Qualidade de fotos
todas têm. Agora, as novas
câmeras oferecem recursos de computador
Carlos Rydlewski
Fotos
divulgação
A HP R837 oferece recursos de
tratamento de imagem: emagrece pessoas ou dá tratamento
de desenho ao carro. Preço: 1 299 reais
MAIS GORDA A HP R837 alarga
os elementos na periferia da imagem (note os troncos das
árvores nos detalhes)...
MAIS MAGRA ...mas afina a pessoa
no centro da imagem. Acima, a moça ficou mais esbelta
Durante quase uma
década, à medida que as câmeras digitais
se tornavam um equipamento que todo mundo tem em casa, os
fabricantes competiram para ver quem oferecia melhor resolução
por menor preço. A disputa era medida em números
de megapixels, os milhões de pequenos pontos que formam
a imagem. Hoje, as lojas estão repletas de máquinas
com resolução acima de 6 megapixels. Metade
disso já é suficiente para a impressão
de fotos de boa qualidade no tamanho 10 por 15 centímetros,
o preferido dos amadores. O excesso de megapixels pode até
ser um estorvo, pois resulta em arquivos enormes, difíceis
de manipular no computador. Por isso tudo, a disputa em termos
de megapixels está praticamente encerrada. Para encontrarem
novos compradores, os fabricantes mudaram o foco e passaram
a produzir aparelhos que, além de tirar fotos, são
capazes de oferecer recursos de edição de imagem
e até música com qualidade estéreo.
Muita coisa que
antes só era possível realizar num computador
de mesa eliminar manchas da pele ou distorcer uma imagem,
por exemplo já pode ser feita na própria
câmera. Algumas delas oferecem telas de cristal líquido
com a tecnologia touch screen (que funciona por toque, como
o iPhone), o que facilita o acesso aos programas de edição.
"As inovações permitem a um amador fazer fotos
com qualidade que, apenas um ano atrás, só estava
ao alcance de profissionais", diz Flávio Takeda, responsável
pela divisão de fotografias da Roland DG, uma das líderes
mundiais no setor de impressões. Em junho, a Kodak
mostrou um novo sensor que pode quadruplicar a sensibilidade
à luz das máquinas digitais. Isso quer dizer
que imagens nítidas podem ser captadas mesmo em locais
pouco iluminados. "Boas fotos poderão ser tiradas com
pouquíssima luz, como quando uma criança estiver
apagando a vela do bolo de seu aniversário", diz Chris
McNiffe, responsável pelo desenvolvimento do produto,
que deve começar a ser vendido no próximo ano.
As câmeras
também ganharam funções que pouco têm
a ver com a fotografia propriamente dita. O modelo Easyshare-One,
da Kodak, empacota as imagens em e-mails e as envia por conexão
wi-fi. A Casio Exilim coloca os vídeos produzidos no
aparelho em um formato próprio para reprodução
no YouTube, o principal site de compartilhamento de vídeos
da web. A enxurrada de novos recursos não é
suficiente para garantir o futuro da câmera digital.
A transição da tecnologia analógica,
dos filmes em película, para a digital arruinou a indústria
fotográfica. Fabricantes tradicionais, como a japonesa
Konica Minolta (máquinas fotográficas) e a belga
Agfa (filmes e papéis), deixaram o ramo. Agora são
as câmeras digitais que enfrentam uma concorrência
ameaçadora, a dos celulares. As câmeras instaladas
nos telefones também estão se enchendo de megapixels.
Muitos especialistas acreditam que os celulares terminarão
por ser a câmera digital preferida dos amadores.
Desde 2005, a maior
fabricante de câmeras digitais é a Nokia, uma
empresa de telefonia. No ano passado, ela produziu 347 milhões
de telefones, quatro em cada dez deles equipados com câmera
digital. Em alguns países ricos, como o Japão,
a venda de câmeras digitais está em declínio.
Na maioria das nações em desenvolvimento ainda
há muito espaço para crescer. O mercado brasileiro
de câmeras digitais expandiu-se 35% no primeiro semestre
de 2007. Por aqui, a sede por megapixels e tudo mais
que as câmeras atuais têm a oferecer ainda
deve durar.
ELA
TAMBÉM TOCA MP3
A i70, da Samsung, inclui um tocador de música
estéreo. O teclado na tela de LCD permite incluir
textos nas fotos.
Preço: 1 199 reais
MAIS
PERTINHO
Com o zoom óptico da SP-550UZ, da Olympus, é
possível fazer uma foto de corpo inteiro de alguém
a 50 metros de distância.
Preço: 2 999 reais
ALTA
DEFINIÇÃO
A W200, da Sony, tem conexão para TV de alta definição.
Vem com quatro músicas para ser usadas como trilha
sonora na exibição das fotos.
Preço: 1 899 reais
TODOS EM FOCO A Z10, da Fujifilm,
coloca em foco o rosto de cada uma das pessoas de um grupo.
Preço: 999 reais