Edição 1872 . 22 de setembro de 2004

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"VEJA nos provou que com um pouco de dedicação e atenção podemos buscar a longevidade com saúde."
Marcelo Finkler
Marau, RS

 

Longevidade

Verdade. Velhice não se improvisa. Ela é resultado de como encaramos nossa maturidade. Não temos certeza das limitações que o futuro nos reserva. Mas está em nossas mãos fazer tudo para minimizar os efeitos negativos do envelhecimento e aproveitar as vantagens da vida longa e saudável ("Viver mais e melhor", 15 de setembro).
Eliane Pellegrino Veloso
Psicóloga
Belo Horizonte, MG

O organismo humano passa por um processo cíclico de mudança, caracterizado por um ritmo de degeneração e morte, recomposição e vida. Não somos máquinas humanas que declinam até a morte. Somos mais que a soma de nossos órgãos. Por isso, é urgente a reforma de pensamento sobre o envelhecimento, abordando o aspecto do tempo como totalidade, existência e possibilidade do ser.
Pedro Paulo Monteiro
Mestre em gerontologia
www.pedropaulomonteiro.com

O homem, além de "se enxergar como o pináculo da criação", como bem coloca o articulista, tenta realmente esquecer que pertence ao reino animal e ao ciclo vital que rege a natureza. Seria catastrófico para a natureza e os recursos de nosso planeta se por acaso conseguíssemos desarmar ou reprogramar nosso ciclo vital para evitar a morte. Viver com saúde até a velhice terminal é desejável e viável, agora subverter a ordem das leis naturais é prepotente e infantil.
Ricardo Fernando Arrais
Endocrinologista pediátrico e professor universitário
Natal, RN

É impressionante a capacidade da jornalista Thereza Venturoli de traduzir pesquisas de ponta para um vocabulário acessível a todos. Felizmente, os estudos na área da endocrinologia e dos distúrbios do metabolismo têm progredido no sentido de prevenir e tratar doenças crônicas como o diabetes, a aterosclerose, a osteoporose e até mesmo a obesidade. Graças a esses avanços científicos que beneficiam toda a humanidade, a endocrinologia/metabologia é a especialidade que ganhou o maior número de prêmios Nobel até o momento.
Valéria Guimarães
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Brasília, DF

 

Millôr

Fico com a impressão de que Millôr nunca se afastou de VEJA e de que VEJA jamais abdicou da inteligência irreverente do Millôr. É uma retomada, tal como ele escreveu na edição passada. O escritor vem dar continuidade ao que jamais teria sido interrompido, já que estou falando da perspicácia de Millôr e do que VEJA representa no mundo da inteligência da imprensa brasileira.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ

Sou leitor de VEJA desde o primeiro número. Com isso, pude acompanhar a brilhante passagem de Millôr por suas páginas e agora me rejubilo com seu retorno. Sem querer desmerecer os demais humoristas, Millôr é único. Havia tempos eu achava que fazia falta uma seção de humor na revista, mas agora ela ficou completa, pois nos trouxe o que temos de melhor.
Celso Antônio Rossi
celsorossi@uol.com.br  

Quero cumprimentar VEJA pela brilhante contratação de Millôr. Foi uma grande surpresa para mim, que cresci lendo Millôr nas páginas de VEJA. O que me atraía, no primeiro momento, eram as ilustrações (ainda me lembro de uma ilustração do Prometeu acorrentado). Se faltava um motivo para renovar a assinatura de VEJA, agora não falta mais. Parabéns, VEJA; seja bem-vindo, Millôr.
Aparecido Corrêa dos Santos
São Bernardo do Campo, SP

Sou professora universitária e na sexta-feira usei em minha aula um texto de Millôr Fernandes. No domingo, abrindo VEJA, reencontro o grande autor. Na verdade, essa sintonia demonstra que, para leitores como eu, ele nunca se foi. Parabéns, VEJA, pelo novo craque nesse grande time.
Lígia A. Cortez da Rocha
Ribeirão Preto, SP

 

Radar

Sobre a nota "Excluído ou incluído?" (Radar, 15 de setembro), esclareço que percebo uma única aposentadoria pública, a de consultor jurídico do Ministério da Justiça, cargo em que fui cassado pelo golpe militar de 1964. O senhor Antonio Carlos Magalhães, citado por V.Sa. como fonte da informação da nota, não merece crédito. O Brasil sabe disso. A mentira contida na citada nota tem a marca desse coronelismo decadente, servil e sempre oportunista, que, por força de trapaça, chantagem ou bajulação, buscou "incluir-se" em todos os governos dos últimos cinqüenta anos da República.
Waldir Pires
Ministro de Estado do Controle e da Transparência
Brasília, DF

