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| VEJA
Recomenda DVDs
Divulgação
 | | Kill
Bill: Tarantino destila o seu vasto conhecimento do cinema oriental |
Kill
Bill Volume 1 (Estados Unidos, 2003. Imagem) Ao despertar
de um coma de quatro anos, a Noiva (Uma Thurman), ex-assassina profissional, vai
atrás dos colegas que invadiram sua festa de casamento, mataram noivo e
convidados e deixaram-na largada na igreja, grávida e com uma bala na cabeça.
Não é de estranhar, portanto, que a Noiva queira empreender uma
vingança exemplar ainda mais sendo ela uma criação
de Quentin Tarantino. A estréia no Brasil do segundo episódio da
saga, Kill Bill Volume 2, prometida para 8 de outubro, é
só mais uma razão para apreciar essa ópera pop, em que o
diretor destila a sua admiração e o seu vasto conhecimento do cinema
oriental. Trailer.
Madrugada
dos Mortos (Dawn of the Dead, Estados Unidos, 2004. Universal)
A enfermeira Ana (Sarah Polley) vai dormir feliz da vida uma noite e, quando
acorda, quase todos os seres humanos já viraram zumbis famintos, por motivo
desconhecido e que essa refilmagem do clássico trash Despertar dos Mortos,
de 1978, nem procura investigar. Ana se junta, num shopping center, aos poucos
homens e mulheres que ainda não foram contaminados. Mas esse pequeno núcleo
social tem pouco de auspicioso: se não sucumbir à barbárie
que vem de fora, é provável que não resista àquela
que cada um trouxe consigo. Mais bem produzida que o original do diretor George
Romero, essa nova versão mantém, entretanto, o clima de pavor e
alegoria de uma sociedade desumanizada pelo consumismo. A
História do Rock' n'Roll (Estados Unidos, 1995. Warner)
Essa caixa com cinco DVDs e mais de dez horas de duração explica
tudo o que você gostaria de saber sobre rock. Ou melhor, quase tudo, porque
os Beatles se recusaram a ceder imagens de arquivo. Isso não desqualifica
o documentário, que tem produção do maestro Quincy Jones
e roteiro dos principais jornalistas de música dos Estados Unidos. A
História do Rock'n'Roll acompanha o gênero desde suas origens
no blues até 1995, com a explosão do rock alternativo nos Estados
Unidos. Os DVDs trazem depoimentos exclusivos e cenas raríssimas
como uma apresentação do cantor Iggy Pop num show matutino (e brega)
de televisão. Os capítulos dedicados aos movimentos disco e punk
são deliciosamente hilários.
DISCOS
Divulgação
 |  | | Modest
Mouse: alternativos | |
Good
News for People who Love Bad News, Modest Mouse (Sony Music) O
grupo americano tem catorze anos de carreira, mas somente agora está provando
o sabor do sucesso. O Modest Mouse venceu uma das principais categorias da última
edição do Video Music Awards, da MTV, e os ingressos de sua última
turnê estão sendo muito disputados. Musicalmente, o grupo foi bastante
influenciado pelo rock alternativo americano dos anos 90 principalmente
nas guitarras distorcidas. Percebe-se ainda o experimentalismo de artistas como
Tom Waits e Talking Heads (nada, porém, que deixe a música inaudível).
O sucesso do disco é o rock Float On, mas vale a pena ficar atento
a letras como a de Bukowski, sobre o célebre escritor americano:
"Ele até que escreve bem / Mas quem poderia imaginar que fosse uma pessoa
tão desagradável?". It's
De Lovely: the Authentic Cole Porter Collection, vários intérpretes
(BMG) O americano Cole Porter (1891-1964) pertence ao seleto grupo de compositores
que elevaram a música popular à categoria de "grande arte". Porter
criou temas para musicais da Broadway e de produções de Hollywood,
mas não se restringiu aos temas jazzísticos. Suas composições
incluíam também influências de música country e oriental.
Esta coletânea é uma bela introdução ao trabalho do
compositor. Traz alguns dos principais sucessos de Porter na voz de artistas como
Frank Sinatra, Fred Astaire e até de Roy Rogers, o caubói do cinema.
Um dos momentos mais vibrantes do disco é a versão do clarinetista
Artie Shaw para Begin the Beguine. Ouça
o disco.
LIVRO O
Mercador de Café, de David Liss (tradução de Alexandre
Raposo; Record; 392 páginas; 46,90 reais) O cenário às
vezes é tudo. Um dos pontos fortes deste romance é a caracterização
da época e do lugar em que ocorre a ação: a Holanda do século
XVII, então uma das maiores potências comerciais do mundo. O herói
da história é Miguel Lienzo, um judeu português que fugiu
da Inquisição em seu país e estabeleceu um negócio
de açúcar em Amsterdã. Depois de falir em uma reviravolta
do mercado, Lienzo decide investir em um novo produto o café. Mas
sua sociedade com uma holandesa sedutora dará início a uma trama
de traição e mistério. Liss é bom em urdir esse tipo
de enredo: seu romance anterior, A Conspiração de Papel,
ganhou o prêmio Edgar Allan Poe de livro de suspense. Leia
trecho.  |  | | Flaubert:
precisão de mestre | |
Três
Contos, de Gustave Flaubert (tradução de Samuel Titan Jr.
e Milton Hatoum; Cosac & Naify; 150 páginas; 39 reais) Ninguém
pode dizer que conhece os clássicos sem ter lido Flaubert (1821-1880).
Último livro publicado em vida pelo autor francês, Três
Contos reúne histórias de temas muito diversos. Um Coração
Simples retrata a existência triste e servil da criada Félicité.
A Legenda de São Julião Hospitaleiro é a versão
de Flaubert para a vida de Julião, o santo que matou seus próprios
pais em uma confusão de identidades. Herodíade revisita a
história bíblica em que Salomé pede a cabeça de São
João Batista em uma bandeja. Em comum, todas essas histórias trazem
a elegância e a precisão que fizeram de Flaubert um mestre da narrativa.
Leia
trecho.
Os
mais vendidos
A partir desta semana, a lista dos livros mais
vendidos de VEJA passa a incluir o site Submarino entre suas fontes. Ao contrário
das demais livrarias consultadas para a elaboração da lista, ele
não dispõe de lojas "físicas" todas as suas operações
são realizadas pela internet. De modo geral, a participação
da internet no mercado livreiro ainda é tímida. A Associação
Nacional de Livrarias calcula que a rede responde atualmente por cerca de 3% das
vendas de livros no país. Apesar disso, o Submarino, fundado em 1999, é
hoje considerado um concorrente importante no setor. Daí a decisão
de computar seus números. Com esse acréscimo, a lista passa a discriminar
na rubrica "internet" todas as empresas que possuem sites de venda. Aquelas que
mais investem nesse canal são a Saraiva e a Cultura. A primeira realiza
18% de suas vendas por meio de encomendas virtuais, e a segunda, entre 17% e 20%.
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