhar e "eles" não
faziam nem questão de mascarar sua preferência política. Reinaldo
Oliveira da Silva Curitiba, PR
Diogo Mainardi foi direto ao ponto. Era evidente que "algo" tinha acontecido com
a Bandeirantes, e esse "algo" fez com que a emissora se tornasse uma TV chapa-branca.
Os noticiários da Band ficaram intragáveis de tão tendenciosos.
Não foram poucas as vezes, na campanha eleitoral, em que vimos os apresentadores
em atitude de franco deboche, com direito a sarcasmo e sorrisos irônicos,
em relação aos candidatos oposicionistas, coisa nunca vista antes
"neste país". É uma pena. A Band vendeu um canal e entregou junto
a sua credibilidade. Maria Cristina R. Azevedo Florianópolis,
SC Cada vez mais posso afirmar
com orgulho o que já foi dito pelo ilustre colunista: apesar de 61% terem
feito essa escolha, esse "presidente não é meu". Graças a
Deus, pelo fato de ainda serem pequeninos, Lucas e Mateus (gêmeos de 1 ano
e 4 meses) não terão ciência dessa total falta de ética
e valores, capaz de confundir uma sociedade, e tomarão conhecimento desse
pífio governo liderado pelo senhor Lula apenas em livros de história,
se é que terá neles algum espaço reservado. Rodrigo
Helfstein São Paulo, SP
A Rede Bandeirantes de Televisão não obteve da Matisse nenhum privilégio
em campanhas publicitárias do governo federal. A Matisse tem como sócios
o publicitário Paulo de Tarso da Cunha Santos, Sérgio Cerqueira
Leite e Dalva Fazzio. É desrespeitosa e difamatória a afirmação
de que existem sócios ocultos. Em 2003 as agências só atenderam
a Secom a partir de setembro, o que explica uma diferença de verba publicitária
em comparação aos doze meses do ano seguinte. Em 2005 a Secom passou
a contar com apenas duas agências, em vez de três, o que também
explica o aumento da verba publicitária autorizada por lei. Atualmente
a agência atende somente à Secom. Paulo de Tarso da Cunha
Santos Matisse Planejamento e Comunicação São
Paulo, SP André
Petry É mesmo de doer a mediocridade
das discussões durante as campanhas eleitorais brasileiras. Mas a maioria
do povo gosta mesmo é de frases de efeito e de gosto duvidoso. Tem preguiça
de pensar e discutir questões maiores ("Coisa de gringos", 15 de novembro).
Helaine Póvoa Brasília, DF
Por que "deixamos sempre passar o bonde da história" e não discutimos
nas eleições temas como casamento homossexual ou aborto? Eu acho
que é simplesmente porque o povo brasileiro com a sua fé e a sua
sensibilidade religiosa sabe que não se discutem os mandamentos divinos.
Irena J. Los Curitiba, PR
O segundo governo Lula Após a leitura
da reportagem "O PMDB está encantado" (15 de novembro), cheguei à
seguinte conclusão: no primeiro mandato de Lula, José Dirceu, como
ministro da Casa Civil, montou, no dizer do procurador-geral da República,
uma verdadeira quadrilha para saquear os cofres públicos. Agora, a 45 dias
do início do segundo mandato, o presidente Lula tomou para si a tarefa
de organizar o novo bando, desta vez convocando os mais experientes "patriotas"
do PMDB, com Jader Barbalho à frente. É bom que seja assim, porque
daqui a alguns meses ele não poderá alegar que não sabia
de nada. Pobre Brasil! Otacílio M. Guimarães
Salvador, BA O maior medo dos
cidadãos que pagam impostos é que a "Ratazana" volte a multiplicar-se
e que os lobões, os coelhos e outros integrantes do governo, citados na
reportagem, se transformem em ratos e comecem a atacar novamente nos porões
desse nosso indefeso Brasil. João Afonso Lima Montes
Claros, MG A reportagem de
VEJA converge com um artigo publicado recentemente por J.R. Guzzo na revista Exame
a respeito do tema privatizações. Nela, o jornalista diz que os
principais propósitos das estatais é "dar emprego aos políticos,
negócios aos amigos e prejuízo ao Erário". E o que mais impressiona
é que recente pesquisa divulgada sobre o assunto relata que cerca de 70%
dos brasileiros desaprovam a transmissão do controle dessas empresas à
iniciativa privada. É, o Brasil tem os governantes que merece... Eduardo
Ledoux Gava Joinville, SC
Cumprimento o repórter Diego Escosteguy pelo excepcional texto. Linguagem
própria para o caso: ironia inteligente. Maneira envolvente e clara de
enquadrar esses pilantras que só aguardam oportunidades para saquear, mais
uma vez, os cofres públicos. Diniz Bonilauri Curitiba,
PR Senhor presidente Lula,
no seu primeiro governo, vossa excelência prometeu muito e realizou pouco.
