Panorama
Holofote
Felipe Patury
Com reportagem de
Igor Paulin
Dois para lá,
dois para cá
Elza
Fiuza/ABR
 |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita mudar
o ministério depois da eleição. Há
dez dias, disse a amigos que gostaria de abrigar no Ministério
da Defesa o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, que é
candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa da
petista Marta Suplicy. Nesse caso, transferiria o atual titular
da pasta, Nelson Jobim, para a Justiça. Vago desde
que Marta decidiu disputar a prefeitura paulistana, o Turismo
pode entrar na composição.
A hipótese de mudanças
ouriçou o PMDB. O partido quer atrelá-las à
eleição do próximo presidente do Senado
e gostaria de aproveitar a oportunidade para ressuscitar Renan
Calheiros. A dança de cadeiras seria um pretexto para
que ele assumisse a liderança do governo na casa. Consultado,
Lula aprovou a idéia.
O dindim de Alckmin
Folha
Imagem
 |
Os políticos saem das campanhas eleitorais com pencas
de dívidas, principalmente quando são derrotados.
O tucano Geraldo Alckmin é uma exceção.
Deixou a disputa com 2 milhões de reais em caixa. Alcançou
a proeza com uma propaganda franciscana, tal como prometeu
fazer, e com a ajuda do tucanato. O governador paulista José
Serra liberou um dos seus aliados para ajudar na arrecadação.
O mineiro Aécio Neves fez mais. A quinze dias do primeiro
turno, levantou 1,5 milhão de reais para Alckmin. Parte
das sobras pode ser usada para cobrir parte das dívidas
da campanha presidencial de 2006, que somam 20 milhões
de reais.
É doce, mas
não é mole
Ed
Ferreira/AE
 |
Os produtores de açúcar e álcool podem
chegar ao fim do ano com prejuízos da ordem de 1 bilhão
de reais. A conta é dos sócios da Unica, o sindicato
dos usineiros paulistas, presidido pelo economista Marcos
Jank. Exportadoras, as empresas do setor, em sua maioria,
deveriam comemorar a alta do dólar. Não estão
fazendo isso porque o preço dos produtos despencou.
A NovAmérica, do
açúcar União, pode dar início
a um novo processo de consolidação do setor.
Seus ativos estão sendo disputados por Bunge, Cargill,
Cosan e São Martinho. As negociações
são conduzidas pelo Itaú.
Para dar e vender
Adriano
Machado/Folha Imagem
 |
O ex-deputado José
Janene, do PP paranaense, está de volta. Ele arrecada
fundos para Antônio Belinati, que tenta voltar à
prefeitura de Londrina. Acusado de corrupção,
Belinati foi cassado em 2000. Janene ia no mesmo caminho há
três anos, quando se descobriu que ele chefiava o mensalão
no PP. Escapou da degola ao convencer seus colegas que estava
à beira da morte. Mas, como se vê, tem saúde
para dar e vender, não necessariamente nessa ordem.
Xerife do dumping
Valter
Campanato/ABR
 |
Vai passando pelo Congresso um projeto que cria o Conselho
de Defesa Comercial, órgão destinado a dar mais
agilidade aos julgamentos de casos de dumping. O conselho
seria ligado ao Ministério do Desenvolvimento. O texto,
do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), conta com o
apoio velado do ministro Miguel Jorge, titular da pasta, e
com a oposição dos ministérios da Fazenda
e das Relações Exteriores.
|
100% de pancada
e 50% de calote
Tasso Marcelo/AE
 |
A petista Maria do Rosário resolveu subverter
a máxima de que não se mexe em time que
está ganhando. Deu o calote na equipe de marketing
que a conduziu ao segundo turno da eleição
de Porto Alegre. Acertou que pagaria 1,9 milhão
de reais pelo primeiro turno à equipe liderada
pelo marqueteiro Augusto Fonseca. Uma vez no segundo
turno, a petista resolveu liquidar a fatura por menos
da metade do preço. O petismo aplaudiu. O partido
queria desferir ataques cada vez mais violentos contra
o prefeito José Fogaça, que disputa a
reeleição pelo PMDB. Fonseca, que se recusa
a falar sobre o assunto, opunha-se veementemente a essa
estratégia.
|