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Edição 1983 . 22 de novembro de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
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Cartas

 
"O povo americano deixa claro que é consciente e responsável quando convidado a se manifestar nas urnas."
João Zanatta
Florianópolis, SC

 

Bushismo reprovado

Os americanos deram uma lição às grandes democracias ao redor do mundo, como o Brasil. A vitória do Partido Democrata nas últimas eleições nos é uma grande demonstração de que o voto é a maior arma de um povo e um instrumento eficaz na punição aos maus governantes ("Reprovado", 15 de novembro).
Edvaldo Araujo
Salvador, BA  

Que ninguém se engane, os democratas não acabarão com as guerras de Bush da noite para o dia, como num passe de mágica. A grande expectativa é saber se ainda é possível reverter a lógica perversa de quanto mais terror, mais espaço para ações unilaterais e desrespeito aos direitos civis e humanos.
Fábio da Silva Sartori
Marília, SP  

Devemos reconhecer que, de fato, o regime presidencialista e a democracia nos Estados Unidos da América funcionam de verdade, pois o povo americano deixa claro que é consciente e responsável quando convidado a se manifestar nas urnas. Infelizmente, aqui por estas bandas não podemos dizer o mesmo, eis que nas recentes eleições brasileiras foram reconduzidos ao poder ladrões do Erário, depois da farta publicidade através da imprensa, de CPIs, de inquéritos da PF e de processos na Justiça.
João Zanatta
Florianópolis, SC  

Bush deveria ser retirado do governo a pedradas vindas do mundo inteiro. No entanto, um impeachment já seria justo.
Felipe Martins Greiner, 15 anos
Curitiba, PR  

Os americanos conseguiram enxergar os erros do bushismo e penalizaram seu presidente nas urnas, deixando-o sem o devido apoio popular. Aqui no Brasil, 60% da população não viu falhas na conduta ética e administrativa do governo federal e aprovou o "jeito PT de governar", coroando Lula com uma nova faixa presidencial, de duração mínima de mais quatro anos. As conseqüências dessas duas posições distintas serão vistas em breve e, para o bem de todos, tomara que ambas as reações estejam corretas.
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP  

Acabou a política beligerante, e o Brasil deveria tomar como exemplo a derrota republicana nas eleições legislativas dos EUA, apesar das diferenças culturais. Aqui, como lá, Lula deveria ter um freio nas suas pretensões de rei. Porém, o povo brasileiro mostrou despreparo, diferentemente do povo americano.
Flávio Lauria Ferreira
Manaus, AM

 

Café

Muito completa e variada a reportagem sobre cafés especiais, em texto leve e gostoso de ler. VEJA deu uma grande contribuição à educação dos consumidores de café, produzindo uma das mais completas matérias sobre o assunto ("O grão que mudou o mundo", 15 de novembro).
Nathan Herszkowicz
Diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic)
Por e-mail  

Desde a lendária história de Francisco de Mello Palheta, que teria sido o introdutor do café no Brasil, tudo o que se tem publicado a respeito da produção cafeicultora, os hábitos relacionados ao consumo da bebida e pesquisas científicas sobre os efeitos medicinais do café têm despertado grande interesse e curiosidade dos brasileiros. VEJA, com a matéria especial sobre o grão que mudou o mundo, contribui para elucidar muitas dúvidas que ainda persistiam sobre a rubiácea mais famosa do planeta.
Sinvaldo do Nascimento Souza Santa Cruz
Rio de Janeiro, RJ  

Cumprimentamos VEJA, na pessoa do editor executivo Marcio Aith, pela excelente reportagem sobre a transformação do café em um hábito global, publicada na última edição. Todos nós, que trabalhamos no segmento de cafés especiais, vimos acompanhando essa mudança, notadamente nos últimos dez anos, e ainda não havíamos encontrado uma reportagem que retratasse, de forma tão completa, o que representa essa revolução mundial nos hábitos de consumo da bebida.
Ana Cecília Carvalho Gonçalves Dias e José Renato Gonçalves Dias
Diretores do Café Orfeu
Botelhos, MG  