As eleições recentes comprovaram que o mito Lula é muito
superior aos partidos políticos. No seu próximo governo, peço
a vossa excelência: não governe mais com companheiros, mas com competências
a fim de poder sonhar com o país do futuro, prometido por todos os governantes
por tanto tempo. Hugo Deschoolmeester Manaus, AM
Imprensa
Exerci o cargo de delegada de polícia por treze anos. Sempre tive em mente
que policial é servidor publico de área específica, segurança
pública, para servir ao cidadão. Causa-me espanto que um policial
dos quadros da Polícia Federal, instituição que é
orgulho para o Brasil e exemplo para o mundo, se preste a tentar intimidar a imprensa,
com atitudes como as adotadas pelo delegado Moysés. Solidarizo-me com os
jornalistas da revista VEJA ("A falácia do doutor Moysés", 15 de
novembro). Ezilda Araujo Campo Grande, MS
Vergonha foi o que senti no instante em que li a reportagem de VEJA. Realmente
os corredores do poder estão corrompidos pela corja de incompetentes e
miseráveis correligionários do "abafa aí", sem escrúpulos
e "paus-mandados" a serviço dessa máfia de governo corrupto e inconseqüente.
Sou radialista, estudante de direito e vereador. Tenho 22 anos e quero que os
repórteres que sofreram momentos de Inquisição recebam o
nosso apoio. Rafael Ferreira Paraguaçu Paulista, SP
Os porta-vozes do governo vêm
pedindo que cancelemos nossa assinatura de VEJA. Não vou cancelar a minha
porque não sou assinante; e, se fosse, não cancelaria. Agora, mais
do que nunca, vou continuar indo cedo à banca da esquina para comprar o
meu exemplar. Homero Vianna Jr. Niterói, RJ
Diz o ex-ministro Paulo Brossard que
"a Polícia Federal não poderia ter pedido a quebra sem saber de
quem estava pedindo, e o juiz não poderia deferir sem saber o que estava
fazendo". E daí? Não podiam e fizeram. E o que acontece com eles
("A PF apronta mais uma...", 15 de novembro)? Nilton Fernando Rocha Hack
Por e-mail Holofote
O petista baiano tem muito que fazer numa
terra em que durante dezesseis anos ACM "reinou" absoluto. Mas a reivindicação
para o Aeroporto Luís Eduardo Magalhães voltar a se chamar Dois
de Julho (trocado do dia para a noite pela Câmara do Deputados) é
antiga e querida pela maioria dos baianos, inclusive os carlistas. É questão
de honra para nós que mais esse desmando de ACM e sua turma seja devidamente
corrigido, já que, embora votado e aprovado pela Câmara, nunca representou
a vontade do povo baiano ("O PT quer salgar a terra de ACM", Holofote, 15 de novembro).
