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Cartas
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"Nossos
negociadores na Alca não se deram conta de que, por incompetência
ou estupidez, estão adotando uma posição isolacionista."
Vladimir Duarte Dias
Porto Alegre, RS
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Alca
Espero que o governo atue com mais coragem na negociação
e com menos estupidez ideológica. De nada adianta reclamar
da posição de força de nossos parceiros, o
que devemos fazer é explorar e defender nossos pontos fortes
na mesa de negociação ("7 perigos de dar uma banana
para a Alca", 15 de outubro).
Pedro Gärtner
Rio de Janeiro, RJ
Que
nos moldes atuais a Alca apresenta desvantagens para o nosso país,
isso é inquestionável. No entanto, somente bater martelo
e não apresentar proposta alguma de nada adianta. Para os
americanos, a Alca seria uma forma de tentar aumentar o superávit
da balança comercial na única região do mundo
onde os Estados Unidos ainda apresentam ampla lucratividade comercial,
que é a América Latina. Com muito bom destaque, a
reportagem coloca bem o perigo de o Brasil se isolar continentalmente,
e a última coisa que somos e podemos conceber em um mundo
globalizado é a auto-suficiência econômica.
Mauricio de Novaes Franco Neto
Rio de Janeiro, RJ
Estava
angustiado, havia meses, com a falta de profundidade e de conhecimentos
técnicos e econômicos com que o governo vem discutindo
e negociando a Alca. Só para exemplificar um setor da economia:
o setor coureiro calçadista, em que o mercado consumidor
das Américas é de 3,3 bilhões de pares e a
produção, 1,2 bilhão de pares. Ou seja, 2,1
bilhões são fornecidos por países de fora da
região. Com o livre-comércio, a indústria calçadista
brasileira poderia duplicar a produção de 650 milhões
de pares por ano.
Antonio Olmiro Alves de Souza
Diretor da Associação dos Fiscais de Tributos Estaduais
do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS
Magnífica
a reportagem sobre a condução das negociações
da Alca. Os americanos são quem mais investe aqui. São
os que mais compram aqui. A Continental comprou da Embraer mais
de 225 jatos regionais, a American Eagle outros 200 e tantos, a
Jet Blue adquiriu 100 da novíssima família 170, a
US Airways levou 85 das duas famílias, a United Express opera
mais de oitenta EMB 120. Digam-me em qual mercado nós vamos
vender tais quantidades para um único cliente.
Luiz Sérgio de la Orden Wanderley
Florianópolis, SC
A
despeito de todos os erros que podem estar sendo cometidos por essa
administração, nunca antes o Brasil foi visto com
tanto respeito em função de suas posturas nas relações
comerciais como neste instante. Tenho participado de fóruns,
debates e conferências com importantes sociólogos,
cientistas políticos e economistas, em que uma maioria significativa
vem apoiando a política internacional do governo Lula, mesmo
que tenham críticas isoladas, específicas, o que é
muito natural.
Raimundo Barreto
Princeton, New Jersey, EUA
Parabéns
pela ilustração da capa (edição 1 824).
Retrata de maneira cômica e inteligente a real situação
do Brasil diante de interesses dos EUA.
Gustavo Hertel
Vitória, ES
De
mau gosto a capa de VEJA, mostrando submissão de nosso país
aos EUA. Neste momento, os americanos devem estar fazendo comentários
e dando gargalhadas.
Ivan Flávio Nascimento
Belém, PA
Jon
Krakauer
Quem
conhece os membros fiéis e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos
dos Últimos Dias deve ter ficado muito entristecido com tantas
besteiras escritas por Jon Krakauer no livro Pela Bandeira do
Paraíso. Os mórmons não são extremistas,
seguem os ensinamentos de Jesus Cristo, são monogâmicos,
buscam ser honestos e são cidadãos de bem ("Um ingresso
para o inferno", 15 de outubro).
Osvaldo Peressute Junior
Curitiba, PR
Igreja
e sexo
Com
relação à reportagem "Cruzada da insensatez"
(15 de outubro), gostaria de dizer que não deixa de ser bastante
equivocada e infeliz a afirmação de que o vírus
da Aids atravessa a membrana da camisinha. A posição
defendida pelo cardeal López Trujillo e até por outros
religiosos está longe de ser compartilhada pelo conjunto
da Igreja Católica. Com mais de 1 bilhão de fiéis
espalhados pelo mundo, a Igreja comporta uma grande pluralidade
e complexidade. As questões de moral não se reduzem
ao que um cardeal do Vaticano diz. Além da Cúria Romana
e do papa, há conferências de bispos em diversos países,
reflexões de teólogos, trabalhos pastorais de muitas
entidades e a consciência dos fiéis, última
instância das decisões morais.