Cresci em meio aos cafezais, ao forno a lenha e ao odor e sabor desse grão negro. Mágico grão! Basta um pouco d'água e se dá a alquimia, tanto na xícara do pobre como na do rico, na mesa de casa ou no bar. Santo grão! Simples ou sofisticado? Chega agora, quem sabe, aos prazeres dos jovens, tão viciados em outras bebidas fatídicas, conquistando seu paladar, com seu sabor único e irresistível!
Ana Marisa de Oliveira Costa
Dourados, MS  

É importante lembrar sempre que o café deve ser puro como um anjo, quente como o inferno e doce como o amor, mas nunca preto como o carvão, para ser gostoso e saudável.
Darcy Roberto Lima, MD, PhD
Professor e coordenador do projeto Cérebro, Café & Saúde
Instituto de Neurologia (INDC), UFRJ
www.cafeesaude.com.br

A reportagem "O grão que mudou o mundo" fez um pequeno tratado sobre a trajetória do grão de café, que é a mais importante commodity agrícola, das fazendas às formas de consumo. Gostaria apenas de acrescentar que a identificação de notas aromáticas e de sabor das diferentes origens, fundamentais para a composição dos inúmeros blends que integram cardápios de cafés, tem nos degustadores seu principal personagem. Hoje, por meio da Specialty Coffee Association of America (SCAA), criadora do primeiro método de avaliação sensorial objetivo, que quantifica a qualidade da bebida, um número crescente de juízes degustadores certificados em todo o mundo desenvolve importante trabalho na busca e no controle de qualidade desses maravilhosos grãos. A partir de 2007, o Brasil passa a integrar essa importante comunidade com o credenciamento dos primeiros laboratórios para cursos de formação de juízes degustadores certificados, além de outros, como os dirigidos aos simples amantes do café.
Ensei Uejo Neto
Consultor de cafés especiais
Membro do Comitê de Normas Técnicas da SCAA
Patrocínio, MG  

Uma coisa chamou-me a atenção, mostrando por que o cafeicultor brasileiro recebe tão pouco por seu produto ("Em 2006, pela primeira vez, o custo dos planos de saúde de nossos funcionários nos Estados Unidos será maior do que o preço que pagaremos para comprar todo o estoque de café para o mercado americano", diz Howard Schultz, na pág. 88). Essa informação é assustadora para o cafeicultor, cujo produto é o menos importante no processo de industrialização. Se não, vejamos: o cafeicultor recebe hoje 240 reais por uma saca de café, que depois de torrado e moído se transforma em 3 500 xícaras de café, que, a 6,40 reais (3 dólares), somam 22 575 reais.
Wanderley Cintra Ferreira
Cafeicultor
Franca, SP

Não se esqueçam de incluir o Espírito Santo na próxima reportagem sobre café: ele é o segundo colocado no ranking dos maiores produtores do Brasil, sendo que 24% da produção nacional é capixaba. O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de café robusta ou conilon e o terceiro maior produtor de café arábica.
Martha E. Ferreira
Vitória, ES  

Quem viaja pelo mundo e aprecia café sabe que é péssimo o servido pela rede Starbucks, talvez apropriado ao paladar americano, mas não para os verdadeiros apreciadores da rubiácea.
Marco Antonio Bompet
Rio de Janeiro, RJ

 

Raymond Kurzweil

Parabéns a VEJA pela entrevista com Raymond Kurzweil (Amarelas, 15 de novembro). Confesso que fiquei bastante impressionada com as previsões do senhor Kurzweil. Quem diria, hein? A biologia reprogramada por meio de robôs microscópicos conectando-se ao cérebro? Como será possível refazer cadeias de aminoácidos, originar novas enzimas ligando e desligando genes? Que maravilha seria prevenir doenças e retardar o envelhecimento assim, de forma tão simples. Será que estamos tão próximos do apogeu biotecnológico e não nos damos conta disso? Quero ver para crer; só espero estar viva até lá.
Noemi Juvenal de Almeida

