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Edição 2083

22 de outubro de 2008
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Assuntos mais comentados

Crise global (capa) — 20
Eleição dos "fichas-sujas" — 14
Lya Luft — 9
Carta ao Leitor — 7
Terapia para emagrecer — 7


Crise global

Nascemos e crescemos sob a premissa de que quando os Estados Unidos pegam resfriado o resto do mundo pega pneumonia. Só que ninguém nos contou o que acontece quando os Estados Unidos pegam pneumonia. Pois é, pegaram ("A hora de Meirelles", 15 de outubro).
Mauricio Gomm Santos
Miami, Flórida, EUA

Germano Luders
FREIO NO PÂNICO
Henrique Meirelles, presidente do BC: esforço para resguardar a economia, as empresas e as pessoas


Quando ouvimos os eufemismos de nosso nobre presidente, ficamos preocupados em relação a esta grave crise financeira que está se tornando econômica. Porém, quando vemos a clareza de argumentos de Henrique Meirelles, começamos a acreditar um pouco mais em nossas políticas públicas. Precisamos fazer um esforço conjunto para proteger o presidente do Banco Central dos políticos populistas, que não enxergam além do próprio nariz e só olham para dentro de si mesmos.
Hélio R. Araújo
Imperatriz, MA

O Brasil não perdeu a sua condição de "país emergente", continuando como um dos líderes do chamado G-20. Os outros, sim, perderam status no cenário econômico mundial. Os países do G-8 passam agora para o que se poderia chamar de grupo dos "países submergentes".
Francisco F. de Gois
Fortaleza, CE

O pacotão internacional de ajuda aos bancos pode até melhorar o cenário do mercado financeiro, mas não resolverá o problema se não houver medidas regulatórias sérias, que impeçam o cassino de funcionar ao bel-prazer dos predadores que atuam no mercado, estimulados por bônus que ofendem os próprios aplicadores e poupadores.
Ricardo Freitas
Rio de Janeiro, RJ


"Precisamos fazer um esforço conjunto para proteger
o presidente do Banco Central dos políticos
populistas, que não enxergam além do próprio nariz."
Hélio R. Araújo
Imperatriz, MA

 

 

Robert Shiller

O economista americano Robert Shiller ("Deixemos de lado as mitologias de esquerda e direita", 15 de outubro) está certíssimo ao afirmar que é necessário disseminar informação. Como ele diz, "a maioria das pessoas que adquiriram hipotecas subprime não sabia que as taxas eram reajustáveis". Quem oferece essas transações está vendendo um produto perigoso – uma potente bomba de efeito retardado – e deveria fornecer instruções bem claras, no lugar de simplesmente "lavar as mãos" ao coletar a assinatura num contrato.
Roberto Blatt
São Paulo, SP

 

Carlos Gutierrez

Na entrevista de páginas amarelas (15 de outubro), o senhor Carlos Gutierrez afirmou que no comércio bilateral Brasil-Estados Unidos o céu é o limite. Entretanto, a cada dia vejo esse "céu" um pouco mais distante. Basta observar a intransigência com que eles defendem os subsídios oferecidos aos seus produtores rurais, a repulsa pelo nosso etanol e a boa vontade demonstrada na Rodada de Doha. Ao que parece, sendo da forma como querem, eles aceitam qualquer acordo.
Rodrigo Jorge Cardoso
Rio Branco, AC

 

Eleição dos "fichas-sujas"

Sobre a reportagem "De volta para o futuro" (15 de outubro), pergunto: quando foi que tudo se perdeu? Em que parte da estrada deixamos de lado a ética, a moral, os valores humanos? Quando acompanhamos os discursos de candidatos às prefeituras, percebemos que o Brasil há muito deixou de acreditar que caráter deve ser o cerne de qualquer ser humano que pretenda governar uma cidade, uma nação ou um estado. Não se vendem apenas votos, compram-se consciências. Corrompem-se sonhos. Destroem-se esperanças. Aniquilam-se futuros.
Kátia Schmidt Filgueras
Erechim, RS

Estamos presos a uma armadilha: o STF determinou que os políticos fichas-sujas tenham os seus direitos assegurados até que haja decisão em última instância dos processos a que respondem. O problema é que o trâmite dessas ações pelas várias instâncias da Justiça pode levar décadas. Deixar a necessária profilaxia do meio político a cargo dos eleitores pode ser uma atitude temerária, como se viu nas últimas eleições.
Edir Gomes Xavier
Goiânia, GO