Luís Corrêa Lima
Padre jesuíta e historiador
Brasília, DF
Arnold
Schwarzenegger
Na
campanha para governador da Califórnia, Schwarzenegger foi
tão imbatível quanto o andróide T-800 da série
Exterminador do Futuro. Podemos notar como a admiração
mundial por um superastro pode influenciar muito numa decisão
política. Se essa onda pegar, será necessária,
assim como na série que consagrou o ator austríaco,
a criação de uma resistência capaz de impedir
a expansão do domínio dos governators ("E com
vocês, o governator", 15 de outubro).
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão
Reforma
do Judiciário
Maus-tratos
a delinqüentes juvenis, chacinas e execuções
de testemunhas são fatos deprimentes, sem dúvida.
Mas é preciso esclarecer que essas questões, num primeiro
momento, estão afetas às autoridades policiais, que,
como é sabido, pertencem ao Executivo (da União e
dos Estados). A polícia deve indiciar os culpados e encaminhar
o inquérito ao Ministério Público. Só
com o recebimento da denúncia de um promotor de justiça
o fato criminoso passa para a responsabilidade do juiz, iniciando-se
a ação penal correspondente. Não é necessário
inspeção da ONU para constatar o óbvio, isto
é, que os juízes e tribunais se encontram asfixiados
pelo excesso de processos para julgar. Essa sobrecarga decorre da
falta de juízes, de estrutura deficiente e de uma legislação
processual inadequada (área de competência do Congresso
Nacional), que permite recursos e manobras protelatórias
para todo tipo de causa ("O Brasil afogado em processos", 15 de
outubro).
Osvaldo Nallim Duarte
Juiz de direito
Curitiba, PR
PTB
A
propósito da reportagem "Acidente e sucessão" (15
de outubro), quero esclarecer que minha postura foi expressa na
seguinte frase: "Eu sou caipira do interior de São Paulo.
Na minha terra, só se discute sucessão depois da missa
de sétimo dia". Quando me manifestei sobre a sucessão
no PTB, me limitei a explicitar que, de acordo com o estatuto do
partido, teríamos trinta dias para a realização
de nova eleição e que neste período a presidência
seria exercida provisoriamente pelo vice-presidente mais velho,
deputado Nabi Abi Chedid. Disse ao deputado Roberto Jefferson que
o apoiaria à presidência do partido, mas que não
havia necessidade de decidir naquele momento, o que acabou ocorrendo
em razão de pedido formulado pela família Martinez.
Luiz Antonio Fleury Filho
Deputado federal (PTB-SP)
Brasília, DF
Genética
O
uso de vitaminas e minerais no desenvolvimento fetal começou
a fazer parte da medicina durante a II Guerra Mundial. Nessa época,
a escassez de alimentos no continente europeu impedia o aporte adequado
de nutrientes para todos os habitantes, em especial às gestantes.
Para amenizar esses problemas, iniciou-se a indicação
de suplementação vitamínica e mineral durante
toda a gestação. Atualmente, especial atenção
refere-se à utilização do ácido fólico
(4 mg/dia), pois as pesquisas evidenciaram uma expressiva diminuição
das malformações do tubo neural (medula espinhal),
da prematuridade e do baixo peso. Mulheres que utilizam anticoncepcionais
orais devem ser alertadas de que apresentam níveis de ácido
fólico diminuídos e por esse motivo é proposto
que iniciem a suplementação desse folato três
meses antes do planejamento da gravidez. É muito animador
sabermos agora que uma dosagem extra de ácido fólico,
vitamina B12, colina e betaína, em laboratório, poderá
diminuir ou prevenir a predisposição ao aparecimento
do diabetes, do câncer e da obesidade nos descendentes ("Diferente
da mamãe", 15 de outubro)!
Doutor Celso Engelberto Ayres
Mestre em ginecologia e obstetrícia da USP de Ribeirão
Preto
Mogi Mirim, SP
China
A
reportagem "O lado sombrio da grande China" (8 de outubro) exagerou
alguns aspectos negativos da vida social das mulheres da China e
não corresponde à situação atual delas.