Bióloga e professora universitária
Goiânia, GO  

Fiquei estupefato com a entrevista de Raymond Kurzweil. Achei incrível saber que dentro de algumas décadas a tecnologia vai evoluir tanto a ponto de superar a inteligência humana. Isso me fez recordar uma outra entrevista, com o cientista James Lovelock (25 de outubro de 2006), um inglês que prevê, entre outras coisas, um mundo insuportável de se viver mesmo antes da metade do século. Eu me pergunto como será o futuro, com a tecnologia ultrapassando cada vez mais barreiras num mundo devastado pelo aquecimento global.
André Ricardo Gravatá, 16 anos
Embu das Artes, SP

Caso essas previsões se concretizem, será muito provavelmente o fim da raça humana. O entrevistado aborda o tema com uma naturalidade e frieza impressionantes, achando "natural" a hibridez entre o cérebro humano e nanobots no futuro (bem próximo, aliás, segundo ele). Sinceramente espero que ele esteja redondamente enganado, para o bem e para o futuro de meus filhos.
André Gustavo Stehling Chaves
Manaus, AM  

VEJA tem trazido reportagens importantíssimas sobre o efeito estufa, um problema que afeta todos os habitantes do planeta. No entanto, quando leio uma matéria sobre a superação do homem pela máquina, indago se haverá necessidade de máquinas tão poderosas se o que mais importará daqui a alguns anos será a luta pela sobrevivência de todas as espécies deste planeta.
Delaine Chaves Marson
Limeira, SP  

Quando o senhor Raymond Kurtzweil afirma em sua entrevista que em pouco mais de uma década teremos um computador inteligente, ele baseia sua previsão no hardware, ou seja, no crescente poder de processamento e de memória dos computadores, que pode ser em breve equivalente ao do cérebro humano. Entretanto, a questão principal não é a capacidade dos computadores, e sim o problema muito mais complicado de saber se a inteligência pode ser escrita em um programa, ou seja, se existe um algoritmo inteligente. Esse assunto já vem sendo tratado há muito tempo e envolve o famoso teorema da incompletude, de Gödel, e mais especificamente o problema da parada, proposto por Alan M. Turing, em 1936, demonstrando que não pode existir nenhum procedimento geral para decidir se um programa autocontido de computador, uma vez iniciado, chegará a parar em algum momento. É interessante notar que o senhor Kurtzweil afirma que já estão sendo realizados estudos para fazer engenharia reversa nos processos da mente humana. Isso pode até levar a programas que imitam a inteligência, o que foi definido como "Inteligência Artificial – Fraca" por Roger Penrose em seu monumental livro A Mente Nova do Rei. Não há entretanto no horizonte próximo nenhuma indicação de que o problema da parada será contornado e portanto não teremos rodando em um computador uma inteligência artificial legítima e indistinguível da de um ser humano.
Paulo Roberto de Mattos Junqueira
Jaboatão dos Guararapes, PE  

Essa foi a entrevista mais intrigante que já li. Após a leitura, ficou uma indagação: será que o homem perderá sua soberania para os cyborgs?
Thiago Veríssimo Santos Sodré

Santo Antônio de Jesus, BA  

Muito elucidativa a entrevista com o senhor Raymond Kurzweil mostrando as "maravilhas" que teremos nos próximos anos com o desenvolvimento tecnológico. Porém, não se iludam. Eu trocaria, sem pestanejar, toda essa tecnologia pela certeza de que no futuro viveremos de maneira pacífica e seremos, simplesmente, felizes.
Heliandro Abreu Rosa
Vacaria, RS

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi acaba de nos brindar com mais um pouco da sujeira que caracteriza esse governo infeliz que os brasileiros acabaram de reeleger. Pobres de nós, professores de todos os níveis, engenheiros, advogados, médicos, profissionais de todas as categorias, que só podemos contar com a ajuda de Deus e que buscamos um lugar ao sol por meio de nosso esforço pessoal, de muito concurso, para no fim ganhar um salariozinho que não faz jus ao tempo que gastamos nos preparando para ser bons profissionais. O filho do Lula é, sem dúvida, um homem de sorte. Soube nascer no lugar certo ("Lula entende de Matisse", 15 de novembro).
Fernando Böing