Maria Célia Fonseca Salvador, BA
Pode até não ser a medida mais "urgente" a ser tomada pelo novo
governo petista. No entanto, é, com certeza, indispensável. Nada
contra Luís Eduardo Magalhães, mas ele morreu antes que pudesse
fazer qualquer coisa que justificasse a substituição do antigo nome
do aeroporto de Salvador. Cristal Bittencourt Salvador, BA A
nota "Os bons companheiros", publicada na seção Holofote da última
edição, traz prejuízo a processo ainda pendente de julgamento.
Gostaria, pois, de registrar que não estávamos comemorando o resultado
do julgamento por um motivo simples: embora Miriam Law tenha conseguido sua liberdade
provisória em 7 de novembro passado, o julgamento do habeas corpus foi
interrompido por um pedido de vista de um dos ministros da Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça. Em realidade, por estar hospedado no Hotel Fasano,
recebi a senhora Miriam Law, seus dois filhos e um advogado para uma reunião;
terminado o encontro, fomos jantar ali mesmo. Por fim, saliento que, se fosse
o caso de comemorar o julgamento, eu teria de contar com a presença do
professor Tales Castelo Branco, que proferiu primorosa sustentação
oral em favor da cliente, e de seu filho Fernando Castelo Branco, advogado responsável
pelo processo em primeira instância e mentor da brilhante tese exposta no
habeas corpus que ainda pende de julgamento. Antonio Carlos de Almeida
Castro Almeida Castro Advogados Associados Brasília, DF
Justiça Com
relação à reportagem "Os caçadores de pedófilos"
(15 de novembro), a Igreja Católica Romana tem de se convencer de que a
principal causa que induz seus sacerdotes à pedofilia é o celibato,
que lhes proíbe cumprir o mandamento dos mandamentos: crescei e multiplicai-vos
(Gên. 1:128). Elizio Nilo Calilman Brasília,
DF Tecnologia
Tenho 18 anos e conheço todas as versões do Playstation. Fiquei
encantado com a reportagem que VEJA fez sobre o novo Playstation 3 ("A cartada
do Japão", 15 de novembro). Como um bom consumidor do produto da Sony,
posso assegurar que, com a fama que o nome Playstation conseguiu adquirir, vai
fazer o sucesso que todos os outros fizeram, talvez ainda mais. Luciano
Scartezini Soares de Meirelles Guarapuava, PR
Humor Excelente a reportagem "Você
é o humor que você tem", publicada na edição de 15
de novembro. A matéria comprova muito bem o que eu sempre pensei: com bom
humor vivemos melhor. Considero-me uma prova viva das teorias de Rod Martin, autor
do livro A Psicologia do Humor, mencionado na reportagem, pois graças
ao meu humor agregador (predominante no resultado do meu teste feito no site de
VEJA), sou querido e respeitado, aonde quer que eu vá. Todas as pessoas
deveriam nascer com o gene do bom humor. Ricardo Granatowicz São
Paulo, SP Letícia
Dornelles Cara Letícia, com esse rosto
lindo, excelente humor, delicadeza de sentimentos e tanto talento, não
lhe faltarão pretendentes. Com ou sem a ida ao Namoro na TV. Aproveito
para fazer um apelo aos políticos do PT para que mandem cartas ao programa
Minha Vida É uma Novela, que a Letícia Dornelles escreve
para o SBT. Contem tudo. Abram seu coração e seus segredos. O programa
dará picos de audiência ("Se ele falar para eu me jogar da ponte,
eu me jogo", 15 de novembro). Gentil Neco Rio de Janeiro,
RJ Lya Luft
Lya Luft nos fala da nova safra de governadoras, das quais devemos esperar trabalho
duro, sem enganação e com rigor nas questões éticas.