Durante milhares de anos na sociedade feudal e em pouco mais de
100 anos na sociedade semifeudal e semicolonial, a história
das mulheres chinesas foi uma tragédia cheia de opressão,
ultraje e humilhação. Na primeira metade do século
passado, sob a direção do Partido Comunista da China,
as mulheres chinesas sustentaram uma heróica luta pela libertação
nacional e pela própria emancipação, que alcançaram
com a fundação da República Popular da China.
As mulheres chinesas, que representam uma quarta parte das mulheres
do mundo, conquistaram, por fim, sua histórica emancipação.
A nova China declara que, em todos os aspectos da vida política,
econômica, cultural, social e familiar, as mulheres gozam
de iguais direitos que os homens.
Shang Deliang
Conselheiro de imprensa Embaixada da China
Brasília, DF
CORREÇÃO:
Na reportagem "7
perigos de dar uma banana para a Alca" (15 de outubro),
o nome correto da Rebrip é Rede Brasileira pela Integração
dos Povos, e não dos Povos Indígenas, como foi publicado.
| Nota
pública de esclarecimento |
Cumprindo determinação unânime da
5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul, em acórdão
proferido na Apelação Cível nº
7000.5597646 que julgou definitivamente seus embargos
à execução, a editora esclarece a
seus leitores que foi condenada nos autos da Ação
de Indenização ajuizada por Maria Beatriz
Dreyer Pacheco contra a Editora Abril S/A, processo n.
100598755, por sentença da MM Juíza de Direito
da 6ª Vara Cível do Foro Central da Comarca
de Porto Alegre, Dra. Judith dos Santos Mottecy, a indenizar
a autora por danos morais em razão da reportagem
denominada "Dormindo com o inimigo", cuja chamada
de capa foi redigida como "Peguei AIDS do meu marido",
publicada na Revista Veja, Edição 1570,
ano 31, n. 43, de 28 de outubro de 1998, sendo que o dispositivo
sentencial assim restou redigido: "ISTO POSTO, pelos fundamentos
acima declinados, JULGO PROCEDENTE o pedido de indenização
por abalo moral deduzido por MARIA BEATRIZ DREYER PACHECO
contra EDITORA ABRIL S/A. Condeno a ré a pagar
à autora, a título de indenização,
o equivalente a 200 salários mínimos. Deverá
proceder à publicação, no mesmo veículo,
de nota pública de esclarecimento aos leitores,
com suficiente destaque, noticiando a presente via judicial
em razão da matéria anteriormente veiculada."
A sentença foi proferida em 07 de outubro de 1999.
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| Entusiasmo
com o vinho nacional |
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A
reportagem "A
vitória dos bons e baratos" (24 de
setembro), que mostrou como os consumidores brasileiros
aprimoram o gosto por vinhos finos, mexeu com o orgulho
dos produtores nacionais. "A vitivinicultura brasileira,
com pouco mais de 100 anos, é relativamente jovem
diante da milenar tradição de vários
dos principais produtores. Assim mesmo, a evolução
tecnológica instalada nas duas últimas
décadas em regiões de produção
do Brasil o coloca ao lado de países já
tradicionais ou emergentes no mundo do vinho", escreveu
Carlos Raimundo Paviani, presidente do Instituto Brasileiro
do Vinho, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do
Sul. De Flores da Cunha, o presidente da Associação
Gaúcha de Vinicultores, Benildo Perini, reafirma
o que disse Paviani: "Com os investimentos em qualidade
e eficiência, nós temos certeza de que
o vinho nacional será muito apreciado pelos brasileiros
e pelo resto do mundo", disse. Eduardo Stefani, gerente
de operações da Wines from Brazil, destaca
o esforço com que "a indústria vitivinícola
brasileira vem se desenvolvendo no sentido de se adequar
aos padrões internacionais". Jaime Milan, da
Associação dos Produtores de Vinhos Finos
do Vale dos Vinhedos, de Bento Gonçalves, garante
que "o mercado brasileiro reconhece a qualidade dos
vinhos nacionais e corresponde com forte demanda" e
fala do "sucesso que o vinho brasileiro vem obtendo
no exterior, como resultado do processo de divulgação
e exportação dos melhores rótulos
gaúchos para vários países".
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