Florianópolis, SC

A Bandeirantes ajudou a reeleger Lula. Eu passei todo o período eleitoral ensandecido com os comentários dos jornalistas da rede sobre política e sobre quem ia levar o pleito e via em todos uma ponta de alegria por saber que Lua ia ganhar e "eles" não faziam nem questão de mascarar sua preferência política.
Reinaldo Oliveira da Silva
Curitiba, PR  

Diogo Mainardi foi direto ao ponto. Era evidente que "algo" tinha acontecido com a Bandeirantes, e esse "algo" fez com que a emissora se tornasse uma TV chapa-branca. Os noticiários da Band ficaram intragáveis de tão tendenciosos. Não foram poucas as vezes, na campanha eleitoral, em que vimos os apresentadores em atitude de franco deboche, com direito a sarcasmo e sorrisos irônicos, em relação aos candidatos oposicionistas, coisa nunca vista antes "neste país". É uma pena. A Band vendeu um canal e entregou junto a sua credibilidade.
Maria Cristina R. Azevedo
Florianópolis, SC  

Cada vez mais posso afirmar com orgulho o que já foi dito pelo ilustre colunista: apesar de 61% terem feito essa escolha, esse "presidente não é meu". Graças a Deus, pelo fato de ainda serem pequeninos, Lucas e Mateus (gêmeos de 1 ano e 4 meses) não terão ciência dessa total falta de ética e valores, capaz de confundir uma sociedade, e tomarão conhecimento desse pífio governo liderado pelo senhor Lula apenas em livros de história, se é que terá neles algum espaço reservado.
Rodrigo Helfstein
São Paulo, SP  

A Rede Bandeirantes de Televisão não obteve da Matisse nenhum privilégio em campanhas publicitárias do governo federal. A Matisse tem como sócios o publicitário Paulo de Tarso da Cunha Santos, Sérgio Cerqueira Leite e Dalva Fazzio. É desrespeitosa e difamatória a afirmação de que existem sócios ocultos. Em 2003 as agências só atenderam a Secom a partir de setembro, o que explica uma diferença de verba publicitária em comparação aos doze meses do ano seguinte. Em 2005 a Secom passou a contar com apenas duas agências, em vez de três, o que também explica o aumento da verba publicitária autorizada por lei. Atualmente a agência atende somente à Secom.
Paulo de Tarso da Cunha Santos
Matisse Planejamento e Comunicação
São Paulo, SP

 

André Petry

É mesmo de doer a mediocridade das discussões durante as campanhas eleitorais brasileiras. Mas a maioria do povo gosta mesmo é de frases de efeito e de gosto duvidoso. Tem preguiça de pensar e discutir questões maiores ("Coisa de gringos", 15 de novembro).
Helaine Póvoa
Brasília, DF  

Por que "deixamos sempre passar o bonde da história" e não discutimos nas eleições temas como casamento homossexual ou aborto? Eu acho que é simplesmente porque o povo brasileiro com a sua fé e a sua sensibilidade religiosa sabe que não se discutem os mandamentos divinos.
Irena J. Los
Curitiba, PR

 

O segundo governo Lula

Após a leitura da reportagem "O PMDB está encantado" (15 de novembro), cheguei à seguinte conclusão: no primeiro mandato de Lula, José Dirceu, como ministro da Casa Civil, montou, no dizer do procurador-geral da República, uma verdadeira quadrilha para saquear os cofres públicos. Agora, a 45 dias do início do segundo mandato, o presidente Lula tomou para si a tarefa de organizar o novo bando, desta vez convocando os mais experientes "patriotas" do PMDB, com Jader Barbalho à frente. É bom que seja assim, porque daqui a alguns meses ele não poderá alegar que não sabia de nada. Pobre Brasil!
Otacílio M. Guimarães
Salvador, BA  