O STF não pode, de maneira alguma, jogar toda a responsabilidade aos eleitores por elegerem candidatos "fichas-sujas". O STF não fez a sua parte, ao permitir que esses maus elementos fossem candidatos. Nós eleitores precisamos muito do Poder Judiciário para proibir a participação desses sujeitos nas eleições, já que a maioria dos brasileiros não tem acesso às informações sobre a vida deles. São milhões de brasileiros analfabetos que não sabem o que é um jornal ou uma revista.
Solemar Teixeira de Carvalho
Cuiabá, MT

 

Carta ao Leitor

Realmente, o eleitor não é bobo. A eleição em Curitiba comprova isso. O prefeito reeleito não foi apoiado pelo governo federal nem pelo estadual e obteve uma votação muito expressiva. Acompanhei toda a eleição e percebi que o voto é conquistado por meio de uma campanha limpa e sem agressões aos demais candidatos. O povo não se deixa enganar, confia em quem já fez um bom mandato e tem popularidade, não troca o certo pelo duvidoso ("O povo não é bobo", 15 de outubro).
Camilla Vitória Mageski
Curitiba, PR

Curiosa a revista desta semana. Na Carta ao Leitor, ela diz que "o povo não é bobo". Felizmente, apenas afirma aquilo que, em sua opinião, o povo não é. Sim, porque, algumas páginas adiante, lemos uma reportagem que revela que a voz das urnas – ou desse mesmo povo que não é bobo – consagrara pelo sufrágio a vitória de alguns picaretas como prefeitos e vereadores. Uma candidata eleita (pasmem!) cumpre pena em presídio de segurança máxima e recebeu do povo mais de 20.000 votos.
Robson Nunes da Silva
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

A já não tão espantosa bolha de popularidade de Lula, ao contrário da dos prefeitos, é sustentada em bases extremamente frágeis, pois até hoje se alimenta da colheita do que foi plantado no governo que o antecedeu, da distribuição de migalhas aos miseráveis em troca de votos e da exuberância econômica irracional, cuja bolha agora se desfaz. E, como toda bolha... ("Linha de crédito", 15 de outubro).
Eduardo Roberto da Silva
Natal, RN

 

Lya Luft

Parabéns à escritora pelo artigo "Legado aos nossos filhos" (15 de outubro). Lya é uma das raras pessoas que conseguem escrever de forma clara sobre os "dramas secretos" vividos por muitas famílias.
Tadeu Borella
Araras, SP

Adorei o texto e o achei muito próprio ao momento que estamos vivendo. Mediante suas reflexões, a pensadora leva pais e avós a remexer lá no fundo de suas bases éticas. Senti que ações e palavras – envoltas em tudo de bom que se aprende com a família, com a escola, com as religiões, com os amigos – têm de caminhar juntas sempre e que não há ocasiões especiais para vivê-las.
Lêda Teresinha da Costa Bandeira
Goiânia, GO

Extraordinário o texto de Lya Luft sobre valores morais e éticos, temas totalmente esquecidos em nosso dia-a-dia. "A boa educação é como moeda de ouro; tem valor em toda parte..."
Heloisa Cassini
Três Rios, RJ

 

Terapia para emagrecer

É verdadeiro o quadro "O pensar gordo e o pensar magro", da reportagem "A dieta do pensamento" (15 de outubro). Identifiquei-me. Eu era gorda, muito gorda. Pesava 185 quilos. Há seis anos operei o estômago e emagreci 103 quilos. Uma vitória! Estou muito bem agora. Nem parece que eu era tão grande. Realmente eu pensava gordo. Comia demais, era doente emocional. Isso é péssimo. Atrapalha a vida. Deixar de pensar gordo é conscientizar-se e mudar os hábitos e as escolhas. É agir de forma a se beneficiar, entendendo que a vida é mais importante do que a comida. É entender que comer em excesso não resolve os problemas.
Denise Santana
Brasília, DF

Muitos obesos têm transtorno de comportamento alimentar, e com a vigilância dos parentes e amigos surge em cena outro personagem: a mentira. O uso do diminutivo torna-se obrigatório para se referir ao alimento. Termos próprios às crianças, como frutinha, leitinho, pedacinho, são determinantes ao contar o que se comeu ou se pretende comer. Discursar no diminutivo, fingindo que se está comendo pouco, não alivia os ponteiros da balança. Se a comida virou uma droga anestésica num dia-a-dia entediante, ou amargo, ou sem sentido, ou apertado demais, com prazos curtos e responsabilidades pesadas, entregar-se a um novo prazer é uma alternativa eficaz.
Mara Narciso
Endocrinologista
Montes Claros, MG

