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Edição 2083

22 de outubro de 2008
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Panorama
Holofote

Felipe Patury
Com reportagem de Igor Paulin

 

Dois para lá, dois para cá

Elza Fiuza/ABR


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita mudar o ministério depois da eleição. Há dez dias, disse a amigos que gostaria de abrigar no Ministério da Defesa o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, que é candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa da petista Marta Suplicy. Nesse caso, transferiria o atual titular da pasta, Nelson Jobim, para a Justiça. Vago desde que Marta decidiu disputar a prefeitura paulistana, o Turismo pode entrar na composição.
A hipótese de mudanças ouriçou o PMDB. O partido quer atrelá-las à eleição do próximo presidente do Senado e gostaria de aproveitar a oportunidade para ressuscitar Renan Calheiros. A dança de cadeiras seria um pretexto para que ele assumisse a liderança do governo na casa. Consultado, Lula aprovou a idéia.

 

O dindim de Alckmin

Folha Imagem


Os políticos saem das campanhas eleitorais com pencas de dívidas, principalmente quando são derrotados. O tucano Geraldo Alckmin é uma exceção. Deixou a disputa com 2 milhões de reais em caixa. Alcançou a proeza com uma propaganda franciscana, tal como prometeu fazer, e com a ajuda do tucanato. O governador paulista José Serra liberou um dos seus aliados para ajudar na arrecadação. O mineiro Aécio Neves fez mais. A quinze dias do primeiro turno, levantou 1,5 milhão de reais para Alckmin. Parte das sobras pode ser usada para cobrir parte das dívidas da campanha presidencial de 2006, que somam 20 milhões de reais.

 

É doce, mas não é mole

Ed Ferreira/AE


Os produtores de açúcar e álcool podem chegar ao fim do ano com prejuízos da ordem de 1 bilhão de reais. A conta é dos sócios da Unica, o sindicato dos usineiros paulistas, presidido pelo economista Marcos Jank. Exportadoras, as empresas do setor, em sua maioria, deveriam comemorar a alta do dólar. Não estão fazendo isso porque o preço dos produtos despencou.
A NovAmérica, do açúcar União, pode dar início a um novo processo de consolidação do setor. Seus ativos estão sendo disputados por Bunge, Cargill, Cosan e São Martinho. As negociações são conduzidas pelo Itaú.

 

Para dar e vender

Adriano Machado/Folha Imagem

O ex-deputado José Janene, do PP paranaense, está de volta. Ele arrecada fundos para Antônio Belinati, que tenta voltar à prefeitura de Londrina. Acusado de corrupção, Belinati foi cassado em 2000. Janene ia no mesmo caminho há três anos, quando se descobriu que ele chefiava o mensalão no PP. Escapou da degola ao convencer seus colegas que estava à beira da morte. Mas, como se vê, tem saúde para dar e vender, não necessariamente nessa ordem.

 

Xerife do dumping

Valter Campanato/ABR


Vai passando pelo Congresso um projeto que cria o Conselho de Defesa Comercial, órgão destinado a dar mais agilidade aos julgamentos de casos de dumping. O conselho seria ligado ao Ministério do Desenvolvimento. O texto, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), conta com o apoio velado do ministro Miguel Jorge, titular da pasta, e com a oposição dos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores.

 

 

100% de pancada e 50% de calote

Tasso Marcelo/AE


A petista Maria do Rosário resolveu subverter a máxima de que não se mexe em time que está ganhando. Deu o calote na equipe de marketing que a conduziu ao segundo turno da eleição de Porto Alegre. Acertou que pagaria 1,9 milhão de reais pelo primeiro turno à equipe liderada pelo marqueteiro Augusto Fonseca. Uma vez no segundo turno, a petista resolveu liquidar a fatura por menos da metade do preço. O petismo aplaudiu. O partido queria desferir ataques cada vez mais violentos contra o prefeito José Fogaça, que disputa a reeleição pelo PMDB. Fonseca, que se recusa a falar sobre o assunto, opunha-se veementemente a essa estratégia.



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