O maior medo dos cidadãos que pagam impostos é que a "Ratazana" volte a multiplicar-se e que os lobões, os coelhos e outros integrantes do governo, citados na reportagem, se transformem em ratos e comecem a atacar novamente nos porões desse nosso indefeso Brasil.
João Afonso Lima

Montes Claros, MG  

A reportagem de VEJA converge com um artigo publicado recentemente por J.R. Guzzo na revista Exame a respeito do tema privatizações. Nela, o jornalista diz que os principais propósitos das estatais é "dar emprego aos políticos, negócios aos amigos e prejuízo ao Erário". E o que mais impressiona é que recente pesquisa divulgada sobre o assunto relata que cerca de 70% dos brasileiros desaprovam a transmissão do controle dessas empresas à iniciativa privada. É, o Brasil tem os governantes que merece...
Eduardo Ledoux Gava
Joinville, SC  

Cumprimento o repórter Diego Escosteguy pelo excepcional texto. Linguagem própria para o caso: ironia inteligente. Maneira envolvente e clara de enquadrar esses pilantras que só aguardam oportunidades para saquear, mais uma vez, os cofres públicos.
Diniz Bonilauri
Curitiba, PR  

Senhor presidente Lula, no seu primeiro governo, vossa excelência prometeu muito e realizou pouco. As eleições recentes comprovaram que o mito Lula é muito superior aos partidos políticos. No seu próximo governo, peço a vossa excelência: não governe mais com companheiros, mas com competências a fim de poder sonhar com o país do futuro, prometido por todos os governantes por tanto tempo.
Hugo Deschoolmeester
Manaus, AM  

 

Imprensa

Exerci o cargo de delegada de polícia por treze anos. Sempre tive em mente que policial é servidor publico de área específica, segurança pública, para servir ao cidadão. Causa-me espanto que um policial dos quadros da Polícia Federal, instituição que é orgulho para o Brasil e exemplo para o mundo, se preste a tentar intimidar a imprensa, com atitudes como as adotadas pelo delegado Moysés. Solidarizo-me com os jornalistas da revista VEJA ("A falácia do doutor Moysés", 15 de novembro).
Ezilda Araujo
Campo Grande, MS  

Vergonha foi o que senti no instante em que li a reportagem de VEJA. Realmente os corredores do poder estão corrompidos pela corja de incompetentes e miseráveis correligionários do "abafa aí", sem escrúpulos e "paus-mandados" a serviço dessa máfia de governo corrupto e inconseqüente. Sou radialista, estudante de direito e vereador. Tenho 22 anos e quero que os repórteres que sofreram momentos de Inquisição recebam o nosso apoio.
Rafael Ferreira
Paraguaçu Paulista, SP  

Os porta-vozes do governo vêm pedindo que cancelemos nossa assinatura de VEJA. Não vou cancelar a minha porque não sou assinante; e, se fosse, não cancelaria. Agora, mais do que nunca, vou continuar indo cedo à banca da esquina para comprar o meu exemplar.
Homero Vianna Jr.
Niterói, RJ  

Diz o ex-ministro Paulo Brossard que "a Polícia Federal não poderia ter pedido a quebra sem saber de quem estava pedindo, e o juiz não poderia deferir sem saber o que estava fazendo". E daí? Não podiam e fizeram. E o que acontece com eles ("A PF apronta mais uma...", 15 de novembro)?
Nilton Fernando Rocha Hack
Por e-mail

 

Holofote

O petista baiano tem muito que fazer numa terra em que durante dezesseis anos ACM "reinou" absoluto. Mas a reivindicação para o Aeroporto Luís Eduardo Magalhães voltar a se chamar Dois de Julho (trocado do dia para a noite pela Câmara do Deputados) é antiga e querida pela maioria dos baianos, inclusive os carlistas. É questão de honra para nós que mais esse desmando de ACM e sua turma seja devidamente corrigido, já que, embora votado e aprovado pela Câmara, nunca representou a vontade do povo baiano ("O PT quer salgar a terra de ACM", Holofote, 15 de novembro).
Maria Célia Fonseca
Salvador, BA  