Não há dúvida de que o tratamento psicológico é importante, e pode até ser imprescindível em alguns casos, para que os obesos consigam perder o excesso de peso. Nesse sentido, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser uma estratégia eficiente. Difícil é aceitar a "auto-suficiência" da TCC para resolver o problema de qualquer obeso apenas com o auxílio de "qualquer dieta razoável". Talvez por não ter conhecimentos sobre fisiologia e nutrição a psicóloga não saiba que a maioria das dietas utilizadas torna o obeso um pouco menos obeso, mas também desnutrido devido à falta de vários nutrientes.
Jair Rodrigues Garcia Junior
Mestre em nutrição (FCFAR-Unesp)
Doutor em fisiologia humana (ICB-USP)
Presidente Prudente, SP

Excepcional a reportagem de VEJA sobre a força da TCC. A revista mostra mais uma vez extremo bom gosto na escolha dos temas e esclarece ao público leigo assuntos até há pouco tempo exclusivos de psicólogos e estudantes de psicologia. A revista foi levada às salas de aula de todo o curso de psicologia da faculdade para debate. Parabéns!
Julio Cesar Abrahão Bucci
Curso de psicologia – Universidade de Ribeirão Preto
Ribeirão Preto, SP

O problema não é perder peso, mas sim não reencontrar o peso perdido. Para atingir esse objetivo, a mudança comportamental é fundamental, e nós, endocrinologistas, sempre a enfatizamos. O livro Pense Magro é mais um de centenas que dão uma roupagem nova a um tema antigo.
Henrique Suplicy
Endocrinologista
Curitiba, PR

 

Educação

A reportagem "Mestres brilhantes" (15 de outubro) mostra uma realidade de causar ao mesmo tempo inveja e desânimo. Parece-me longe o dia em que venceremos a secular problemática da educação fundamental. Isso acontecerá quando tivermos universidades de excelência. Para tal, devemos deixar de lado o atual conceito "universidade para todos". Esse conceito é errôneo. Educação fundamental pública de qualidade para todos, sim, mas universidade pública para os que estão devidamente preparados e desejam seguir estudos avançados, não importam sua situação econômica, cor da pele, raça, idade, gênero, tal como acontece na maioria dos países do primeiro mundo.
Ignez Martins Tollini
Brasília, DF

 

Idéias

Simplesmente fantástico o artigo "O investment grade político" (15 de outubro), do jornalista Eduardo Oinegue. Havia muito não se lia um texto sobre os nossos antepassados presidentes. Na verdade, VEJA deu uma aula de história política. Aprendi muito.
Junior Luiz
Presidente estadual do PTN-TO
Palmas, TO

 

Bebida, medicamento e direção

Senti um forte desprazer ao ler a reportagem "Assoprou, dançou" (15 de outubro), que trata de jovens e adultos que se utilizam do medicamento Metadoxil para enganar o bafômetro, burlando a recentemente implantada Lei Seca. Felizmente, o medicamento não apresenta o efeito imediato, desejado pelos consumidores.
Andrew Ruiz
Jundiaí, SP

 

Grazi Massafera

A atriz Grazi Massafera é linda, carismática e popular. Características mais que suficientes para segurar um papel secundário em qualquer novela da Globo. No entanto, ser protagonista requer talento. Acredito que ela não esteja madura para tal responsabilidade ("Até parece novela", 15 de outubro).
Bruno Antunes
Belo Horizonte, MG

 

Correções: na reportagem "Uma casinha pequenina" (8 de outubro), a fotografia em destaque não reproduz o retrato de Maria Antonieta segurando uma rosa, mas de Madame de Pompadour, pintado por Carle Van Loo. • No quadro "Rastreadores do universo", da reportagem "Do micro ao macro" (15 de outubro), a frase correta é: "Nambu mostrou que isso não ocorre porque, para cada 10 bilhões de partículas de antimatéria, foram produzidos 10 bilhões e uma partícula suplementar de matéria". Por erro, a revisão substituiu o "e" por "de" e saiu "10 bilhões de uma partícula suplementar de matéria".

 

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP;
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Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente. Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem à redação até a quarta-feira de cada semana.

 



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