BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2022

22 de agosto de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Claudio de Moura Castro
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Guia
A lição dos bons alunos

O Ministério da Educação (MEC) mapeou os hábitos dos melhores alunos em duas das provas que aplica com regularidade – o Saeb, cujo objetivo é aferir o nível dos estudantes no ensino básico, e o Enade, que mira os universitários.


Monica Weinberg

O resultado é uma nova cartilha que esclarece o que funciona na rotina de bons alunos de todas as faixas etárias, como Beatriz Salles, de 11 anos, e Vítor Villar Silva, de 17 – a dupla que aparece ao lado. Além de listar os hábitos que os campeões brasileiros nas duas provas em questão têm em comum, o atual estudo teve como mérito o fato de mensurar o impacto desses hábitos no desempenho escolar. Do levantamento – devidamente comentado por especialistas – é possível extrair conclusões sobre algumas das dúvidas mais freqüentes dos pais: de quanto tempo uma criança deve reservar para os estudos em casa a até que ponto, afinal, se recomenda que ela seja amparada em seus deveres. Eis o que revelam as duas pesquisas, em cinco tópicos.

 

ELE QUER SER ENGENHEIRO QUÍMICO

Alexandre Schneider


Vítor Villar Silva,
17 anos, passa cinco horas na escola e quatro no cursinho pré-vestibular: ele compensa o excesso de estudo com a prática de atividades físicas no pouco tempo livre. "Depois de tantas horas trancado na sala de aula, só mesmo uma ida à academia para relaxar a mente." Ele e outros bons estudantes rendem melhor assim


1.
HORAS DE ESTUDO

O que dizem as pesquisas: o hábito de dedicar-se aos estudos em casa pelo menos uma hora por dia tem impacto positivo nas notas: elas são, em média, 30% mais altas do que as dos estudantes que não fazem o dever de casa

Comentário: prestar atenção nas aulas pode ser suficiente para um bom desempenho nas provas – mas seguir com os estudos em casa é o que faz a diferença a longo prazo

Práticas que funcionam, segundo os especialistas:

• Orientar os filhos para que evitem estudar à noite. As pesquisas comprovam que o rendimento é pior

• Evitar excessos. Para crianças entre 7 e 10 anos, estudar mais de duas horas por dia em casa é exagero – sem benefício comprovado ao desempenho escolar. A partir dos 11 anos, o volume de matéria justifica separar de duas a três horas para as tarefas em casa

• Ter boa oferta de livros na biblioteca de casa e dispor de um espaço onde a criança possa dedicar-se aos estudos (de preferência livre do som da televisão) são dois fatores que ajudam nas notas

• Se a criança der sinais de exaustão, incentive-a a fazer uma pausa antes da conclusão da lição

 

LEITORA VORAZ

Roberto Setton


A estudante Beatriz Salles, 11 anos, da 7ª série do ensino fundamental, faz aulas de inglês, alemão, balé e artes: apesar dos dias lotados, ela reserva um tempo para um dos hábitos que melhoram o desempenho escolar. "Leio um livro atrás do outro", diz a menina


2.
LEITURA

O que dizem as pesquisas: os melhores alunos lêem seis livros por ano, além dos indicados pela escola, e cultivam o hábito de comprar jornais e revistas – os maus estudantes afirmam não ter lido um único livro no ano anterior

Comentário: a leitura não obrigatória – aquela sem nenhum vínculo com as tarefas escolares – é a que as pesquisas indicam surtir mais efeito positivo à formação dos estudantes: o hábito estimula a capacidade de compreensão de textos e a expressão oral, o que se reflete em todas as disciplinas

Práticas que funcionam, segundo os especialistas:

Comprar livros adequados à idade dos filhos, para que lhes despertem interesse genuíno, e de bom nível literário

Deixar os livros ao alcance das crianças, de modo que tenham fácil acesso a eles

Ter sempre em casa jornais e revistas – e puxar assunto sobre algumas das notícias do dia

Incluir uma visita a livrarias no roteiro do fim de semana

Blend Images/Getty Images/RoyaltyFree

 

3. ATIVIDADES FORA DA ESCOLA

O que dizem as pesquisas: os melhores alunos fazem pelo menos um curso extracurricular

Comentário: não há dúvida de que esse tipo de atividade – esportiva ou intelectual – contribui para a formação dos estudantes, mas o excesso delas sempre atrapalha

Práticas que funcionam, segundo os especialistas:

Limitar as aulas extras a duas horas por dia – com um intervalo entre elas

Alternar na agenda atividades físicas e intelectuais. O rendimento será melhor nos dois casos

 

4. USO DO COMPUTADOR

Peter Cade/Iconica/Getty Images

O que dizem as pesquisas: nas escolas brasileiras, até agora os computadores não ajudaram, mas seu uso em casa tem claro impacto positivo no aprendizado – os melhores estudantes recorrem ao computador quase diariamente

Comentário: com a internet, os estudantes estão diante de uma inesgotável fonte de informações – algumas delas úteis, outras não. Cabe aos pais orientá-los a fazer o melhor uso da tecnologia

Práticas que funcionam, segundo os especialistas:

Iniciar as crianças no uso da internet: é dos pais a tarefa de lhes apresentar as melhores ferramentas para pesquisa

Delimitar o tempo de lazer em frente ao computador: até uma hora por dia é o ideal, segundo estudos

 

5. PARTICIPAÇÃO DOS PAIS

O que dizem as pesquisas: esse é um dos fatores que mais têm influência sobre o desempenho dos estudantes – as notas melhoram cerca de 10% quando os pais estão atentos à rotina escolar dos filhos

Comentário: embora a família deva ser mais ativa durante a infância, fase fundamental à criação de bons hábitos de estudo, sua participação na vida escolar ainda continua a fazer diferença mais tarde

Práticas que funcionam, segundo os especialistas:

Tentar estar sempre por perto na hora da lição. Caso seja acionado, dê sugestões para a resolução da questão – nunca a resposta pronta

Procurar saber um pouco de tudo: do que a criança aprendeu naquele dia à organização de sua mochila. É uma maneira de dar sinais de que está atento ao que se passa na escola

Conversar na mesa de jantar sobre alguns dos temas das aulas

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |