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Prevenção hormonal feminina aos 35

A idade entre as mulheres para começar a se preocupar com as disfunções hormonais da tireóide baixou de 40 para 35 anos. Segundo o médico Amélio Godoy, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, os problemas com a glândula, responsável pela produção de diversos hormônios que regulam o metabolismo corporal, chegam a atingir cerca de 10% da população feminina brasileira na faixa dos 35 aos 39 anos, o que dá um total de cerca de 600.000 mulheres. Mas, muitas vezes, não são corretamente diagnosticados, pois os sintomas são semelhantes aos de outras doenças. A decisão da Associação Americana de Tireóide de reduzir a idade para os exames vai ajudar na prevenção.

 

Desavisados & demitidos

Raul Junior


Diretora da empresa de recolocação profissional Saad Fellipelli, a consultora Elaine Saad estima em cerca de 70% o número de seus clientes pegos de surpresa ao ser demitidos. A seguir, alguns sinais, listados por ela, para ligar o desconfiômetro. Parar de ser envolvido em projetos de longo prazo. O chefe começa a evitá-lo. Ficam raros os convites para almoçar ou tomar cafezinho com os superiores ou colegas. Ficar muito tempo sem receber um aumento nem ser promovido. Os clientes de peso são entregues a outros colegas e você permanece preso, sem contatos, no escritório.

 

Melhor separado do que brigando

Márcio Capovilla


Casais que vivem às turras mas não se separam – para não prejudicar o desenvolvimento psicológico das crianças – podem estar, na verdade, piorando a situação. As psicólogas americanas Judith Wallerstein e Joan Kelly, da Universidade da Califórnia, ouviram os filhos de sessenta famílias cinco anos após o divórcio dos pais. Constataram que 60% aprovavam ou aceitavam a separação, embora tivessem sofrido no princípio. Passado esse período, apenas 30% desaprovavam o rompimento, contra 75% que o faziam logo no início da crise. Segundo elas, manter o casamento é um mito que muitas vezes não justifica mais a convivência de casais infelizes.



Sexo em baixa com antidepressivos

Sérgio de Divitiis


Quem usa remédios antidepressivos deve estar preparado para mudanças no desempenho sexual. Um recente estudo publicado na revista americana Journal of Clinical Psychiatry, de autoria do psiquiatra Robert Hirschfeld, da Universidade do Texas, comprovou a ocorrência de algum tipo de disfunção sexual – entre eles, diminuição da libido, excitação menor, retardamento e interrupção do orgasmo ou ejaculação dolorosa – em nada menos que 46% dos pacientes, homens ou mulheres, que consomem regularmente esse tipo de remédio. O médico Ricardo Moreno, do Grupo de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que isso se verifica no uso de vários tipos de antidepressivos, como Anafranil e Prozac. Há medicamentos, entretanto, que apresentam menos de 10% de risco de afetar sexualmente, como Zyban, Serzone, Remeron e Prolift.

 

BOA NOTÍCIA

No compasso certo

Para identificar a origem e fazer o tratamento de diversos tipos de arritmias cardíacas – quando o número de batidas do coração por minuto fica acima de 100 ou abaixo de 60 –, os brasileiros contam agora com uma aparelhagem de última geração, desenvolvida por cientistas israelenses. É o Carto, instalado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, e recém-apresentado aos especialistas de todo o país. A arritmia pode estar associada a doenças do coração, com sintomas como palpitação, dor no peito, tontura e suor. Atinge também muitos jovens sem problemas cardíacos, provocada por stress, ansiedade, drogas e exercícios físicos mal orientados.

 

MÁ NOTÍCIA

Alunos vulneráveis

Paulo Jares


Mesmo entre as camadas de maior acesso ao conhecimento, a Aids ainda é motivo de muita desinformação, conforme pesquisa com 650 estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A maioria dos jovens não tem cuidados preventivos, sob a alegação de que não são gays nem usuários de drogas, seguindo o conceito de grupo de risco que não mais se aplica à doença. Cerca de 24% acham que manter relações sexuais com parceiro fixo é suficiente, e apenas 29% dos homens e 40% das mulheres recorrem à camisinha.

 

Energia no currículo

Paulo Jares


Nem só de telecomunicações vive o boom das carreiras promissoras no Brasil. A chegada de multinacionais para exploração de petróleo, gás e fornecimento de energia elétrica vai exigir um grande número de profissionais capacitados, segundo Fernando Lohmann, vice-presidente e sócio da consultoria Korn/ Ferry International, uma das maiores do mundo. Um levantamento da firma estima o número de novos empregos entre 680.000 e 1,5 milhão. "Quem direcionar a carreira para essa área pode se dar bem", prevê Lohmann.

 

Os chips do desejo

Nas empresas que mantêm relações com o mundo pontocom da nova economia, os benefícios mais almejados pelos empregados guardam relação com o meio em que trabalham. Segundo levantamento do site americano Techies.com, feito com cerca de 1.000 profissionais da área, 36% disseram preferir receber de graça ou comprar com desconto poderosos computadores e equipamentos de informática, enquanto 23% queriam o mesmo com relação ao acesso à internet na residência. O convencional carro da empresa ficou com apenas 17%.

 

Editado por Cesar Baima. Colaboraram: Angela Nunes,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br

 

Foto Nicole Rosenthal

 

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