Pode até não ser a medida mais "urgente" a ser tomada pelo novo governo petista. No entanto, é, com certeza, indispensável. Nada contra Luís Eduardo Magalhães, mas ele morreu antes que pudesse fazer qualquer coisa que justificasse a substituição do antigo nome do aeroporto de Salvador.
Cristal Bittencourt
Salvador, BA

A nota "Os bons companheiros", publicada na seção Holofote da última edição, traz prejuízo a processo ainda pendente de julgamento. Gostaria, pois, de registrar que não estávamos comemorando o resultado do julgamento por um motivo simples: embora Miriam Law tenha conseguido sua liberdade provisória em 7 de novembro passado, o julgamento do habeas corpus foi interrompido por um pedido de vista de um dos ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. Em realidade, por estar hospedado no Hotel Fasano, recebi a senhora Miriam Law, seus dois filhos e um advogado para uma reunião; terminado o encontro, fomos jantar ali mesmo. Por fim, saliento que, se fosse o caso de comemorar o julgamento, eu teria de contar com a presença do professor Tales Castelo Branco, que proferiu primorosa sustentação oral em favor da cliente, e de seu filho Fernando Castelo Branco, advogado responsável pelo processo em primeira instância e mentor da brilhante tese exposta no habeas corpus que ainda pende de julgamento.
Antonio Carlos de Almeida Castro
Almeida Castro Advogados Associados
Brasília, DF

 

Justiça

Com relação à reportagem "Os caçadores de pedófilos" (15 de novembro), a Igreja Católica Romana tem de se convencer de que a principal causa que induz seus sacerdotes à pedofilia é o celibato, que lhes proíbe cumprir o mandamento dos mandamentos: crescei e multiplicai-vos (Gên. 1:128).
Elizio Nilo Calilman
Brasília, DF

 

Tecnologia

Tenho 18 anos e conheço todas as versões do Playstation. Fiquei encantado com a reportagem que VEJA fez sobre o novo Playstation 3 ("A cartada do Japão", 15 de novembro). Como um bom consumidor do produto da Sony, posso assegurar que, com a fama que o nome Playstation conseguiu adquirir, vai fazer o sucesso que todos os outros fizeram, talvez ainda mais.
Luciano Scartezini Soares de Meirelles
Guarapuava, PR

 

Humor

Excelente a reportagem "Você é o humor que você tem", publicada na edição de 15 de novembro. A matéria comprova muito bem o que eu sempre pensei: com bom humor vivemos melhor. Considero-me uma prova viva das teorias de Rod Martin, autor do livro A Psicologia do Humor, mencionado na reportagem, pois graças ao meu humor agregador (predominante no resultado do meu teste feito no site de VEJA), sou querido e respeitado, aonde quer que eu vá. Todas as pessoas deveriam nascer com o gene do bom humor.
Ricardo Granatowicz
São Paulo, SP

 

Letícia Dornelles

Cara Letícia, com esse rosto lindo, excelente humor, delicadeza de sentimentos e tanto talento, não lhe faltarão pretendentes. Com ou sem a ida ao Namoro na TV. Aproveito para fazer um apelo aos políticos do PT para que mandem cartas ao programa Minha Vida É uma Novela, que a Letícia Dornelles escreve para o SBT. Contem tudo. Abram seu coração e seus segredos. O programa dará picos de audiência ("Se ele falar para eu me jogar da ponte, eu me jogo", 15 de novembro).
Gentil Neco

Rio de Janeiro, RJ

 

Lya Luft

Lya Luft nos fala da nova safra de governadoras, das quais devemos esperar trabalho duro, sem enganação e com rigor nas questões éticas. Penso em Roseana Sarney, Marta Suplicy e Rosinha Garotinho – e sinto um frio na espinha ("Mulheres & poder", Ponto de vista, 15 de novembro).
Sergio Daniel Simon
São Paulo, SP

 