 

Claudio de Moura Castro

Tenho 67 anos e duas eleições para votar obrigatoriamente. Nelas vou anular o meu voto. Só votarei, e com muito prazer, em Claudio de Moura Castro, quando ele se candidatar para executar seu plano de governo transcrito no Ponto de vista "Se eu fosse ditador..." (15 de setembro).
João Elberto Ferreira
Porto Alegre, RS

 

Diogo Mainardi

Poucas vezes concordei tanto com o Diogo Mainardi ("Drauzio é de morte", 15 de setembro). Aliás, em matéria de política, eu sempre discordo. A vida é muito mais complexa do que Drauzio Varella demonstra. Ouvir passarinhos cantando e dar valor a coisas simples é mediocridade. Temos de curtir a vida intensamente. Arriscar a todo momento. Senão, o tempo passa, e não fizemos absolutamente nada.
André Sol Rocha Mendes
Belo Horizonte, MG

 

Veja essa

Meias frases, assim como meias verdades, podem levar a uma desinformação inteira. Na seção de frases da semana (Veja essa, 15 de setembro), VEJA reproduz pela metade o primeiro parágrafo da carta que enviei à direção do jornal New York Times, contestando matéria de seu correspondente no Brasil. Como a frase foi cortada por reticências, a revista permitiu-se fazer o gracejo de que eu teria sugerido que "o Ministério do Trabalho não faz parte do governo Lula". Por isso, solicito a publicação da frase inteira para evitar dúvidas: "O plano não é do presidente Lula. Trata-se de um projeto de lei elaborado pelo Ministério do Trabalho, atendendo a uma antiga reivindicação dessa categoria profissional, em conjunto com representantes da Federação Nacional dos Jornalistas e dos sindicatos estaduais, encaminhado por exigências legais pelo governo federal ao Congresso Nacional". Tivesse VEJA publicado a frase inteira, os leitores da revista saberiam que o governo não tem interesse próprio na matéria, não teve a iniciativa de elaborar o projeto de lei, mas apenas atendeu a uma reivindicação da categoria profissional feita por dirigentes eleitos pelos jornalistas, em audiência pública, no Palácio do Planalto, no último mês de abril.
Ricardo Kotscho
Secretário de Imprensa e Divulgação
da Presidência da República
Brasília, DF

 

Cartas

O suposto "jornalista" Jorge Reis da Costa, vulgo "Kajuru", conhecido delinqüente verbal contumaz, atual língua-de-aluguel de candidato a vereador em Goiânia e habitual fugitivo de oficiais de Justiça, perguntou neste espaço "por que não cumpro meu expediente diário no Detran" (Cartas, 15 de setembro). Fazer o que lá, se no órgão não trabalho desde os anos 90? Tão habituado à agressão pela agressão e pelo obsessivo culto à mentira que não se deu conta de usar um princípio elementar do jornalismo: a checagem. Ora, a mesma matéria de VEJA de Ricardo Valladares é clara: estou comissionado na Assembléia Legislativa, conforme o público Diário Oficial. Esse tradicional facínora interestadual da palavra não se emenda mesmo!
Milton Neves
São Paulo, SP

 

Radar

Em sua edição 1 871, a seção Radar escreve: "Na noite de quarta-feira, no restaurante Piantella, em Brasília, era péssimo o clima entre o candidato petista a prefeito do Rio de Janeiro, Jorge Bittar, e o supertesoureiro do PT, Delúbio Soares". Não é verdade. Quero esclarecer que há mais de dois anos não vou ao restaurante Piantella, não estive em Brasília na data citada nem tive discussão alguma com o companheiro Jorge Bittar.
Delúbio Soares
Tesoureiro da Executiva Nacional do PT
Brasília, DF

 

CORREÇÕES: Na matéria "Práticas e simpáticas" (Guia, 15 de setembro), o nome da marca de malas de viagem Samsonite foi grafado de forma incorreta. O filme Birth estreou no Festival de Veneza, não em Cannes (Veja essa, 15 de setembro).

 

 

Uma capa inspirada em Escher

A capa de VEJA (no alto da página, à esq.) e a gravura Rind, de M.C. Escher: inspiração

Os leitores Orlando Moura, de Belém, Ana Amorim, de Salvador, e Alberto Ferreira, do Rio, notaram a semelhança da capa de VEJA (15 de setembro) com gravuras do holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972). A idéia de Escher, que inspirou a capa de VEJA, de uso recorrente nas artes gráficas, aparece nas gravuras Rind (1955) e Bond of Union (1956). "É uma imagem forte, que já foi usada em várias publicações, inclusive na revista americana Newsweek", diz Carlos Neri, diretor de arte de VEJA.

 

 
 
 
 
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