Edição 1872 . 22 de setembro de 2004

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Gente

Uma estrela se destaca na premiação

Cleomia Tavares/Babado
Luana, com Mansur, na hora H: à la Instinto Selvagem


Desde Machado de Assis não aconteciam coisas tão interessantes na vetusta Academia Brasileira de Letras. Primeiro, a própria presença de Luana Piovani, e ainda por cima com o namorado, Ricardo Mansur, para receber o Prêmio Austregésilo de Athayde (que, apesar do nome e local, nada tem a ver com acadêmicos) como a melhor atriz de teatro. Segundo, e principalmente, a cruzada de pernas à la Instinto Selvagem, revelando a ausência de roupas íntimas em prol do bom caimento do vestido de cetim. Flexível, o acadêmico Lêdo Ivo, 80 anos, considerou o gesto "uma homenagem póstuma ao Austregésilo, grande apreciador do sexo feminino".

 

A rainha pop adere a judaísmo de butique

AFP
Madonna (mas pode me chamar de Esther) em Israel: ortodoxos agitados


Bem simplesinha, Esther – aquela que se chamava Madonna – usou preto, boné xadrez e óculos de leitura para celebrar o Ano-Novo judaico em plena Tel Aviv, junto com 2.000 alunos do rabino Philip Berg, uma espécie de padre Marcelo Rossi da cabala, vertente mística do judaísmo. Em cinco dias de visita, a cantora conseguiu desagradar a árabes e judeus. Ortodoxos, como o rabino Avraham Ravitz, 70 anos, condenaram seu, por assim dizer, arrivismo cabalístico: "É extremamente inadequado". Líderes palestinos, como Michel Nasser, desancaram a planejada visita à bíblica tumba de Raquel: "É um símbolo do nosso sofrimento".

 

Japonês à brasileira


AP
Koizumi chora durante discurso em São Paulo: fãs e simpatia

Em visita ao Brasil, o primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, mostrou que não é só seu cabelo (planejadamente) revolto que o faz diferir de seus pares. Simpático, acessível e emotivo, ele pediu para navegar pelo Rio Tietê (e foi sabiamente demovido da idéia), fez o helicóptero pousar em um campo de futebol para cumprimentar imigrantes japoneses no interior de São Paulo e caiu no choro durante um discurso. Em Brasília, quis conhecer o maratonista Vanderolei Cordeiro de Lima, a quem pediu que reproduzisse o "aviãozinho" feito na reta final da prova olímpica. Deixou caminho aberto para as aspirações estratégicas do Japão – e uma legião de fãs apaixonadas na colônia.

 

Vão-se os quilos, fica a echarpe


Fotos Joedson Alves/AE
Ideli: aposta na redução de estômago e pretendente em potencial

No jogo da vida, como se sabe, não há milagres – ganha quem aceita riscos. Assentada nessa máxima, a senadora petista Ideli Salvati virou a mesa em outubro passado: com 52 anos, 1,56 metro de altura, 110 quilos e muitos problemas de saúde, submeteu-se a uma cirurgia para redução do estômago. Agora, 40 quilos a menos, colhe os trunfos do novo visual, em que só as echarpes vistosas permanecem iguais. Pretendentes? "Tem interesse na área, mas estou fazendo um processo seletivo", informa Ideli, divorciada desde 1988 e louca para encontrar um novo amor. Plástica? "Não fiz." Ginástica? "Pouca. Eu era uma gorda durinha e virei uma magra molinha."

 

Sucesso na carreira, briga em casa

AP
Isabeli, em Nova York: bela como nunca, e chorando


Quem viu a estonteante Isabeli Fontana brilhar nos vinte desfiles que fez em Nova York, estampar a capa da Vogue americana e alcançar o segundo lugar no ranking das maiores modelos da atualidade imagina que tudo vai bem na vida da paranaense. Engano. Separada do modelo Álvaro Jacomossi, ela pena o imbróglio típico de ex-casal em pé de guerra: briga pelos bens e pelo filho. Com uma agravante: há vinte dias Álvaro pegou Zion, 1 ano, para passear e não devolveu. Ela deu queixa na polícia. Ele prometeu entregar a criança. "Meu advogado está cuidando disso", diz Isabeli, entre lágrimas.

 

 

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Roberta Salomone e Sandra Brasil

 
 
 
 
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