Vida nova de Britney Spears

Há tanto tempo esperava uma notícia como essa e, enfim, ela chegou: Britney Spears separou-se do dançarino metido a cantor de rap Kevin Federline ("Medidas novas, vida nova", Gente, 15 de novembro). VEJA, como de costume, tem a exclusividade para mostrar não só a notícia principal (a separação) como também todo o seu desfecho. Parabéns pela reportagem, pois trouxe informações adicionais e verídicas sobre a vida tão conturbada e cheia de boatos da princesinha do pop, Britney Spears.
Bruno Noleto Bogéa
Palmas, TO

 

Internet

Acho a comparação da nota "Azeredo, deixe disso, rapaz..." (15 de novembro), citando países autoritários, um pouco extrema. Uma coisa é restringir o acesso e impor a censura de conteúdo na internet por meio de monitoração pelo próprio Estado, e outra é impedir o acesso à rede no anonimato. Atualmente, os usuários de banda larga, assim como boa parte dos que utilizam conexão discada, já fizeram um cadastro ao fechar o contrato de serviço. Nesses casos, o rastreamento é possível pelo provedor; portanto, não é anônimo. Pela minha informação, o projeto se refere a acessos que permitem o uso com total anonimato, como os feitos em cibercafés ou em certos serviços discados. Embora eu seja defensor da privacidade, sou a favor de rastreamento de IP por ordem judicial (com proteção de sigilo), similar ao que ocorre com celulares. Já não agüento a grande quantidade de malware que recebo diariamente via e-mail por anônimos que o espalham impunes de países onde o uso anônimo de internet é permitido.
Claudio Andreas
Por e-mail

 

Computador zumbi

A reportagem "Sua máquina a serviço do crime" (8 de novembro) foi muito boa, pois ensina as pessoas, principalmente os jovens, a se prevenir dos hackers na hora de abrir arquivos e e-mails.
Rafael Brandão Totti Horta, 12 anos
Belo Horizonte, MG

 

 

CORREÇÕES: A cafeína não é um vasodilatador, e sim um vasoconstritor ("Também é bom para a saúde", 15 de novembro). • Há 52.000 padarias no Brasil, e não 42.000, como informou a reportagem "O grão que mudou o mundo" (15 de novembro).

 

MORTE SÚBITA DE BEBÊS

Alguns leitores médicos questionaram a indicação contida na reportagem "Resposta para um pesadelo" (8 de novembro) recomendando que os bebês sejam colocados para dormir de barriga para cima, com o objetivo de diminuir o risco da morte súbita provocada pela regurgitação. Ouvida por VEJA, a doutora Márcia Pradella Hallinan, do Instituto do Sono, da Universidade de São Paulo, esclarece: "A Academia Americana de Pediatria, em seu último consenso (2005), recomenda que sempre que possível o bebê nos primeiros meses de vida deve ser colocado para dormir de barriga para cima. As exceções seriam a presença de um refluxo muito importante, quando se deve colocar o bebê de barriga para cima com o colchão elevado (30º a 45°), ou, quando houver contra-indicação para essa posição, preferencialmente de lado, também com o colchão elevado. Como sabemos que o piloro (que separa o estômago do duodeno) se localiza anatomicamente à direita, recomendamos colocar o bebê deitado sobre seu lado direito. Com isso fica mais fácil o escoamento do leite".

 

VAI SUMIR PELO RALO...

O gráfico retrata a inviabilidade de uma economia em que as riquezas crescem mais lentamente que os gastos. É o caso do Brasil. Aqui o PIB vem crescendo anualmente à média de 2,4%, enquanto os gastos públicos crescem, no mesmo período, mais do que o dobro, 6%. Esse gráfico foi publicado na edição de VEJA de 8 de novembro passado. O original continha uma imprecisão que impedia sua compreensão. Daí sua republicação correta, agora, neste espaço.

 

JOGO DA FORCA

O leitor Sergio Luiz Quintian, chargista de Porto Alegre, retratou o fim do jogo entre o governo americano, a Justiça iraquiana e o ex-ditador Saddam Hussein.

 
 
 
 
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