Penso em Roseana Sarney, Marta Suplicy e Rosinha Garotinho e sinto um frio
na espinha ("Mulheres & poder", Ponto de vista, 15 de novembro). Sergio
Daniel Simon São Paulo, SP Vida
nova de Britney Spears Há tanto tempo
esperava uma notícia como essa e, enfim, ela chegou: Britney Spears separou-se
do dançarino metido a cantor de rap Kevin Federline ("Medidas novas, vida
nova", Gente, 15 de novembro). VEJA, como de costume, tem a exclusividade para
mostrar não só a notícia principal (a separação)
como também todo o seu desfecho. Parabéns pela reportagem, pois
trouxe informações adicionais e verídicas sobre a vida tão
conturbada e cheia de boatos da princesinha do pop, Britney Spears. Bruno
Noleto Bogéa Palmas, TO
Internet Acho a comparação
da nota "Azeredo, deixe disso, rapaz..." (15 de novembro), citando países
autoritários, um pouco extrema. Uma coisa é restringir o acesso
e impor a censura de conteúdo na internet por meio de monitoração
pelo próprio Estado, e outra é impedir o acesso à rede no
anonimato. Atualmente, os usuários de banda larga, assim como boa parte
dos que utilizam conexão discada, já fizeram um cadastro ao fechar
o contrato de serviço. Nesses casos, o rastreamento é possível
pelo provedor; portanto, não é anônimo. Pela minha informação,
o projeto se refere a acessos que permitem o uso com total anonimato, como os
feitos em cibercafés ou em certos serviços discados. Embora eu seja
defensor da privacidade, sou a favor de rastreamento de IP por ordem judicial
(com proteção de sigilo), similar ao que ocorre com celulares. Já
não agüento a grande quantidade de malware que recebo diariamente
via e-mail por anônimos que o espalham impunes de países onde o uso
anônimo de internet é permitido. Claudio Andreas Por
e-mail Computador zumbi
A reportagem "Sua máquina a serviço
do crime" (8 de novembro) foi muito boa, pois ensina as pessoas, principalmente
os jovens, a se prevenir dos hackers na hora de abrir arquivos e e-mails. Rafael
Brandão Totti Horta, 12 anos Belo Horizonte, MG 
CORREÇÕES: A cafeína não
é um vasodilatador, e sim um vasoconstritor ("Também é bom
para a saúde", 15 de novembro). • Há 52.000 padarias no Brasil,
e não 42.000, como informou a reportagem "O grão que mudou o mundo"
(15 de novembro).
MORTE SÚBITA DE BEBÊS
Alguns
leitores médicos questionaram a indicação contida na reportagem
"Resposta para um pesadelo" (8 de novembro) recomendando que os bebês sejam
colocados para dormir de barriga para cima, com o objetivo de diminuir o risco
da morte súbita provocada pela regurgitação. Ouvida por VEJA,
a doutora Márcia Pradella Hallinan, do Instituto do Sono, da Universidade
de São Paulo, esclarece: "A Academia Americana de Pediatria, em seu último
consenso (2005), recomenda que sempre que possível o bebê nos primeiros
meses de vida deve ser colocado para dormir de barriga para cima. As exceções
seriam a presença de um refluxo muito importante, quando se deve colocar
o bebê de barriga para cima com o colchão elevado (30º a 45°),
ou, quando houver contra-indicação para essa posição,
preferencialmente de lado, também com o colchão elevado. Como sabemos
que o piloro (que separa o estômago do duodeno) se localiza anatomicamente
à direita, recomendamos colocar o bebê deitado sobre seu lado direito.
Com isso fica mais fácil o escoamento do leite". | |
VAI SUMIR PELO RALO...
O gráfico retrata a inviabilidade de uma economia em que as riquezas crescem
mais lentamente que os gastos. É o caso do Brasil. Aqui o PIB vem crescendo
anualmente à média de 2,4%, enquanto os gastos públicos crescem,
no mesmo período, mais do que o dobro, 6%. Esse gráfico foi publicado
na edição de VEJA de 8 de novembro passado. O original continha
uma imprecisão que impedia sua compreensão. Daí sua republicação
correta, agora, neste espaço. 
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JOGO
DA FORCA
O leitor Sergio Luiz Quintian, chargista
de Porto Alegre, retratou o fim do jogo entre o governo americano, a Justiça
iraquiana e o ex-ditador Saddam Hussein. | | |